Clube Esportivo Aimoré

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Aimoré
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Nome Clube Esportivo Aimoré
Alcunhas Índio Capilé
Torcedor/Adepto Aimoresista
Mascote Índio
Fundação 26 de março de 1936 (75 anos)
Estádio Cristo Rei
Capacidade 12.000[1]
Presidente Brasil Sandro Borowski,
Sandro Cardoso,
Telmo Hoefel Filho
Treinador Brasil Círio Quadros
Patrocinador Semae, Unisinos, Higra
Material esportivo Brasil Dresch Sport
Competição
(Futebol)
Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho - 2ª Divisão
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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O Clube Esportivo Aimoré é um clube brasileiro de futebol, sediado na cidade de São Leopoldo, no estado do Rio Grande do Sul. Foi fundado em 26 de março de 1936. Atualmente, disputa a Segunda Divisão Gaúcha.

Índice

[editar] História

[editar] Fundação

O início

O Aimoré foi fundado no dia 26 de março de 1936. Seus fundadores foram: Emílio Dietrich, Nelson Presser, João Ignácio da Silveira, Armando Jost, Plínio Hauschild, Orlando Haas, Alcides Cunha, Felisberto Ramos Filho, Rubem Presser, Walter Haas, Aníbal Lopes Diniz, Djalmo Luiz da Silva e Werner Schmidt.

A primeira diretoria do Aimoré ficou assim estabelecida:

  • Presidente: João Ignácio da Silveira
  • Vice-presidente: Frederico Luiz Weinmann
  • Presidentes honorários: Ernesto Gaspary e Emílio Sander
  • Primeiro secretário: Anibal Lopes Diniz
  • Segundo secretário: Nelson Presser
  • Primeiro tesoureiro: Plínio Hauschild
  • Segundo tesoureiro: Armando Jost
  • Capitão-geral e Guarda-sport: Alcides Cunha
  • Comissão fiscal: Emílio Dietrich, Orlando Haas e Luiz Horn.

O primeiro nome sugerido para o clube foi Maba Foot-Ball Clube, sendo alterado no dia da fundação para Clube Esportivo Aymoré. A primeira sede situava-se em um prédio ao lado de um armazém pertencente a João Ignácio da Silveira, primeiro presidente do Aimoré, no número 1.058 da Rua do Comércio (atual Rua Dr. Hillebrand, no Bairro Rio dos Sinos).

Primeiro campo

O primeiro campo do Aimoré localizava-se em uma chácara de propriedade de Henrique Bier, no atual Bairro Campina. O campo era rodeado por eucaliptos e foi utilizado pelo clube até 1940. Posteriormente, foi adquirido um terreno de propriedade da família Gerhart, no Bairro Rio dos Sinos, onde foi construído o primeiro estádio do Aimoré: a Taba Índia, que recebeu jogos do Aimoré até 1961.

Primeiras partidas

O primeiro jogo da história do Aimoré ocorreu em 5 de abril de 1926, derrota para o Voluntários por 3 a 1. A primeira equipe de futebol era assim formada: Romeu Alfen; Osvaldo Oliveira e Darcy Mugica; João Sassen, Nelson Presser e Emílio Silva; Rubem Schneider, Aníbal Lopes Diniz, Dilermando Reis, Victor Crusius e Rubem Presser.

A primeira vitória ocorreu no dia 3 de maio, um a zero sobre o Sport Club Lombagraense.

[editar] Anos dourados

A década de 1950 marca o início da profissionalização do Aimoré. Em 1953, o Internacional, através do seu presidente Ephraim Pinheiro Cabral, convidou o Aimoré para integrar a elite do futebol gaúcho (então chamada Divisão de Honra). Foi uma resposta ao Grêmio, que dias antes fizera o convite ao maior rival do Aimoré da época, o Floriano (atual Novo Hamburgo). No mesmo ano, seria realizado o primeiro "Clássico do Rio dos Sinos", em 19 de abril, com derrota do Aimoré para Floriano por 6 a 1. Geada (4 vezes), Soligo e Martins marcaram os gols da equipe de Novo Hamburgo, enquanto Charuto anotou o gol solitário do Aimoré.

No final de 1955, o Aimoré jogaria pela primeira vez fora do estado, ao realizar excursão à Santa Catarina, onde perdeu apenas uma partida.

1960 cedeu cinco jogadores para seleção gaúcha que conquistou o campeonato panamericano de 1960 representando o Brasil. Eram eles: Suli, Soligo, Marino, Mengálvio (que acabou indo jogar no Santos de Pelé) e Gilberto Andrade.

[editar] Cristo Rei

O lançamento da pedra fundamental do atual estádio do Aimoré ocorreu em 1958. Através do empresário João Correa da Silveira, o Aimoré conseguiu a elaboração gratuita da planta para a nova praça de esportes do clube, feira pela empresa construtora Dietschi.

