Masako, Princesa Herdeira do Japão

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Masako
Princesa herdeira do Japão
Crown Princess Masako of Japan.jpg
Governo
Consorte Naruhito, Príncipe Herdeiro do Japão
Vida
Nascimento 9 de dezembro de 1963 (51 anos)
Japão Tóquio, Japão
Filhos Aiko, Princesa Toshi
Pai Hisashi Owada
Mãe Yumiko Owada

Masako, Princesa Herdeira do Japão (雅子皇太子妃殿下, Masako kōtaishi denka?), nascida em 9 de dezembro de 1963, em Tóquio, é a esposa de Naruhito, Príncipe Herdeiro do Japão, o primeiro filho do Imperador Akihito e da Imperatriz Michiko.

Família[editar | editar código-fonte]

Masako Owada (小和田 雅子, Owada Masako?) nasceu como a filha mais velha do diplomata Hisashi Owada e de sua esposa, Yumiko Egashira. Masako tem duas irmãs menores e gêmeas, Setsuko e Reiko.

Ela foi morar em Moscou com sua família quando tinha somente dois anos e passou seu jardim de infância lá.[1] Ao retornar para o Japão, Masako foi educada em uma escola particular para meninas, Denenchofu Futaba, em Tóquio.

Subsequentemente, a família Owada mudou-se para os Estados Unidos, quando o pai de Masako tornou-se um professor convidado da Universidade Harvard e também vice-embaixador japonês no país.

De acordo com fontes próximas de Masako, ela idolatrava seu pai, aspirando a uma carreira diplomática, e carregava, como primogênita, grande responsabilidade.

Educação[editar | editar código-fonte]

Casa Imperial do Japão
Dinastia Yamato
Imperial Seal of Japan.svg


SAI o Príncipe Mikasa
SAI a Princesa Mikasa

Masako estudou e graduou-se em Belmont High School, em Belmont, Massachusetts, perto de Boston, onde ela foi presidente da National Honor Society.

Em 1985, aos vinte e dois anos, a futura princesa adquiriu um diploma de Bachelor of Arts com dignidade acadêmica magna cum laude em Economia pela Harvard. A época de sua graduação coincidiu com uma grande mudança legal nos status das mulheres japonesas: a aprovação pelo Parlamento da Lei de Oportunidades Iguais no Emprego, garantindo que mulheres seguissem carreiras antes exclusivas para homens.[2] Assim, Masako tornou-se uma potencial sogoshoku.

A tese de Masako em Harvard, escrita sob a tutela do professor Jeffrey Sachs, tratava-se dos efeitos do preço do petróleo e das taxas de câmbio na economia japonesa.

Carreira diplomática[editar | editar código-fonte]

Em 1987, Masako deixou o Departamento de Direito da Universidade de Tóquio, onde estudou brevemente, para realizar o duro exame de admissão ao Ministério de Relações Exteriores, onde seu pai trabalhava como diretor-geral, tornando-se vice-ministro posteriormente. Acabou entrando no seleto e pequeno grupo de mulheres que haviam passado.

De 1988 até 1990, através de um programa de estudos patrocinado pelo Governo, ela estudou em um curso de pós-graduação em Relações Internacionais em Balliol College, na Universidade de Oxford, Inglaterra.[3]

Masako tornou-se, ao longo dos anos, fluente em cinco línguas estrangeiras (inglês, francês, alemão, russo e espanhol).

Durante sua carreira como diplomata, ela conheceu grandes líderes mundiais, tais como o presidente norte-americano Bill Clinton e o presidente russo Boris Yeltsin. Trabalhou principalmente nas negociações com os Estados Unidos referentes a supercondutores.

Relacionamento com o Príncipe Naruhito[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 1986, ainda estudante da Universidade de Tóquio, Masako conheceu pela primeira vez o Príncipe Naruhito, que se tornaria Príncipe Herdeiro três anos depois, com a morte de seu avô, o Imperador Hirohito. Eles estavam em uma recepção dada à Infanta Elena da Espanha, em Tóquio. Contudo, nada foi por acaso: várias mulheres jovens estavam presentes, para chamar a atenção do Príncipe solteiro.

Em 1987, o casal foi visto junto muitas vezes em público. Durante sua viagem de estudos à Inglaterra, Masako foi seguida e filmada por jornalistas japoneses.

Seu nome desapareceu da lista de possíveis noivas imperiais quando surgiu a polêmica da corporação Chisso, da qual seu avô materno, Yutaka Egashira, era presidente. A Chisso se tornou infame pelo escândalo de poluição do Desastre de Minamata. Atrás das cenas, entretanto, a relação com Naruhito continuou.

