Futebol na Alemanha Oriental

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A DFV (Deutscher Fussball Verband der DDR; em português, Associação Alemã de Futebol da RDA) era o órgão que administrava o futebol da Alemanha Oriental.

Seleção[editar | editar código-fonte]

Lance do histórico jogo entre as Alemanhas na Copa de 74. Martin Hoffmann é observado pelos adversários Franz Beckenbauer (5) e Berti Vogts (2), com Wolfgang Overath (12) ao fundo

A Seleção Alemã Oriental de Futebol, embora fosse razoavelmente respeitada em seu tempo, não foi tão prestigiada pelos próprios dirigentes da RDA; a preferência era preparar atletas de esportes individuais, onde havia maior margem de segurança para um retorno em resultados positivos, com o doping não raramente sendo frequente.[1]

No futebol profissional, acabou ofuscada pelo maior sucesso da vizinha capitalista, tendo classificado-se apenas para uma Copa do Mundo, justamente a de 1974, realizada na Alemanha Ocidental.

Mais do que isso, ambas foram sorteadas para o mesmo grupo, e numa partida tensa, os orientais surpreenderam ao derrotar os favoritos ocidentais, por 1 a 0 - gol de Jürgen Sparwasser. Há quem imagine que os anfitriões teriam facilitado, para fugir do grupo mais difícil da segunda fase, que conteria Brasil e Países Baixos, mas tal suposição é refutada pela grande rivalidade nas diferenças políticas das Alemanhas,[2] que só haviam se reconhecido mutuamente em 1972.

Também dois anos antes, nas Olimpíadas de Munique, ambas se enfrentaram na segunda fase e a RDA venceu a RFA por 3 a 2 no campo rival, e posteriormente terminaria com o bronze.[3]

A primeira partida deu-se em 21 de setembro de 1952, em amistoso contra a Polônia.

A última, também um amistoso (contra a Bélgica), ocorreria em 12 de setembro de 1990, já após a Copa do Mundo daquele ano (vencida pela Alemanha Ocidental) e a menos de um mês da Reunificação Alemã. Curiosamente, a partida seria originalmente válida pelas eliminatórias para a Eurocopa 1992; com a reunificação, os jogos programados foram naturalmente cancelados, exceto este contra os belgas, transformado em amistoso.

O jogo seguinte das eliminatórias seria justamente contra a Alemanha Ocidental, já em novembro, no dia 14, em Leipzig. Inicialmente, ele foi mantido, mas como um amistoso para celebrar a união das seleções. Porém, distúrbios contínuos nos estádios no campeonato alemão-oriental (cujo curso continuou até o fim da temporada 1990/91) fizeram com que a partida também acabasse cancelada.[4]

Tal jogo festivo só viria a ocorrer em 21 de novembro de 2010, para marcar os vinte anos da unificação das federações. A partida, mantida para Leipzig, contou com jogadores da época para cada seleção e encerrou-se com nova vitória oriental, por uma virada de 2 a 1, com gols ossies de Olaf Marschall e Ulf Kirsten.[2]

Réplica do segundo uniforme da Alemanha Oriental

A seleção alemã-oriental não se classificou para nenhuma Eurocopa. Porém, conquistou uma medalha de ouro no futebol nos Jogos Olímpicos - algo que as Alemanhas Ocidental e Reunificada jamais conseguiram [5] -, em 1976, nas Olimpíadas de Montreal. A equipe também foi prata nos Jogos seguintes, nas Olimpíadas de Moscou (resultado também não alcançado pela Ocidental e Reunificada) e ficou com o bronze duas vezes, nas Olimpíadas de 1972, em Munique, e nas de 1964, em Tóquio.

Nos Jogos de 1964, seus jogadores representaram a seleção de futebol da Equipe Alemã Unida após dois jogos, ida e volta, com os jogadores da Alemanha Ocidental para decidir quem iria.[1] Por outro lado, era a época em que o futebol olímpico foi propício para boas campanhas comunistas; atletas profissionais eram impedidos de participarem, o que fez com que tradicionais seleções capitalistas levassem equipes mais fracas. Os atletas comunistas principais, por sua vez, eram considerados oficialmente servidores do Estado e, por essa brecha, liberados para atuarem.[2]

