Vertentes do anarquismo

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O Anarquismo é uma filosofia política composta por vertentes de pensamento (também chamadas de escolas de pensamento) heterogêneas e diversificadas, unidas pela oposição comum a um governo compulsório. Todas as vertentes de pensamento anarquistas se caracterizam pela "crença que a autoridade e a dominação em todas as suas formas (tanto estadista quanto capitalista) não são apenas perniciosas, mas desnecessárias"; no entanto, cada uma delas difere fundamentalmente em outras proposições que vão do extremo individualismo ao completo coletivismo,[1] variando também com relação a seus enfoques e estratégias de emancipação, como por exemplo o anarcofeminismo, voltado para a ação contra a opressão sexual, e o anarquismo verde, que se aprofunda na ecologia social.

O antropólogo anarquista David Graeber notou que enquanto as vertentes do Marxismo sempre possuem fundadores (e.g. Leninismo, Maoismo, Lacanianismo), as vertentes do anarquismo "quase que invariavelmente emergem de algum tipo de princípio organizacional, forma de prática, ou identidade comum, alguns exemplos são o anarcossindicalismo, o individualismo anarquista, o plataformismo e o anarcoqueer.[2]

Anarquismo filosófico[editar | editar código-fonte]

William Godwin (1756 – 1836), filósofo liberal, utilitarista e individualista considerado o fundador do anarquismo filosófico. Tela de Henry William Pickersgill.

William Godwin, ao fundar o anarquismo filosófico, desenvolveu o que muitos consideram a primeira expressão do pensamento anarquista moderno.[3] Segundo Piotr Kropotkin, Godwin foi "o primeiro a formular os conceitos políticos e econômicos do anarquismo, mesmo não adotando tal denominação em sua obra."[4] O anarquismo filosófico postula que o Estado não possui legitimidade moral; que não há obrigações individuais ou o dever de obediência ao Estado, e consequentemente o Estado não detém o direito de comandar indivíduos. No entanto, Godwin não advoga a revolução para eliminar o Estado. De acordo com The Blackwell Dictionary of Modern Social Thought, o anarquismo filosófico "é composto principalmente pelo anarquismo individualista."[5]

Os anarquistas filosóficos podem aceitar a existência do Estado mínimo como um mal necessário, infeliz e temporário, mas acreditam que os cidadãos não possuam a obrigação moral de obedecer ao Estado quando suas leis entram em confronto com a autonomia individual.[6] Da forma como é concebido por Godwin, o anarquismo filosófico requer que os indivíduos ajam de acordo com seu próprio julgamento e permitam a todos os outros indivíduos a mesma liberdade; de acordo com o pensamento de Max Stirner, o "indivíduo singular" que verdadeiramente "possui a si mesmo" não reconhece deveres para com outros; dentro dos limites de seu poder, ele realiza o que é correto para si.[5] Godwin se opõe à ação revolucionária e vê o Estado mínimo como um "mal necessário" no presente[7] que se tornaria cada vez mais fraco e irrelevante diante da propagação gradual do conhecimento.[3] Godwin defende um individualismo extremo, propondo que toda cooperação no trabalho seja eliminada.[8] Godwin sustenta que toda discriminação que não se refira a habilidades é intolerável.

Ao invés de lançar bombas ou pegar em armas para derrubar o Estado, os anarquistas filosóficos "trabalharam por uma mudança gradual para libertar os indivíduos do que acreditavam ser leis opressivas e limitações sociais do Estado moderno e permitir que os indivíduos se tornassem autogovernados e criadores de valores.[9] Eles podem se opor à eliminação violenta do Estado devido à preocupação de que uma estrutura mais opressiva e arbitrária ocupe o vácuo de poder; isto é especialmente verdadeiro entre aqueles anarquistas que consideram violência e Estado como sinônimos, ou que acreditam ser contraproducente a reação pública à violência na forma de leis mais severas.

