El Chapulín Colorado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para o protagonista desta série de TV, veja El Chapulín Colorado (personagem).
El Chapulín Colorado
O Chapulin Colorado (PT)
Chapolin (BR)
Informação geral
Formato série
Gênero Comédia
Duração 22 minutos
Criador(es) Roberto Gómez Bolaños
País de origem México
Idioma original espanhol
Produção
Produtor(es) Roberto Gómez Bolaños
Enrique Segoviano (1974-1978)
Narrador(es) Gabriel Fernandéz
Elenco Roberto Gómez Bolaños
María Antonieta de las Nieves (1973 / 1975-1979)
Ramón Valdés (1973-1979)
Rubén Aguirre (1973-1979)
Carlos Villagrán (1973-1978)
Florinda Meza (1973-1979)
Edgar Vivar (1973-1979)
Horacio Gómez Bolaños (1973-1979)
Angelines Fernández (1973-1979)
Raúl "Chato" Padilla (1979)
Tema de abertura Brian Bennett - Flying Fists
Tema de encerramento John Charles Fiddy - Busybodies
Empresa(s) produtora(s) Televisa
Exibição
Emissora original XHTM-TV (1973 – 1974)
XEW-TV (1975 – 1979)
Transmissão original 28 de fevereiro de 1973 – 26 de setembro de 1979
Temporadas 7
Episódios 291 (sendo 41 perdidos) (lista de episódios)
Cronologia
Chespirito
La Chicharra
Programas relacionados El Chavo del Ocho
La Chicharra
Chespirito
El Chapulín Colorado Animado

El Chapulín Colorado (Chapolin no Brasil) é um seriado de televisão mexicano produzido pela Televisa e exibido entre 1973 e 1979. Criada, escrita, dirigida e estrelada pelo comediante Roberto Gómez Bolaños, a série parodiava os super-heróis estadunidenses, e fazia constantemente críticas sociais em relação à América Latina.

Nos primeiros episódios da série, a falta de estrutura da pequena emissora local em que era exibida era muito evidente. Poucos atores participavam, destacando-se, entre eles, Ramón Valdés e María Antonieta de las Nieves, que já trabalhavam no programa de Chespirito desde 1968. Os capítulos tinham, em média, 10 minutos de duração e faziam parte do programa Chespirito, de onde surgiram, ainda como figurantes, Florinda Meza e Carlos Villagrán.

Produção[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Em 1968, Roberto Bolaños escrevia roteiros para o programa Cómicos y canciones, estrelado pela dupla de comediantes "Viruta e Capulina". O programa chegou ao fim naquele ano mas, com o sucesso que o programa obteve, Roberto passou a escrever roteiros de humor para diversos comediantes. Foi quando o produtor Sergio Peña o contratou para trabalhar na Televisión Independiente de México e ofereceu-lhe um programa com duração de meia hora. Roberto então escreveu e atuou na série El ciudadano Gómez, que foi muito elogiada, apesar de só ter durado treze episódios. Depois desse programa, Sergio Peña ofereceu a Bolaños o trabalho de escreveu roteiros para quadros do programa Sábados de la fortuna. Seriam duas ou três intervenções de oito a dez minutos cada, todos os sábados. Bolaños criou, então, o quadro Los supergenios de la mesa cuadrada. Em 1970, a emissora Televisión Independiente de México resolve aumentar para uma hora o tempo de exibição dos projetos de Bolaños, que teria, agora, um programa só seu. Os quadros foram unificados e criou-se Chespirito, que era exibido às segundas-feiras em horário nobre, e incluía diferentes esquetes de humor.[1]

Foi então que nasceu o Chapolin Colorado. O herói foi bem aceito e ofuscou o maior sucesso de Bolaños até então, Los Supergenios de la mesa cuadrada, e ganhou espaço próprio. Os estilos de humor dos dois programas eram bem diferentes: "Los supergenios" fazia piada em cima de notícias do dia-a-dia. O herói pela sua fama, foi vendido a empresa de hipermídia (DC Comics do México) em 1975, e foi ficando cada vez mais famoso no Norte e Sul Americano. Lidava com o factual e muitas vezes se referia a questões políticas. Tinha, portanto, um humor datado, além de ser um programa eminentemente adulto. Chapolin, ao contrário, não tinha piadas datadas, o que permitiu que o programa durasse muito tempo. Possuía um humor abrangente e, assim, mais comercial.[1]

Concepção[editar | editar código-fonte]

Alguns gafanhotos-do-milho fritos (chapulines).

