Final Fantasy II

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Final Fantasy II
Capa original japonesa de Final Fantasy II.
Produtora
Editora(s)
Director Hironobu Sakaguchi
Produtor Masafumi Miyamoto
Designer Hiromichi Tanaka
Akitoshi Kawazu
Koichi Ishii
Escritor(es) Kenji Terada
Hironobu Sakaguchi
Programador Nasir Gebelli
Compositor(es) Nobuo Uematsu
Artista Yoshitaka Amano
Plataforma(s) Nintendo Entertainment System, WonderSwan Color, PlayStation, mobile phones, Game Boy Advance, PSP, Virtual Console, PlayStation Network, iOS
Série Final Fantasy
Data(s) de lançamento
Gênero(s) Role Playing Game
Modos de jogo Single player
Média Cartucho
Controles Joystick

Final Fantasy II (ファイナルファンタジー II, Fainaru Fantajī Tsu?) é um jogo de RPG desenvolvido e publicado pela Square (atual Square-Enix) em 1988 para o Nintendo Entertainment System como a segunda parte da franquia Final Fantasy. O jogo recebeu inúmeros remakes: WonderSwan Color, PlayStation, celulares japoneses, Game Boy Advance, e PSP. Apenas as versões de PlayStation, Game Boy Advance, e PSP foram lançadas fora do Japão. Como esse jogo e nem Final Fantasy III foram lançados mundialmente, Final Fantasy IV foi originalmente lançado na América do Norte como Final Fantasy II, para não confundir os jogadores. O mais recente relançamento mundial do jogo foi a versão melhorada para iOS em 25 de Fevereiro de 2010.

Início[editar | editar código-fonte]

Com a mesma equipe do original, o segundo jogo da série melhora bastante a caracterização dos personagens.

O inesperado sucesso do primeiro Final Fantasy fez com que o segundo chegasse as lojas japonesas um ano depois. Como FF não teve a intenção de ser um sucesso, a história anterior não permitia uma sequência. Por isso a Square tomou a liberdade de trazer alguns aspectos do primeiro jogo e mudar de direção.

Final Fantasy II (FFII) foi lançado no Japão no dia 17 de dezembro de 1988. Sakaguchi , Amano e Uematsu estavam de volta assim como boa parte da equipe de desenvolvimento do primeiro jogo.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Os tempos de paz estão próximos do fim. O Imperador de Palamecia chamou seres do submundo e começou sua campanha pela conquista mundial. É formada uma força rebelde que se estabelece no castelo do reino de Fynn. No entanto o castelo é tomado pelas forças do império, forçando os rebeldes a fugirem para a remota cidade de Altair. Em meio a conquista de Fynn e da fuga da capital quatro jovens que perderam tudo o que conheciam para o Império se vêem de frente com seus destinos. Se unem aos rebeldes e começam uma longa batalha para se vingar e retomar sua cidade. Mas o que eles não sabem é que existem muitos mais perigos do que possam imaginar.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Personagens Jogáveis principais[editar | editar código-fonte]

Firion

Um órfão que encontrou uma nova família ao ser adotado pelos pais de Leon. Ele cresceu como um irmão para Maria e Leon até que o exército Imperial tomasse sua terra-natal e a vida de seus pais adotivos. Firion decide juntar-se com os rebeldes para executar vingança contra o império. Apesar de o jogo lhe permitir ser qualquer coisa com os personagens, Firion parece ser um espadachim.

Maria

Por trás do semblante inocente e jovial, Maria se revela uma mulher forte que não desistirá de se vingar do Império e de procurar seu irmão desaparecido. Apesar de o jogo lhe permitir ser qualquer coisa com os personagens, Maria parece ser uma arqueira.

Guy

Nada pode contra a força física de Guy; porém sua forma imponente esconde sua gentileza e ingenuidade. Alguém de coração tão puro que consegue falar com os animais. Apesar de o jogo lhe permitir ser qualquer coisa com os personagens, Guy parece ser usuário de machados.

