Roberto Gómez Bolaños

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Roberto Gómez Bolaños
Nome completo Roberto Gómez Bolaños
Pseudônimo(s) Chespirito
Outros nomes Bolaños
Chespirito
Robertinho
Roberto Bolaños
Nascimento 21 de fevereiro de 1929
Cidade do México, Distrito Federal, México.
Morte 28 de novembro de 2014 (85 anos)
Cancún, Quintana Roo, México.
Residência Condomínio Isla Dorado, Cancún
Nacionalidade México Mexicano
Cidadania Mexicano
Etnia Latino
Fortuna US$ 16 milhões (2014)
Progenitores Mãe: Elsa Bolaños Cacho
Pai: Francisco Gómez Linares
Cônjuge Graciela Fernández Pierre (1956-1970, "separados"); 1977, "divorciados")
Florinda Meza (1977-2004, vivendo juntos); (2004-2014, casados)
Filho(s) Roberto Gómez Fernández
Teresa Gómez
Marcela Gómez
Graciela Gómez
Paulina Gómez
Cecilia Gómez
Ocupação Ator
Cantor
Comediante
Compositor
Desenhista
Diretor
Dramaturgo
Engenheiro
Escritor
Filantropo
Humorista
Pintor
Poeta
Produtor de televisão
Publicitário
Roteirista
Influências
Magnum opus El Chavo del Ocho

El Chapulín Colorado

Escola/tradição Universidade Nacional Autônoma do México
Religião Católico
Causa da morte Parada Cardiorrespiratória
Página oficial
www.chespirito.com
Assinatura
Chespirito signature.jpg

Roberto Gómez Bolaños, mais conhecido como Chespirito (Cidade do México, 21 de fevereiro de 1929Cancún, 28 de novembro de 2014) foi um premiado ator, cantor, comediante, compositor, desenhista, diretor, dramaturgo, engenheiro, escritor, filantropo, humorista, pintor, poeta, produtor de televisão, publicitário e roteirista mexicano.[1] Tornou-se célebre, ganhando notoriedade internacional, por ter sido o criador e protagonista das séries televisivas El Chavo del Ocho, ("Chaves", no Brasil) e El Chapulín Colorado, ("Chapolin", no Brasil) e com o Programa Chespirito que ganhou o título de o programa número 1 da televisão humorística, as quais lhe trouxeram grande prestígio e garantiram-lhe o reconhecimento como um dos escritores comediantes mais respeitados de todos os tempos.[2][3][4] O multitalentoso se formou em engenharia, mas o seu talento verdadeiro foi encontrado no meio artístico, razão pela qual nunca exerceu formalmente a profissão de engenheiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho da secretária bilíngue Elsa Bolaños Cacho (1902–1968) e do pintor, cartunista e ilustrador Francisco Gómez Linares (1892–1935), Roberto Goméz Bolaños se formou em engenharia elétrica na Universidade Nacional Autônoma do México, mas nunca exerceu a profissão. Começou sua carreira como escritor criativo, através do rádio e televisão durante a década de 1950, quando começou a escrever roteiros para programas da dupla Viruta e Capulina (Marco Antonio Campos e Gaspar Henaine). Também fez vários roteiros de cinema e começou a representar como ator em 1960, no filme Dos Criados Malcriados[5]. No entanto, continuou a dedicar a maior parte de seu tempo a escrever, contribuindo para o diálogo de scripts e filmes de televisão mexicana.

Roberto admitiu ter fumado por 40 anos, deixando por considerar plenamente ruim. Quando ainda criança, gostava muito de jogar futebol e praticar boxe, assim como interagir com seus brinquedos. De acordo com Augusto Rattoni, ele gostava de pintura e desenhos, fazia muitas paisagens e rostos.

"Chespirito" é a forma diminutiva e castelhanizada do vocábulo inglês Shakespeare (Chekspir). Tal apelido foi dado a Bolaños pelo diretor de cinema Agustín P. Delgado, que o considerava um pequeno William Shakespeare, capaz de escrever histórias tão prolíficas e versáteis quanto o autor inglês. Roberto ganhou este apelido quando escreveu o roteiro para o filme Los Legionarios, primeiro filme em que Chespirito trabalhou.

