Deborah Blando

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Deborah Blando
Informação geral
Nome completo Deborah Salvatrice Blando
Nascimento 3 de março de 1969 (50 anos)
Local de nascimento Sant'Agata di Militello, Itália
Nacionalidade Italiana de ascendência ucraniana e brasileira
Gênero(s) Música pop, dance-pop e R&B
Instrumento(s) vocal, piano e violão
Período em atividade 1981; 1989–2002; 2008; 2011–presente
Gravadora(s) Sony Music (1991–95)
Virgin/EMI (1996–99)
Abril Music (2000–01)
Universal Music (2002–08)
Som Livre (2012–presente)
Página oficial www.deborahblando.com

Deborah Salvatrice Blando (Sant'Agata di Militello, 3 de março de 1969) é uma cantora, compositora e multi-instrumentista italiana de ascendência ucraniana e brasileira. A cantora é poliglota e fala, compõe e canta em português, italiano, espanhol, ucraniano, alemão, inglês e francês. Reconhecida pelo tom suave, mas potente de sua voz, é recordista de vendas das trilhas sonoras de novelas, e é também conhecida por suas músicas altamente românticas, e mais recentemente pelas pop eletrônicas. É considerada uma das mais belas vozes da música contemporânea.[1]

Blando assinou contrato com a Sony Music em 1990, lançando seu primeiro álbum, A Different Story, no mesmo ano. O álbum trouxe sucesso internacional para a cantora, com os singles sendo bem executados nas rádios americanas, europeias e australianas. O sucesso de Blando se estendeu para o Brasil durante toda a década de 90, com o lançamento de diversas músicas que ficaram em 1º lugar nas rádios do país e que foram trilhas sonoras de novelas. Ela lançou mais dois álbuns durante tal década: Unicamente (1997) e Deborah Blando (1998). Entre seus maiores sucessos, estão "Innocence", (canção que escreveu aos dezessete anos e até hoje é recorde de vendas, muito aclamada pela crítica), "A Maçã", "Unicamente", "Somente o Sol" e "A Luz Que Acende o Olhar", que foi lançada em 2002 para a sua primeira coletânea de mesmo nome. Entre 2003 e 2011, Blando passou por diversos problemas pessoais e de saúde, o que a fez colocar sua carreira em hiato, mas, mesmo assim, lançou mais músicas para trilhas sonoras de novelas. A cantora lançou seu primeiro álbum em 13 anos, In Your Eyes, em 2013.

Durante sua carreira, Blando participou das trilhas sonoras de mais de 20 novelas, além de gravar músicas para campanhas da Coca-Cola e filmes da Disney. Até 2002, a cantora havia vendido mais de seis milhões de álbuns.[2][3] Blando é reconhecida como uma das poucas artistas brasileiras a conseguir sucesso internacional. [4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Deborah nasceu em Sant'Agata di Militello, filha de pai italiano com mãe brasileira. Deborah é neta materna de ucranianos, que apesar de terem imigrado para Santa Catarina, onde nasceu sua mãe, fixaram residência no Paraná, onde a mãe da cantora foi criada. É a primogênita dos três filhos que seus pais tiveram. Deborah veio morar no Brasil aos dois anos de idade. Seu pai trabalhava numa multinacional e foi transferido para o Rio de Janeiro, para onde se mudou com a família. Na época, a cantora aprendeu a falar em português. Aos cinco anos, Deborah se mudou para Florianópolis, cidade natal de sua mãe, para onde seu pai foi novamente transferido. Aos nove, seu pai voltaria de vez para a Itália com todos, mas nem ela, nem a mãe e os irmãos quiseram retornar, e acabaram por fixar residência em Florianópolis.[5][6]

Carreira[editar | editar código-fonte]

1981–1989: Primeiros trabalhos[editar | editar código-fonte]