Aliados[editar | editar código-fonte]

Leon

Leon é irmão de Maria, e irmão adotivo e melhor amigo de Firion. Os pais de Leon são mortos durante a invasão de Fynn pelo império. Ele escapa com Maria, Firion e Guy, mas desaparece quando eles são vencidos por cavaleiros negros. A partir dai as consequencias desse fato farão surgir uma mancha negra no destino de Leon. E uma dor que ele carregara até o fim de sua vida.

Minwu

Poderoso e sábio mago branco do reino de Fynn. Um homem de coração bondoso, sabedoria invejável e seriedade absoluta. Ajuda os rebeldes como um dos mais importantes aliados da resistência além de usar seus poderes para manter vivo os sobreviventes. Alguém que não se importa em se sacrificar por uma causa justa e que aceita seu destino sem pesar...

Josef

Lutador experiente e vivido, que vive ao norte, em meio as planícies gélidas. Encarregou-se de oferecer matéria prima para que os rebeldes se armassem, porém parou de dar noticias. Um homem que acima de tudo valoriza a sua família e a coragem.

Scott

Príncipe de Kashuan, irmão de Gordon e noivo de Hilda. Quando as forças do imperador tomaram o castelo de Fynn Scott foi o único membro da aliança que permaneceu até o fim, auxiliando assim a fuga de Hilda. Após ser ferido durante a batalha ele consegue escapar e é ajudado pelo dono do pub da cidade de Fynn que o abriga.

Ricard

O clã dos Dragoons era composto por lendários guerreiros com capacidades extraordinárias com a lança e que podiam falar com Wynverns. E exatamente pelo fato de serem tão habilidosos, o Imperador tratou de se livrar de todos o mais rápido possível, restou apenas Ricard Highwind, que desconhece o que realmente aconteceu com seu clã, pois sairia em uma missão procurando pela lendária magia Ultima.

Leila

Uma pirata que se une ao grupo e empresta seu navio para viagens no mar. Ela é a personagem de quarto Slot que fica mais tempo no grupo durante o jogo.

Personagems coadjuvantes[editar | editar código-fonte]

Imperador de Palamecia

Invocou monstros do submundo e começaram sua campanha para subjugar os outros reinos em busca da dominação mundial. Buscando aprimorar seus poderes, ele escravizou inúmeras pessoas fazendo com que trabalhassem em minas de myrthil e na construção de sua airship, a Dreaghnought. Em paralelo o seu ataque ao reino de Fynn o imperador mandou uma esquadra de seus monstros para a cidade de Deist, terra dos Dragons, uma das raças mais poderosas de todo o mundo e que poderiam representar uma ameaça para seu triunfo. Após assumir o controle total, o imperador faz de Conde Borghen e o Dark Knight seus generais. No entanto seus planos vão por água a baixo quando quatro jovens de Fynn, aliados da rebelião se infiltram na sua mina de Mythril e libertam os escravos e depois em sua nave Dreaghnought,a qual destroem. Com a perda de uma de suas principais forças bélicas, o imperador então dá inicio a uma devastação em inúmeras cidades, usando o Cyclone , uma fortaleza protegida por uma espécie de tornado. Mais uma vez o imperador é derrotado e dado como morto. O que se descobre em seguida é que na verdade sua alma foi dividida: sua parte maligna tomou conta do inferno, se instalando em Pandemonium o palácio do inferno, enquanto sua parte boa subiu aos céus onde também passou o governar. Ou seja, o imperador se tornou governador supremo do mundo dos mortos e do paraíso. Mas como esperado os jovens de Fynn destruíram suas planos no castelo Pandemonium enquanto seus amigos que faleceram durante a jornada cumprem seu dever e derrotam o imperador no paraíso.

Conde Borghen

Borghen e um dos ex-generais da forças do reino de Fynn. Ele se revela um espião das forças do império e serve como um dos pilares fundamentais para a queda do reino e para a invasão das forças imperiais. Em uma de suas missões ordenadas pelo imperador ele é morto pelos membros da aliança rebelde.