Em 1959, dirigentes do Aimoré tentaram um empréstimo de dez milhões de cruzeiros junto à Caixa Econômica Federal, para a construção de seu novo estádio, no Bairro Cristo Rei. Porém, ao descobrir que o empréstimo sairia caro aos cofres do clube, os dirigentes desistiram da oferta e resolveram arrecadar dinheiro através de campanhas entre dirigentes e associados.

No dia 26 de março de 1961, data do 25º aniversário do Aimoré, foi inaugurado o Estádio João Correa da Silveira, popularmente conhecido como Cristo Rei, em uma partida amistosa do clube com o Internacional. O Aimoré venceu por 1 a 0, com gol marcado pelo centro-avante Uga, aos 44 minutos do primeiro tempo.

Ainda em 1961, o Aimoré realizou uma excursão à Argentina, disputando oito partidas, obtendo 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Estreou em solo argentino perdendo para o Huracán por 1 a 0. Em seguida, viajou para Tandil, onde venceu um selecionado local por 3 a 1, gols de Toruca, Osquinha e Bira. Empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors no La Bombonera, com gol do centroavante Uga. Na seqüência, perdeu para o River Plate por 2 a 0. Em San Rafael, o Aimoré fez 3 a 0 na seleção local, com gols de Uga, Sebastião e René. Em San Juan, contra uma seleção da cidade, vitória por 2 a 1, gols de André Heinz e Parobé. Em nova partida com a Seleção de San Juan, o Aimoré venceu por 3 a 0 (dois gols de Uga e um de Daudt). No último jogo na Argentina, empate em 1 a 1 contra a Seleção de Mendoza. Sérgio Moacir Torres Nunes era o treinador na excursão.

[editar] Recomeço no futebol

Depois deste período, o Aimoré não conseguiu repetir mais boas campanhas. Em 1996, o clube fechou o departamento de futebol profissional por problemas financeiros, retornando às atividades somente em 2006.

[editar] Títulos

[editar] Estaduais

[editar] Outras Conquistas

Categorias de base

[editar] Artilheiros

  1. Oli - 1964 (14 gols).
  1. Décio Antônio - 1982 (22 gols).

[editar] Ídolos

 

[editar] Presidentes

  • 1936 – João Ignácio da Silveira
  • 1937 a 1941 – Frederico Luiz Weinmann
  • 1942 – Emílio H. Matte
  • 1943 – Frederico Luiz Weinmann
  • 1944 – Ingo Cornélius
  • 1945 – Clóvis Barbosa
  • 1946 – João Corrêa da Silveira
  • 1947 – Emílio H. Matte
  • 1948 – Ingo Cornélius
  • 1949 a 1959 – Aloysio Boll
  • 1951 – Emílio H. Matte
  • 1952 – Adelpho Pinto
  • 1953 – Hélio Minghelli
  • 1954 – Nero Faria Leal
  • 1955 a 1956 – Itacyr Mandelli
  • 1957 – Alberto Carlos Guinter
  • 1958 – Gesner Reis
  • 1959 – Siegbert Saft / Guilherme da Paz
  • 1960 – Edmar Kappel
  • 1961 – Gesner Reis
  • 1962 – Ítalo Gall / Nelson Presser
  • 1963 – Edmar Kappel
  • 1964 a 1965 – Edgar Floriano Feller
  • 1966 – Sergio Travi
  • 1967 – Edgar Floriano Feller
  • 1968 a 1969 – Sérgio Travi
  • 1970 a 1973 – Siegbert Saft
  • 1974 – Manoel Luiz Nunes / Ronaldo Reis
  • 1975 – Luiz Scalco
  • 1976 a 1977 – Rudy Ritter
  • 1978 – Álvaro Cardoso
  • 1979 a 1980 – Anselmo Weschenfelder
  • 1981 a 1984 – Gesner Reis
  • 1985 – Rudy Ritter / João Augusto Becker
  • 1986 a 1988 – João Augusto Becker
  • 1989 – Raul Gaudert
  • 1990 – Carlos Alberto Bedin
  • 1991 – Jandir da Rosa
  • 1992 – Jandir da Rosa / Carlos Alberto Bedin / Luiz Scalco / Álvaro Cardoso / Heitor Haubert
  • 1993 – Heitor Haubert
  • 2005 a 2008 – Reni de Oliveira
  • 2008 a 2010 – Sandro Borowski / Sandro Cardoso / Telmo Heofel Filho
  • 2010 até dias atuais - Márcio Picoli

[editar] Torcidas Organizadas

Atualmente, a maior torcida organizada do Aimoré é a Los Reyes Del Barrio, mais conhecida como Los Reyes ou LRDB. Foi fundada em 2008.

[editar] Rivalidade

O principal rival do Aimoré é o Novo Hamburgo. O clube também cultiva uma rivalidade recente com o Sapucaiense.

[editar] Livros sobre o Aimoré

  • SILVEIRA, Abel & PIRES, Ribeiro: "Aymoré – Um Clube Guerreiro". Rua Grande Gráfica Editora

[editar] Ver também

Referências

[editar] Ligações externas

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