Chișinău

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Chișinău
Portas de Chișinău
Bandeira oficial de Chișinău
Brasão oficial de Chișinău
Bandeira Brasão
Moldadm C.png
País Moldávia
Município Chișinău
Prefeito Dorin Chirtoacă
Área  
  Total 635 km²
População  
  Cidade (2014) 492 894[1]
    Densidade   4,938/km²
  Metro 907 674
Website: www.chisinau.md/

Chișinău (pronúncia em português[kiʃiˈnaw]; pronúncia em moldavo[kiʃiˈnəw]), habitualmente simplificada graficamente para Chisinau ou, nas grafias aportuguesadas Quichinau[2][3][4][5][6] ou Quixinau,[3][7] ou ainda na antiga grafia russófila Quixineve[8] (em russo: Кишинёв, Kishinyov, sendo também usual a transliteração para inglês Kishinev) é a capital e a maior cidade da Moldávia. É também considerada uma das capitais mais arborizadas da Europa, localizada no centro geográfico do país, às margens do rio Bîc. Com cerca de 648 mil habitantes (2004), Chișinău é considerada a segunda maior cidade de língua romena do mundo, após Bucareste. Do total de sua população, cerca de 73% são de etnia moldávia/romena, enquanto que 13% são compostos de russos, 8,5% de ucranianos e 1,2% de búlgaros. O restante é composto de diversos grupos étnicos, como os gagaúzes.

Durante a ocupação soviética, Chișinău foi oficialmente denominada pelo seu nome em russo Кишинёв (Kichinióv), comumente transliterada como Kishinev, e assim ainda é conhecida em muitos países.

História[editar | editar código-fonte]

Chișinău em 1889

Fundada em 1436 como um mosteiro-povoado, a cidade era parte do Principado moldavo que no início do século XVII caiu sob o domínio otomano. No início do século XIX era uma pequena aldeia de sete mil habitantes. Em 1812 foi conquistada e ocupada pela Rússia que a converteu no centro administrativo da recém-conquistada Bessarábia. A sua população tinha crescido para 92 mil em 1862 e para 125 787 em 1900.

Era industrial[editar | editar código-fonte]

Desde 1834 Chișinău foi dividida em duas partes mais ou menos iguais. A parte antiga da cidade - com suas constuções irregulares - e um novo Centro da cidade com uma estação. Entre 26 Maio 1830 e 13 de Outubro de 1836 o arquitecto Avraam Melnikov construiu a Catedrala Naşterea Domnului (uma catedral ortodoxa), com um magnífico campanário. Em 1840 o prédio do Arco do Triunfo, planejado pelo arquiteto Luca Zauşkevici, foi concluído. A essas construções seguiram-se as de muitos outros edifícios que mudaram o aspecto da cidade. A cidade também desempenhou um papel importante na guerra entre a Rússia e a Turquia (1877-78), como o principal centro da invasão russa.

Mapa de Chișinău em 1887

Período soviético[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1947-1949, o arquiteto Alexey Shchusev desenvolveu um plano com a ajuda de uma equipe de arquitetos para a reconstrução gradual da cidade.

Houve um rápido crescimento populacional na década de 1950, ao qual a administração soviética respondeu através da construção de habitação e palácios em grande escala no estilo da arquitetura stalinista. Este processo continuou sob Nikita Khrushchev, que chamou para a construção sob o slogan "bom, mais barato e mais rápido construído". O novo estilo arquitetônico trouxe mudanças dramáticas e gerou o estilo arquitetônico que domina hoje, com grandes blocos de apartamentos dispostos em assentamentos consideráveis.

O período da reconstrução mais significativa da cidade foi a partir de 1971, quando o Conselho de Ministros da União Soviética adotou uma decisão "sobre as medidas de desenvolvimento da cidade de Kishinev", que garantiu mais de um bilhão de rublos em investimento do orçamento do Estado, que continuou até a independência da Moldávia, em 1991. Em 4 de março 1977, a cidade foi novamente sacudida por um terrível terremoto. Várias pessoas foram mortas e o pânico eclodiu.[9]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A cidade está localizada junto ao rio Bîc, um afluente do Dniestre, com uma área de 120 km² e seu todo município tem 635 km². Situa-se no meio da área central da Moldávia e é cercada por uma paisagem fértil, que oferece a base para uso agrícola, na cultura do vinho e de fruta desde tempos medievais.

Chișinău é uma das mais verdes cidades da Europa

Clima[editar | editar código-fonte]

Chișinău tem um clima continental, caracterizado pelos verões quentes e invernos frios e ventosos. No inverno as temperaturas são muitas vezes inferiores a 0 °C, embora raramente caiam abaixo -10 °C. No verão, a temperatura média é de aproximadamente 25 °C, não obstante o facto de, por vezes atingem temperaturas 35-40 °C em meados de verão no centro da cidade. Embora umidade e precipitação média durante o verão sejam baixas, existem ainda grandes tempestades frequentes. Durante a Primavera e no Outono, as temperaturas variam entre 18-22 °C, e a precipitação durante este tempo tende a ser mais elevada do que no verão, com mais frequentes ainda mais amenos períodos de chuva.