Na ocasião da primeira confecção do uniforme, só havia quatro cores de tecido na emissora: azul, preto, branco e vermelho. Preto não era interessante porque, para Chespirito, dava a impressão de luto. Branco também era ruim para a televisão, por ser uma cor muito clara, que refletia no vídeo analógico da época. Azul inviabilizava o uso do chroma key, recurso que Chespirito planejava usar. Optou-se, então, pelo vermelho, não porque contivesse algum significado especial, mas por simples eliminação. E surgiu o "colorado" do nome do personagem. Bolaños até chegou a cogitar o nome "El Chapulín Justiciero", mas logo percebeu a carga moral que esse nome trazia. Como a intenção não era política e sim cômica, "Colorado" foi o escolhido.[2]

Baseado na cor escolhida Bolaños teve a ideia de fazer do super-herói um gafanhoto. Isso porque, no México, há uma espécie de gafanhoto vermelho conhecido como chapulín, que é usado na alimentação. A palavra chapulín vem do náuatle, língua dos astecas, e significa grilo, gafanhoto. Em se tratando de super-heróis, é comum que tenham estampada em seus uniformes a primeira letra de seus nomes, mas Chapolin tem duas: (CH). Entretanto, no alfabeto espanhol, o dígrafo CH foi considerado (até 1994)[3] como uma única letra ("che", pronunciada tʃe), mesmo que seja escrita com dois caracteres. Os nomes de todos os personagens de Roberto Gómez Bolaños começam com "CH".

Elenco e personagens[editar | editar código-fonte]

Chespirito caracterizado como Chapolin Colorado

Chespirito, tinha feito o personagem para que outros atores o interpretassem como um filme, e que rapidamente foi rejeitado devido as características do personagem. O próprio Chespirito abandonou esta ideia e o fez como um quadro em seu programa, dando vida ao personagem.[4] O seriado tinha apenas o protagonista como personagem fixo, mas possuía alguns personagens que frequentemente apareciam em episódios, como os vilões Quase Nada, Tripa Seca, Rasga Bucho, Chinesinho, entre outros. Em alguns episódios, a crítica aos heróis norte-americanos se torna ainda mais visível, com as aparições de Super Sam, interpretado por Ramón Valdés, um super-herói tipicamente norte-americano. O personagem tem em seu uniforme as cores da bandeira dos Estados Unidos, utiliza expressões em inglês, e carrega um saquinho de dinheiro, numa crítica direta ao capitalismo selvagem dos Estados Unidos.[5] Chapolin é um personagem atemporal. Aparece nos lugares mais exóticos das mais variadas épocas: no Velho Oeste, na Idade Média, no Renascimento ou até no Espaço sideral. Para que Chapolin apareça de qualquer lugar, sem o menor aviso, basta que alguém pronuncie as palavras "Oh! E agora quem poderá me defender?" e ele surge, frequentemente tropeçando em alguma coisa e sempre respondendo ao apelo: "Eu!". A começar pela entrada nada triunfal, o herói não impõe muito respeito e quase sempre é ridicularizado por seus inimigos.[6]

Com exceção de Chespirito, o elenco geralmente interpretava personagens diferentes a cada episódio. Normalmente, os personagens a serem salvos tinham o mesmo nome do ator ou atriz que o interpretava, e muitas vezes os atores faziam papeis similares como Florinda Meza sendo uma donzela e Carlos Villagrán como seu marido.

