Mulher trans

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Uma mulher trans[1] é uma mulher que foi designada homem ao nascer.[2] Mulheres trans podem sentir disforia de gênero e podem fazer a transição de gênero; este processo comummente inclui terapia de substituição hormonal e às vezes cirurgia de redesignação sexual, que pode trazer grande alívio e até resolver a disforia de gênero por completo. Mulheres trans podem ser heterossexuais, bissexuais, homossexuais, assexuais ou indentificar-se com outros termos (como queer).

O termo mulher transgênero não é sempre intercambiável com mulher transexual, embora os termos sejam frequentemente usados intercambiavelmente. Transgênero é um termo hiperónimo que inclui diferentes tipos de pessoas com variância de gênero (inclusive pessoas transexuais). Mulheres trans enfrentam uma vasta quantidade de discriminação (transmisoginia, um subconjunto de transfobia), inclusive no emprego e no acesso a moradia, e enfrentam violência física e sexual e crimes de ódio, até mesmo de parceiros ou parceiras. A discriminação é particularmente severa com mulheres trans que são membros duma minoria racial, em que frequentemente enfrentam a intersecção de transfobia e racismo.

O conceito[editar | editar código-fonte]

As mulheres trans comumente adotam nomes femininos e realizam transição hormonal ou cirúrgica para uma aparência socialmente aceita como feminina, em razão de seu reconhecimento enquanto mulheres e, por isso, da necessidade de serem tratadas como quaisquer mulheres cisgênero.[1] Assim como qualquer mulher cis, as transgênero podem ser lésbicas, bissexuais, assexuais, pansexuais ou heterossexuais, já que identidade de gênero e orientação sexual são coisas distintas.

O tratamento hormonal de mulheres trans é feito com o uso de hormônios femininos e antiandrógenos. Algumas optam pela cirurgia de redesignação sexual a fim de se sentirem mais confortáveis psicológica e emocionalmente.

No Brasil, são mulheres trans publicamente conhecidas Ariadna Thalia (ex-BBB), Lea T, Carol Marra, Roberta Close, Carol Zwick, Michelly X, Layla Ken, Renata Finsk, Thelma Lipp, Leonora Áquila, Nany People, Tifanny Abreu ( jogadora de vôlei ) entre outras. Em Portugal, Nádia Almada e Filipa Gonçalves atingiram bastante projeção midiática.[3]

Referências

  1. a b «ONU Livres & Iguais | DEFINITIONS». Consultado em 24 de março de 2019 
  2. Instituto Humanitas Unisinos (ed.), Transexualidade. «Nós fazemos gênero no dia a dia». Entrevista especial com Berenice Bento, consultado em 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. Da redação (2013). «Mais sobre Filipa Gonçalves». Correio da Manhã. Consultado em 3 de novembro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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