Em 1968, começaram as transmissões Independentes de Televisão no México e Chespirito foi chamado como escritor para a realização de um programa com duração de meia hora. E assim, nasceu "Los Supergenios de la Mesa Cuadrada". Ao lado de Chespirito, contracenavam Ramón Valdés, Rubén Aguirre e María Antonieta de las Nieves.

Em 1970, o programa teve sua duração aumentada. Nessa época, surge o Chapolin Colorado, um herói atrapalhado. Dois anos depois, foi criado o personagem que se tornaria o maior sucesso de Bolaños, Chaves. Ambos os personagens funcionaram tão bem que as esquetes se tornaram séries independentes de 30 minutos de duração em 1973, após o fim do Programa Chespirito.

Apesar de ser mais conhecido pelos papéis Chaves e Chapolin, Chespirito também foi autor de vários personagens, como Chompiras, Dr. Chapatin, Vicente Chambon e Chaparrón Bonaparte.

Por causa de seus roteiros recorrentes, os programas se tornaram sucesso em todo o mundo, graças a simpatia de Roberto Gómez Bolaños e do grupo de atores em distintas épocas formado por Carlos Villagrán, Ramón Valdés, Florinda Meza, Rubén Aguirre, Édgar Vivar, Angelines Fernandez, Raúl Padilla, Horacio Gómez Bolaños e María Antonieta de las Nieves, que também encontraram a fama internacional.

Em 1980, seus sketches criaram um programa de uma hora semanal chamado de "Programa Chespirito" e permaneceu no ar até 1995. Após o fim do programa, Chespirito se aposentou da televisão. Várias emissoras de TV no mundo inteiro ainda tentaram contratá-lo, mas ele recusou todas as ofertas.

Chespirito também estrelou em filmes mexicanos, escritos e realizados por ele mesmo como "El Chanfle" e "El Chanfle 2", "Don Ratón e Don Ratero", "Charrito" e "Música de viento".

Após ter se aposentado da televisão, trabalhou por algum tempo na Televicine, unidade de cinema da Televisa.

Em 1992, recebe o "Prêmio de Literatura da Sociedade Geral de Escritores do México" pelo roteiro da peça "La Reina Madre"[6].

Em 2000, a rede de televisão mexicana Televisa homenageou todo o elenco dos seriados Chaves, Chapolin e Chespirito com o programa "¡No contaban con mi astucia!", ano em que o seriado completava 30 anos[7]. Essa homenagem ficou marcada pelo reencontro de Chespirito com o ator Carlos Villagrán, que interpretou o Quico no seriado "Chaves". Os dois não se viam há mais de 20 anos.

Chespirito também escreveu livros, como "O Diário do Chaves" e sua autobiografia, intitulada "Memorias - Sin Querer Queriendo".

Em 2006, foi lançada a série animada do Chaves, produzida pelo filho de Bolaños, Roberto Gómez Fernández. O próprio Chespirito escreveu os roteiros dos episódios do desenho e participou de um especial organizado pela Televisa no lançamento da série animada, no dia 21 de outubro de 2006.

Em 12 de novembro de 2009, Chespirito foi internado em emergência em um hospital na Cidade do México. De acordo com declarações de seu filho Roberto Gómez Fernández, Chespirito teve uma complicação da próstata, e teve de fazer uma cirurgia.

Por causa de uma insuficiência respiratória, Roberto se mudou da Cidade do México para Cancún para minimizar o efeito da doença.

Em 28 de maio de 2011, Chespirito abriu sua conta no Twitter chegando em menos de um dia mais de 170.000 seguidores, o segundo dia um total de 250.000 seguidores[8][9].

Estátua em homenagem a El Chavo (personagem).

Em 2012, um evento denominado América celebra a Chespirito em comemoração os quarenta anos de carreira do ator[10] foi programado para ocorrer em 17 países, entre eles Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Equador, Estados Unidos, México, Peru e Nicarágua[11][12][13][14].

No dia 20 de novembro de 2013, foi condecorado com o Premio Ondas Iberoamericano pela trajetória destacada na televisão mundial[15].

Roberto Gómez Bolaños faleceu em 28 de novembro de 2014, aos 85 anos, em sua casa em Cancún, no México[16][17].

Legado[editar | editar código-fonte]

Com uma carreira que durou décadas Bolaños se consagrou como um dos maiores dramaturgos e comediantes de todos os tempos, com humor caracterizado de uma forma simples e carismática fazendo parte da memória de crianças e adultos e inspirando gerações de atores,comediantes e escritores.

