Esporte Clube Internacional de Lages
| Internacional | |||||||||||||||||||||||||||
| Nome | Esporte Clube Internacional de Lages | ||||||||||||||||||||||||||
| Alcunhas | Colorado Lageano Vermelhão do Copacabana |
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| Mascote | Leão da Serra | ||||||||||||||||||||||||||
| Fundação | 13 de Junho de 1949 | ||||||||||||||||||||||||||
| Estádio | Vidal Ramos Júnior | ||||||||||||||||||||||||||
| Capacidade | 11.800[1] | ||||||||||||||||||||||||||
| Presidente | José Carlos Medeiros | ||||||||||||||||||||||||||
| Treinador | Rafaele Graniti | ||||||||||||||||||||||||||
| Competição | |||||||||||||||||||||||||||
| Divisão | Acesso | ||||||||||||||||||||||||||
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O Esporte Clube Internacional, também conhecido como Internacional de Lages ou apenas Inter de Lages, é um clube de futebol profissional brasileiro da cidade de Lages, em Santa Catarina. Em 2011, o Inter disputa a divisão de acesso, torneio que corresponde à terceira divisão do Campeonato Catarinense de Futebol[2]. O clube ficou licenciado das competições em 2009[3].
Índice |
[editar] História
O Internacional foi fundado no dia 13 de junho de 1949 por 12 jovens lageanos, alguns deles torcedores do Sport Club Internacional, de Porto Alegre, o que ajuda a explicar o nome e as cores usadas pelo clube de Lages[4]. O Leão da Serra é um dos mais tradicionais e longevos do futebol de Santa Catarina ainda em atividade. No total, já incluindo a participação na divisão de acesso de 2010, a equipe disputou o campeonato catarinense em 43 temporadas (foram 40, se desconsiderados os anos de participação do SER Internacional, ou 45, se forem consideradas as temporadas de 1959[5] e 1960[6], quando o clube disputou a fase regional do campeonato catarinense). Na primeira divisão, foram 32 temporadas (30, se, mais uma vez, não forem somados os anos de SER Internacional, ou 34, se considerada a disputa da etapa preliminar nas temporadas de 1959 e 1960). Na primeira divisão, esteve presente entre os anos de 1964 e 1988 e, depois, de 1991 a 1995. Em 1989 e 1990, o Internacional de Lages disputou a segunda divisão do campeonato catarinense[7] - em 1989, o Inter ficou com o vice-campeonato da segunda divisão, mas teve o artilheiro do torneio, Weber, com 13 gols[8]. O crescimento de sua dívida o fez afastar-se das competições oficiais, mas o clube retornou a elas, também pela segunda divisão do campeonato catarinense, em 2004[9].
[editar] Primeiros passos
Nos primeiros tempos, o time disputou partidas apenas em Lages e nos municípios próximos. Sua filiação à "Liga Serrana de Desportos" ocorreu 1950, ano de fundação da entidade[10] - em 1974, a entidade mudou seu nome para "Liga Serrana de Futebol"[11]. O Inter entrou na disputa pelo campeonato da cidade em 1951, em uma época em que os torneios municipais atraíam fortemente a atenção do público em todo o Estado. Nessa época, o Inter mediu forças com equipes como o "Cruzeiro Futebol Clube", além de "Aliados Futebol Clube" e "Lages Futebol Clube"[12] - estes dois foram, respectivamente, o primeiro e o segundo times a representar Lages no campeonato estadual[13]. A filiação do Inter à Federação Catarinense de Futebol ocorreu em 1957[14].
[editar] Troca de nomes
Antes de adotar o nome definitivo, o Inter de Lages foi fundado como "Esporte Clube Juvenil", em alusão à idade de seus criadores, todos na faixa dos 18 anos[14]. Pouco tempo depois, mudaram o nome para "Esporte Clube Comerciário". Era uma estratégia para atrair a simpatia dos lojistas da cidade e, com isso, angarear recursos para a compra de bolas e material esportivo[14]. Depois, os fundadores acharam que Comerciário não soava bem como nome de time de futebol e, pela terceira vez em dois meses, o nome foi alterado[14]. Em 13 de junho de 1949, o Esporte Clube Internacional nasceu definitivamente[15].
