Cabinda (cidade)

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Cabinda
Localidade de Angola Angola
(Município e Cidade)
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Dados gerais
Gentílico Cabindense
Província Cabinda
Município(s) Cabinda
Características geográficas
Área 1 823[1] km²
População 185 924[1] [2] hab. (2006)
Densidade 102 hab./km²
Altitude 24 m

Cabinda está localizado em: Angola
Cabinda
Localização de Cabinda em Angola
5° 33' 00" S 12° 12' 00" E{{{latG}}}° {{{latM}}}' {{{latS}}}" {{{latP}}} {{{lonG}}}° {{{lonM}}}' {{{lonS}}}
Site www.ibinda.com
Projecto Angola  • Portal de Angola

Cabinda (Tchowa ou Tchiowa - nome local da cidade) é uma cidade e município de Angola, capital administrativa da província de Cabinda, localizada na costa do Oceano Atlântico . Possui cerca de 186 000 habitantes (estimativa de 2006).[2]

Cabinda foi elevada a categoria de cidade em 28 de maio de 1956, através do despacho legislativo nº 2.757, proposto pelo então governador português do distrito do Congo, Jaime Pereira de Sampaio Forjaz de Serpa Pimentel.[3]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Segundo alguns historiadores, o nome Cabinda tem origem da aglutinação da última sílaba da palavra "Mafuca" - que nos antigos Reinos de Loango, Cacongo e Ngoio era uma espécie de intendente geral do comércio e homem de confiança do Rei, que em nome deste último tratava de todas as transações comerciais - e "Binda", que era o nome do Mafuca naquela época.[4]

No século XIX, a cidade teve outras denominações: Porto Rico e Vila Amélia.[5]

Tchowa Tchimuisi é outra designação dada a cidade de Cabinda. Tchowa, um nome dado pelos antepassados e Tchimuisi, nome da sereia que habitava os arredores da cidade de Tchowa.[5]

História[editar | editar código-fonte]

  • 1883 - Cabinda se formou como um pequeno povoado marítimo no Atlântico, na costa de Luango, África Ocidental Portuguesa, em uma calma baía, que passa por ser a melhor de toda aquela costa, local propício para o desenvolvimento da navegação e do comércio, e cuja posse fora por alguns anos abandonada por Portugal, mas pudera há longo tempo reaver o seu direito.Porem o interior era muito doentio e até mortífero para os Europeus. O surgimento do porto favoreceu o desenvolvimento urbanístico, o comércio relacionado com a atividade portuária e outros serviços auxiliares;[5] [6] [7] [8]
  • 1 de fevereiro de 1885 - sete quilômetros ao norte da cidade, onde hoje se encontra um monumento, foi assinado o Tratado de Simulambuco, Cabinda foi reconhecida oficialmente como protetorado português;[6] [9]
  • 28 de maio de 1956 - Cabinda foi elevada a categoria de cidade, através do despacho legislativo nº 2.757, proposto pelo então governador português do distrito do Congo, Jaime Pereira de Sampaio Forjaz de Serpa Pimentel.[3]
  • Até 1960, prossegue o desenvolvimento da cidade, com a construção das principais rodovias que ligam a cidade ao interior da província (sul-norte), de vários edifícios públicos e bairros residenciais que formam a parte central da cidade.[5]
  • De 1960 à 1975, é verificado um grande aumento populacional na cidade, a zona urbanizada aumenta e surgem as áreas com habitações de baixo padrão. Neste período surge o contraste entre a zona urbana no centro e a área suburbana nos arredores da cidade.[5]
  • De 1975 à 1985, prossegue o crescimento populacional com o aumento generalizado das áreas de construções de baixo padrão e a migração incontrolada. A cidade se estende assim aos bairros periféricos.[5]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município possui 1 823 km².[1] É limitado a Norte pelo município do Cacongo, a Este e Sul pela República Democrática do Congo, e a Oeste pelo Oceano Atlântico. A cidade encontra-se situada nas coordenadas 5° 33' Sul e 12° 12' Leste, a 24 metros de altitude.[10]

O município possui um meio geográfico caracterizado pela savana e matas tropicais secas.[11]

Clima[editar | editar código-fonte]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Cabinda Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 32 33 33 33 33 29 28 29 30 33 33 34 34
Temperatura máxima média (°C) 30 31 31 31 29 26 26 26 27 28 29 28 28
Temperatura mínima média (°C) 23 23 23 23 23 21 18 19 21 23 23 23 22
Temperatura mínima registrada (°C) 20 19 18 19 19 16 13 15 16 19 19 19 13
Precipitação (mm) 58,4 109,2 83,8 116,8 55,9 0 0 2,5 5,1 33 114,3 88,9 668
Fonte: [10] 6-9-2010

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O município de Cabinda está dividido em três comunas:[12]

  • Cabinda, a sede do município, com 88,6% da população do município;
  • Malembo com 3,1%;
  • Tando-Zinze com 8,3%.