Ao longo dos anos, o elenco atuante no seriado pouco mudou. Todo elenco fixo de El Chavo del Ocho participou da série, sendo que María Antonieta de Las Nieves era regular até meados de 1973 quando ela saiu do programa para trabalhar em outra emissora. Maria retornou em 1975 e a partir daí passou a ser recorrente, enquanto Angelines Fernández, Horácio Gomez Bolaños e Raul Padilla foram recorrentes durante toda série, participando geralmente de episódios que exigiam um elenco superior a cinco ou seis atores.

Abaixo estão listados o nome de cada ator e o personagem ao qual interpretava. Após o ponto-e-vírgula, estão os personagens de aparição recorrente.

Dublagem[editar | editar código-fonte]

Maga

Estúdio de gravação: TVS (1983 - 1988) / MarshMallow (1989 - 1992)

  • Roberto Gómez Bolaños (Chapolin / Doutor Chapatin / Vários): Marcelo Gastaldi
  • Carlos Villagrán (Vários): Nelson Machado
  • Ramón Valdés (Vários): Carlos Seidl
  • Florinda Meza García (Vários): Marta Volpiani
  • Maria Antonieta de las Nieves (Vários): Sandra Mara Azevedo (1983-1988) / Cecília Lemes (1989 - 1992)
  • Rubén Aguirre (Vários): Potiguara Lopes (1983-1984) / Osmiro Campos (1984-1992)
  • Édgar Vivar (Vários): Mário Vilela
  • Angelines Fernandez (Vários): Helena Samara
  • Raul "Chato" Padílla (Vários): José Soares / Eleu Salvador
  • Horácio Gomez Bolaños (Vários): Silton Cardoso (1983-1990) / Élcio Sodré (1991-1992) / Mário Viela ("Cleópatra" - primeira dublagem) / José Soares ("O futebol é minha melhor medicina")

Participações[editar | editar código-fonte]

  • Conde Terranova (Edgar Wald): Luiz Carlos de Moraes
  • Mata Fácil (José Luis Fernández): Nelson Batista
  • Marido (Edgar Wald): João Paulo Ramalho
  • Capataz (Ramiro Orci): Nelson Batista
  • Astronauta (José Antonio Mena): Dráuzio de Oliveira
  • Empregada (Luz Elena Silva): Helena Samara
  • Empregada (Rosita Bouchot) : Sandra Mara Azevedo ("Cleópatra" - primeira dublagem)
  • Arruaceiro #1 / Mafioso (José Antonio Mena): Eudes Carvalho
  • Arruaceiro #2 (Raúl Padilla "Chóforo"): Francisco Brêtas
  • Arruaceiro #3 (Arturo Garcia Tenório): Tatá Guarnieri
  • Homem da carteira furada (Raúl Velasco) : Potiguara Lopes

Direção:

Marcelo Gastaldi / Potiguara Lopes / Osmiro Campos / Nelson Machado

Tradução:

Nelson Machado / Marcelo Gastaldi / Osmiro Campos

Direção e adaptação musical:

Mário Lúcio de Freitas

Episódios[editar | editar código-fonte]

Legado[editar | editar código-fonte]

"Chapolin não tem as propriedades extraordinárias dos super-heróis: é tonto, desastrado e medroso. Mas também é um herói porque supera o medo e enfrenta os problemas e é aí que estão o heroísmo e a humanidade".

—Roberto Gómez Bolaños[7]

Chapolin Colorado surgiu para satirizar os heróis estadunidenses com seus "superpoderes" e fazer uma crítica social em relação à América Latina. É um herói "sem dinheiro, sem recursos, sem inventos sensacionais, débil e tonto". O personagem surgiu em um momento de grande visibilidade para a América Latina. A estreia da série, foi em 1970, ano da Copa do Mundo de Futebol, realizada no México. E, logo após a Olimpíada, sediada também na capital mexicana em 1968, a região foi palco de movimentos estudantis em protesto à Guerra Fria, disputa ideológica, militar e espacial, entre Estados Unidos e União Soviética. A influência estrangeira nos países latinos foi tema recorrente em "El Chapulín Colorado".[8]