Seu uniforme principal consistia em camisa e meiões brancos e calças e detalhes da camisa em azul; a combinação contrária consistia no uniforme reserva (que acabaria mais consagrado, após seu uso na vitória contra a RFA na Copa). Sobre o coração ficava bordado o brasão da RDA, e, acima deste, a sigla DDR. Azul, uma cor neutra, era a cor utilizada pela Juventude Livre Alemã - braço jovem do Partido Comunista único do país -, que fiscalizou os esportes da Alemanha Oriental quando estes voltaram a ser oficialmente praticados, após a Guerra.[6]

Clubes e Campeonatos de Futebol.[editar | editar código-fonte]

A DDR-Oberliga (Liga Superior da RDA) era, até a reunificação alemã, em 1990, a divisão de elite de futebol da Alemanha Oriental (assim como a Bundesliga era da Alemanha Ocidental e continua sendo na Alemanha unificada). Ambas as Alemanhas reunificaram-se no final de 1990, mas com os campeonatos da ambas ainda em andamento na época, a reunificação das Ligas só se deu a partir do segundo semestre de 1991, quando começou a nova temporada na Europa. O mesmo ocorreu com a Copa FDGB, uma espécie de Copa da RDA. Com a reunificação, o nome Oberliga passou a designar algumas divisões inferiores do campeonato alemão.[1]

Quatro cidades destacavam-se no cenário futebolístico da RDA: Dresden, cidade do Dínamo Dresden (segundo maior vencedor do campeonato [7] ) e do Dresdner, era tida como a mais fanática.[1] Leipzig foi onde a própria Federação Alemã de Futebol fora fundada, em 28 de janeiro de 1900, e seu clube VfB Leipzig (renomeado Lokomotive após a instação do comunismo) fora o primeiro campeão alemão, três anos depois; além disso, nela ficava o Zentralstadion, que, entre 1956 e 2000, foi o maior estádio alemão, com capacidade para 100 mil pessoas e naturalmente, a casa da Seleção Alemã-Oriental, tendo sido o único estádio do antigo país a ser utilizado como sede da Copa do Mundo de 2006.[8]Magdeburgo foi a única a conter um clube campeão europeu, o Magdeburgo, vencedor da Recopa Europeia de 1974, sobre o Milan.[1]

A Recopa, por sinal, foi o único torneio do continente em que equipes da Alemanha Oriental conseguiram chegar à decisão: o próprio Lokomotive Leipzig e o Carl Zeiss Jena também chegaram às finais do torneio, mas acabaram como vice-campeões (em 81, para o soviético Dínamo Tbilisi; e em 87, para o holandês Ajax, respectivamente).[1] O Magdeburgo foi também, ao lado do mesmo Carl Zeiss e do Dínamo Dresden, o maior vencedor da Copa nacional, com sete conquistas.[9]

Apesar da falta de mais títulos internacionais, os times do país não deixavam de despertar respeito nos adversários. "Naquela época, tínhamos boas equipes, que não deviam nada às grandes do continente", chegou a declarar Jürgen Sparwasser, jogador do Magdeburgo.[10] De fato, na década de 1970, a liga alemã-oriental estava entre as dez melhores colocadas no ranking da UEFA, à frente inclusive do campeonato italiano.[11]

A quarta cidade a destacar-se foi a capital, Berlim Oriental. Mesmo antes da divisão - dela e do país -, a cidade, ao contrário das demais capitais europeias, não fazia parte da elite futebolística do continente.[12] Em 1975, a Stasi, o serviço de inteligencia da RDA, resolveu apadrinhar uma pouco expressiva equipe local, o Dínamo de Berlim,[1] cujo único título até então resumia-se à Copa da RDA em 1959.[9] [7]

A equipe berlinense-oriental mais vitoriosa vinha sendo o Vorwärts Berlim, mas esta foi deslocada em 1971, quando era o clube mais vezes campeão da Oberliga,[7] para Frankfurt an der Oder. O Dínamo logou passou a receber os melhores jogadores das outras equipes e também arbitragens convenientes: os impedimentos costumavam ser dados apenas aos adversários, além de contar com pênaltis duvidosos - um deles tornou-se célebre, marcado no minuto 95 de uma final.[1]

Uma das maneiras utilizadas para ganhar a complacência da arbitragem era controlar quais juízes do país teriam o privilégio de passar alguns dias no exterior capitalista para apitar alguma partida dos torneios ou eliminatórias continentais de clubes ou seleções.[1]

Outras falcatruas incluíam burlar regras do campeonato e diretrizes de transferências.[10] Os poucos jogadores talentosos da Alemanha Oriental que não foram ao Dínamo costumavam ser expulsos ou suspensos na rodada anterior de um confronto contra o time.[1] Com isso, o Dínamo conseguiu tornar-se o maior vencedor da Oberliga, sagrando-se campeão dez vezes consecutivas, entre 1979 e 1988,[1] [7] [10] [13] ultrapassando então outro Dínamo, o de Dresden (que em 1978 havia conseguido, com seu sexto título, igualar-se ao Vorwärts), [7] o que naturalmente despertou rixa dos torcedores desta outra equipe.