Roberto tem sido descrito como um dos comediantes mais reconhecidos do século 20, além de ser bem conhecido e honrado em toda a América Latina.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Bolaños casou-se pela primeira vez com Graciela Fernández Pierre, falecida em 26 de agosto de 2013. Tiveram os filhos Paulina, Graciela, Marcela, Teresa, Cecília e Roberto. O casamento durou de 1956 a 1970. Em 1977 se divorciaram.

Pouco depois, tornou-se público o relacionamento que teve com uma de suas colegas de elenco, a atriz Florinda Meza, que interpretou no Dona Florinda e Popis na série 'Chaves'. O romance começou no Chile em outubro de 1970, antes disso, Gomez Bolaños havia a cortejado por dois anos, mas ele estava casado ainda, e Florinda namorava seu melhor amigo. Após a separação que propôs namoro a Florinda, que separou -se para ficar com Bolaños. Em 1977, após sete anos de namoro, Roberto se divorciou, e foi morar junto com Florinda. A relação foi interrogada e Florinda rebateu as alegações anos mais tarde: "Eu não sou uma rouba maridos. Ele teve problemas com seu casamento e era bem conhecido por suas infidelidades".

Depois de 27 anos de uma união estável com Florinda Meza, a atriz que interpretava a maioria dos personagens femininos inclusive a Dona Florinda e Pópis, Bolaños casou-se com ela em uma cerimônia civil no cartório, no dia 19 de novembro de 2004, e comemorou com uma grande festa num restaurante da Cidade do México.

Ele teve 6 filhos do primeiro casamento, mas nenhum com Florinda, por ter feito uma vasectomia irreversível, antes de conhecer Florinda.

Atuações políticas[editar | editar código-fonte]

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Bolaños nunca revelou sua orientação política de forma aberta, porém aparenta ser partidário da direita política: participou, em 2006, de anúncios televisivos apoiando a campanha eleitoral do Partido da Ação Nacional. Também fez fortes críticas contra o candidato esquerdista Andrés López Obrador, acusando-o de dividir os mexicanos, e contra a esquerda em geral.

Em abril de 2007 uniu-se ao protesto de grupos católicos e conservadores que buscavam manter o aborto como um delito, frente à postura da Assembleia Legislativa, cujos representantes inclinaram-se por despenalizá-lo durante as doze primeiras semanas de gestação. Bolaños lançou anúncios em canais de televisão e chamadas telefônicas contra tal lei.

Em maio de 2007, levantou controvérsias por seus comentários sobre o famoso quadro Guernica, de Pablo Picasso, na Colômbia, declarando que a obra "é uma caricatura".

Declarou, em seu perfil no Twitter, ser contra as manifestações de rua, pois elas diminuem o tempo e a capacidade para o trabalho, e afirmou votar em um candidato que impeça essas manifestações.

Filantropia[editar | editar código-fonte]

Chespirito é fundador da Fundación Chespirito IAP, uma ONG criada em setembro de 2007, que leva saúde e educação à crianças carentes. A fundação é sustentada através de doações e leilões [18], e ajudou mais de 200 mil crianças de 13 instituições do país[19].

Desentendimentos com o Elenco de Chaves[editar | editar código-fonte]

Em sua carreira, Roberto Gómez Bolaños teve desentendimentos com dois atores do elenco de "Chaves": Carlos Villagrán, que fez o Quico; e María Antonieta de las Nieves, que fez a Chiquinha.