[editar] "Inter genérico"
Em novembro de 1999, ex-dirigentes do Inter de Lages, então afastado havia quatro anos de competições oficiais em virtude de problemas financeiros, fundaram o "Sociedade Esportiva e Recreativa Internacional", ou "SER Internacional"[16]. A nova equipe, que tinha as mesmas cores de seu antecessor, venceu o estadual catarinense da segunda divisão em 2000[17] e ficou na quinta colocação do torneio da primeira divisão de 2001[18]. Entretanto, já no ano seguinte, o acúmulo de dívidas atrapalhou o "novo Inter" - chamado por críticos e adversários, ironicamente, de "Inter genérico"[19] -, que acabou encerrando suas atividades[16].
[editar] Fundadores
- Aderbal Vicente Pereira
- Adolfo Schmidt
- Alberto Aleixo Rossi
- Ariovaldo Nery Caon
- Armindo João Araldi
- Célio Schmidt Silva
- César Ramos Koeche
- Gercino Hoffer Lins
- Luiz Leal Nunes
- Nelson Hoffer Lins
- Nilson Ramos Martins
- Vantuil Sambaqui Moreira (primeiro presidente)
[editar] Títulos e principais campanhas
[editar] Principais conquistas
Profissionais
Campeonato Catarinense[20] - 1965- Vice-Campeonato Catarinense: 1964 e 1974
- Campeonato catarinense - Taça Dite Freitas[21] - 1985
- Campeonato catarinense - Torneio Oeste-Serra[22] - 1965, 1966 e 1969
- Vice-campeonato - Torneio Oeste-Serra[22] - 1977
- Campeonato catarinense - Torneio da Zona Central[22] - 1964 e 1965
- Campeonato da Cidade de Lages[11] - 1959 e 1960
- Vice-campeonato de Lages[11] - 1961
- Campeonato catarinense da segunda divisão[23] - 1990
- Vice-campeonato catarinense da segunda divisão[23] - 1989
- Vice-campeonato da Copa Santa Catarina[24] - 1992
Divisões de base
[editar] Grandes campanhas
[editar] 1964
Quinze anos após sua fundação, o Inter de Lages chegou à fase decisiva do campeonato catarinense pela primeira vez. Na final, o time perdeu o título para o Olímpico, de Blumenau. O resultado da partida, realizada em Blumenau no dia 25 de abril de 1965, foi de 3 x 1 para o adversário. Inter e Hercílio Luz, de Tubarão, terminaram o campeonato empatados, mas o Colorado lageano ficou com a segunda colocação por ter tido melhor campanha.
- Escalação da final[26]: João Batista; Nicodemus, Aírton, De Paula e Carlinhos; Roberto e Dair; Puskas, Joca, Sérgio (Nininho) e Anacleto.
[editar] 1965
A maior conquista do Inter de Lages foi o campeonato catarinense de 1965. O título foi obtido contra o Esporte Clube Metropol, de Criciúma[27], considerado a principal equipe do futebol de Santa Catarina na década de 60[9]. O Internacional venceu a partida final, realizada em 27 de março de 1966, por 2 x 1, com dois gols de Anacleto[27]. O jogador Nenê fez o gol do adversário[27].
- Escalação da final[28]: João Batista; Antenor, Leoquídeo, Setembrino e Carlinhos; Dair e Almir; Zezé, Ricardo, Puskas e Anacleto. Técnico: Boanarges Ávila
[editar] 1974
O resultado do campeonato catarinense de 1974 até hoje é contestado pelos colorados lageanos. A decisão contra o Figueirense, de Florianópolis, seria feita em uma série de jogos até que um time chegasse a quatro pontos. A primeira partida, realizada em Lages, acabou com empate por 0 x 0. A segunda, no campo do adversário, o Figueirense ganhou por 2 x 0 com pênalti contestado pelos colorados. Depois, segundo uma das versões sobre a decisão, o sorteio para a escolha do local do terceiro jogo teria sido manipulado para favorecer a equipe da capital catarinense: em um dos papéis do sorteio estava escrito "Florianópolis"; no outro, "capital". O Figueirense ganhou o terceiro jogo, realizado em 3 de fevereiro de 1975, por 4 x 2.
- Escalação da final: Luiz Fernando; Airton, Mario José e Eduardo; Victor Hugo, Gaspar e Luiz Carlos; Ademir, Parraga, Maneca e Zequinha. Técnico: Roberto Caramuru. Também participaram da campanha os jogadores Amaury, Genaldo, Ricardo, Darlan, Raulzinho, Maciel, Zeca e Birinha.