Cid

Engenheiro e dono de uma das poucas airships do mundo, Cid se situou em Poft uma cidade costeira e abriu um serviço de transportes aéreos. Em meio a luta contra as forças do imperador Cid se une a rebelião e cede sua airship como apoio durante a guerra.

Dark Knight

Um aliado do Imperador Palamecia que e frio e poderoso, mas na verdade ele é Leon.

Hilda

Princesa do reino de Fynn, noiva de Scott (príncipe de Kas'sion) e líder das forças rebeldes. Ela representa a força e o brilho pelo futuro. Durante o conflito é sequestrada pelo imperador que a detém dentro de sua fortaleza alada.

Rei de Fynn

Ex-líder da força rebelde e pai de Hilda. Após a fuga de seu adorado reino ele é ferido gravemente, passando assim todos os poderes para sua filha. Após o sequestro de Hilda seu estado piora prestes a morrer ele pede que os rebeldes busquem uma ajuda divina. A magia Ultima.

Nelly

a filha de Josef e ex-escrava das minas de mytrhil.

Paul

um ladrão que ajuda a resistência.e ele liberta os heróis da calabouço de Palamecia.

Sistema[editar | editar código-fonte]

Uma batalha em Final Fantasy II: a divisão da tela de batalha de Final Fantasy foi abolida. Nesse jogo, as infomações sobre danos sofridos ou causados aos inimigos ainda são mostradas na parte inferior da tela, o que foi abolido em Final Fantasy III

Ao contrário do primeiro não havia como subir a classes melhores, elas estavam enraizadas nos personagens. Eles também não subiam de nível como antes. Eram os atributos individuais de cada personagem que evoluíam, eram o HP, MP, poder de magia, resistência, força, espírito, agilidade, inteligência e evasão. Estes atributos ficavam maiores quanto mais usados fossem e o mesmo acontecia com as armas e magias. Focar-se na habilidade mágica de um personagem causava o efeito inverso na habilidade oposta, forçando o jogador a escolher uma ou outra. Este sistema foi criado baseado nas leis de causa e efeito tornando o jogo mais realista, dando ao jogador mais controle sobre que tipo de arma, magia ele quer aumentar o poder. Só que muitos trapaceavam a máquina e evoluíam mais rápido, pois se podia realizar uma ação e em seguida cancelá-la, mesmo assim essa ação desfeita era computada no progresso da habilidade. Jogadores atenciosos podiam evoluir quase indefinidamente em apenas uma batalha atacando uns aos outros ou reentrando vários comandos.

A divisão na tela de batalha foi abolida para criar uma janela maior, com as informações agora na parte inferior. Nesta se mostrava o HP atual e o máximo, que podia subir para além de três dígitos.

FFII também tinha um novo estilo de aventura e progressão do enredo, que envolvia palavras-chaves ditas em diálogos e que deveriam ser mencionadas depois. Agora era necessário um monte de investigações, este tipo de roteiro levou a uma maior interatividade levando os jogadores a mergulhar de vez no universo do jogo.

FFII foi o primeiro em que se podia lutar com menos de quatro pessoas no grupo e também a ter personagens entrando e saindo no decorrer da história, como o White Wizard Minwu, o passivo general Gordon, o pai de família Josef, a pirata rebelde Leila e o montador de wyverns Ricard, o último Dragoon.

Exploração[editar | editar código-fonte]

Barcos e aeronaves primeiro tinham destinos predeterminados, até você poder controlá-los livremente, não havia mais a necessidade de ancorar o barco só em portos, mas também em terra firme. A sua frota em FFII também incluía um snowmobile para atravessar uma épica massa de gelo. Se tivesse sorte, o jogador poderia encontrar um estábulo escondido nas florestas, que abrigava uma figura conhecida de Final Fantasy: o Chocobo. Foi FFII que apresentou ao mundo estes bicudos companheiros que lhe ajudavam a cruzar o continente mais rápido e sem inimigos.

E você também não podia entrar na aeronave do FF2 sem encontrar primeiro Cid, que sempre apareceria na franquia como um cientista, ora engenheiro, ora aventureiro.