Os desentendimentos com Villagrán começaram ainda durante as gravações do seriado na década de 1970. Villagrán disse para a imprensa que Chespirito começou a tentar reduzir o espaço do Quico na série, o que não agradou Villagrán; e acusou Chespirito e os demais atores do elenco de estarem com inveja, porque o Quico fazia mais sucesso entre os fãs do seriado do que o próprio Chaves. Chespirito, por sua vez, disse que Villagrán roubava a cena, ou seja, fazia mais do que devia apenas para chamar a atenção do público. Villagrán então decidiu sair do seriado em 1978, após receber convites de outras emissoras. Carlos pretendia continuar se apresentando como Quico no México e fazer um programa na Televisa, mas se recusou a colocar o nome de Bolaños como criador do Quico nos créditos. Carlos alegou para isso que ele seria o criador do Quico e não Bolaños. Chespirito não aceitou e, tendo os direitos autorais sobre os personagem Quico, não autorizou Villagrán a fazer o programa. Para continuar se apresentando, Villagrán registrou o personagem como "Kiko" e foi para a Venezuela estrelar um programa solo com o personagem.[20] Posteriormente, Villagrán contestou publicamente o direito autoral de Bolaños sobre o personagem Quico e alegou que era mais dono do personagem por tê-lo interpretado.[21] Boatos diziam que Chespirito e Carlos Villagrán teriam brigado também por causa da atriz Florinda Meza, que antes de se envolver com Chespirito, chegou a namorar Villagrán. Tais boatos nunca foram confirmados, mas Villagrán chegou a acusa-la de influenciar Chespirito para que ele reduzisse o espaço do Quico na série.[22] Por causa desses desentendimentos, Chespirito e Carlos Villagrán ficaram anos sem se falar e só voltaram a se reencontrar na homenagem da Televisa aos 30 anos da série, em 2000.

Após o fim do Programa Chespirito, María Antonieta de las Nieves seguiu se apresentando como Chiquinha em outros projetos, como uma série de televisão, um filme e apresentações de circo. Para isso, ela registrou a Chiquinha em seu nome, mas o fez sem ter pegado autorização prévia com Bolaños, que foi quem criou a personagem. Por isso, em 2002, Chespirito processou María Antonieta pelos direitos autorais da personagem Chiquinha. Em primeira instância, a justiça deu vitória para María Antonieta pois considerou que, apesar de Chespirito ter criado a personagem, ele não havia renovado o registro dela, perdendo assim os direitos autorais. Chespirito recorreu da decisão e o processo continuou até 2005, quando chegou ao fim. Segundo a própria Maria Antonieta, foi feito um acordo para que tanto ela como Chespirito pudessem usar o nome da personagem Chiquinha.[23] O que aconteceu foi que a decisão de primeira instância se manteve, e com isso Maria ficou com os direitos sobre a Chiquinha por tê-la registrado, mas disse que sempre iria autorizar Bolaños a usar a Chiquinha, sem mesmo cobrar por isso, desde que ele pedisse antes - para evitar qualquer problema burocrático. Mas Chespirito não concordou em perder os direitos autorais sobre a Chiquinha e ter que pedir autorização para usar uma personagem que ele criou, motivo que fez com que, um ano depois, a Chiquinha ficasse ausente da série animada do Chaves. Maria não gostou da ausência da Chiquinha no desenho e acusou Roberto Gómez Fernández, filho de Bolaños e produtor do desenho, de boicotá-la. Assim, a ausência da Chiquinha no desenho reascendeu a briga entre Chespirito e Maria Antonieta. Em 2010, a imprensa mexicana divulgou que Chespirito teria reaberto o processo contra María Antonieta, mas Roberto Gómez Fernández negou a informação.[24] Porém, em 2013, Maria declarou que tinha vencido o processo contra Bolaños. Roberto Gómez Fernández negou, dizendo que ainda não havia uma decisão judicial definitiva e avisou que iria continuar com o processo. [25] Assim como Villagrán, Maria alegou que, por ter interpretado a personagem, ela seria a dona da Chiquinha.

Carlos Villagrán e María Antonieta de las Nieves não foram convidados para a homenagem da Televisa à Chespirito, em 2012.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Em toda a sua vida, Roberto Gómez Bolaños veio ao Brasil uma única vez, em 1981, enquanto fazia uma viagem à caminho do Paraguai (onde estava fazendo uma turnê com o elenco de "Chaves"). Na ocasião, esteve em Foz do Iguaçu por dois dias.

Em uma viagem à Buenos Aires, Bolaños se encontrou na rua com um grupo de brasileiros, que lhe pediram autógrafos. Neste dia, percebeu pela primeira vez que era querido no Brasil.

Chespirito realizou turnês com o elenco de "Chaves" nas décadas de 1970 e 1980, se apresentando em vários países, mas nunca trouxe as turnês para o Brasil. O motivo foi o idioma, pois Bolaños acreditava que causaria estranheza nos brasileiros ver os personagens falando espanhol. Depois que ele e os outros atores do elenco aprenderam o português, Chespirito quase realizou uma turnê no Brasil em 1992, com os atores que ainda estavam no programa. Mas o momento político do país, que passava por várias manifestações contra o então presidente Fernando Collor, fez com que a turnê fosse cancelada.