Chapolin se enche de patriotismo ao declarar que seus defendidos não precisam de "heróis importados". O "polegar vermelho" surgiu quando o povo da América Latina se deu conta a urgência de se ter um herói local. Na série, a hegemonia dos países industrializados no mundo subdesenvolvido é simbolizada por meio de "Super Sam". O personagem é o paradigma do poderio norte-americano e usa um uniforme semelhante ao do Superman – com direito ao famoso símbolo no peito do traje azul – e cartola com as cores da bandeira norte-americana. Como nunca fora chamado para ajudar alguém, suas aparições eram fruto da intromissão nas ações do Chapolin. As referências históricas nos episódios de "El Chapulín Colorado", como a alusão à Guerra Fria ("De los metiches líbranos señor") e à relação entre norte-americanos e latino-americanos ("Todos caben en un cuartito, sabiéndolos acomodar"), permeiam o trabalho de Roberto Gómez Bolaños em "El Chapulín Colorado", buscando satirizar uma época conturbada no mundo dos anos 60 e 70 e a fraqueza latino-americana, em contraposição ao individualismo estadunidense.[8]

Final da série[editar | editar código-fonte]

Quando Chespirito resolveu desistir de continuar fazendo seus programas, depois de mais de 9 anos ininterruptos, produziu o antológico capítulo final do Chapolin, em 1979. O episódio recorda os melhores momentos da série e os atores Rubén Aguirre, Edgar Vivar e Florinda Meza conversam sobre o personagem criado por Chespirito. Eles dizem que o Chapolin é um herói humano, numeram suas virtudes e também relembram momentos da série. No final, Chespirito agradece ao público por tê-lo prestigiado durante mais de uma década, parabeniza seus amigos atores e também a equipe técnica, dando mais destaque ao diretor do programa, Enrique Segoviano. As últimas palavras do Chapolin Colorado em seu capítulo final foram, "Não contavam com minha astúcia!". Depois disso, mostra-se a equipe desmontando e esvaziando o cenário, como um adeus definitivo.[9][10] A série foi cancelada porque Chespirito sofreu um acidente durante as gravações, em que uma parte do cenário atingiu seu olho. Ele se recuperou, mas depois disso concluiu que estava perdendo a agilidade para fazer cenas de ação e por isso decidiu encerrar o programa solo do Chapolin. Nos anos 80 o personagem voltaria às telas, porém do mesmo jeito que começou, como um quadro do programa Chespirito, conhecido no Brasil como Clube do Chaves. No programa, o quadro passou a focar mais na comédia e a ter menos cenas de ação. A série só foi acabar definitivamente em 1992, quando o quadro parou de ser gravado. O motivo foi porque Chespirito achou que já estava velho demais para fazer o Chapolin, mesmo sem haver tantas cenas de ação.[11]

Desenho Animado[editar | editar código-fonte]

Logo do Desenho.
Ver artigo principal: El Chapulín Colorado Animado

Em 10 de março de 2015, no Facebook oficial do Chaves, eles mandaram um teaser em que aparecia o Chapolin nas sombras botando sua roupa, sem revelar o rosto, e aparece as letras próximamente..., em traduzido em breve. A aparência do Chapolin no desenho é a mesma que teve em Chaves em desenho animado. O seu primeiro episódio foi O Anel Perdido, onde um homem perde um anel e culpa a empregada e ela chama o Chapolin.