Mutualismo[editar | editar código-fonte]

O Mutualismo começa com os movimentos de trabalhadores ingleses e franceses do século XIX, assumindo seu caráter anarquista com Pierre-Joseph Proudhon na França e outros nos EUA.[10] Isto influenciou anarquistas individualistas como Benjamin Tucker e William B. Greene nos Estados Unidos. Josiah Warren propôs ideias similares em 1883,[11] depois de participar de um experimento owenita frustrado.[12] Nos anos de 1840 e 1850, Charles A. Dana,[13] e William B. Greene introduziram a obra de Proudhon nos Estados Unidos. Greene adaptou o mutualismo de Proudhon às condições americanas e apresentou o resultado a Benjamin Tucker.[14]

O anarquismo mutualista trata da reciprocidade, liberdade de associação, contrato voluntário, federação, e da reforma do crédito e do sistema monetário. Muitos mutualistas acreditam que um mercado sem intervenções do governo tenderia a reduzir os preços aos valores de custo, eliminando o lucro e os juros de acordo com a Teoria do valor-trabalho. Empresas seriam obrigadas a competir por trabalhadores da mesma forma que trabalhadores competem por empresas, aumentando a remuneração.[15] [16] Alguns posicionam o mutualismo entre o anarquismo individualista e o coletivista;[17] Em O Que é a Propriedade?, Proudhon desenvolve um conceito de "liberdade" equivalente ao de "anarquia", que é a síntese dialética do comunismo e da propriedade[18] Greene, influenciado por Pierre Leroux, concebeu o mutualismo como a síntese de três filosofias  – comunismo, capitalismo e socialismo.[19] Anarquistas individualistas tardios usaram o termo mutualismo mas deram pouca ênfase a tais sínteses, socialistas libertários como os autores de An Anarchist FAQ defendem ser o mutualismo um subgênero de sua tradição filosófica.

Anarquismo individualista[editar | editar código-fonte]

O anarquismo individualista é composto por diversas tradições[20] que afirmam que "a consciência individual e a realização do interesse pessoal não devem ser restringidos por nenhuma coletividade ou autoridade pública."[21] O anarquismo individualista possui diversas influências: Thomas Jefferson, o mutualismo de Pierre-Joseph Proudhon, e a teoria dos direitos naturais do liberalismo clássico, entre outras. O anarquismo individualista ganhou especial força nos EUA desde Warren até Murray Rothbard (que chamou sua filosofia de anarcocapitalismo),[22] [23] Kevin Carson[24] e outros, incluindo Charles Johnson, David D. Friedman, Stephan Kinsella, Roderick T. Long, James J. Martin, Wendy McElroy, Gary Chartier, Joe Peacott, Sharon Presley, e Crispin Sartwell.

Em meados do século XIX, nos Estados Unidos, Henry David Thoreau previu "a inevitabilidade do autogoverno acompanhada da atrofia do Estado," alegando que o único poder existente ser aquele ao qual os indivíduos cedem,[25] mas sem oferecer um programa prático para a mudança social.

Egoísmo[editar | editar código-fonte]

O egoísmo foi divulgado por Max Stirner, um dos primeiros e mais conhecidos expoentes do anarquismo individualista.[26] Seu livro O Único e Sua Propriedade publicado em 1844. é um dos textos fundadores desta filosofia. De acordo com as concepções de Stirner, a única limitação aos direitos do indivíduo deve ser seu poder de alcançar o que deseja,[27] sem levar em consideração ideias como Deus, o Estado ou valores morais.

Para Stirner, os direitos não passam de abstrações mentais; a sociedade não tem existência própria, mas "os indivíduos são sua realidade". Assim, defende que a propriedade é garantida pelo poder, e não pelo direito moral.[28]

Tendências contemporâneas[editar | editar código-fonte]

O Anarquismo influenciou a formação de diversas filosofias e movimentos de caráter eclético e baseados em sincretismos. Desde seu ressurgimento em meados do século XX, uma série de novos movimentos e escolas têm surgido. O antropólogo anarquista David Graeber identifica uma ruptura entre gerações do Anarquismo, representada, por um lado, "por aqueles que ainda não abandonaram os hábitos sectários do século passado", e por outro pelos ativistas mais jovens, "que são muito mais informados, entre outras coisas, sobre as ideias dos movimentos indígenas, feministas, ecológicos e da crítica cultural"; para Graeber, estes últimos constituem a vasta maioria dos anarquistas no século XXI.