Em 2011, o SBT tentou trazer Bolaños ao Brasil para a comemoração dos 30 anos da emissora mas, por causa dos problemas de saúde do ator, os médicos não autorizaram a viagem. [26]

Em conversas com os fãs pela internet, Bolaños declarou que gosta muito do Brasil e que, quando sua saúde melhorasse, pretendia visitar o país e agradeceu o carinho dos fãs brasileiros. [27]

Bolaños tem grande admiração pelo brasileiro Pelé e já disse várias vezes que o jogador é seu ídolo. Uma vez, o próprio Pelé lhe pediu que fizesse um filme de "Chaves". Mas Bolaños recusou, porque acreditava que "Chaves" só daria certo na televisão.

Em 1988, o apresentador Gugu Liberato foi ao México e entrevistou Bolaños e outros atores de "Chaves". A entrevista, que foi exibida no programa Viva a Noite em janeiro de 1989, foi a primeira de Chespirito a um jornalista brasileiro. Ele voltou a dar outras entrevistas para programas brasileiros ao longo dos anos. A última foi dada ao Ratinho em 2011 e exibida no Programa do Ratinho. Nela, Roberto Gómez Bolaños mandou uma mensagem para os seus fãs nos Brasil: "Agradeço de todo o coração o que falam de mim no Brasil. Creio que nem mereço, digo isso sinceramente. Então agradeço muito mais. Amo vocês, seja como vocês são, como eu conheço vocês: muito alegres, muito brincalhões, bons, sejam muito, muito brasileiros. Brasil, amo vocês, eu te amo."

A última mensagem de Chespirito em seu perfil no Twitter foi para uma fã brasileira, em que ele disse: "Todo meu amor para o Brasil". [28]

Problemas de Saúde[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2007, Chespirito foi internado no México após sofrer uma pneumonia, mas se recuperou e deixou o hospital cinco dias depois. [29]

No dia 12 de novembro de 2009, foi internado na Cidade do México para fazer uma cirurgia na próstata. Bolaños iria participar de um leilão na capital mexicana, mas não pôde comparecer ao evento devido à cirurgia. Ele deixou o hospital dois dias depois do ocorrido, e seu filho Roberto Gómez Fernández disse que o comediante estava bem, mas não deu muitos detalhes sobre a cirurgia, dizendo apenas que foi uma operação simples. [30] [31]

Em fevereiro de 2010, Bolaños foi submetido à mais uma cirurgia na próstata. Após essa segunda cirurgia, o ator começou a apresentar dificuldades para andar. Sua filha, Marcela Gómez, confirmou que as cirurgias debilitaram o ator e que ele estava fazendo fisioterapia para tentar se recuperar. [32] Em julho do mesmo ano, Roberto Gómez Fernández disse que seu pai, devido às complicações para andar, estava sofrendo depressão. [33] Chespirito passou a andar de cadeira de rodas.

Ele foi convidado para participar da abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara; mas recusou o convite por motivo de saúde.[34]

Por ter fumado durante muitos anos, Roberto acabou tendo um enfisema pulmonar e sofreu de insuficiência respiratória. Com o tempo, isso fez com que ele tivesse muitos problemas respiratórios na Cidade do México, devido à altitude e a poluição da cidade. Bolaños teve que se mudar para Cancún para poder respirar melhor, já que a cidade fica ao nível do mar. Mesmo assim, devido aos problemas respiratórios, chegou a ser internado várias vezes. Uma delas foi em 2012, quando viajou novamente para a Cidade do México para estar presente no América Celebra a Chespirito, homenagem que recebeu da Televisa. Essa foi a última vez que Roberto apareceu em um evento público. Devido aos problemas de saúde, o comediante não saiu mais de sua casa em Cancún e parou de dar entrevistas para a televisão, mantendo contato com os fãs apenas pelo twitter. Muitos fãs tentaram visita-lo em sua casa, mas poucos conseguiram, pois devido ao estado de saúde do ator, sua esposa Florinda Meza não permitiu muitas visitas.