Desde criança, apresentava aptidão musical, tanto que, aos três anos, voltou para a Itália por algumas semanas para participar do Festival de Sanremo, chamado de Zecchino D'Oro, onde venceu como a melhor cantora infantil. Em Florianópolis, era destaque no coral do colégio de freiras no qual estudava. Nas horas vagas, cantava em um clube local, onde se destacava como solista. Em uma de suas apresentações, um executivo catarinense a chamou para gravar seu primeiro long play italiano. Como Deborah foi considerado um nome muito americanizado para cantar músicas italianas, a apelidaram de Giovanna, e então, em 1981, aos 12 anos, gravou seu primeiro álbum sob o pseudônimo de Giovanna, intitulado Alegria da Gente e completamente gravado em italiano, se apresentando nos principais programas de televisão da época. Seus pais no entanto, não permitiram que a carreira viesse a atrapalhar seus estudos, e assim parou com a carreira infantil.[7] Em 1986, ao terminar o ensino médio, foi descoberta pelo cantor e compositor Oswaldo Montenegro, que estava visitando Florianópolis em busca de novos talentos musicais.[8] Foi convidada por ele para gravar a trilha sonora da peça teatral Os Menestréis.[9][10][11]

1990–1996: A Different Story e Suave Suave[editar | editar código-fonte]

Em 1990, Deborah Blando já era contratada da Sony Music Brasil e conheceu Cyndi Lauper e seu empresário na época, David Wolf. Deborah logo se mudou para Nova York e assinou contrato com a Sony Music Internacional para o lançamento do disco A Different Story. O primeiro single "Boy (Why Do You Wanna Make Me Blue)" entrou para a parada dance americana e no comercial da Diet Coke. O álbum ganhou uma edição especial (A Different Story: Special Edition) em 1993, incluindo uma nova versão para "Decadence Avec Elegance", de Lobão (trilha da novela Deus Nos Acuda),[12] e uma versão de "A Maçã", sucesso de Raul Seixas. O single "Innocence" ficou em #13 nas maiores rádios da Europa, enquanto no Brasil foi número #1 por sucessivas semanas. Em 1995, Deborah foi convidada pela banda espanhola de trip hop B-Tribe para participar do álbum Suave Suave. Foi também convidada pela Coca-Cola para gravar a faixa "O Descobridor dos Sete Mares". O single dessa música vendeu 1 milhão de cópias no Brasil.

1997–99: Unicamente e Deborah Blando[editar | editar código-fonte]

Em 1997, Blando lançou o CD Unicamente. A música que dá título ao CD explodiu nas paradas como tema principal da novela A Indomada.[13] Na música "Unicamente", Deborah homenageia, na letra e no vídeo, Iemanjá. No mesmo ano, o single "Gata" foi para a trilha do seriado Malhação, também na Rede Globo. Esse álbum teve a participação de produtores de renome, como Patrick Leonard (de Madonna e Jeff Beck) e David Foster (de Michael Jackson, Natalie Cole e Whitney Houston). Em 1998, Deborah lançou seu terceiro álbum, que levou seu nome no título, Deborah Blando. Mais uma vez, alcançou grandes picos nas paradas musicais, desta vez com o single "Somente o Sol", versão da música "I'm Not in Love", que virou tema de abertura da novela Corpo Dourado, da Globo. Seu segundo single e primeiro clipe daquele ano e álbum foi "Águias". Para divulgar o disco auto-intitulado, ela aderiu a um visual cheio de tatuagens e símbolos tribais, presentes também no encarte do CD.[14] Produzido por Blando e pelo programador da cantora Madonna, Marc Moreau, este álbum é o maior sucesso de Deborah na Europa, ganhando disco de ouro em Portugal.[15]

Dois anos mais tarde, a música "Próprias Mentiras", que já havia aparecido em Malhação 1999 como tema da personagem Érica (Samara Felippo),[16] ainda deste CD, virou hit nacional devido ao sucesso de Laços de Família, novela em que a canção fez parte da trilha sonora como tema da personagem Íris, interpretada pela atriz Deborah Secco.

2000–02: Salvatrice e A Luz Que Acende o Olhar[editar | editar código-fonte]

No ano 2000, Deborah enfrentou uma grande crise com sua então gravadora, Virgin Records / EMI, o que gerou um grande processo e boicote de suas músicas nas rádios nacionais. Acolhida pela Abril Music, voltou às origens com o álbum que recebe seu segundo nome, Salvatrice, apenas com regravações italianas recentes, incluindo covers de Rolling Stone e Laura Pausini.[17] Nessa mesma época, foi convidada pela Disney para gravar o tema do filme Atlantis: The Lost Empire.[18]

Em 2002, ela lançou pela Universal Music sua primeira coletânea, A Luz Que Acende o Olhar, contendo todos os seus hits, e como bônus mais cinco faixas inéditas. A faixa-título, lançada como o primeiro e único single da compilação, virou trilha da novela O Beijo do Vampiro, se tornando mais um grande sucesso da artista nas rádios brasileiras.[19] Novamente cotada para fazer uma trilha sonora para a Rede Globo, gravou o tema de abertura da novela Chocolate com Pimenta.[20] Em 2003, foi convidada pelo cantor irlandês Ronan Keating (ex-Boyzone) na faixa "When You Say Nothing At All", um dueto de grande sucesso na Inglaterra.

