Simbolismo anarquista

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Enquanto muitos anarquistas historicamente tem se recusado a assumir a importância dos símbolos na esfera da política[1] uma parte deles assumiram certos símbolos para sua causa, incluindo o popular A no círculo e a bandeira negra. Desde o ressurgir do anarquismo em fins do século XX, início do XXI, coincidindo com o levante do movimento anti-globalização, símbolos anarquistas têm se mostrado cada vez mais presentes.[2]

Bandeira negra[editar | editar código-fonte]

A bandeira Negra

A Bandeira negra, e a cor negra em geral, tem sido associada a anarquia desde a década de 1880 quando Louise Michel propôs sua utilização como símbolo da luta anarquista. Muitos grupos anarquistas possuem nomes que levam a palavra "negra" graças a bandeira. Existiu também um número considerável de periódicos anarquistas intitulados Bandeira Negra na história do anarquismo.

A negritude uniforme desta bandeira representa a negação a todas as formas e estruturas opressivas. Uma bandeira negra plana é quase uma antibandeira, a negação do estado, de uma nação e de uma pátria, afinal as bandeiras coloridas tem sido geralmente adotadas como símbolos de estados nacionais. Soma-se a isso o fato da bandeira branca ter sido adotada no ocidente como símbolo de rendição a forças superiores, logo a bandeira negra pode ser entendida como uma oposição simétrica a rendição.


A no círculo[editar | editar código-fonte]

A no círculo

O A no círculo é certamente o símbolo anarquista mais conhecido da atualidade. É um monograma que consiste da letra capital "A" cercada pela letra capital "O". A letra "A" deriva da primeira letra da palavra "anarquia" ou "anarquismo" na maioria das línguas européias e é a mesma tanto na alfabeto latino quanto no alfabeto cirílico. O "O" simboliza ordem. Juntos eles significam "Anarquia é Ordem", a primeira parte de uma das mais famosas citações de Proudhon.[3] Esta letra pode ser escrita em Unicode ponto de código U+24B6: Ⓐ. Ou ainda, o símbolo "@" ou "(A)" podem ser usados rapidamente para representar o A no círculo em um computador.

Bandeira vermelha-e-negra[editar | editar código-fonte]

Este ordenamento simboliza a coexistência dos ideais do anarquismo e do socialismo dentro do movimento anarcossindicalista, representando também os meios anarquistas do movimento que têm o anarquismo como meta.


A bandeira vermelha-e-negra é um símbolo adotado tanto pelo movimento anarcossindicalista quanto pelos comunistas libertários. Negro é a cor tradicional do anarquismo, e vermelho foi tradicionalmente adotada pelo socialismo. A bandeira negra-e-vermelha combina as duas cores em partes iguais, com um simples corte diagonal. Tipicamente, a parte vermelha é colocada no topo esquerdo, com o negro no fundo a direita da bandeira. Este ordenamento simboliza a coexistência dos ideais do anarquismo e do socialismo dentro do movimento anarcosindicalista, representando também os meios anarquistas do movimento que têm o anarquismo como meta.

Bandeira Aurinegra[editar | editar código-fonte]

Bandeira anarcocapitalista


A Bandeira Aurinegra é semelhante em design a bandeira vermelha e preta diagonal do anarcossindicalismo, a cor preta é a cor clássica da anarquia e o amarelo a cor do ouro representando o capitalismo de livre iniciativa , ou o Padrão-ouro , utilizado como moeda de comércio não regulado pela a intervenção do Estado . A primeira vez que apareceu esta bandeira foi em uma cerimônia ao ar livre por Robert LeFevre no Colégio Rampart no Estados Unidos em 1963 .

Anarquistas clássicos afirmam que anarcocapitalismo não é uma vertente do anarquismo[4], mas sim do ultraliberalismo. Tradicionalmente a ideologia anarquista é anticapitalista e contra a propriedade privada.[5][6][7][8]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. "Appendix — The Symbols of Anarchy", An Anarchist FAQ, Infoshop.org. Acessado em 3 de Setembro de 2007.
  2. Williams, Leonard (2007). «Anarchism Revived». New Political Science [S.l.: s.n.] 29 (3): 297–312. doi:10.1080/07393140701510160. 
  3. Marshall, Peter. Demanding the Impossible. Fontana, London. 1993. p. 558
  4. Sabatini, Peter. Social Anarchism [S.l.: s.n.] 
  5. Proudhon, Pierre J., What Is Property? (1840) (em inglês). Consultado em 17 de Julho de 2016.
  6. Marshall, Peter (1992). Demanding the Impossible Harpercollins [S.l.] 
  7. Clark, John. The Anarchist Moment [S.l.: s.n.] 
  8. Chomsky, Noam (2002). Understanding Power [S.l.: s.n.] 


Ícone de esboço Este artigo sobre Anarquismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.