Muitos boatos sobre a saúde de Chespirito circularam na mídia e na internet. [35] [36] Entre eles, surgiram várias notícias falsas de que o ator teria morrido, que logo foram desmentidas por sua família, sua assessoria ou pelo próprio Bolaños. [37] [38] [39]

No dia 19 de novembro de 2014 (9 dias antes da morte do ator), Roberto Gómez Fernández deu uma declaração à imprensa em que falou sobre a saúde de seu pai. Fernández disse que Bolaños estava bem, mas assegurou que, por causa da altitude, ele jamais iria retornar para a Cidade do México. [40]

Morte[editar | editar código-fonte]

Roberto Gómez Bolaños faleceu em Cancún, onde morava nos últimos anos de sua vida, às 14:30 (horário local) de 28 de novembro de 2014[41], devido à uma parada cardíaca. A notícia foi divulgada pouco tempo depois por dois dos grandes veículos de comunicação do México: a CNN México[42][43], que foi o primeiro deles; e pouco tempo depois pela Televisa[44], emissora onde Bolaños trabalhou por muitos anos de sua carreira, mesmo assim a causa ainda não foi confirmada de imediato. Ele estava com sua esposa, Florinda Meza no momento de sua morte[45]. O comediante sofria de problemas respiratórios crônicos e tinha mobilidade reduzida[46]. Desde o final de 2013, Bolaños respirava com ajuda de um cilindro de oxigênio[47]. No dia 29 de novembro, o corpo foi levado por um carro fúnebre de Cancún até a Cidade do México, num cortejo até a sede da Televisa. No dia seguinte, foi velado no Estádio Azteca, também na Cidade do México[48]. No dia 1 de dezembro, o corpo de Roberto Gómez Bolaños foi enterrado no Panteón Francés de la Piedad, na Cidade do México[49][50].

Em 10 de setembro de 2015, sua viúva Florinda Meza revelou que Roberto Gómez Bolaños morreu de Parkinson e que já chegou a ser violento com ela. Em 2015, quase um ano da morte de Bolaños, tinha teorias de que Florinda Meza proibiu visitas ao túmulo de Roberto, mas em 2016 ela revelou que não proibiu.[51]

Em março de 2016, na entrevista que deu para o apresentador Gugu, Florinda contou que Bolaños também sofreu com edemas por todo o corpo e que o ator teve uma profunda depressão que acabou agravando ainda mais seu estado de saúde. Além disso, a cirurgia que Bolaños fez na próstata em 2009 teria sido sem necessidade, apenas para prevenir a possibilidade de um câncer. Florinda contou também que, após a morte do humorista, ficou abraçada junto ao corpo dele por aproximadamente oito horas. [52]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

O assunto se tornou um dos mais comentados do mundo, especialmente na América Latina. Várias personalidades de diversas nacionalidades falaram sobre a morte nas redes sociais, entre elas artistas do elenco das séries de Chespirito, e a sua filha Paulina Gómez:

México[editar | editar código-fonte]

No México, após o anúncio da morte de Bolaños pela própria Televisa em suas emissoras, a rede passou a exibir um especial em homenagem ao ator, intitulado Chespirito gracias por siempre, por volta das 15 horas (horário do México) pela FOROtv. A exibição foi feita em streaming através do site da emissora. Edgar Vivar, um dos atores que contracenavam com Chespirito declarou no especial que a maior recordação que terá de Bolaños será o seu bom humor, e ressaltou o bom escritor que Bolaños foi, no entanto, bastante emocionado teve dificuldade em terminar o depoimento[53]. Na cobertura da Televisa foi anunciada em primeira mão as informações do enterro de Bolaños, dadas por Juan Ríos. No sábado, 29 de novembro seria realizada uma homenagem de corpo presente, e que no dia seguinte seu corpo seria velado no Estádio Azteca[54].

Chile[editar | editar código-fonte]

No Chile, durante a exibição do Teleton local, que coincidentemente estava marcado para o dia 28 de novembro, foi exibido um minuto de silêncio à memória de Bolaños, solicitado por Don Francisco. Também foi tocada a música "Que bonita sua roupa"[55].