2003–11: conturbações na vida pessoal e pausa na carreira[editar | editar código-fonte]

Em 2003, Deborah Blando teve um agravamento da síndrome do pânico e da depressão, que carrega desde adolescente, decorrente de fobia social. Quando começou a tomar as medicações prescritas pelo psiquiatra, não conseguia mais agir naturalmente, suas emoções ficaram muito robóticas, e para voltar a ser espontânea e sorridente como antes, acabou por enveredar pelo caminho dos vícios em álcool, e também em drogas, como maconha, cigarro, LSD, ecstasy e cocaína, e isso ao longo do tempo atrapalhava consideravelmente nas suas atitudes pessoais e na carreira. Seu transtorno de pânico advinha da incapacidade de saber administrar a carreira, pois a fama veio muito rápido e ela não pôde viver plenamente a infância e a juventude, além de seus relacionamentos amorosos que nunca davam certo.[21][22] Era perseguida vinte e quatro horas por dia [21][22] por fãs, jornalistas e fotógrafos[21][22], tanto no Brasil quanto no exterior[21][22], já que sempre foi uma artista de sucesso[21][22], considerada uma grande cantora[21][22], atraindo multidões por onde fosse[21][22], chegando ao ponto de ter fãs do mundo inteiro acampados na porta de sua residência[21][22], só podendo andar na rua com escolta policial[21][22]. Todo este assédio da imprensa também fez sua depressão sair de controle. Se tratando com medicamentos, conviveu com a depressão, a síndrome do pânico, o TAG, fobia social, e a síndrome de burnout por mais de quinze anos de sua vida, sofrendo muito, com medo de sair de casa, só conseguindo trabalhar medicada, onde seus problemas se agravaram devido à excessiva exposição de sua vida pessoal contra sua vontade[21][22]. A falta de paz e privacidade a levaram a se isolar em casa, com medo de multidões, evitando convivência social, e passou a cancelar diversos shows. Tudo isto a levou a desenvolver outros problemas emocionais além do pânico, como transtorno de ansiedade, insônia e depressão, e com ordens médicas acabou passando a tomar diversos medicamentos ao mesmo tempo, o que a deixava dopada e impossibilitada de compor e cantar. O ápice da crise se deu quando, ao cantar em Nova York numa temperatura de quinze graus abaixo de zero, foi cantar em Recife num calor de quarenta graus, e para piorar, oitenta mil fãs descontrolados invadiram seu camarim[21][22], tentando tirar fotos e falar com a artista[21][22]. Em choque pela grande mudança de temperatura, o cansaço pela troca de fuso horário e os fãs histéricos a fizeram desmaiar, e ao acordar não reconheceu mais ninguém, chorando muito[21][22]. Foi levada para uma clínica de repouso, onde ficou por algumas semanas. Diagnosticada com síndrome de burnout, estava esgotada de tanto trabalhar, e fragilizada pelo seu emocional abalado, decidiu então deixar sua carreira de lado, mudar-se novamente para Los Angeles, nos Estados Unidos, se internar numa clínica de reabilitação, e lá conheceu o budismo, onde começou a estudá-lo para procurar a paz interior. Com os anos, Deborah deixou de vez o álcool e as drogas, mas precisou manter por muitos anos o tratamento para a depressão e o pânico. Para se ocupar, voltou a estudar, e fez cursos de técnica vocal e de imagem, e aperfeiçoamento de inglês e francês. Seguindo cada vez mais o budismo kadampa, morou por alguns anos num templo budista em Londres, na Inglaterra. Nessa época, seu maior vício eram os barbitúricos. Quis desafiar-se, como o budismo prega, e parou de tomar. Ficou duas semanas sem dormir. Orando e meditando vinte e quatro horas por dia, se fortaleceu e voltou ao seu estado normal, dormindo sem remédio, e agora fortalecida por sua fé, conseguiu superar seus problemas. [21][22] Mesmo passando por uma crise pessoal, Deborah gravou nos Estados Unidos seu quinto álbum, intitulado Polares. Com influencias dance e trip hop, neste disco Blando fala sobre sua depressão e o lado obscuro da fama. O trabalho foi vazado antes do lançamento, e por fim acabou sendo liberado apenas em seu website.