Os Dínamos acabaram por formar a maior rivalidade do país,[14] alimentada também pelo fato de que muitos dos primeiros jogadores do clube da capital após a intervenção da Stasi terem sido arrancados de Dresden.[1]

Mesmo em Berlim, o decacampeão não foi exatamente popular: os berlinenses-orientais, em geral, preferiam o mais modesto Union Berlim. Dizia-se que "nem todo torcedor do Union era um inimigo do Estado, mas todos os inimigos do Estado eram torcedores do Union"; o grito de guerra de seus simpatizantes era "antes ser um perdedor do que um porco da Stasi".[15]

Este clube ainda carrega a imagem de antiautoritário, embora o próprio presidente do Union, Dirk Zingler, ele mesmo ex-membro do exército, ressalte que boa parte da história foi simplificada e romantizada por seguidores e imprensa. Ainda assim, Zingler e o Union desfizeram contrato milionário com um patrocinador em 2009 devido à revelação que o diretor do mesmo fora da temida polícia secreta.[15]

Também na capital, muitos outros reagiam ao Dínamo torcendo pelo Hertha Berlim, que ficara em Berlim Ocidental, e com isso, participava das competições da outra Alemanha. A média de público do Dínamo, provavelmente a mais vitoriosa e mais odiada equipe do mundo na década de 1980,[13] não costumava ultrapassar 5 mil pessoas,[1] enquanto o Hertha, em seu primeiro jogo a contar com torcedores ossies, recebeu 59 mil para uma partida da segunda divisão.[13]

O enfraquecimento do regime comunista refletiu-se no Dínamo, que veio a perder sua hegemonia em 1989, o mesmo ano da queda do Muro de Berlim. O muro marcou presença também no fato de que em 1961, quando foi construído, não ter havido campeão de futebol na Alemanha Oriental. Uma semana após a sua queda, caiu também o diretor da Stasi e principal mecenas do Dínamo.[1] O campeão em 1989 e 1990 foi justamente o arquirrival Dínamo Dresden.[7]

Neste último ano, deu-se em outubro a Reunificação Alemã, no meio da temporada europeia de 1990/91, que seguiu em curso com ainda duas ligas alemães separadas. O Hansa Rostock, que até então não tinha maiores títulos, veio a ser o último vencedor do campeonato e da Copa da RDA.[7] [9] A edição 1991/92 da Bundesliga, a que marcou a reunificação das Ligas das duas Alemanhas, contou como únicos representantes do lado oriental na elite o Hansa e o vice-campeão do último campeonato alemão-oriental, o Dínamo Dresden.[1]

Apesar do inicial clima de festejo em toda a Alemanha, mostras de xenofobia contra os ossies deram-se já ali, com cânticos de "ponham novamente o muro!" e "voltem para atrás do muro!" chegando a partir das arquibancadas. O Hansa foi imediatamente rebaixado, enquanto o Dínamo conseguiu perdurar na divisão principal até o verão de 1995, não voltando mais. A forma como se deu a reunificação das ligas fez com que houvesse casos em que equipes que pertenciam à elite do futebol oriental tivessem de começar na quinta divisão no campeonato reunificado;[1] além destes dois, outras quatro equipes foram colocadas na segunda divisão unificada e o restante foi dividido nas ligas regionais ou inferiores.[10]

Além disso, os melhores jogadores orientais foram vendidos a preços baixos para equipes ocidentais [1] [10] - o que começou ainda antes da temporada 1990/91, ainda separada, mas com o país praticamente já unido [10] - e muitos clubes acabaram quebrando frente à duríssima concorrência.[1]

Houve debandada também de torcedores; a maior parte desanimou-se com o baixo nível a que suas equipes foram relegadas e passaram a preferir equipes do Oeste, esvaziando as arquibancadas, e, consequentemente, a renda dos clubes ossies. O Lokomotive Leipzig chegou a fechar as portas em 2003, só aí despertando maior atenção de antigos torcedores, que agiram para impedir a extinção do time.[10]

A Bundes só teria novamente um time da ex-RDA em 1998, quando o Hansa voltou à primeira divisão. Em 2000, apareceu o Energie Cottbus, que curiosamente não conquistara nenhum título no futebol alemão-oriental.[7] [9] São os únicos times ossies que se fizeram presentes na Bundesliga no século XXI, embora ambos tenham chegado a serem rebaixados e novamente promovidos no período. A última temporada em que estiveram juntos foi na elite foi a de 2007/08.