Bandeira adotada pelos anarcocapitalistas (1960s).

Anarcocapitalismo[editar | editar código-fonte]

O Anarcocapitalismo, por vezes designado por libertarismo anarquista, ou anarquismo de propriedade privada ou ainda anarquismo de livre mercado, é uma versão radical do liberalismo clássico e anarquismo individualista.[29] [30] [31] [32] [33] Tem como postulado que as formas de governo, principalmente as concepções estatais, são prejudiciais e desnecessárias, especialmente instituições estatais relacionadas a funções jurídicas e de segurança.[30]

Em assuntos econômicos, o anarcocapitalismo defende o livre mercado, ou capitalismo laissez-faire, como a forma de organização mais eficiente e rejeita qualquer tipo de controle governamental, impostos ou regulamentos. Considera que a segurança e a justiça são serviços como quaisquer outros, e que um mercado competitivo pode fornecer esses serviços muito melhor do que um governo monopolista.[34]

Os defensores do anarcocapitalismo concebem a sua filosofia política enquanto parte da tradição anarquista, no entanto, diferente de outras vertentes anarquistas (socialistas), e na perspectiva de muitas destas, os anarcocapitalistas negam as possíveis formas de dominação existentes no capitalismo e no chamado "Livre Mercado".

A bandeira púrpura-negra reúne as cores do anarquismo e do feminismo.

Anarcofeminismo[editar | editar código-fonte]

O Anarcofeminismo se opõe a todo o tipo de hierarquia. Entretanto, os anarca-feministas dedicam maior atenção à desigualdade existente entre os sexos. Os anarca-feministas acreditam que as mulheres constituem a classe mais explorada pelo capitalismo, porque seu trabalho doméstico e de reprodução é considerado sem valor econômico. A exploração e dominação da mulher é chamada por eles de patriarcado, o qual é o principal alvo de seu ativismo. Segundo eles e elas, a desigualdade entre os sexos é o principal entrave para que homens e mulheres da classe trabalhadora possam se unir e lutar pelos seus interesses comuns.

O Anarca-feminismo se diferencia do feminismo por considerar que direitos conquistados dentro da sociedade capitalista serão sempre superficiais, visto que só poderão ser desfrutados pela classe dominante.

O termo Anarca-feminismo foi inventado durante a "segunda onda" do movimento feminista, ocorrida no final dos anos 60. Entretanto, o movimento é mais comumente associado a autoras do início do século XX, como Emma Goldman e Voltairine de Cleyre, bem como algumas autoras da "primeira onda", como Mary Wollstonecraft. Durante a Guerra Civil Espanhola, o grupo Mujeres Libres defendia idéias anarquistas e feministas.

Bandeira verde-negra, símbolo do ecoanarquismo.

Anarquismo verde[editar | editar código-fonte]

O Anarquismo Verde, ou Ecoanarquismo, é uma corrente anarquista que defende, como qualquer outra corrente anarquista, um movimento contra a hierarquia e qualquer forma de autoridade social, mas que parte de um ponto de vista centrado na natureza e na sua relação com ela. A maior parte dos apologistas do anarquismo verde defendem uma perspectiva anticivilização, apontando para uma realidade humana sem hierarquia como tendo uma origem natural e biológica. O seu discurso distingue-se normalmente das outras correntes pela sua crítica à tecnologia, produto da lógica de domesticação da sociedade patriarcal, como sendo social e politicamente parcial.

O anarquismo verde defende assim uma relação estreita do homem com a natureza, em alternativa à economia da produção em massa onde ele desempenha uma pequena tarefa, reduzido ao trabalho desumano, na gigante máquina industrial, também referida como a megamáquina.

