Frederico I do Sacro Império Romano-Germânico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Frederico I da Germânia)
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Se procura o pirata também conhecido por Barbaruiva ou Barbarossa, veja Capitão Khizr.
Frederico I
Conde de Borgonha
Reinado 9 de junho de 1156
a 10 de junho de 1190
Antecessor(a) Beatriz I (sozinha)
Sucessor(a) Otão I
Co-monarca Beatriz I (1156–1184)
Imperador Romano-Germânico e Rei da Itália
Reinado 2 de janeiro de 1155
a 10 de junho de 1190
Predecessor Lotário II
Coroação 18 de junho de 1155
Sucessor Henrique VI
Rei dos Romanos
Reinado 4 de março de 1152
a 10 de junho de 1190
Coroação 9 de março de 1152
Predecessor Conrado III
Sucessor Henrique VI
Duque da Suábia
Reinado 6 de abril de 1147 a 1152
Predecessor Frederico II
Sucessor Frederico IV
 
Esposas Adelaide de Vohburg
Beatriz I, Condessa de Borgonha
Descendência Beatriz da Suábia
Frederico V, Duque da Suábia
Otão IV do Sacro Império Romano-Germânico
Frederico VI, Duque da Suábia
Gisela da Suábia
Otão I, Conde de Borgonha
Conrado II, Duque da Suábia
Filipe da Suábia
Casa Hohenstaufen
Nascimento 1122
Morte 10 de junho de 1190 (68 anos)
Göksu, Cilícia
Pai Frederico II, Duque da Suábia
Mãe Judite da Baviera

Frederico I (112210 de junho de 1190), apelidado de "Barbarossa" ou "Barba Ruiva", foi o Imperador Romano-Germânico e Rei da Itália de 1155 até sua morte, além de Conde de Borgonha, Rei dos Romanos e Duque da Suábia. Era filho de Frederico II, Duque da Suábia, e sua esposa Judite da Baviera.

Governo[editar | editar código-fonte]

O Sacro Império Romano-Germânico conheceu um momento de grandeza com Frederico, que conseguiu impor sua autoridade sobre o papado e assegurou a influência germânica na Europa ocidental. No século XIX, foi reconhecido como precursor da unidade do povo alemão.

Sucedeu ao seu pai Frederico II da Suábia no Ducado da Suábia, quando este faleceu em 1147. À morte do seu tio, o imperador Conrado III, foi eleito rei da Germânia em Frankfurt, no ano de 1152.

Era seu desejo restaurar as glórias do Império Romano, motivo pelo qual decidiu consolidar a posição imperial tanto na Germânia como na península Itálica. Inicialmente pretendeu pacificar o país para depois se concentrar na dominação germânica na Itália, para onde o imperador empreendeu numerosas expedições a fim de cumprir os seus objetivos.

A pedido do papa Adriano IV, foi para a Itália com o propósito de conquistar Roma, então em poder de Arnaldo da Bréscia, que foi vencido e capturado. Frederico I foi proclamado, em Pavia, rei da Itália pelo papa em 1155. Desde o começo de seu reinado desafiou a autoridade papal e lutou para estabelecer o domínio germânico na Europa ocidental.

Depois de conquistar Milão, cujos governantes haviam tentado opor-se a ele, Frederico I convocou a Dieta de Roncaglia, para definir e consolidar a autoridade imperial na Lombardia. Entretanto, suas campanhas na Itália tiveram a oposição dos papas e das cidades italianas que tentou subjugar. Em 1159, apoiou a nomeação de um antipapa, Vítor IV, em oposição ao papa legítimo, Alexandre III, e três anos depois destruiu Milão. Constituíram-se então entre as cidades do papado a Liga Lombarda e a de Verona, com o propósito de defender-se contra o imperador.

A Morte de Frederico Barbarossa
Por Gustave Doré

Frederico lutou contra a Liga Lombarda, mas as cidades italianas aliaram-se ao papa Alexandre III e em 1176 derrotaram o invasor em Legnano. Após a derrota na batalha de Legnano, Frederico I foi obrigado a reconhecer o papa Alexandre III as pretensões das vilas lombardas aliadas ao papado, além de assinar a paz de Veneza. Fracassaram assim suas tentativas de apoderar-se do norte da Itália, embora continuasse ameaçando os Estados Pontifícios nos domínios de Toscana, Espoleto e Ancona.

Embora o controle imperial na Itália tivesse chegado virtualmente ao fim com a derrota em Legnano, Frederico conseguiu aumentar seu prestígio na Europa Central. Fez da Polônia um Estado tributário do império, elevou a Boêmia à categoria de reino e transformou o margraviato da Áustria em ducado independente com caráter hereditário.

Frederico I tratou também de consolidar sua autoridade dentro da Alemanha, opondo-se ao poderio crescente dos príncipes de seu império. Em 1180, clero e nobreza o apoiaram na destituição de seu mais poderoso vassalo da Baviera e da Saxônia, Henrique, o Leão, castigado por ter-se negado a ajudar na campanha italiana de 1176.

Depois de ter abdicado em favor de seu filho mais velho, Frederico empreendeu uma cruzada no Oriente após a tomada de Jerusalém por Saladino (a Terceira Cruzada). Morreu na Cilícia, em 10 de junho de 1190, ao tentar atravessar o Sélef (hoje Goksu), um dos rios da Anatólia, quando caiu do cavalo e morreu afogado, pois não conseguiu se levantar devido ao peso da armadura que vestia.