Apesar de tratar há muitos anos, houve um agravamento do seu transtorno de pânico, com tentativas de suicídio. Na época, havia se afastado de sua terapia e do budismo por um tempo, pois queria se dedicar à sua família e estava muito ausente da vida dos pais, irmãos e sobrinhos. Com os meses, sua depressão profunda voltou mais forte. No ano de 2010, a cantora se internou em uma clínica de reabilitação para pessoas depressivas em Florianópolis, para um tratamento intenso. Na época, voltou de vez para sua terapia e para o budismo, a fim de se dedicar completamente e decretar que estaria livre de qualquer problema psicológico. Com a doença de Deborah, seus projetos musicais foram deixados para segundo plano para se dedicar completamente ao tratamento.[23]

2012–presente: Retorno e In Your Eyes[editar | editar código-fonte]

No final de 2011, ainda debilitada, mas um pouco mais fortalecida devido as suas meditações budistas, foi anunciado no site oficial que Deborah Blando revisitaria sua carreira em um show acústico após 8 anos de afastamento. Mais intimista, e com o objetivo de passar a limpo sua carreira. Deborah Blando voltou à estrada com uma roupagem que incluiu dois violões e um piano. Com o produtor e parceiro Alexandre Green, decidiu com este formato rever seu repertório de sucessos e ainda criar versões de clássicos que vão de Red Hot Chili Peppers e Nirvana a Prince, David Bowie e Guns N' Roses. Depois de muito experimentar o repertório, Deborah misturou em seu caldeirão de influências canções que revelam seu DNA artístico, demonstrando uma maturidade que a destaca entre o pop produzido no país. Apoiada pelo violão de Ricardo Medeiros e o piano e violão de Green, a cantora embarcou nesta maratona de shows com o propósito de mostrar ao público suas músicas e interpretações despida de qualquer artifício. Música pura, nua, onde o maior destaque é sua voz e a beleza de um instrumental reduzido e sofisticado.[24]

Em 2012, Deborah gravou 2 músicas para a trilha sonora da novela Guerra dos Sexos, da Rede Globo: "Anjo" e "In Your Eyes".[25][26] No ano seguinte, lançou seu sexto álbum, In Your Eyes. Em 2015, lançou "Jeito Particular", música que escreveu.[27]

Em 2019, Deborah anunciou que estaria deixando o Brasil, em sua conta no Instagram, alegando que não estava satisfeita com o atual mercado musical brasileiro. "Nunca diminuí minha qualidade musical por conta do que esta na moda e nem me 'prostituí' e não vou me vender fazendo o tipo de musica que está vendendo no mercado nesse país. Infelizmente aqui quem não é artista é famoso. E quem não canta faz sucesso. Quem mostra o corpo de forma grotesca e vulgar faz mais sucesso ainda", disse ela em sua publicação. Ela também criticou duramente a música brasileira: "Música no Brasil virou ou música pornográfica ou música de corno com letras machistas e grotescas. Sem poesia. Sem arte. O que matou a arte no Brasil eu me pergunto?!". Deborah fez seu último show no Brasil no dia 19 de maio, no Sesc Paulista, em São Paulo. Ela afirmou que pretendia se mudar para a Inglaterra, em busca de novas formas de fazer arte.[28][29]

Renovação pessoal[editar | editar código-fonte]