É dito que o príncipe pediu sua mão em casamento várias vezes, até que Masako acabou aceitando.

Noivado e casamento[editar | editar código-fonte]

O Palácio Imperial anunciou o noivado de Masako e Naruhito em 19 de janeiro de 1993, o que foi uma grande surpresa para o povo japonês, que pensava que eles já tinham terminado o namoro há muito tempo. O casamento tradicional ocorreu em 9 de junho de 1993, numa cerimônia xintoísta. A princesa usou um quimono de seda de cerca de 13,5 quilos e um vestido branco sem mangas desenhados especialmente para ela pela estilista Hanae Mori.[4]

A princesa Masako teve que desistir de sua promissora carreira diplomática com seu casamento, já que a Constituição Japonesa não permite que membros da família imperial tenham emprego ou se envolvam em atividades políticas.

Filha[editar | editar código-fonte]

Os príncipes herdeiros têm apenas uma filha:

Problemas de saúde[editar | editar código-fonte]

"Às vezes, eu experimento dificuldades ao tentar achar o ponto próprio da balança entre coisas tradicionais e a minha própria personalidade."

Princesa Masako em 1996[5]

A pressão para Masako dar à luz um menino foi grande, causando à princesa estresse e depressão.[6] Consequentemente, a princesa afastou-se (a partir de 2003) de seus compromissos oficiais e da vida pública, ganhando o apelido de "princesa triste".[7] Em 1999, ela sofreu um aborto espontâneo.

Somente em 2004, a Casa Imperial do Japão reconheceu, em um comunicado, que Masako sofria de um "transtorno de adaptação",[8] porque a vida da família imperial é muito reclusa. Aparentemente, sua cunhada, a Princesa Kiko, não teve problemas com o protocolo do Palácio Imperial, o qual, de acordo com o Príncipe Naruhito em entrevista com a imprensa, "esmagou" a personalidade de Masako.[9]

Hoje, embora continue sob tratamento médico, Masako incorpora-se progressivamente aos compromissos oficiais.

Biografia não-autorizada[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2006, uma polêmica biografia da princesa Masako — intitulada "Princess Masako: Prisoner of the Chrysanthemum Throne" — foi publicada na Austrália e nos Estados Unidos. O autor do livro, o jornalista australiano Ben Hills, tenta esclarecer que razões levaram a princesa a se afastar de seus compromissos oficiais nos últimos anos. Hills, conforme alega, baseou-se em informações de fontes próximas da princesa e de seu marido. A versão japonesa do livro sairia em março de 2007; entretanto, a editora Kodansha acabou cancelando seus planos após a onda de protestos ao jornalista e à sua editora, Random House. O governo japonês chegou a declarar que o livro continha "descrições desrespeitosas" e "difamatórias em relação à família imperial e ao povo do Japão", e o embaixador japonês na Austrália exigiu "desculpas e correções".

Debate sobre sucessão imperial[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2005, um comitê governamental recomendou mudar a Lei de Sucessão Imperial de 1947 para garantir que o primogênito dos príncipes herdeiros, de qualquer sexo, se tornasse o herdeiro do Trono do Crisântemo. A opinião pública debatia uma reforma para possibilitar a ascensão da Princesa Aiko. O então primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, comprometeu-se a levar a reforma ao Parlamento.

Entretanto, a gravidez da Princesa Kiko, esposa do Príncipe Akishino, anunciada oficialmente em fevereiro de 2006, mudou os planos. Em setembro daquele ano, nasceu um menino, o Príncipe Hisahito de Akishino, que é o terceiro na linha de sucessão sob a atual lei. O nascimento de Hisahito foi um alívio para membros partidários tradicionalistas e, de fato, desencorajou as propostas que sugeriam a sucessão feminina. Antes de seu nascimento, 84% da população mostrava-se favorável à mudança.

Acredita-se que o debate será continuado e finalizado em um momento apropriado no futuro.

Condecorações[editar | editar código-fonte]

O estandarte da princesa herdeira.

Referências

  1. [1] (em inglês) News.bbc.co.uk.
  2. [2] (em inglês) Nytimes.com.
  3. [3] Ghatravel.com.
  4. Hanae Mori - VOguepedia
  5. Crown Princess Masako 2 pp. Ikjeld.com.
  6. [4] Terra Networks.
  7. [5] G1.
  8. [6] Universo Online.
  9. [7] Universo Online.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]