Marilena Chaui

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Marilena de Souza Chaui
Chauí em 2010 (foto: Ivone Perez/Rede Brasil Atual/flickr)
Nome completo Marilena de Souza Chaui
Nascimento 4 de setembro de 1941 (72 anos)
Pindorama (São Paulo)
Nacionalidade  Brasil
Cônjuge Michael Hall
Ocupação Professora / Filósofa
Cargo Professora da USP
Magnum opus A Nervura do Real
Página oficial
Currículo Lattes

Marilena de Souza Chaui (Pindorama, 4 de setembro de 1941) é professora de filosofia, historiadora de filosofia brasileira e membro da ala mais radical do Partido dos Trabalhadores.

É filha do jornalista Nicolau Alberto Chaui, de origem árabe,[1] e da professora Laura de Souza Chaui. Foi casada com o jornalista José Augusto de Mattos Berlinck (1938), com quem teve dois filhos - José Guilherme e Luciana. Atualmente é casada com Michael Hall, historiador e professor da Unicamp.

Professora titular de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), é mestre (1967, com Merleau-Ponty e a crítica do humanismo, sob a orientação do professor Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior), doutora (1971, com Introdução à leitura de Espinosa, sob a orientação da professora Gilda Rocha de Mello e Souza) e livre docente de Filosofia (1977, com A nervura do real: Espinosa e a questão da liberdade) pela USP.

Além de extensa produção acadêmica, Marilena também publicou livros paradidáticos de Filosofia, voltados sobretudo para o público jovem ou não especializado. Seu livro O que é Ideologia (Ed. Brasiliense, Coleção Primeiros Passos), foi selecionado pelo Ministério da Educação e Cultura como livro didático obrigatório na rede pública de ensino, tornando-se desta forma um best-seller com mais de cem mil exemplares vendidos[2] , bastante acima da média de vendas dos livros não

didáticos no Brasil.

Foi Secretária Municipal de Cultura de São Paulo, de 1989 a 1992, durante a administração de Luiza Erundina. (1988-1992).

Continua ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) e considera que a experiência à frente da Secretaria da Cultura do Município de São Paulo foi de extrema importância para tornar o trabalho ainda mais sintonizado com a realidade e os problemas nacionais.[3]

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Em 2013 causou polêmica em uma palestra em São Paulo ao afirmar que a "classe média" brasileira é fascista [4] . Segundo ela, "(...) a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim".

Por pelo menos duas vezes, Marilena Chauí, foi acusada de plágio em suas obras. José Guilherme Merquior, diplomata, crítico literário e ensaísta que publicou treze livros, a criticou, na década de 80 do Século XX, por plagiar o filósofo francês Claude Lefort (1924-2010), o que foi largamente levado a público num debate estrondoso, pelos jornais. Os amigos de Marilena, para atenuar o escândalo disserem que não houve plágio, mas sim uma “filiação de pensamento”, ou seja, a filósofa brasileira “não tinha culpa por pensar igual ao filósofo plagiado…” Marilena explicou-se dizendo que teve um caso amoroso com o plagiado em Paris, sendo “muito influenciada por seu pensamento” [5] . Este episódio rendeu a Marilena um poema chamado a “A Xeroxona”, de autoria de Bruno Tolentino [6] . Também em seu livro “Convite à Filosofia”, tratando das três concepções de verdade, à página 99, ficou comprovado plágio do ponto 24 do capítulo II da obra “Introduccion a la filosofia”, do filósofo espanhol Julián Marías, um dos mais brilhantes pensadores do século XX escrito em 1947, (na 3ª edição espanhola, encontra-se à página 104). Neste caso, Marilena usou exatamente as mesmas palavras do colega espanhol, simplesmente traduzindo-as, sem qualquer referência ou crédito [7] .

Alguns prêmios e títulos[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o:
Portal de Filosofia

Chaui é autora de vários livros, dentre os quais se destacam:

  • "Repressão Sexual",
  • "Da Realidade sem Mistérios ao Mistério do Mundo",
  • "Brasil: Mito Fundador e Sociedade Autoritária",
  • "Professoras na Cozinha" (com Laura de Souza Chaui)
  • "Introdução à História da Filosofia",
  • "Experiência do Pensamento",
  • "Escritos Sobre a Universidade",
  • "Filosofia: Volume Único",
  • "Convite à Filosofia",
  • "O que é Ideologia' 1980'",
  • "Política em Espinosa" ,
  • "A Nervura do Real'1999'",
  • "Espinosa: Uma Filosofia de Liberdade",
  • "Cidadania Cultural",
  • "Simulacro e poder".

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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