[editar] 1991
O Internacional manteve a base da equipe que, no ano anterior, conquistou o campeonato da segunda divisão e levou o clube novamente para a divisão principal do futebol catarinense. À estratégia somou-se a contratação de Andrade, ex-jogador do Flamengo. Apenas dois anos antes ele havia sido campeão brasileiro com o Vasco da Gama e, ao chegar ao Inter de Lages, retornava ao Brasil após uma temporada no Roma, da Itália. O Inter foi eliminado na fase decisiva do torneio, mas, ainda assim, acabou o campeonato com um ponto a mais que o campeão daquele ano, o Criciúma.
- Escalação da equipe-base: Alceu; Moreira, Saulo, Léo e Catarina; Bim, Andrade e Edmilson; Zé Melo, Jones e Paulo Henrique. O time de 1992, ano em que o Colorado lageano foi vice-campeão da Copa Santa Catarina, permaneceu praticamente o mesmo: Alceu; Moreira, Saulo, Léo e Catarina; Bim, Vitor e Tostão; Zé Melo, Jones e Paulo Henrique.
[editar] Campeonato nacional
O Inter de Lages disputou a Taça Brasil de 1966[29]. Entre 1959 e 1968, o torneio reuniu todo ano apenas os campeões estaduais da temporada anterior - uma fórmula, portanto, que, guardadas as proporções, pode ser comparada à da atual Copa do Brasil[30]. Campeão catarinense de 1965, o time de Lages ganhou o direito de entrar em seu primeiro torneio nacional.
A disputa era regionalizada e em sistema eliminatório. O adversário do Colorado lageano foi o Ferroviário, clube que foi um dos embriões para o nascimento do Paraná Clube (surgido após sucessivas fusões entre clubes de Curitiba)[31]. A primeira partida foi realizada em Lages no dia 10 de julho de 1966 e terminou em empate por 3 a 3[32]. Uma semana depois, em 17 de julho, em Curitiba, o Ferroviário derrotou o Internacional por 2 a 0[32].
O campeão da Taça Brasil daquele ano foi o Cruzeiro e o vice, o Santos[32].
[editar] Estrutura
[editar] Vermelhão
Por mais de 40 anos, o Internacional de Lages teve como sede o espaço conhecido como "Vermelhão"[33]. A construção da sede própria foi possível após a doação de um terreno de propriedade da prefeitura, na rua Marechal Deodoro[34]. O local foi cedido pela prefeitura em 28 de agosto de 1962 por um prazo de dez anos, mas passou definitivamente às mãos do clube com a assinatura da Lei nº 248, de 1º de setembro de 1965[33].
O Vermelhão ocupava uma área de 18,6 mil metros quadrados em terreno de boa localização, na zona limítrofe entre o centro da cidade e o bairro Copacabana[33]. Ele chegou a servir como sede de alguns jogos do time, mas, por ficar ao lado do Hospital Geral e Maternidade Teresa Ramos, deixou de ser palco das partidas para ficar apenas como sede social do clube.
Em março de 2006, após anos de batalhas jurídicas e brigas de bastidores, o Esporte Clube Internacional perdeu o direito de posse sobre a área[35]. A Vara da Fazenda Pública da Comarca de Lages decretou que a sede do Internacional voltasse a fazer parte do patrimônio do município, deixando de ficar sob a tutela do clube. A decisão baseou-se no argumento de que o espaço estava abandonado e ganhou força com reiteradas tentativas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de penhorá-la para abater dívidas do Inter com a instituição[33]. O clube não recorreu da decisão e hoje não tem sede própria[33].
Ao requerer a devolução do terreno, a prefeitura do município argumentou que pretendia construir no local sua nova sede[33]. As obras ainda não começaram e o terreno está, no momento, abandonado[36].
[editar] Estádio
O Internacional manda seus jogos no Estádio Vidal Ramos Júnior, que tem capacidade para 12 mil pessoas[37]. O estádio é de propriedade da prefeitura de Lages.
[editar] Ídolos
[editar] A seleção ideal
- Em 2001, a Associação de Veteranos Ex-profissionais de Lages (AVEP)através de seu Presidente , o Zezé , campeão em 1965, elegeu, por meio de enquete, a seleção lageana de todos os tempos[38]. O time montado pela eleição foi João Batista; Alves, Cedenir, Setembrino e Cláudio Radar; Bim, Ricardinho e Gaspar; Zé Melo, Jones e Marcus Lima.