Brasil[editar | editar código-fonte]

O falecimento de Chespirito foi o assunto mais comentado no Brasil na noite de 28 de novembro de 2014[56], fato que foi noticiado em um telejornal da própria Televisa. Segundo o Francho Barón, correspondente na emissora no Brasil, a morte de Bolaños teve um impacto enorme no país, e que os principais jornais do país deram destaque à manchete no dia seguinte, 29 de novembro[57].

O Brasil foi um dos países onde a repercussão foi mais expressiva, e se deu após a confirmação da notícia pelos maiores portais brasileiros de notícia da Internet[58][59][60], e pela principal comunidade sobre as séries do humorista, o Fórum Chaves, que tiveram como fonte da manchete a CNN e a Televisa. A notícia causou muita comoção e as mais diversas reações e manifestações na rede social twitter, onde hashtags sobre a morte de Chespirito estavam nos Trending Topics mundiais. A primeira emissora de televisão a anunciar a morte de Bolaños foi o SBT, emissora que exibiu várias produções de Chespirito no país, sendo atualmente transmitida apenas a série El Chavo del Ocho, exibiu um plantão por volta das 19 horas (horário brasileiro de verão), apresentado por Rachel Sheherazade, coincidentemente interrompendo a exibição do seriado[61].

Em seguida, por volta das 19:30, foi exibido o telejornal SBT Brasil, que dedicou várias matérias ao humorista, entre elas, depoimentos de fãs e personalidades brasileiras[62][63], gravados com antecedência, para serem exibido no dia da morte do humorista. Várias emissoras de televisão do país também divulgaram notícias do falecimento de Bolaños, incluindo o Jornal Nacional da Rede Globo (que muito raramente cita artistas de outras emissoras), que o definiu como “fenômeno da cultura popular”[64]. O SBT também postou em seu site oficial uma nota sobre a morte do humorista[65], que foi compartilhada nos perfis oficiais da emissora no Facebook e no Twitter, que inclusive foram uma das postagens mais compartilhados no Brasil no dia, sendo compartilhado inclusive pelo perfil da Rede Globo[66], maior emissora do país, que ainda completou “Fica aqui o nosso carinho. Vai deixar saudades”. A atitude gerou comentários pelo fato da Globo ser uma das principais concorrentes tanto do SBT, quanto da Televisa. Às 21:25 do mesmo dia, o SBT exibiu entre Chiquititas e a reprise da versão mexicana de Rebelde um especial, intitulado Obrigado Chaves, em homenagem a Chespirito, contando sua trajetória, e reprisou no Programa do Ratinho a entrevista de Bolaños em 2011 dada ao apresentador do programa, exibida posteriormente.

No dia 29 de novembro, por volta das 6:00 da manhã — a emissora exibiu uma maratona especial também com o título Obrigado Chaves, no mesmo horário de exibição em que Chaves é exibido toda semana a emissora também exibiu a partir das 07:00 dentro do programa infantil Sábado Animado, e estendido por 3 horas e meia, terminando as 10:30 da manhã. Esse especial tinha sido divulgado pela emissora no dia anterior. A emissora exibiu também, durante a maratona, outros episódios de programas e esquetes de Chespirito, além do próprio Chaves. O especial foi transmitido também via streaming no canal do YouTube da emissora[67]. Ainda como parte das homenagens, o SBT montou no pavilhão México do Memorial da América Latina uma exposição dos seriados Chavo e El Chapulín Colorado, que foi aberta ao público apenas no dia 30 de novembro. Na exposição, foi montada uma réplica da vila, que foi o principal cenário do seriado[68]. No mesmo dia, a emissora transmitiu ao vivo do México o velório do ator mexicano, à partir das 14h[69]. No entanto, a transmissão começou às 11h, dentro do Domingo Legal e ancorada por Carlos Nascimento. Excepcionalmente nesse dia, o Programa Eliana foi realizado ao vivo[70].

Principais trabalhos[editar | editar código-fonte]

Os programas de Chespirito foram gravados no México pela rede Televisa entre os anos de 1968 e 1995, e exibidos em mais de 120 países. Seus programas chegaram a ser vistos por 360 milhões de pessoas por semana.

