William Goldman

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
William Goldman
William Goldman na Screenwriting Expo de 2008
Pseudônimo(s) S. Morgenstern, Harry Longbaugh
Nascimento 12 de agosto de 1931
Highland Park, Estados Unidos
Morte 16 de novembro de 2018 (87 anos)
Nova Iorque, Estados Unidos
Nacionalidade norte-americano
Alma mater Oberlin College
Universidade Columbia
Ocupação Escritor, dramaturgo e roteirista
Gênero literário Fantasia, comédia, drama e ação
Magnum opus A Princesa Prometida (1973)

William Goldman (Highland Park, Illinois, 12 de agosto de 1931Nova Iorque, 16 de novembro de 2018) foi um escritor, dramaturgo e roteirista estadunidense.[1]. Fez sucesso em 1950 como escritor antes de se tornar roteirista. Ganhou duas vezes do prêmio Oscar na categoria de melhor roteiro, por Butch Cassidy and the Sundance Kid, em 1969, e por All the President's Men, em 1976.[1]

É autor do livro Marathon Man, publicado em 1974, e também do roteiro do filme de mesmo nome de 1976, dirigido por John Schlesinger e estrelado por Dustin Hoffman. Um de seus mais famosos livros é A Princesa Prometida, também adaptado para o cinema.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no subúrbio de Chicago, em 1931, em uma família judia[3], é filho de Marion e Maurice Clarence Goldman.[1] Formou-se no ensino médio em 1948, pela Highland Park High School.[2] Iniciamente, seu pai era um homem de negócios de sucesso, mas o alcoolismo acabou com a riqueza da família e com sua saúde. Maurice acabou se suicidando enquanto o filho ainda cursava o ensino médio.[2]

William entrou no Oberlin College, em 1952, onde se tornou bacharel em Artes e em seguida entrou no Exército. Por saber datilografar, foi enviado para o Pentágono, onde trabalhou como despachante até ser dispensado com o posto de cabo, em setembro de 1954. Então, se matriculou na Universidade Columbia, onde fez mestrado em artes, em 1956.[2] Por volta dessa época, ele já escrevia contos e novelas, mas ainda não conseguia publicá-las.[1][2]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

William se casou com Ilene Jones, irmã do ator Allen Case[4][5], em 1961 e se divorciou dela em 1991. O casal teve duas filhas, Jenny Rebecca e Susanna.[2]

Em um chat da CNN, William disse que seus autores favoritos são Miguel de Cervantes, Anton Chekhov, Somerset Maugham, Irwin Shaw e Leo Tolstoy.[6] Fã fervoroso do New York Knicks, frequenta o Madison Square Garden semanalmente nos últimos 40 anos, tendo contribuído com a escrita de Bill Simmons sobre a história da NBA, onde discute a carreira de Dave DeBusschere.[2]

Faleceu aos 87 anos de idade vítima de câncer colorretal e pneumonia.[7]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em sua autobiografia, Adventures in the Screen Trade (1983), William conta que começou a escrever depois de um curso sobre escrita criativa ainda na faculdade. Suas notas na turma eram péssimas, mas um editor da revista literária do Oberlin College começou a publicar alguns de seus contos anonimamente. Outros editores negaram vários de seus contos.[2] Inicialmente, não tinha a intenção de ser roteirista, ele estava mais interessado em contos, romances e poesia. Em 1956, defendeu sua dissertação na Universidade Columbia sobre a comédia de costumes nos Estados Unidos.[8]

Seu irmão, James Goldman, que faleceu em 1998, também era dramaturgo e roteirista. Os dois dividiam um apartamento em Nova Iorque com seu amigo John Kander[2]. Em 25 de junho de 1956, ele começou a escrever seu primeiro romance, The Temple of Gold, terminado em apenas três semanas.[6] Seu agente enviou o livro para uma editora que concordou em publicar, se William conseguisse dobrar o tamanho da obra. O livro vendeu bem e acabou por deslanchar a carreira de William no mercado.[2][6]

