Endro

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Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Apiales
Família: Apiaceae
Género: Anethum
Espécie: A. graveolens
Nome binomial
Anethum graveolens
L.

O endro (Anethum graveolens), também conhecido por aneto, é uma planta anual da família das Apiáceas (a que pertencem também a salsa e a cenoura), originária da região entre o Cáucaso e o Crescente Fértil. Por essa razão, é usada tradicionalmente no Médio Oriente, na Europa de Leste e foi introduzida na Escandinávia e na Europa ocidental, principalmente como uma erva aromática, sendo utilizadas tanto as folhas como as sementes. [1]

Para além de ser usado na culinária, o endro era usado como planta medicinal pelos egípcios e gregos, durante a antiguidade. Também teve significado religioso, sendo utilizado pelos antigos hebreus para pagar o dízimo, e chamado “erva-de-deus” pelos arménios. [2]

Características[editar | editar código-fonte]

O endro é uma planta herbácea de caules ocos, que pode atingir mais de um metro de altura, principalmente se se deixar florescer. As folhas são formadas por um grande número de filamentos, como se fossem penas de aves; o conjunto dos caules e folhas tem cor verde-azulada. Por vezes, confunde-se com o funcho ou erva-doce (não confundir com anis, embora as três espécies sejam aparentadas), mas normalmente tem tamanhos menores, além de possuir uma raiz aprumada, enquanto o funcho a tem fasciculada e com a base dos caules na forma dum pseudobolbo [3]

As flores, pequenas e amarelas, nascem em grandes umbelas (donde o antigo nome vulgar da família, as “umbelíferas”). Os frutos formam-se em grupos de dois aquénios unidos, cada um com cinco nervuras, duas das quais mais largas que as restantes, dando ao fruto uma forma achatada. [2]

Culinária[editar | editar código-fonte]

Na Escandinávia, o endro fresco é extensivamente utilizado para temperar a marinar vários peixes e mariscos (por exemplo, arenque e salmão, principalmente na forma de “gravad lax”), assim como em vários molhos. Na Europa de Leste, o endro é usado para temperar couves, sendo por vezes usado no borsch; também melhora os molhos à base de nata azeda ou iogurte. Por essa razão, várias sopas frias, como tarator da Bulgária e okroshka da Rússia são tradicionalmente temperadas com esta erva. Na Grécia, temperam-se as dolma com endro e na Turquia e Irão é usado em guisados de favas, lentilhas e outros pratos. Mas a forma como o endro é mais conhecido no Ocidente é nos picles de pepino, chamados por isso “dill pickles”. As sementes, que têm um vago odor a anis, são utilizadas tanto nas marinadas, conservas e vinagre, como no fabrico de pão e bolos. Na Índia, existe uma variedade que é cultivada para aproveitar as sementes que são utilizadas em misturas de caril e masala. [1]

Para além desses usos tradicionais, o endro pode ainda ser usado para aromatizar queijos, molhos, manteiga, grelhados, risotos, saladas, em especial a salada de batata, e patês. [2]

Princípios ativos e uso medicinal[editar | editar código-fonte]

Como qualquer erva aromática, o endro tem propriedades digestivas, sendo tradicionalmente usado especificamente para combater as cólicas e a hiperacidez. [2]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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