Em uma entrevista concedida em 2015, Deborah revelou que conseguiu se livrar definitivamente do vício que lutava por muitos anos contra o álcool, as drogas e os remédios que tratavam sua insônia, depressão, síndrome do pânico e ansiedade. Afirmou[21][22] que, além dos tratamentos médicos, como medicamentos e terapia, a ioga e o budismo a ajudaram profundamente, e que apesar de seguir o budismo kadampa, é simpatizante do budismo de Nitiren, e além das meditações kadampas, encontrou significado em sua vida através da recitação do daimoku, que é uma de suas meditações diárias, além de sua prática de caridade em centros sociais. A cantora afirmou que no passado quis muito casar e ter filhos, mas que nunca encontrou sua alma gêmea para isso, todo relacionamento que tinha terminava com traições por parte de seus namorados, e após muitos anos percebeu que este era seu carma, os relacionamentos, e percebeu que tinha de melhorar seu interior para a felicidade chegar. Informa que atualmente quer melhorar espiritualmente e evoluir como ser humano para ajudar mais ao próximo. Mora sozinha em Florianópolis, especificamente em Jurerê, com seus cachorros vira-latas, que pegou na rua para criar, por quem tem verdadeira paixão, e que essa paixão dedica totalmente aos bichos justamente pela falta de filhos, que não teve também pela carreira atribulada. Deborah está sempre em contato com sua família, que mora próximo à sua residência, e também sempre viaja o mundo em retiros budistas, e a trabalhos musicais, e revela que encontrou sua missão de vida ao se dedicar às pessoas necessitadas, e que hoje percebe que não só a carreira artística a satisfaz, mas a sua missão de levar a iluminação de Buda aos seres vivos, e que finalmente encontrou paz, podendo afirmar ter desapegado-se de ambições materiais. Continua com acompanhamento psicológico, onde faz tratamento através da psicanálise lacaniana, única terapia que funcionou efetivamente para seu equilíbrio, e revela que com os anos melhorou bastante e regrediu de seus sintomas psicológicos, e afirma ter parado de vez com as medicações. Com a terapia, descobriu que um dos motivos de tantos problemas emocionais foi ter se dedicado integralmente ao trabalho e não à vida pessoal, e que a artista construiu a cantora Deborah, mas não a mulher Deborah, já que não cuidou devidamente da vida pessoal, como cuidou da carreira, o que abriu um rombo emocional. Atualmente bem, voltou a escrever músicas e um de seus maiores projetos pessoais é conseguir se formar como professora de yoga e meditação budista, e está se dedicando fortemente a isso.[30] Além da voz, sempre chamou atenção pela beleza, por ser naturalmente loira de olhos azuis, revela que sempre foi muito vaidosa, e gosta de fazer plásticas, utilizar botox e usar mega hair no cabelo. A cantora revela que namorou alguns meses com alguns homens e com outros morou por alguns anos, e que a maioria de suas relações não foram longas. Atualmente solteira, a artista aparece eventualmente na mídia com algum namorado.[31]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de Deborah Blando

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Extended plays[editar | editar código-fonte]

  • 2013: Deborah Blando - EP
  • 2018: One Truth
  • 2019: Heart of Gold

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

Trilhas em Novelas[editar | editar código-fonte]

Ano Música Álbum
1991 "Boy (Why You Wanna Make Me Blue)" Vamp e Verão 90
1992 "Innocence" Perigosas Peruas
1993 "Decadence Avec Elegance" Deus Nos Acuda
"A Maçã" O Mapa da Mina
1994 "Merry-Go-Round" Olho no Olho
1997 "Unicamente" A Indomada
"Gata" Malhação
1998 "Somente o Sol (I'm Not In Love)" Corpo Dourado
2000 "Próprias Mentiras" Laços de Família
2002 "A Luz Que Acende O Olhar (Cuccioli)" O Beijo do Vampiro
"When You Say Nothing At All" O Beijo do Vampiro
2003 "Chocolate Com Pimenta" Chocolate com Pimenta
2007 "Contrato Assinado" Sete Pecados
"Every Minute (Polares)" Sete Pecados
2012 "Anjo" Guerra dos Sexos
"In Your Eyes" Guerra dos Sexos
2018 "One Truth" O Tempo Não Para

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Em mais de 25 anos de carreira, a cantora conquistou diversos prêmios musicais. Soma, em 6 discos lançados, mais de 6 milhões de cópias vendidas[2] e mais de 22 participações em trilhas sonoras para novelas e filmes. No ano de 2002, ganhou o troféu de melhor música do ano com o single "A Luz Que Acende o Olhar" (Cuccioli), tema da novela "O Beijo do Vampiro.[32] O sucesso também garantiu a Deborah a primeira posição em todas as rádios do Brasil, sendo a música mais tocada de toda uma temporada. Em 2003, Deborah ganhou na categoria de melhor cantora de canção popular no primeiro Prêmio TIM de Música.[33]