Em um intervalo de pouco mais de um ano, ele escreveu seu segundo livro, Your Turn to Curtsy, My Turn to Bow (1958), em cerca de uma semana. Este livro foi seguido por Soldier in the Rain (1960), baseado em sua vida no Exército. Também vendeu bastante nas livrarias e acabou se tornando um filme, sem o envolvido de William Goldman com o roteiro.[2][6]

A Princesa Prometida[editar | editar código-fonte]

William Goldman (esquerda) e James Caan nas gravações de A Bridge Too Far em 1976

Seu livro de 1973, A Princesa Prometida se tornaria seu trabalho mais famoso e cultuado pelos fãs. Ele também foi o responsável pelo roteiro para o cinema, mas entre a escrita do roteiro e o lançamento do filme demorou vários anos. Em 1973, William teve uma pneumonia, o que o deixou hospitalizado por várias semanas e afetou severamente sua saúde por mitos meses. Isso inspirou sua criatividade e ele escreveu diversos roteiros e livros neste período.[2] Segundo o próprio autor, sua escrita acabou se movendo para um âmbito mais comercial após a morte de seu editor Hiram Haydn, em 1973. Neste período ele escreveu um livro infantil, Wigger (1974); um thriller best-seller, Marathon Man (1974), além de várias peças de teatro.[2][6]

Obras[editar | editar código-fonte]

Roteiros de cinema


Romances
  • The Temple of Gold (1957)
  • Your Turn to Curtsy, My Turn to Bow (1958)
  • Soldier in the Rain (1960)
  • Boys and Girls Together (1964)
  • No Way to Treat a Lady (1964)
  • The Thing of It Is... (1967)
  • Father's Day (1971)
  • The Princess Bride (1973)
  • Marathon Man (1974)
  • Magic (1976)
  • Tinsel (1979)
  • Control (1982)
  • The Silent Gondoliers (1983)
  • The Color of Light (1984)
  • Heat (1985)
  • Brothers (1986)


Livros não-ficcionais e memórias
  • The Season: A Candid Look at Broadway (1969)
  • The Story of 'A Bridge Too Far' (1977)
  • Adventures in the Screen Trade: A Personal View of Hollywood and Screenwriting - 1983)
  • Wait Till Next Year (com Mike Lupica, 1988)
  • Hype and Glory (1990)
  • Four Screenplays (1995)
Marathon Man, Butch Cassidy and the Sundance Kid, The Princess Bride, and Misery
  • Five Screenplays (1997)
All the President's Men, Magic, Harper, Maverick, and The Great Waldo Pepper
  • Which Lie Did I Tell? (More Adventures in the Screen Trade) (2000
  • The Big Picture: Who Killed Hollywood? and Other Essays (2001)
Livros infantis
  • Wigger (1974)

Referências

  1. a b c d «William Goldman Biography (1931-)». Film Reference. Consultado em 3 de setembro de 2017 
  2. a b c d e f g h i j k l m Egan, Sean (2014). William Goldman: The Reluctant Storyteller. Nova York: BearManor Media. p. 292. ISBN 978-1593935832 
  3. Erens, Patricia (1998). The Jew in American Cinema. [S.l.]: Indiana University Press. 392 páginas. ISBN 978-0-253-20493-6 
  4. Taylor, Angela (26 de agosto de 1973). «Fashions For Fall Looking Good On The Go». The New York times. Consultado em 21 de julho de 2018 
  5. News bank, ed. (27 de agosto de 1986). «Rites scheduled fridey for entertainer Allen case». The Dallas Morning News. Consultado em 21 de julho de 2018 
  6. a b c d e Goldman, William (1 de dezembro de 2001). «Chat books». CNN.com (transcript). Consultado em 21 de julho de 2018 
  7. «William Goldman, Screenwriting Star and Hollywood Skeptic, Dies at 87» (em inglês). The New York Times. 16 de novembro de 2018. Consultado em 16 de novembro de 2018 
  8. «William Goldman Papers, 1949–1997». Universidade Columbia. Consultado em 21 de julho de 2018 
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: William Goldman

Ligações externas[editar | editar código-fonte]