Rhodophyta

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Como ler uma caixa taxonómicaRhodophyta
Laurencia.jpg

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Archaeplastida
Filo: Rhodophyta
Wettstein, 1922
Subfilos
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Rhodophyta são popularmente conhecidas como "algas vermelhas", por sua coloração característica. Com aproximadamente 6000 espécies, a maior parte das algas vermelhas é marinha, somente 5 ou 6 espécies são de água doce. As rodófitas em geral são pluricelulares e crescem junto a algum substrato (rocha), mas há algumas formas microscópicas filamentares. Delas podem ser extraídas mucilagens, tais como agar-agar e carragenina. As algas vermelhas coralinas possuem depósito de carbonato de cálcio em suas paredes celulares o que as torna muito resistentes e sem flexibilidade. São muito abundantes, ecologicamente importantes, podem formar grandes recifes de corais. Algumas algas possuem importância econômica, na alimentação ou na produção secundária de produtos utilizados principalmente nas indústrias alimentícia e farmacêutica (meio de cultura para microrganismos, cápsulas, supositórios, anticoagulantes, filme fotográfico, sabonete, creme para mãos, substitui a gelatina, cremes, geléias, maioneses, pudins, merengues, entre outros).

Alguns dos pigmentos que as suas células possuem: clorofila a, clorofila d (em algumas espécies), ficocianina e ficoeritrina (pigmentos que lhes confere a cor avermelhada/púrpura). Esses pigmentos estão presentes em plastídeos, denominados rodoplastos.

A presença de pigmento vermelho permite a estas algas sobreviver a maiores profundidades que as demais, uma vez que lhes permite absorver o comprimento de onda que penetra mais fundo nos oceanos: a bioluminescência.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

As algas vermelhas são classificadas como Archaeplastida, juntamente com as Glaucophyta e as Viridiplantae (algas verdes e plantas).

Abaixo estão duas classificações publicadas válidas (a de 2008 está por validar), apesar de nenhuma ter de ser necessariamente utilizada, uma vez que a taxonomia das algas ainda está num estado de permanente mudança (tendo a classificação acima do nível de ordem recebido pouca atenção ao longo da maior parte do século XX).

Se alguém define o reino Plantae como significado de Archaeplastida, as algas vermelhas farão parte desse reino; se o reino Plantae for considerado estritamente como Viridiplantae, então as algas vermelhas poderão ser consideradas como possuindo o seu próprio reino ou parte do reino Protista. As classificações válidas abaixo incluem as rodófitas no reino Plantae.

De acordo com o sintetizado por Lee (2008)[1] Sistema de classificação de acordo com
Hwan Su Yoon et al. 2006[2]
Sistema de classificação de acordo com
Saunders and Hommersand 2004[3]
Domínio Eukaryota (Corticata) Reino Plantae Haeckel Reino Plantae Haeckel

Alguns gêneros de Rhodophyta vistos a olho nu[editar | editar código-fonte]

As algas foram colocadas sobre uma placa de petri.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Garbary, D.J. & Gabrielson, P.W. 1990. Taxonomy and evolution. Pages 477-498 in Biology of the red algae (K.M. Cole and R.G. Sheath, eds.). Cambridge University Press, Cambridge.
  • Lüning, K. 1990. Seaweeds: Their environment, biogeography, and ecophysiology. Wiley, New York.
  • Ragan, M.A., C.J. Bird, E.L. Rice, R.R. Gutell, C.A. Murphy and R.K. Singh. 1994. A molecular phylogeny of the marine red algae (Rhodophyta) based on the nuclear small-subunit rRNA gene. Proc. Natl. Acad. Sci. USA 91:7276-7280.
  • Woelkerling, W.J. 1990. An introduction. Pages 1-6 in Biology of the red algae (K.M. Cole and R.G. Sheath, eds.). Cambridge University Press, Cambridge.

Referências

  1. Lee, R.E.. (2008). "Phycology, 4th edition". Cambridge University Press.
  2. Hwan Su Yoon, K. M. Müller, R. G. Sheath, F. D. Ott & D. Bhattacharya. (2006). "Defining the major lineages of red algae (Rhodophyta)". Journal of Phycology 42: 482–492 pp.. DOI:10.1111/j.1529-8817.2006.00210.x.
  3. G. W. Saunders & M. H. Hommersand. (2004). "Assessing red algal supraordinal diversity and taxonomy in the context of contemporary systematic data". American Journal of Botany 91: 1494–1507 pp..

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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