Política[editar | editar código-fonte]

Chișinău está geminada com as cidades:

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Está dividida administrativamente em 32 distritos, duas regiões e três municípios, e Chișinău é um deles. Além da própria cidade, o município compreende 34 outras localidades suburbanas, e está subdividida em cinco sectores, cada um composto por uma parte da própria cidade e vários subúrbios. Os cinco setores de Chișinău são: Botanica, Buiucani, Centru, Ciocana e Rîşcani.

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com os resultados preliminares do último censo, realizado entre 12 e 25 de maio de 2014, 492 894 habitantes vivem dentro dos limites municipais de Chisinau, dos quais 21 026 estão atualmente trabalhando no estrangeiro. Isto representa uma queda de 16% no número de residentes em oposição aos resultados do censo de 2004.[1]

Etnicamente, a população da cidade está composta por: 67,6% moldavos, 13,9% russos, 8,3% ucranianos, 4,5% romenos, 1,2% búlgaros, 0,9% gagaúzes, 1,6% outros e 1,9% imigrantes de outros países.

Religião[editar | editar código-fonte]

Chişinău é a sede da Igreja Ortodoxa da Moldávia. A cidade tem várias igrejas e sinagogas.[10]

Cerca de 90% da população são cristãos (cristãos ortodoxos - 88,4%; Protestantes - 1,2%; Católicos romanos - 0,4%; Outros - 1,0%; Nenhuma religião - 1,4%; Ateus - 1,5%; Não declarados - 6,1%).

Transportes[editar | editar código-fonte]

Quixinau dispõe de um aeroporto internacional, que oferece ligações para diversas cidades, incluindo Atenas, Bucareste, Budapeste, Frankfurt, Istambul, Kiev, Larnaca, Lisboa, Londres, Milão, Moscovo, Madrid, Paris, Praga, Roma, Tel Aviv, Varsóvia, Verona, Viena e Vilnius. A capacidade do aeroporto é de 1.200.000 passageiros por ano. Tem uma pista de 3 km de comprimento (8 e 26).

A mais popular forma de transporte interno na Moldávia é geralmente o autocarro (ônibus). O serviço de autocarro em Chișinău pode ser muito barato, variando de 1 leu a 2 lei. Embora a cidade tenha apenas três terminais principais, os ônibus servem geralmente como meio de transporte entre diversas cidades dentro e fora da Moldávia. Entre os destinos mais populares contam-se Tiráspol, Odessa (Ucrânia) e Bucareste (Roménia).

Exterior da Estação

A cidade dispõe igualmente de um terminal ferroviário internacional, com ligações a Kiev, Minsk, Odessa e Moscovo. Devido ao conflito entre a Moldávia e a Transnístria, a ligação entre a Moldávia e a Ucrânia está atualmente interrompida.

Os táxis são muito conhecidos na cidade. Na sua maioria, são operados por um grupo de empresas, embora existam "ilegais" sem licença. Muitas das empresas têm um serviço de táxi de 4 dígitos que começa com 14-XX: por exemplo, 1400, 1402, 1406, 1407, 1408, 1422, 1441, 1447, 1499.

Referências

  1. a b National Bureau of Statistics of Moldova (31 December 2014). Notă informativă privind rezultatele preliminare ale Recensămîntului Populaţiei şi Locuinţelor din Republica Moldova în anul 2014. Press release. Página visitada em 2 January 2015.
  2. Rocha, Carlos (2 de junho de 2010). «A grafia portuguesa de topónimos estrangeiros». Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Consultado em 18 de janeiro de 2012. 
  3. a b Oliveira, Luciano Eduardo de; Rocha, Carlos (6 de fevereiro de 2013). «Quichinau e Tiráspol». Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Consultado em 6 de fevereiro de 2013. 
  4. Porto Editora. «Quichinau». Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Infopédia – Enciclopédia e Dicionários Porto Editora. Consultado em 18 de janeiro de 2012. 
  5. Serviço das Publicações da União Europeia. «Anexo A5: Lista dos Estados, territórios e moedas». Código de Redacção Interinstitucional. Consultado em 18 de janeiro de 2012. 
  6. Macedo, Vítor. (Primavera de 2013). "Lista de capitais do Código de Redação Interinstitucional". A Folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias (n.º 41): 10. Sítio web da Direcção-Geral da Tradução da Comissão Europeia no portal da União Europeia. ISSN 1830-7809. Visitado em 23 de maio de 2013.
  7. Correia, Paulo (Direção-Geral da Tradução – Comissão Europeia). (Primavera de 2015). "EIIL/Daexe — geografias e transliterações" (PDF). «a folha» – Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias (n.º 50). ISSN 1830-7809. Visitado em 21 de junho de 2016.
  8. Peixoto da Fonseca, Fernando Venâncio (10 de março de 1999). «Moldavo». Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Consultado em 18 de janeiro de 2012. 
  9. Architecture of Chișinău
  10. Kaba, John (1919). Politico-economic Review of Basarabia (United States: American Relief Administration). p. 12. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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