Como ator[editar | editar código-fonte]

Como escritor[editar | editar código-fonte]

Como produtor[editar | editar código-fonte]

Como compositor[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Indicação Trabalho Resultado Ref.
1973 México Prêmio Heraldo Melhor Programa Humorístico El Chavo Del Ocho Venceu [71]
1992 México Prêmio de Literatura da Sociedade Geral de Escritores do México Roteiro de peça "La Reina Madre" Venceu [6]
1997 México Mexican Cinema Journalists Awards (Special Silver Goddess) Por carreira e brilhante trajetória Personagem Chaves Venceu [72]
2004 México Premio Qualitas de la Asociación a Favor de lo Mejor Melhor Programa de Entretenimento em Televisão El Chavo del Ocho Venceu [73][74]
2007 México Premio Principios Melhor Conteúdo de Televisão El Chavo Animado Venceu [75]
2010 Estados Unidos Premio Latino Conjunto da Obra Personagem Chaves Venceu [76]
2011 Estados Unidos Prêmio Herança Hispânica Lenda (Conjunto da Obra) Personagem Chaves Venceu [77]
2013 Espanha Premio Ondas Iberoamericano Trajetória destacada na televisão mundial Obra e vida Venceu [15]

Referências

  1. http://www.fundacionchespirito.org/
  2. Bolívia faz homenagem a ator de "Chaves" por seus 40 anos de carreira
  3. Ator de Chaves faz 40 anos de carreira e ganha homenagem
  4. Dois mil bolivianos dançam em homenagem a ator de 'Chaves'
  5. Editorial Televisa "Chaves: a história oficial ilustrada", São Paulo: Universo dos Livros, 2012.
  6. a b diversao.terra.com.br/tv/chaves Roberto Gómez Bolaños o criador do Chaves Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "Premio" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  7. Linha do tempo de Chespirito
  8. Bolãnos, ator de Chaves, está com depressão
  9. 'Chaves' chega a 1 milhão de seguidores no Twitter em 2 meses
  10. Página do evento
  11. Bolívia faz homenagem a ator de "Chaves" por seus 40 anos de carreira
  12. Ator de Chaves faz 40 anos de carreira e ganha homenagem
  13. Dois mil bolivianos dançam em homenagem a ator de 'Chaves'
  14. Em homenagem, ator de ‘Chaves’ vai embora de ambulância
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  20. Querido no mundo, Bolaños colecionou polêmicas durante a carreira
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  45. Florinda Meza estava com Bolaños na hora de sua morte
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  49. Corpo de Roberto Gómez Bolaños é enterrado na Cidade do México - G1
  50. Roberto Gómez Bolaños (em inglês) no Find a Grave
  51. Florinda Meza confirmó que el creador de “Chespirito” falleció de Parkinson y llegó a ser violento con ella
  52. 'Dona Florinda' diz que ficou abraçada ao corpo de 'Chaves' durante oito horas
  53. Emocionado, Edgar Vivar não consegue concluir depoimento sobre Chespirito
  54. "Chespirito" será homenajeado en el Estadio Azteca
  55. Chespirito fue homenajeado durante la apertura de la Teletón
  56. Veja repercussão da morte de Roberto Bolaños, criador de Chaves - G1
  57. Brasil lamenta la muerte de Chespirito - Televisa Noticero
  58. Roberto Bolaños, criador de Chaves e Chapolin, morre aos 85 anos no México
  59. Roberto Bolaños, o Chaves, morre aos 85 anos
  60. Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, morre aos 85 anos no México
  61. SBT interrompe exibição de 'Chaves' para noticiar morte de 'Chaves' - F5/Uol
  62. Artistas e personalidades - SBT Vídeos
  63. Artistas e personalidas - SBT Vídeos
  64. Globo noticia morte de Bolaños e classifica como “fenômeno da cultura”
  65. Morre aos 85 anos Roberto Bolaños, o Chaves
  66. Facebook da Globo compartilha postagem do SBT e indica especial sobre 'Chaves'
  67. Acompanhe a transmissão do especial Roberto Bolaños (29/11/2014)
  68. Vila do Chaves é recriada pelo SBT e aberta ao público
  69. http://vejasp.abril.com.br/materia/chaves-velorio-transmissao-ao-vivo
  70. SBT transmitirá velório do criador do Chaves em estádio do México
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  75. chavodel8.com/ Premio a Chespirito por mejor contenido de televisión
  76. chavodel8.com/ Premios Latinos 2010, dedicados a Chespirito
  77. [1] Chespirito Honored at 25th Annual Hispanic Heritage Awards

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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