O município é também dividido 11 regedorias: Regedoria do Ntó, Cotra (a mais populosa com 74,8% da população do município), Liambo, Caio Litoral, Subantando, Chiadede, Malembo, Bumelambuto, Cácata, Tchinsuá e Zenze do Lucula.[12]

Economia[editar | editar código-fonte]

A principal riqueza natural do município é o petróleo seguido pela madeira. O solo cabindense é rico também em manganês, titânio, argila, burgau, cal, potássio, ouro, urânio e fosfato.[6]

O transporte, a pesca, o comércio, a agricultura, a hotelaria, o turismo e a construção civil são outras atividades que começam a ganhar peso na economia da cidade.[5]

Demografia[editar | editar código-fonte]

O município possui 185 924 habitantes[2] (estimativa de 2006) e densidade demográfica de 102 hab./km². A população de Cabinda é distribuída em oito tribos: Bawóio, Bakuakongo, Balinge, Baluango, Basundi, Baiombe, Bavili e Bakotchi.[3]

No último censo realizado em 15 de dezembro de 1970, cidade possuía 21 124 habitantes.[13]

Da população do município, 46,8% são homens e 53,2% são mulheres.[12]

A língua falada na cidade é o ibinda ou fiote.[14]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A população da cidade possui uma cultura peculiar, com usos e costumes especiais, desde a sua forma de se vestir e comer até os rituais tradicionais, principalmente o Chicumbe e as célebres cerimônias dos Bakamas do Tchizo,[3] um grupo ritual tradicional que possibilita a interação entre o povo vivo e os espíritos ocultos dos deuses e dos antepassados, assegurando assim a reconciliação entre os mortos e os vivos.[14]

O Museu de Cabinda é um dos maiores centros de pesquisa e coleta da tradição oral cabindense.[14] O Museu expõe peças artesanais, tradições, usos e costumes da província.[5] A cidade possui também um centro cultural que desenvolve diversas atividades nas áreas da música, dança, artes cênicas e visuais.[5]

Lazer[editar | editar código-fonte]

Os principais locais turísticos da cidade são: o embarque de escravos de Chinfuca, Gruta de Malembo, Igreja Católica Nossa Senhora Rainha do Mundo, Igreja Católica Imaculada Conceição, Cemitério dos Nobres, Cemitério dos Franques, Igreja Evangelica Ntendequele, Centro Turistico de Mbande, Largo Pedro Benge, Largo Deolinda Rodrigues, Largo Missão Catolica, Parque Infantil, Zona Paisagística de Yema e Zona Paisagística do Yabi.[15]

Esportes[editar | editar código-fonte]

A cidade de Cabinda possui dois times participando do Campeonato Angolano de Futebol de 2010, também conhecido como Girabola 2010, são eles: Sporting de Cabinda e FC Cabinda.[16]

Cabinda foi a sede do grupo B do Campeonato Africano das Nações de 2010 (CAN 2010), cujos participantes foram Costa do Marfim, Gana e Burkina Faso. A seleção de Togo foi desclassificada da competição por não comparecer a partida contra Gana devido ao ataque sofrido por sua delegação de rebeldes separatistas de Cabinda, em 8 de janeiro.[17] Os jogos foram disputados no Estádio Nacional do Chiazi, localizado no Bairro Chiazi, com capacidade para 20 000 pessoas, cuja construção foi concluída em 2010.[18]

Educação[editar | editar código-fonte]

Em Cabinda está localizado o campus sede da Universidade 11 de Novembro,[19] além de um polo avançado da Universidade Agostinho Neto.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Angola - Cabinda - Administrative units GeoHive (em inglês)
  2. a b c Instituto Nacional de Segurança Social - República de Angola - Cabinda - Estimativa Populacional
  3. a b c d Cidade de Cabinda comemora 52 anos Governo da Província de Cabinda. Página visitada em 5-9-2010.
  4. História do Porto de Cabinda. Página visitada em 6-9-2010.
  5. a b c d e f g h i Evolução Histórica (PDF) Governo da Província de Cabinda. Página visitada em 11-9-2010.
  6. a b c Desenvolvimento do Município de Cabinda (PDF) Governo da Província de Cabinda. Página visitada em 9-9-2010.
  7. Sousa Monteiro, "Dicc. geogr. das posses port."
  8. "Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal", Albano da Silveira Pinto e Augusto Romano Sanches de Baena e Farinha de Almeida Portugal Silva e Sousa, 1.º Visconde de Sanches de Baena, Fernando Santos e Rodrigo Faria de Castro, 2.ª Edição, Braga, 1991, Volume I, p. 324
  9. Cabinda hoje
  10. a b Estatísticas do clima em weatherbase.com (em inglês) weatherbase.com.
  11. Cabinda Consuldo Geral da República de Angola - Rio de Janeiro - Brasil. Página visitada em 7=7=2010.
  12. a b c Informação trimestral de Cabinda (PDF) Governo da Província de Cabinda. Página visitada em 9-9-2010.
  13. Angola em www.citypopulation.de
  14. a b c Uma excursão virtual a Cabinda Teia Portuguesa. Página visitada em 8-9-2010.
  15. Cabinda do Maiombe e do petróleo Jornal dos Desportos. Página visitada em 11-9-2010.
  16. Girabola 2010 girabola.com. Página visitada em 8-9-2010.
  17. Sobre a Competição www.can-angola2010.com. Página visitada em 8-9-2010.
  18. Estádio Nacional do Chiazi www.can-angola2010.com. Página visitada em 8-9-2010.
  19. Universidade 11 de Novembro - Catálogo Angola Formativa

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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