Exibição e repercussão[editar | editar código-fonte]

Em 1970, Chapolin estreou na programação da emissora Televisión Independiente de México, seguido pelo Chaves em 1972. Com as séries, a emissora obteve ótima aceitação do público, principalmente do infantil. O êxito em televisões mexicanas chamou atenção de empresários do ramo e assim passou a ser exibido na Guatemala e posteriormente passou a ser transmitido também no Equador, aceitação foi tanta que muitas outras emissoras latinas começaram a se interessar pelos seriados de Bolaños. As séries abriram as portas das televisões estrangeiras não só para Bolaños como para as produções mexicanas de uma maneira geral.[12] Em 1973-79, a Televisión Independiente de México se fundiria ao Telesistema Mexicano que eram três canais e dessa união surgiu a Televisión Via Satélite, mais conhecida como Televisa, que desde então, ficou responsável pelo seriado. Hoje, a emissora é a maior realizadora e exportadora de telenovelas do mundo. Chapolin fez muito sucesso e foi o primeiro seriado de televisão produzido no México a ser vendido para exibição no exterior.

Ainda em 1973-79, as séries eram líderes em audiência em quase toda América Latina. No México, o sucesso do seriado foi tamanho que em 1975-79 chegou a registrar 60% de share (valor de referência que indica a quantidade de televisores sintonizados em um canal, em comparação com o total de televisores ligados). E conforme foram se tornando conhecidos, os personagens iam consolidando suas características.[13]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Há controvérsias sobre a estreia de Chapolin e Chaves no Brasil. Alguns fãs defendem que ela ocorreu no Programa do Bozo, às 12h de algum dia de agosto de 1984, não se sabe qual. No entanto, a informação oficial do SBT é que a estreia ocorreu às 18h de 24 de agosto do mesmo ano, no programa TV Pow, apresentado por Sérgio Mallandro e Mara Maravilha.[14] Chapolin estreou no Brasil com a exibição do episódio "Aristocratas vemos, gatunos não sabemos", em que Ramón Valdés é um conde que rouba selos do personagem interpretado por Carlos Villagrán. A aceitação foi ótima, e em 1990 foi comprado um novo lote, de cerca de sessenta episódios. Chapolin, então, passou a ser exibido em horário nobre, às 21h, em 76 episódios comuns nas noites do SBT. A Editora Globo lançou a revista em quadrinhos do seriado, assim como a do seriado Chaves, e o herói era grafado como "Chapolim"[15]. Em 1993, a abertura original é substituída por uma feita pelo próprio SBT. No decorrer dos anos, o horário de exibição do seriado mudou diversas vezes, e passou até a ser transmitido duas vezes por dia[14].

Em uma espécie de homenagem da parte de Os Trapalhões, num episódio do quadro Trapa Hotel, Mussum usa uma roupa igual a do Chapolin, mas de cor preta e usando uma marreta como aquelas usada por peões de obra, usando o nome de Chapolon Preto. A Tectoy lançou o jogo Chapolim x Drácula: Um duelo assustador para Master System, que era uma adaptação autorizada do jogo Ghost House[16].

Em 18 de fevereiro de 2013, o SBT voltou a exibir o seriado, depois de vários anos fora do ar. Nesta exibição foram mostrados vários episódios que estavam perdidos[17]. Porém, foi retirado do ar no dia 9 de março do mesmo ano[18].

Em 2014, durante o horário eleitoral, o SBT exibe os episódios de Chapolin através do canal da emissora no Youtube[19]. O programa foi novamente exibido no SBT, entre 5 de janeiro e 28 de fevereiro de 2015, de segunda a sábado, às 13h30[20]. A exibição do seriado foi cancelada e no lugar voltou a ser exibida As visões da Raven, o que gerou forte revolta por parte dos fãs do Chapolin[21][22].

A série voltou a ser exibida pelo SBT, entre 02 de janeiro de 2017 a 09 de junho de 2017, de segunda a sexta, no Clube do Chaves, a partir das 13h45. Até meados de 2017[23], a série foi disponibilizada no Netflix juntamente com o seriado Chaves.[23] Além do Brasil, México, Argentina, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Estados Unidos também tiveram a série disponível no serviço de streaming de vídeos[24][25]. Em 2019, as obras de Chespirito foram adquiridas e exibidas no Amazon Prime Video.[23]

Em 2018, foi anunciado que o seriado seria exibido no canal pago Multishow, trazendo também episódios inéditos. A estreia ocorreu a 21 de maio, sendo exibida de segunda a sábado, às 23h30, com reprises de terça a sábado às 13h. O Multishow então passou pelos meses seguintes episódios que até então eram inéditos no Brasil e sagas que haviam ficado por anos incompletas e enfim foram ao ar. A série foi ao ar pela primeira vez de forma completa e se encerrou finalmente no dia 6 de fevereiro de 2019, depois de mais de trinta e cinco anos após sua estréia no Brasil.