O outrora vitorioso Dínamo de Berlim encontra-se atualmente na quinta divisão; inicialmente, para abafar seu passado, chegou a se rebatizar simplesmente "FC Berlim" após a reunificação, voltando ao nome antigo em 1999, por pressão de sua torcida, em que alguns segmentos acabaram alinhando-se a radicais e neonazistas, chegando a ser declarado falido em 2001.[1]

O Energie, que teve subidas e descidas na elite alemã na década de 2000, voltou à Bundes para a temporada 2010/11. Mas à altura da temporada 2014-15, estará na terceira divisão. O patamar atual mais alto de clubes da antiga RDA é a segunda divisão, que na temporada 2014-15 terá o Erzgebirge Aue (antigo Wismut Karl-Marx-Stadt), o Union Berlim e o RB Leipzig. Este último é um clube explicitamente comercial, oriundo de investimentos da Red Bull no antigo SSV Markranstadt, comprado em 2009 quando estava na quinta divisão. O antigo Zentralstadion, onde manda seus jogos, também passou a chamar-se Red Bull Arena e,[5] embora o RB de início tenha sofrido certa rejeição na própria Leipzig, particularmente por torcedores do Lokomotive, as médias de público na Arena vêm aumentando ano a ano.[16]

Jogadores[editar | editar código-fonte]

Tendo o país disputado apenas uma Copa do Mundo, os jogadores alemães-orientais acabaram não tendo "vitrine" e o único que costuma ser lembrado é Sparwasser, por ser o autor do gol do jogo RFA 0 a 1 RDA, na Copa de 1974. "Basta colocarem 'Hamburgo 1974' no meu túmulo que saberão quem está lá", chegou a declarar anos depois, ao site da UEFA, em referência à cidade onde dera-se a partida.[2] Ele acredita que seu país poderia ter feito ainda mais no torneio:

Cquote1.svg Me irrita um pouco lembrar da partida entre minha Alemanha Oriental e o Brasil, pois não merecíamos perdê-la. Esperava um pouco mais de capacidade e habilidade, imaginava que os tricampeões mundiais fossem mais fortes. Nosso treinador armou a equipe na defesa e não demos chance alguma aos brasileiros. Na única falha que cometemos, o Rivellino marcou aquele gol de falta. Até aquele momento, o Brasil não havia levado risco algum ao nosso time. Tenho certeza de que, se tivéssemos entrado em campo com o mesmo espírito que entramos contra a Alemanha Ocidental, teríamos ganhado com alguma facilidade. No final das contas, fiquei um pouco decepcionado, pois acho que o Brasil teve muita sorte [17] Cquote2.svg
Sparwasser sobre o jogo contra o Brasil na Copa de 1974

Em 1979, após um amistoso entre Kaiserslautern, da RFA, e o Dínamo Berlim, um jogador do Dínamo, Lutz Eigendorf, deserdou a equipe - e seu país - para tentar jogar no Kaiserslautern e viver no Oeste. Embora não tenha sido o primeiro caso desse tipo (e nem seria o último; o próprio Sparwasser faria o mesmo), foi um dos mais polêmicos. Não pôde jogar devido à suspensão de um ano que a UEFA lhe deu, tendo que se tornar um técnico juvenil da equipe. Eigendorf criticou duramente a RDA e supostas manipulações de resultados a favor de seu ex-time, o Dínamo (que viria a ser decacampeão nacional consecutivamente). Em 1983, Eigendorf morreu misteriosamente em um acidente de carro, o que após a reunificação comprovou-se ter sido armado pela Stasi.[1]

O órgão também contava com alguns jogadores como colaboradores informais. Um deles, Gerd Weber, do Dínamo Dresden, preferiu não denunciar colegas que, como ele, receberam proposta de atuar no Colônia (da Alemanha Ocidental) quando encontravam-se nos Países Baixos para um jogo contra o Twente.