Anarquismo pós-esquerdista[editar | editar código-fonte]

O Anarquismo pós-esquerdista procura se distanciar da esquerda tradicional - comunistas, socialistas, social democratas, etc. - e escapar dos limites ideológicos em geral. Os pós-esquerdistas defendem que o Anarquismo perdeu força devido ao envolvimento com outros grupos de esquerda e à defesa de causas específicas (o movimento contra a guerra ou a energia nuclear, nos EUA; os sem-terra, no Brasil). Eles defendem uma síntese do pensamento anarquista, e um movimento revolucionário especificamente antiautoritário e desvinculado dos grupos de esquerda. As pessoas e grupos importantes associados ao Anarquismo pós-esquerdista incluem a revista Anarchy e Jason McQuinn, Bob Black, Hakim Bey, entre outros.

Pós-anarquismo[editar | editar código-fonte]

O termo Pós-anarquismo foi criado por Saul Newman, e ganhou popularidade por seu livro De Bakunin a Lacan. Refere-se a um deslocamento teórico para a construção de uma síntese da teoria anarquista clássica e do pensamento pós-estruturalista. No entanto, para além do uso de Newman do termo, a expressão ganhou vida própria e hoje abarca o amplo espectro de ideias como o pósmodernismo, autonomismo, situacionismo, pós-colonialismo e o zapatismo. Por sua própria natureza, o pós-anarquismo rejeita ser um conjunto coerente de doutrinas e crenças, tornando difícil - senão impossível - determinar com qualquer grau de certeza aquilo que deve se incluir sob esta rubrica; de qualquer forma, os pensadores-chave associados à corrente incluem Saul Newman, Todd May, Lewis Call, Gilles Deleuze e Félix Guattari.

Anarquismo insurrecionário[editar | editar código-fonte]

Anarquismo insurrecionário é uma vertente anarquista que defende a teoria e a prática revolucionária dentro do movimento anarquista, se opondo a organizações anarquistas formais como sindicatos e federações que se baseiam em programas políticos e congressos periódicos. Os anarquistas insurrecionários defendem também o emprego de táticas de ação direta (violenta e outras mais), organizações informais, incluindo pequenos grupos de afinidade e organizações massivas que incluam os explorados e setores excluídos da sociedade independente de sua adesão às idéias anarquistas.

Autarquismo[editar | editar código-fonte]

O Autarquismo é uma filosofia criada por Robert LeFevre, que define a autarquia como autorregulação: "isto quer dizer que cada pessoa governa a si mesmo, e a mais ninguém". O Autarquismo rejeita o governo compulsório e defende o capitalismo privado.

Infoanarquismo[editar | editar código-fonte]

O Infoanarquismo é uma vertente do anarquismo que abrange uma grande diversidade de grupos distintos que de diferentes maneiras se opõem às formas de propriedade intelectual, como copyright e patentes, e que também militam em prol da liberdade de conhecimento e informação para além das corporações capitalistas. Existem várias hipóteses sobre a criação do termo, um dos primeiros a utilizá-lo foi Ian Clark, o designer original e desenvolvedor da Freenet, em um artigo publicado na revista TIME em julho de 2000.

Muitos infoanarquistas usam redes P2P anônimas, como a Freenet, Entropy, Tor ou I2P, para auxiliá-los na proteção do anonimato. Estas redes anônimas dificultam qualquer intenção de policiamento sobre o tráfico através da internet.

Socialismo Libertário de Mercado[editar | editar código-fonte]

O Mutualismo, inicialmente concebido no século XIX, foi retomado no século XX, incorporando ideias da Economia moderna como a teoria da utilidade marginal. O livro de Kevin A. Carson, Estudos em Economia Política Mutualista, foi de grande importância para o tema, atualizando a teoria do valor-trabalho em resposta às propostas da Escola Austríaca. Os mutualistas contemporâneos estão entre aqueles envolvidos na Aliança da Esquerda Libertária e no Movimento de Cooperação Voluntária.Alguns são a favor do Agorismo, tendência anarquista fundada por Samuel Edward Konkin III, defende a contra-economia - o trabalho livre de impostos nos mercados negro e cinza e o boicote ao mercado regulado e taxado - como um caminho para a emergência de instituições privadas que possam competir com vantagem sobre as estatais.

