Batalha de Saint-Mihiel
| Batalha de Saint-Mihiel | |||||||
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| Parte da(o) Primeira Guerra Mundial | |||||||
Batalha de Saint-Mihiel. |
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| Intervenientes | |||||||
| Principais líderes | |||||||
| John J. Pershing | Georg von der Marwitz | ||||||
| Forças | |||||||
| Força Expedicionária Americana Exército Francês |
Quinto Exército Alemão | ||||||
| Vítimas | |||||||
| 7 000 homens | 2 000 homens mortos e 5 500 feridos1 | ||||||
A Batalha de Saint-Mihiel foi um evento da Primeira Guerra Mundial, ocorrido entre os dias 12 e 15 de setembro de 1918. Envolveram-se na Batalha a Força Expedicionária Americana e 48.000 soldados franceses sob o comando do general americano John J. Pershing. Eles enfrentaram forças do Império Alemão. O Serviço Aéreo Americano (que mais tarde se tornaria a Força Aérea Americana) desempenhou um importante papel na ação.2 3
Essa batalha marcou o primeiro uso dos termos militares "Dia D" e "Hora H" pelos americanos.4
A ofensiva em St. Mihiel foi parte do plano de Pershing que esperava que suas tropas rompessem as linhas alemãs e tomassem a cidade fortificada de Metz. Foi um dos primeiros avanços terrestres americanos na I Guerra com captura de soldados inimigos em retirada,3 sendo bem-sucedido em apanhar por sorte a artilharia alemã fora de posição. Foi mostrado o papel crítico da artilharia durante esse conflito e as dificuldades em suprir os numerosos exércitos em movimento.1 À medida que as forças de Pershing se movimentavam, se distanciando da artilharia e com abastecimento dificultado pelas estradas lamacentas, o ímpeto aliado foi enfraquecido. O avanço até Metz não foi executado e os alemães conseguiram reforçar as posições, fazendo com que os americanos decidissem então pela Ofensiva Meuse-Argonne.4
Índice |
Prelúdio [editar]
O general John Pershing avaliou que um ataque bem sucedido na região de São Mihiel, Metz e Verdun traria um impacto significativo sobre o exército alemão.3 O general queria controlar as ferrovias e rodoviais e que os americanos tomassem Mertz, o centro da rede ferroviária da área. Atingidas essas metas, Pershing pretendia partir para ofensivas dentro do território alemão.2
Informes sobre o clima [editar]
As previsões climáticas dos americanos indicavam fortes ventos e chuvas intermitentes durante o dia e a noite, com estradas enlameadas no caminho"2 A ordem para avançar representou um desafio para as tropas, com os soldados enfrentando em alguns trechos lama e água até os joelhos. Depois de cinco dias de chuva, o estado do solo interrompeu a passagem de tanques e da infantaria.1 Muitos blindados motorizados sofreram panes pela entrada de água nos motores, enquanto outros ficaram presos no lamaçal.4
As defesas alemãs [editar]
Os alemãs haviam se preparado com antecedência, instalando séries de trincheiras aprofundadas, obstáculos com arames farpados e nichos de metralhadoras.3 O terreno da batalha ficava próximo de três vilarejos: Vigneulles, Thiaucourt e Hannonville-sous-les-Cotes. Para cercar os alemães, esses vilarejos deveriam ser tomados. Os planos dos americanos determinavam aos soldados passarem pelas trincheiras e marcharem ao longo das rodovias2
Eles estavam bem informados sobre detalhes das forças aliadas que vinham em sua direção. Um jornal suíço havia publicado a data, hora e duração da preparação das barragens de artilharia. Contudo, o número de homens e armamentos das tropas alemãs era deficiente na aérea, além dos comandantes serem fracos para planificarem contra-ataques.1 Assim, eles decidiram sair de St. Mihiel e juntarem suas forças na chamada Linha Hindenburg. Os aliados ficaram sabendo desse movimento ao descobrirem uma ordem escrita para as tropas de von Gallwitz.4
Os blindados dos Aliados [editar]
Os blindados militares dos Aliados (em inglês Allied Armored Forces) eram uma novidade no teatro de guerra francês, mas treinaram muitos meses na preparação para o enfrentamento com o o exército alemão. Os britânicos haviam usado blindados na Batalha de Cambrai (1917)3 e impressionaram o general Pershing, que ordenou o desenvolvimento de uma força de tanques para apoiar a Infantaria da Força Expedicionária Americana. Como resultado, em setembro de 1918 o coronel George S. Patton Jr. já havia finalizado o treinamento de dois batalhões de tanques (144 tanques FT-17 franceses, organizados nos 326º e 327º batalhões) em Langres, França, prontos para a ofensiva em St. Mihiel.5 A reforçarem os blindados dos americanos, as tropas contavam ainda com 275 tanques franceses (216 FT-17's e 59 Schneider CA1 ) da Primeira Brigada da Artilharia de Assalto - o que totalizou 419 veículos blindados.6
Consequências [editar]
Após a batalha St. Mihiel ficou divida em vários setores. Em cada setor ficou um Corpo Militar que podia operar no interior, dentro dos limites. O V Corpo Americano assumiu a vértice noroeste, o II Corpo Colonial Francês ficou com o sul e os IV e I Corpos americanos ficariam no vértice sudeste da área.1 Com isso o general Pershing deixava um eixo principal para apoiar os vértices mais fracos. As forças restantes seguiram em direção a Metz. O braço composto pelos IV e V Corpos, dirigiria o ataque na área e faria a ligação entre as forças amigas no vilarejo francês de Vigneulles, enquanto o II Corpo Colonial Francês retinha os alemães abaixo das encostas.2
Interpretações sobre o resultado [editar]
Avaliou-se que a vitória dos americanos comandados pelo general Pershing em Saint-Mihiel deveu-se ao minucioso planejamento do ordenamento das operações. Havia detalhes para a penetração nas trincheiras alemãs, combinando as várias armas de combate.3 Os tanques apoiavam os avanços da Infantaria, com dois tanques tomando a frente de uma companhia e o terceiro permanecendo na retaguarda. Graças a esse planejamento, o I Corpo Americano atingiu seu objetivo na primeira jornada, antes do meio-dia. E o objetivo do segundo dia foi alcançado à tarde.4
Outra razão aventada para a vitória foi a audácia dos comandantes de pequenas unidades no campo-de-batalha. Ao contrário dos oficiais da I Guerra que comandavam de um local afastado, o coronel Patton liderou seus homens ficando na linha de frente.1 Ele e os outros que assim agiram, acreditavam que o controle pessoal ajudava a contornar o caos do calor da batalha.2
Referências
Bibliografia [editar]
- Giese, Joseph. Battle Analysis of St. Mihiel. Página visitada em 4-5-2008.
- Hanlon, Michael (1998). St. Mihiel Offensive (em inglês).
- Hofmann, Donn Albert Starry. Camp Colt to Desert Storm. The University Press of Kentucky. Página visitada em 7-2-2009.
- Richard, J. (2007). Battle of St. Mihiel. History of War. Página visitada em 4-5-2008.
- St. Mihiel. Spartacus Educational. Página visitada em 4-5-2008.