- Em 9 de dezembro de 2005, o jornal "O Momento", de Lages, publicou a seleção escolhida por Armindo Araldi, um dos fundadores do Internacional[39]. O time escalado pelo colorado lageano pioneiro era Luiz Fernando (goleiro, 74), João Carlos (lateral-direito, 74), Pedrinho (zagueiro central, 58), Setembrino (quarto-zagueiro, 65) e Eduardo (lateral-esquerdo, 74); Esmel (volante, 50), Hamilton (meia, 54) e Gaspar (meia, 74); Zezé (ponta-direita, 65), Abílio (centroavante, 65) e Osvaldo (ponta-esquerda, 64). Também são citados com destaque Puskas (atacante, 65), Ninho (centroavante, 64), Tonho (atacante, 76), Bim (volante, 77) e Ricardinho (meia, 65). Treinador, Boanerges Ávila (campeão em 65).
[editar] Outros craques
- Zé Melo - o ponta-direita Zé Melo foi o único atleta do Inter a terminar o campeonato catarinense da primeira divisão como artilheiro (em 1992, com 16 gols).[40] Com 14 gols, foi também goleador da edição da Copa Santa Catarina daquele ano[38]
- Puskas - centroavante que defendeu a equipe por dez anos (de 1961 a 1971). Foi o grande artilheiro do Internacional nos anos 60, época do auge da equipe, e um dos maiores responsáveis pelo título de 1965. Foi um dos únicos atacantes do futebol catarinense a ganhar o hoje extinto Prêmio Belfort Duarte. A comenda, criada em 1945 pelo Conselho Nacional do Desporto (CND), por meio do Código Brasileiro Disciplinar do Futebol (CBDF), era dada ao atleta que passava mais de 200 partidas sem receber qualquer tipo de punição. Puskas faleceu em 2003, aos 61 anos.
- Anacleto - o ponta-esquerda fez os dois gols do jogo final do campeonato de 1965, vencido pelo Inter[41] Anos depois, já afastado dos gramados, foi também membro da comissão técnica e presidente do clube
- Áureo - o quarto zagueiro Áureo Malinverni foi revelado pelo Inter de Lages em 1952 e permaneceu na equipe até 1958, época em que ela ainda disputava apenas campeonatos citadinos e regionais. Áureo é também um dos grandes ídolos da história do Caxias, onde jogou quando o clube do Rio Grande do Sul ainda se chamava "Grêmio Recreativo Flamengo". Atuou ainda pelo Grêmio, no qual foi campeão gaúcho, e chegou à seleção brasileira para a disputa da Copa O'Higgins. Na competição, o Brasil foi defendido apenas por atletas que atuavam no Rio Grande do Sul. Contrariou a máxima do futebol rio-grandense que dizia que "zagueiro que se preza não ganha o Belfort Duarte" ao ganhar o prêmio por seu espírito de "fair play". Depois de deixar os gramados, Áureo também foi treinador do Inter de Lages
- Kuki - o atacante jogou, na verdade, no extinto "SER Internacional". Com 32 gols, Kuki foi o artilheiro do campeonato catarinense da segunda divisão em 2000 e levou Lages novamente para a elite do futebol catarinense[8] - com a marca, Kuki foi o maior artilheiro de todo o país em todas as competições do primeiro semestre daquele ano. Em 2001, o atacante transferiu-se para o Náutico, no qual foi seguidamente artilheiro e campeão pernambucano[42].
[editar] Elenco em 2011
| Goleiros | ||
|---|---|---|
| Jogador | ||
| Defensores | ||
|---|---|---|
| Jogador | Pos. | |
| Z | ||
| Z | ||
| Z | ||
| Z | ||
| Z | ||
| LD | ||
| LD | ||
| LD | ||
| LE | ||
| LE | ||
| Meio-campistas | ||
|---|---|---|
| Jogador | Pos. | |
| V | ||
| V | ||
| V | ||
| V | ||
| V | ||
| M | ||
| M | ||
| M | ||
| M | ||
| M | ||
| Atacantes | ||
|---|---|---|
| Jogador | ||
| Comissão técnica | |
|---|---|
| Nome | Pos. |
| T | |
[editar] Ligação externa
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