Com isso, acabou preso por um ano ao regressar à Alemanha Oriental - um de seus companheiros também era colaborador, e tinha justamente a missão de espioná-lo.[1] Torsten Gütschow, artilheiro dos três últimos campeonatos alemães-orientais,[18] correu o mesmo risco; após ser forçado a tornar-se colaborador depois de ter sua libertação na Suécia, onde fora preso após provocar desordem por bebedeira, organizada pelo governo da RDA, jurou a seus colegas que jamais os denunciaria.[1]

Joachim Streich, com 98 partidas, foi quem mais jogou pela seleção, sendo também seu o maior artilheiro (53 gols),[19] além de ter sido também o maior goleador das competições nacionais (229 gols em 378 partidas).[18] Dentre os jogadores da seleção alemã-oriental que passaram a jogar pela Alemanha reunificada (que estreou em torneios oficiais na Eurocopa de 1992), os que tiveram mais sucesso foram Matthias Sammer (autor dos dois últimos gols da seleção da RDA antes da reunificação, além de ter disputado pela Alemanha reunificada a Copa do Mundo de 1994 e as Eurocopas de 1992 e 1996, da qual foi campeão) e Ulf Kirsten (disputou as Copas de 94 e 98 e foi três vezes artilheiro da Bundesliga).[20]

Sammer foi o primeiro ex-alemão-oriental a estrear pela Alemanha reunificada, em amistoso de 19 de dezembro de 1990 que marcou também a reestreia desta seleção. O segundo foi Andreas Thom, que entrou no decorrer da mesma partida substituindo justamente Sammer. Um minuto depois de entrar, ele tornou-se o primeiro ossie a marcar pelo novo país, na vitória por 4 a 0.[21] A Alemanha estava politicamente reunificada desde 3 de outubro, mas as federações somente concluiriam tal processo em 21 de novembro [2] - com isso, dois amistosos, realizados em 10 e 31 de outubro foram ainda considerados como partidas da Alemanha Ocidental e contaram apenas com jogadores deste país.[21]

Além destes três, outros cinco ex-jogadores da Seleção Alemã-Oriental defenderam a Reunificada: Thomas Doll (que esteve com Sammer e Thom na Euro 1992; estreou em 27 de março de 1991), Heiko Scholz (estreou em 14 de outubro de 1992, juntamente com Kirsten), Dirk Schuster (estreou em 12 de outubro de 1994), Olaf Marschall (participante da Copa de 1998; estreou juntamente com Schuster) e Dariusz Wosz (curiosamente, um polonês; participou da Eurocopa 2000 e estreara em 26 de fevereiro de 1997).[10]

O último jogo da Alemanha Oriental, terminado em vitória por 2 a 0 sobre a Bélgica em Bruxelas. Matthias Sammer, autor dos dois gols, é o primeiro jogador à esquerda, ao lado dos árbitros.[22] Ele foi o primeiro jogador da ex-RDA a ser aproveitado pela seleção unificada.[21]

Os alemães-orientais, enquanto a RDA existiu, só disputaram mesmo a Copa do Mundo de 1974, exceção feita a Matthias Herget, que jogou pela Alemanha Ocidental a de 1986 e a Eurocopa 1988; também na Copa de 1986, na Euro 1988 e no mundial de 1990, jogou outro nativo do país, pela União Soviética: Oleh Kuznetsov, ucraniano étnico que também jogou a Euro 1992 pela CEI.

Ossies em Copas do Mundo pela Seleção Alemã[editar | editar código-fonte]

Lista de clubes campeões[editar | editar código-fonte]

DDR-Oberliga[editar | editar código-fonte]

   

Copa FDGP[editar | editar código-fonte]

   

Notas:

  • Planitz, Horch Zwickau, Motor Zwickau e Sachsenring Zwickau foram nomes do atual Zwickau
  • Union Halle e Turbine Halle foram nomes do atual Hallescher
  • Motor Jena virou depois o Carl Zeiss Jena
  • Turbine Erfurt é o atual Rot-Weiss Erfurt
  • Wismut Karl-Marx-Stadt é o atual Erzgebirge Aue
  • Vorwärts Berlim é o atual Viktoria Frankfurt (Oder)
  • Chemie Leipzig é o atual Sachsen Leipzig
  • Karl-Marx-Stadt é o atual Chemnitzer
  • Waggonbau Dessau é o atual Dessau
  • Volkspolizei Dresden virou depois o Dínamo Dresden
  • Einheit Dresden é o atual Dresdner
  • Aufbau Magdeburgo virou depois o Magdeburgo

Referências

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