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

Brasão da dinastia Hohenstaufen

Foi filho de Frederico II da Suábia, duque da Suábia (1090 - 1147) e de Judite de Baiern (1100 - 1132), filha de Henrique IX de Stolze "O negro", duque da Baviera e de Vulfilda da Saxônia.

Casou por duas vezes, a primeira em 1147 com Adelaide de Voburgo (1125 -?) de quem não teve filhos e a segunda em 1156 com Beatriz I da Borgonha (1145 -1184), filha de Reinaldo III da Borgonha (1093 - 1148) e de Ágata da Lorena (1122 - 1147) de quem teve:

  1. Frederico V da Suábia, duque da Suábia (16 de julho de 1164 -?)
  2. Henrique VI de Hohenstaufen (1165 - 1197), Imperador Romano-Germânico, casou com Constança de Altavila, princesa da Sicília.
  3. Conrado de Hohenstaufen, duque da Suábia, (1172 -?), casou com Berengária de Castela (Segóvia, 1 de junho de 1180 - Las Huelgas, 8 de novembro de 1246), Infanta de Castela e mais tarde Rainha de Castela.
  4. Otão I da Borgonha (1175 -?), conde palatino da Borgonha, casou com Margarida de Blois.
  5. Filipe da Suábia ou Filipe de Hohenstauten, como também é referido, duque da Suábia, (1176 - 1208) casou com Irene Angelina (1180 - 1208), Rainha de Constantinopla, filha de Isaac II Ângelo (1156 - 1204) e de Margarida Maria de Monteferrat.
  6. Beatriz de Hohenstaufen, casou com Guilherme II de Thiers, conde de Châlon
  7. Inês de Hohenstaufen

Legado[editar | editar código-fonte]

A fama de Barbarossa deu origem a um mito messiânico na Alemanha, em que se acreditava que Frederico I não havia morrido e um dia voltaria para salvá-la do caos. Influenciou também o mito do sebastianismo em Portugal.

O plano de invasão da URSS por forças do Eixo no verão de 1941 foi chamada de Operação Barbarossa em sua homenagem.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Heinrich Appelt: Friedrich Barbarossa (1152-1190). In: Helmut Beumann (Hrsg.): Kaisergestalten des Mittelalters. München ²1985, S. 177–198. ISBN 3-406-30279-3
  • Joachim Ehlers: Friedrich I. In: Bernd Schneidmüller, Stefan Weinfurter (Hrsg.): Die deutschen Herrscher des Mittelalters, Historische Porträts von Heinrich I. bis Maximilian I. München 2003, S. 232–57. ISBN 3-406-50958-4
  • Odilo Engels: Die Staufer. Stuttgart [u. a.] 71998. ISBN 3-17-015157-6 (Standardwerk; dort auch weiterführende Literatur)
  • Knut Görich: "Die Ehre Friedrich Barbarossas". Kommunikation, Konflikt und politisches Handeln im 12. Jahrhundert. Darmstadt 2001. ISBN 3-534-15168-2
  • Hagen Keller: Zwischen regionaler Begrenzung und universalem Horizont. Deutschland im Imperium der Salier und Staufer 1024–1250. Propyläen Geschichte Deutschlands. Bd 2. Berlin 1986. ISBN 3-549-05812-8
  • Ferdinand Opll: Friedrich Barbarossa. Darmstadt ³1998. ISBN 3-534-04131-3
  • Heinz Löwe: Die Staufer als Könige und Kaiser. in: Die Zeit der Staufer. Geschichte - Kunst - Kultur. Bd 3. Aufsätze. Ausstellungskatalog. Hrsg. vom Württembergischen Landesmuseum, Stuttgart 1977, S. 21–34.
  • Bernhard Töpfer: Friedrich I. Barbarossa. In: Evamaria Engel, Eberhard Holtz (Hrsg.): Deutsche Könige und Kaiser des Mittelalters. Köln - Wien 1989, S. 159–187. ISBN 3-412-03688-9
  • Cardini, Franco (1987). Barbarroja: vida, triunfos e ilusiones de un emperador medieval. Edicions 62. ISBN 978-84-297-2533-9.
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Frederico I do Sacro Império Romano-Germânico
Precedido por:
Frederico II
Hohenstaufen family arms.svg
Duque da Suábia

6 de abril de 1147 - 4 de março de 1152
Sucedido por:
Frederico IV
Precedido por:
Conrado III
Hohenstaufen family arms.svg
Rei da Borgonha

4 de março de 1152 - 10 de junho de 1190
Sucedido por:
Henrique VI
Hohenstaufen family arms.svg
Rei da Germânia
formalmente Rei dos Romanos

4 de março de 1152 - 10 de junho de 1190
Com Henrique VI
15 de agosto de 1169 - 18 de junho de 1190
Hohenstaufen family arms.svg
Rei de Itália

18 de junho de 1155 - 10 de junho de 1190
Com Henrique VI
21 de janeiro de 1186 - 18 de junho de 1190
Precedido por:
Lotáario II
Hohenstaufen emperor arms.svg
Imperador Romano-Germânico

18 de junho de 1155 - 10 de junho de 1190
Precedido por:
Beatriz I
Blason Bourgogne-comté ancien(aigle).svg
Conde de Borgonha

9 de junho de 1156 - 10 de junho de 1190
( até 15 de novembro de 1184 com Beatriz I)
Sucedido por:
Otão I