Transmissões locais no SBT[editar | editar código-fonte]

Desde 1999, o programa não é exibido em rede nacional, gerando protestos dos fãs.[26] Até 2017, o seriado era exibido apenas para o SBT São Paulo.[26] Atualmente é exibido localmente apenas para o SBT RS[27], SBT Brasília[28], SBT Pará[29] e algumas outras afiliadas da rede.[26]

Desde 2019 é exibida em algumas praças do SBT na faixa local das 13h30. Surpreendentemente, no dia 8 de outubro de 2019, o SBT RS exibiu o último episódio da série, além de um teaser inédito da substituta original La Chicharra, exibida pelo canal TLN Network com a dublagem original.[30] Voltou a ser exibido em rede nacional no dia 2 de maio de 2020, dentro do Clube do Chaves. Também em 2020, o Chapolin retornou pelo SBT Brasília sendo exibido de segunda a sexta, entre as 14h40 e às 15h10. Em 31 de julho de 2020, a série é exibida pela última vez nas praças do SBT. A razão se trata do impasse entre a Televisa e o Grupo Chespirito quanto aos direitos de exibição, ocasionando na não renovação do acordo entre o grupo e a emissora paulista. Além do SBT, o Multishow também deixou de exibir a série no mesmo dia, pela falta de acordo.[31]

Legado[editar | editar código-fonte]

O criador de Os Simpsons, Matt Groening declarou que ele criou o personagem Bumblebee Man depois de assistir Chapolin na televisão em um motel na fronteira Estados Unidos-México[32]. Os fãs de Simpsons às vezes chamam o personagem de Chespirito, embora Bumblebee Man só seja baseado em um de seus personagens. Também deve ser mencionado que muitos personagens de Os Simpsons desfrutam do show de Chespirito / Bumblebee Man; o comediante Krusty, o Palhaço (que por sua vez é uma paródia do Bozo) assistiu a uma piada e observou em admiração: "tenho de roubar esse bocado." Show do Bumblebee Man também apresenta personagens semelhantes a Dona Florinda e Quico (com o inevitável bigode mexicano estereotipado), bem como Chómpiras. No entanto, não existe qualquer semelhança real entre o personagem de Bumbleblee Man e Chapolin.

A Marvel Comics lançou, dentro do novo título dos Campeões, a super-heroína Red Locust, criada por Mark Waid e Humberto Ramos como uma homenagem ao Chapolin, seu nome significa gafanhoto vermelho.[33]

Em 2017, a websérie Mônica Toy lançou os curtas Chave do Amor e A Buzina, em homenagem a Chaves e a Chapolin[34].

Em 2019, a Playtronic lançou o game para Android do Chapolin, chamado "Chapolin Colorado — The Minigame"[35].