Referências

  1. Carl Slevin "anarchism" The Concise Oxford Dictionary of Politics. Ed. Iain McLean and Alistair McMillan. Oxford University Press, 2003.
  2. David Graeber and Andrej Grubacic, "Anarchism, Or The Revolutionary Movement Of The Twenty-first Century", ZNet, retrieved 2007-12-13
  3. a b Predefinição:Sep entry
  4. Peter Kropotkin, "Anarchism", Encyclopaedia Britannica, 1910
  5. a b Outhwaite, William & Tourain, Alain (Eds.). (2003). Anarchism. The Blackwell Dictionary of Modern Social Thought (2nd Edition, p. 12). Blackwell Publishing
  6. Klosko, George. Political Obligations. Oxford University Press 2005. p. 4
  7. Godwin: "…apesar de sermos obrigados a admitir O Estado mínimo como um "mal necessário" no presente, ele é apropriado para nós, amigos da razão e da espécie humana, ao admitirmos dele o mínimo possível, e observarmos se este mínimo, como consequência da iluminação gradual da mente humana, pode ser diminuído ainda mais." "An Enquiry Concerning Political Justice"
  8. "tudo aquilo que se entende como cooperação é um mal em certa medida." – In Britannica Concise Encyclopedia. Retrieved December 7, 2006, from Encyclopædia Britannica Online
  9. Murphy, Brenda. The Provinceton Platers and the Culture of Modernity. Cambridge University Press 2005. pp. 31–32.
  10. "Membro de uma comunidade," O Mutualista; esta série de 1826 criticou as propostas de Robert Owen, e foi atribuída a Josiah Warren ou outro dissidente Owenita nos mesmos círculos; Wilbur, Shawn, 2006, "More from the 1826 "Mutualist"?"
  11. Warren publicou o periódico "The Peaceful Revolutionist" em 1833, sete anos antes de "O Que é a Propriedade," de Proudhon
  12. "Conforme mais e mais homens cultos perdiam a fé nas utopias e na natureza humana quando o experimento de Nova Harmonia falhou, Warren se tornou mais confiante do que nunca na inteligência e perfectibilidade do homem." - Native American Anarchism, pg. 94, Eunice Schuster
  13. Dana, Charles A. Proudhon e seu "Bank of the People" (1848).
  14. Tucker, Benjamin R., "On Picket Duty", Liberty (Not the Daughter but the Mother of Order) (1881–1908); 5 January 1889; 6, 10; APS Online pg. 1
  15. Carson, Kevin. Studies in Mutualist Political Economy. [S.l.]: BookSurge Publishing, 2007. ISBN 1419658697
  16. "Sob um sistema mutualista, cada indivíduo deve receber a paga justa e exata pelo seu trabalho; serviços de custos equivalentes são negociáveis entre si, sem lucro ou desconto; e de tal forma que o trabalhador individual se colocará acima do que ganha, que sua parte retornará a ele na forma da prosperidadegeral da comunidade da qual ele é um membro individual." From "Communism versus Mutualism", Socialistic, Communistic, Mutualistic and Financial Fragments. (Boston: Lee & Shepard, 1875) de William B. Greene
  17. Avrich, Paul. Anarchist Voices: An Oral History of Anarchism in America, Princeton University Press 1996 ISBN 0-691-04494-5, p.6
    Blackwell Encyclopaedia of Political Thought, Blackwell Publishing 1991 ISBN 0-631-17944-5, p.11
  18. Proudhon, Pierre-Joseph What is Property? (1840), p. 281
  19. Greene, William B. "Communism – Capitalism – Socialism", Equality (1849), p. 59.
  20. Ward, Colin. Anarchism: A Very Short Introduction. Oxford University Press, 2004, p. 2
  21. Heywood, Andrew, Key Concepts in Politics, Palgrave, ISBN 0-312-23381-7, 2000, p. 46
  22. Ostergaard, Geoffrey. 1991. Resisting the Nation State: The Pacifist and Anarchist Traditions. Peace Pledge Union. ISBN 0902680358
