TV Sinal Verde

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TV Sinal Verde
Rádio Caxias Ltda.
Caxias, Maranhão
Brasil
Tipo Comercial
Canais
11 VHF analógico
38 UHF e 11.1 Virtual digital
Outros canais 3 VHF (2014-2015)
Sede Bandeira do Municipio de Caxias Maranhao.svg Caxias, MA
Rua Bela Vista, 1555 - Castelo Branco
Slogan Junto com você
Rede Rede Difusora
SBT
Rede(s) anterior(es) Rede Record (2014-2015)
Fundador(es) Humberto Coutinho
Pertence a Sistema Sinal Verde de Comunicação (Rede Difusora)
Proprietário(s) Weverton Rocha
Antigo(s) proprietário(s) Humberto Coutinho (2004-2018)
Eugênio Coutinho (2018)
Fundação 2004 (16 anos)
Nome(s) anterior(es) TV Difusora Caxias (2004-2014)
Emissora(s) irmã(s) Sinal Verde FM
Cobertura Caxias e áreas próximas
Coord. do transmissor 4° 52' 4.1" S 43° 20' 56.3" O
Potência 1 kW
Página oficial portalsinalverde.com

TV Sinal Verde é uma emissora de televisão brasileira sediada em Caxias, cidade do estado do Maranhão. Opera nos canais 11 VHF e 38 UHF digital, e é afiliada ao SBT. Pertence ao Sistema Sinal Verde de Comunicação, do qual também faz parte a rádio Sinal Verde FM.

História[editar | editar código-fonte]

TV Difusora Caxias (2004-2014)[editar | editar código-fonte]

A emissora foi inaugurada em 2004, como TV Difusora Caxias, substituindo a retransmissora da TV Difusora no canal 11 VHF, que estava no ar desde a década de 1990. A emissora era uma parceria entre Edinho Lobão, proprietário do Sistema Difusora de Comunicação e dono da concessão, e Humberto Coutinho, influente político local.[1]

Em 2014, os políticos rompem suas alianças após Coutinho passar a apoiar o então candidato a governador Flávio Dino, que seria adversário político de Lobão na eleição daquele ano. Isto afetou a TV Difusora Caxias, que perdeu o direito de utilizar o canal 11 VHF para transmitir sua programação e a afiliação com o SBT, saindo do ar em 12 de maio.[2] O canal 11 VHF passou a ser gerido pelo Sistema Veneza de Comunicação, responsável pela Band Caxias, voltando a retransmitir a TV Difusora São Luís alguns dias depois.[1]

TV Sinal Verde (2014-presente)[editar | editar código-fonte]

Após 45 dias fora do ar, a emissora retomou suas transmissões em 27 de junho, através do canal 3 VHF, com o nome de TV Sinal Verde, e retransmitindo a programação da Rede Record, através de um acordo com a TV Cidade de São Luís. Porém, isso gerou novos impasses, uma vez que a Record já possuía sinal direto da rede em Caxias através do canal 5 VHF, mantido pelo Sistema Veneza de Comunicação (pertencente a Paulo Marinho, adversário político de Humberto Coutinho), ocasionando a existência de dois canais transmitindo a mesma rede, e porque o canal 3 VHF é uma concessão pertencente à Prefeitura Municipal, naquela época sob a gestão do prefeito Léo Coutinho, sobrinho de Humberto Coutinho.[1]

Em 2015, o Sistema Sinal Verde negociou novamente com o Sistema Difusora a concessão do canal 11 VHF, que foi vendido para a TV Sinal Verde. Em 6 de setembro, a emissora deixa o canal 3 VHF e retorna ao canal 11 VHF, bem como volta a ser afiliada ao SBT e a retransmitir parte da programação gerada pela TV Difusora em São Luís, além de enviar matérias locais para os telejornais da capital.[1]

A partir de 2017, com a derrota da família Coutinho nas eleições municipais de 2016 e o enfraquecimento do repasse de verbas publicitárias aos veículos do Sistema Sinal Verde, a emissora entra em crise, começando a demitir vários profissionais. Em 1.º de janeiro de 2018, com a morte de Humberto Coutinho, a TV Sinal Verde passa a ser administrada por seu irmão, Eugênio Coutinho, mas a crise financeira continua. Em abril, o deputado federal Weverton Rocha, que já arrendava os veículos do Sistema Difusora desde 2016, compra o Sistema Sinal Verde por cerca de R$ 3.000.000,00, tornando-se seu novo proprietário.[3]

Programação[editar | editar código-fonte]

  • Acorda Caxias
  • Notícias de Caxias
  • Boa Tarde Caxias
  • Bom Dia Maranhão
  • Jornal da Difusora
  • Câmera 4
  • Resenha
  • Algo Mais
  • Tudo de Bom

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Suposta transmissão pirata[editar | editar código-fonte]

Em 2010, o Jornal dos Cocais denunciou a emissora ao Ministério Público, por esta operar de maneira ilegal perante a Lei Geral das Comunicações (9.472/1997), atuando como Retransmissora de TV (RTV), porém agindo como Geradora de Sons e Imagens (TV).[4] No entanto, como o estado do Maranhão faz parte da Amazônia Legal, a lei permite que emissoras que atuem como RTV também possam gerar conteúdo local, e a denúncia não obteve resultado.

Censura ao Repórter Record Investigação[editar | editar código-fonte]

Em 27 de abril de 2015, o jornalístico Repórter Record Investigação foi até Caxias e produziu uma matéria sobre as mortes de 1 em cada 3 recém-nascidos na Maternidade Carmosina Coutinho em 2014.[5] A maternidade é de propriedade da família Coutinho, sendo gerenciada em convênio com a Prefeitura Municipal de Caxias, e durante a veiculação do programa pela Rede Record, a TV Sinal Verde teve o seu sinal propositadamente tirado do ar.[6]

Referências

  1. a b c d Lobato, Elvira (1 de fevereiro de 2016). «A guerra do fim do mundo». Agência Pública. Consultado em 5 de setembro de 2018 
  2. Emir, Diego (12 de maio de 2014). «Lobão Filho tira sinal da TV Difusora de Humberto Coutinho em Caxias». Poder e Política. Consultado em 2 de dezembro de 2014 
  3. Sabá, Cláudio (20 de abril de 2018). «EM FRANGALHOS - Família Coutinho vende TV Sinal Verde, funcionários são demitidos e ninguém sabe quem é o novo proprietário». Blog do Sabá. Consultado em 5 de setembro de 2018 
  4. «Emissora de TV pirata é denunciada em Caxias». Portal AZ. 30 de março de 2010. Consultado em 2 de dezembro de 2014 [ligação inativa]
  5. «Na segunda-feira (27), Repórter Record Investigação apresenta a maternidade da morte». Repórter Record Investigação. 22 de abril de 2015. Consultado em 5 de setembro de 2018 
  6. Léda, Gilberto (28 de abril de 2015). «ESTRANHO! Record fica fora do ar em Caxias durante reportagem sobre maternidade». Blog do Gilberto Léda. Consultado em 5 de setembro de 2018 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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