Referências

  1. a b Kaschner, 2006, p.24.
  2. Kaschner, 2006, p.28.
  3. Real Academia da Língua Espanhola (1994). «Exclusión de ch y ll del abecedario». Real Academia da Língua Espanhola. Consultado em 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. «Chapolin». Canal8. Consultado em 9 de março de 2012. Cópia arquivada em 9 de março de 2012 
  5. «História de Chapolin». Viladochaves. Consultado em 9 de março de 2012. Cópia arquivada em 9 de março de 2012 
  6. Kaschner, 2006, p.27.
  7. Kaschner, 2006, p.43.
  8. a b «Chapolin Colorado: a América Latina tem seu herói». Facasper. 14 de janeiro de 2010. Consultado em 5 de março de 2012. Cópia arquivada em 5 de março de 2012 
  9. Gustavo Berriel. «Curiosidades». Sitedochaves. Consultado em 7 de março de 2012. Cópia arquivada em 7 de março de 2012 
  10. «Curiosidades - parte 2». Chavesonline. Consultado em 7 de março de 2012. Cópia arquivada em 7 de março de 2012 
  11. «Chapolin». ChespitiroBR. Consultado em 4 de março de 2012 
  12. Kaschner, 2006, pp. 117-118
  13. Kaschner, 2006, p.54.
  14. a b Kaschner, 2006, p.25.
  15. Luís Joly, Fernando Thuler e Paulo Franco, (2005). Chaves: Foi sem Querer Querendo?. [S.l.]: Matrix Editora. 81 páginas. 9788563536273 
  16. «Estúdio brasileiro faz jogo do Chapolin Colorado para PC». UOL. 23 de junho de 2010 
  17. «"Chapolin" volta a ser exibido no SBT a partir do dia 18 de fevereiro». UOL. 6 de fevereiro de 2013. Consultado em 29 de agosto de 2015 
  18. «SBT é culpado pela baixa audiência de "Chaves" e "Chapolin"». Na Telinha. 13 de março de 2013. Consultado em 29 de agosto de 2015 
  19. «SBT exibe Chapolin no horário político». O Dia. 19 de agosto de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2015 
  20. «SBT decide voltar com Chapolin em sua grade de programação». Na Telinha. 24 de dezembro de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2015 
  21. «"Chapolin" deixa grade de programação do SBT mais uma vez; entenda». Na Telinha. 27 de fevereiro de 2015. Consultado em 29 de agosto de 2015 
  22. «Fãs se revoltam com novo cancelamento de "Chapolin" pelo SBT». Na Telinha. 2 de março de 2015. Consultado em 29 de agosto de 2015 
  23. a b c Arbulu, Rafael (6 de Agosto de 2019). «Prime Video está exibindo todas as temporadas de Chaves e não avisou ninguém». Canal Tech. Consultado em 21 de junho de 2020. Cópia arquivada em 6 de Agosto de 2019 
  24. Netflixable: El Chapulin Colorado (1973). Visitado em 26/09/2015.
  25. FlixSearch: El Chapulin Colorado (1973). Visitado em 26/09/2015.
  26. a b c Vaquer, Gabriel (2019). «Fãs de Chaves protestam contra maratona no SBT e pedem dobradinha com Chapolin». UOL / Observatório da TV. Consultado em 21 de junho de 2020. Cópia arquivada em 21 de junho de 2020 
  27. Vídeo: "Chapolin no SBT RS: A troca de cérebros (1979)", disponível no canal Arquivos & Mídias, no Youtube. Publicado em 14 de outubro de 2019.
  28. Vídeo: "Chapolin - SBT Brasília - Transmissão do dia 02/03/20", disponível no canal Arquivos & Mídias, no Youtube. Publicado em 2 de março de 2020.
  29. Vídeo: "Chapolin - O abominável homem das neves (1976) - SBT PA", no canal FUCHTube, no YouTube. Publicado em 7 de outubro de 2019.
  30. No RS, SBT exibe episódio inédito na TV aberta de Chapolin e até teaser raro da Televisa. Visitado em 29/04/2020.
  31. «Chaves deixa o SBT após 36 anos». NaTelinha. Consultado em 31 de julho de 2020 
  32. Koerner, Brendan (4 de novembro de 2005). «El Chavo- The enduring popularity of a Mexican sitcom about a street kid who lives in a barrel». Slate. Consultado em 5 de fevereiro de 2014 
  33. Marvel lança super-heroína baseada no Chapolin Colorado
  34. Turma da Mônica homenageia Chaves e Chapolin
  35. Game Chapolin Colorado - The Minigame para Android

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre El Chapulín Colorado