  23. Levy, Carl. "Anarchism". Encarta Online Encyclopedia 2007. http://uk.encarta.msn.com/encyclopedia_761568770_1/Anarchism.html. Archived 2009-10-31.
  24. Long, Roderick, "Editorial" in Journal of Libertarian Studies, vol. 20, no. 1.
  25. Johnson, Ellwood. The Goodly Word: The Puritan Influence in America Literature, Clements Publishing, 2005, p. 138: "…a teoria política que vem sendo chamada 'anarquismo individualista… A teoria, no entanto, não professa o anarquismo no sentido, por exemplo, da destruição das instituições; seu propósito é puramente descritivo. O anarquismo de Emerson e Thoreau não é uma convocação para a rebelião ou a destruicão de instituições sociais, mas aponta para uma verdade flagrante…" Encyclopaedia of the Social Sciences, ed. Edwin Robert Anderson Seligman, Alvin Saunders Johnson, 1937, p. 12: "O postulado mais nobre e eloquente deste anarquismo essencialmente individualista surgiu uma geração mais tarde no ensaio sobre a Desobediência Civil de Thoreau" Bool, Henry, Henry Bool's Apology for His Jeffersonian Anarchism, 1901: "Sou um defensor das doutrinas da escola individualista de Anarquistas, à qual pertenceram Garrison, Emerson, Proudhon, Thoreau, Spooner, Andrews, Warren e Tucker."
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  27. The Encyclopedia Americana: A Library of Universal Knowledge. Encyclopedia Corporation. p. 176.
  28. "Aquilo que meu poder alcança é minha propriedade; e permita-me considerar como tal tudo aquilo que considero der força suficiente para obter, e deixe que eu estenda minha verdadeira propriedade tão longe quanto EU me autorize, ou seja, tudo o que eu me autorize tomar... " In Ossar, Michael. 1980. Anarchism in the Dramas of Ernst Toller. SUNY Press. p. 27.
  29. Anarchy and the Law: The Political Economy of Choice, Edward Stringham. Transaction Publishers, 2007. "Private-property anarchism, also known as anarchist libertarianism, individualist anarchism, and anarcho-capitalism, is a political philosophy and set of economic and legal arguments that maintains that markets and contracts should provide law and that the rule of law itself can only be understood as a private institution. Anarchist libertarians argue that, to check government against abuse, the state itself must be replaced by a social order of self-government based on contracts. Anarchy and the Law presents the most important essays explaining, debating, and examining historical examples of these stateless orders.".
  30. a b Anarcho-capitalism. The Encyclopedia of Libertarianism p. 13, escrito por Ronald Hamowy, SAGE.
  31. Individualist anarchism (p. 13), "Anarchism", The Blackwell Dictionary of Modern Social Thought. Escrito por William Outhwaite..
  32. Anarchism as a tradition of political thought", Resisting the Nation State, escrito por Geoffrey Ostergaard, Peace Pledge Union: "Indeed, one form of anarchism, individualist, may be seen as liberalism taken to its extreme - some would say - logical conclusion. Individualist, as distinct from socialist, anarchism has been particularly strong in the USA from the time of Josiah Warren (1798-1874) onwards and is expressed today by Murray Rothbard and the school of 'anarcho-capitalists'.".
  33. A Companion to Contemporary Political Philosophy, Anarchism (Varieties and options within anarchism, p. 231) escrito por Robert E. Goodin, Philip Pettit, Ed. Wiley-Blackwell.
  34. Anarcho-capitalism (p. 131). Anarchism, Political Ideology Today. Escrito por Ian Adams.

Ver também[editar | editar código-fonte]


  • Nu-Sol - Núcleo de Sociabilidade Libertária [1]