Referências

  1. [[1]]
  2. a b Maraísa Bueno (4 de fevereiro de 2013). «Deborah Blando: Via que eu precisava de uma droga para me sentir viva». Revista Contigo!. Consultado em 3 de Março de 2013. Arquivado do original em 11 de fevereiro de 2013 
  3. Alvaro Neder (4 de fevereiro de 2013). «Deborah Blando: Biography». Allmusic. Consultado em 15 de julho de 2017 
  4. [[2]]
  5. Daniel Queiroz (4 de fevereiro de 2013). «Cantora Déborah Blando fala sobre depressão, vícios e sua retomada da carreira». Notícias do Dia. Consultado em 3 de Março de 2013 
  6. [[3]]
  7. Avaliação no Allmusic
  8. [[4]]
  9. «Oswaldo Montenegro feat. Deborah Blando - Os Menestréis». Datab. Consultado em 18 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 13 de março de 2016 
  10. «Deborah Blando: Biografia (BHFM)». BH FM 102. 4 de fevereiro de 2013. Consultado em 3 de Março de 2013 
  11. [[5]]
  12. «Memória Globo (Trilha de Deus nos Acuda)». Globo.com. 2012. Consultado em 3 de Março de 2013 
  13. Diego Ponce de Leon (25 de fevereiro de 2013). «Deborah Blando reaparece com álbum eletrônico e influências orientais». Correio Braziliense. Consultado em 3 de Março de 2013 
  14. Roberta Paixão (2 de setembro de 1998). «À flor da pele». Revista Veja. Consultado em 16 de Março de 2013 
  15. «Deborah Blando: Site da cantora de 2006 (Biografia)». Site Oficial Deborah Blando (2006). 2006. Consultado em 16 de Março de 2013 
  16. Priscilla, Por:. «Trilha Sonora Malhação 1999». Blog da Priscilla. Consultado em 9 de fevereiro de 2020 
  17. Silvia Ruiz (26 de março de 2001). «Deborah Blando volta às suas origens e grava CD em italiano». ISTOÉ Gente Online. Consultado em 3 de Março de 2013 
  18. Redação Cineclick (19 de junho de 2001). «Disney reúne estrelas nacionais para lançamento de Atlantis». Cineclick (R7). Consultado em 17 de Março de 2013 
  19. Redação O Estado do Paraná (25 de fevereiro de 2013). «Deborah Blando lança seu quinto CD». Parana-Online. Consultado em 3 de Março de 2013 
  20. Redação Terra (26 de Janeiro de 2012). «De Jobim a Xuxa: Veja os cantores que gravaram temas de novelas». Terra. Consultado em 17 de Março de 2013 
  21. a b c d e f g h i j k l m n o Décio Piccinini (29 de março de 2012). «Deborah Blando conta seu problema com as drogas». Conta Mais. Consultado em 3 de Março de 2013 
  22. a b c d e f g h i j k l m n o Bruno Astuto (23 de fevereiro de 2013). «De volta à música, cantora Deborah Blando conta como se salvou da depressão e das drogas». Revista Época. Consultado em 3 de Março de 2013 
  23. Daniel Vaughan (27 de fevereiro de 2013). «"Eu quase morri", diz Deborah Blando depois de deixar o vício das drogas». R7. Consultado em 3 de Março de 2013 
  24. Eliane Santos (25 de junho de 2011). «Sucesso nos 90, Deborah Blando volta a cantar depois de problemas de saúde». EGO. Consultado em 3 de Março de 2013 
  25. «Na trilha de novela, Deborah Blando conta como superou a depressão». Globo Online. 6 de dezembro de 2012. Consultado em 3 de Março de 2013 
  26. Fernanda Oliveira (17 de janeiro de 2013). «Deborah Blando retoma carreira musical com show em Florianópolis no sábado». Diário Catarinense. Consultado em 3 de Março de 2013 
  27. [[6]]
  28. «Deborah Blando vai se mudar após último show no país: "O que matou a arte no Brasil?"». entretenimento.uol.com.br. Consultado em 26 de janeiro de 2020 
  29. «Após desabafo, Deborah Blando conta que vai para a Inglaterra cuidar da vida espiritual». O Globo. 22 de maio de 2019. Consultado em 26 de janeiro de 2020 
  30. [[7]]
  31. EGO, Cristiane Rodrigues Do; Rio, no. «Deborah Blando fala de cirurgia plástica: 'Fiz minilifting no rosto'». Ego. Consultado em 26 de janeiro de 2020 
  32. Redação Terra (29 de dezembro de 2002). «Domingão elege os melhores da TV em 2002». Terra. Consultado em 16 de Março de 2013 
  33. Eduardo Viveiros (25 de Julho de 2003). «Confira os vencedores do Prêmio TIM de música». Omelete (UOL). Consultado em 16 de Março de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]