Ponto G

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Desenho representando a anatomia sexual feminina. É representada a localização do ponto G (6)

O ponto G, também conhecido como ponto de Gräfenberg, em referência ao ginecologista alemão Ernst Gräfenberg, é caracterizado como uma zona erógena da vagina que, quando estimulada, pode conduzir a elevados níveis de excitação sexual, com intensos orgasmos e uma potencial ejaculação feminina.[1] Ele se localiza aproximadamente de 5,1 a 7,6 cm (2 a 3 polegadas) acima da parte frontal (anterior) da parede vaginal, entre a abertura vaginal e o canal da uretra, sendo que é uma área sensitiva da genitália feminina.[2]

A existência do ponto G não foi comprovada, nem as fontes da ejaculação feminina.[3][4] Embora o ponto G tenha sido estudado desde a década de 1940, o desacordo persiste sobre sua existência como uma estrutura, definição e localização distintas.[3][5][6] O ponto G pode ser uma extensão do clitóris, que juntos podem ser a causa de orgasmos experimentados por via vaginal.[6][7][8] Sexólogos e outros pesquisadores estão preocupados que as mulheres possam se considerar disfuncionais se não experimentarem a estimulação do ponto G e enfatizarem que não fazer isto é normal.[4]

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Existe uma grande discussão na comunidade científica sobre a real existência do ponto G. Os mais fortes apoios partem das afirmações que provém de livros que visam o público popular.[5] O ponto G, somente entrou para o conhecimento do público leigo um ano mais tarde com a publicação do livro de Ladas, “The G Spot and Other Recent Discoveries About Human Sexuality.” (O Ponto G e outras recentes descobertas sobre a sexualidade humana),[9] mas pouco tempo depois da publicação de Ladas muitos profissionais ginecologistas criticaram publicamente a sua exatidão e veracidade.[10]

Como encontrar o ponto G[editar | editar código-fonte]

Esta zona erógena varia de mulher para mulher, tanto na localização, no tamanho, na textura ou na espessura. Invisível aos olhos e não muito fácil ao tacto, situa-se logo abaixo do osso púbico, profundamente na parede anterior da vagina, entre sua abertura e o colo do útero.

Primeiramente, a mulher deve estar bem relaxada para que as paredes vaginais fiquem muito bem lubrificadas, isso fará com que o ponto G fique inchado, cheio de sangue e portanto mais sensível e proeminente. O ponto poderá então ser identificado como uma pequena saliência enrugada, uma área oval de 2 cm², localizada embaixo do osso púbico, na parede frontal interna da vagina.

Com a mulher deitada com a barriga para cima poder-se-á penetrá-la com o dedo médio e a palma da mão virada para o clitóris: A ponta do dedo deverá então estar tocando o ponto G, onde sentirá uma área mais rugosa ou áspera que o normal, podendo vir a ser duro também devido à excitação feminina. Ao ser estimulado, inicialmente, a mulher poderá sentir vontade de urinar, mas se a estimulação é contínua, pode ser sexualmente prazeroso. Como em qualquer outro estímulo humano, pode não ser igualmente prazeroso para todas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ver página 135 para informações sobre a próstata, e página 76 para informações sobre o Ponto G. Rosenthal, Martha (2012). Human Sexuality: From Cells to Society. [S.l.]: Cengage Learning. ISBN 978-0618755714. Consultado em 25 de janeiro de 2014 
  2. Morris, Desmond (2004). The Naked Woman: A Study of the Female Body. New York: Thomas Dunne Books. pp. 211–212. ISBN 978-0-312-33852-7 
  3. a b Balon, Richard; Segraves, Robert Taylor (2009). Clinical Manual of Sexual Disorders. [S.l.]: American Psychiatric Publishing. p. 258. ISBN 978-1585629053. Consultado em 24 de janeiro de 2014 
  4. a b Greenberg, Jerrold S.; Bruess, Clint E.; Oswalt, Sara B. (2014). Exploring the Dimensions of Human Sexuality. [S.l.]: Jones & Bartlett Publishers. pp. 102–104. ISBN 978-1449648510. Consultado em 30 de outubro de 2014 
  5. a b Hines T (agosto de 2001). «The G-Spot: A modern gynecologic myth». Am J Obstet Gynecol. 185 (2): 359–62. PMID 11518892. doi:10.1067/mob.2001.115995 
  6. a b Kilchevsky, A; Vardi, Y; Lowenstein, L; Gruenwald, I (12 de janeiro de 2012). «Is the Female G-Spot Truly a Distinct Anatomic Entity?». The Journal of Sexual Medicine. 9 (3): 719–26. PMID 22240236. doi:10.1111/j.1743-6109.2011.02623.x. Resumo divulgativo 
  7. O'Connell, H. E.; Sanjeevan, K. V.; Hutson, J. M. (12 de outubro de 2005). «Anatomy of the clitoris». The Journal of Urology. 174 (4 Pt 1): 1189–95. PMID 16145367. doi:10.1097/01.ju.0000173639.38898.cd. Resumo divulgativo 
  8. Sex and Society, Volume 2. [S.l.]: Marshall Cavendish Corporation. 2009. p. 590. ISBN 9780761479079. Consultado em 17 de agosto de 2012 
  9. Ladas, AK; Whipple, B; Perry, JD. The G spot and other discoveries about human sexuality. New York: Holt, Rinehart, and Winston 
  10. Unknown (1983). «In Search of the Perfect G». Time 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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