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Uma cena de batalha da versão do jogo para PSP. O jogo original para NES nunca fui lançado oficialmente fora do Japão. A primeira versão do jogo em língua inglesa foi lançada na compilação Final Fantasy Origins. Desde então, o jogo foi também lançado para GBA, PSP e outras plataformas em língua inglesa

A história de Final Fantasy II era muito envolvente, os personagens já começavam com relacionamentos pré-estabelecidos e vários heróis morriam ou sumiam sacrificando-se pelo bem maior. O enredo estranhamente se assemelhava ao de Star Wars Episódio IV pois mostrava jovens heróis juntando-se à Rebelião. O Império impunha sua vontade usando uma aeronave de metal gigante com a princesa destronada dentro dele.

O jogo quase chegou aos EUA em 1990, com o subtítulo "Dark Shadow Over Palakia" mas foi cancelado por falta de tempo e pelo nascimento do Super Nintendo. O Ocidente teve que esperar 13 anos para jogar FF2 quando foi portado junto com seu predecessor para consoles, portáteis e celulares ao redor do mundo.

Final Fantasy 2 foi a primeira sequência na indústria de jogos a não ter nenhum personagem ou local do jogo que o antecedeu. Transformou a inesperada série de rpgs numa muito lucrativa franquia e deixou o Japão esperando 1 ano e 4 meses pela próxima sequência.

O jogo foi inicialmente feito para o NES, como o 1º jogo, esse recentemente foi relançado para o portátil Wonder Swan com várias inovações, novos gráficos, efeitos sonoros, etc. Com base nesse remake a square lançou em 2003 um remake do FF1 e FF2 chamado Final Fantasy Origins, e acrescentou CGs (vídeos e/ou animações feitas em Computação Gráfica) aos remakes de FF1 e FF2, essa é a primeira vez que FF2 aparece na América, pois até então esse não era o Final Fantasy II que surgiu na América do Norte, este é o Final Fantasy II do Japão. Este jogo nunca tinha sido lançado na América do Norte. A próxima versão Norte-Americana que surgiu foi chamada de Final Fantasy II, mas era na verdade a versão Final Fantasy IV, que havia sido lançada no Japão. Este Final Fantasy era muito recente para vir para a América do Norte. Segundo o diretor do jogo, Hiromichi Tanaka, boa parte do jogo havia sido traduzida para o inglês e só não foi lançado nos EUA, na época por desentendimentos com o braço americano da empresa. Isso acabaria influenciando também o terceiro jogo da série e o quinto também. Os gráficos são os mesmos do Wonder Swan, que lembram bastante os gráficos do Snes (parecido com FF5) só que para o PSX foram acrescentados CGs, e o som é de melhor qualidade, principalmente as músicas estão muito boas. Em 2004 a Square-Enix lançou esse jogo junto com FF1 para o GBA com o nome de Final Fantasy I & II: Dawn of Souls , que é igual a versão de Wonder Swan.

Também é possível ver referências ao jogo em títulos sequenciais da série. Como exemplo, a trama em Final Fantasy IX onde a rainha Brahne começa uma guerra em busca do domínio mundial. Uma das diferenças, no entanto é que ao invés de chamar monstros do submundo como guerreiro aliados ela usa de forças mágicas chamadas Eidolons (summons). Em Final Fantasy XII por sua vez vemos a história de FF II mais elaborada. O Império que decide expandir os horizontes e subjugar outros reinos. Sem esquecer da poderosa arma de guerra Bahamut que ataca a cidade de Rabanastre que pode ser facilmente relacionada ao Cyclone que o imperador de Palamecia usa para devastar as cidades.

Final Fantasy II é com certeza um dos alicerces das sequencias que surgiram no decorrer dos anos. Um dos RPGs mais trabalhados e elaborados da era do NES que agora como já dito pode ser vivenciado em inúmeros consoles.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. ファイナルファンタジーII Sony. Sony. Página visitada em 2010-08-26.

Links externos[editar | editar código-fonte]