Black metal norueguês

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Porão da loja Helvete

A cena inicial do black metal norueguês foi um cenário musical e uma subcultura da Noruega no início dos anos 1990. É creditado à esse grupo a criação do black metal moderno e a produção de alguns dos mais aclamados e influentes artistas do metal extremo.

A cena atraiu massiva atenção da mídia quando foi revelado que seus membros seriam os responsáveis por dois assassinatos e uma onde de incêndios de igrejas norueguesas. O grupo tinha uma ideologia e um ethos e era como um culto, com os membros principais referindo a si mesmos como "The Black Circle" ou "Black Metal Inner Circle". Consistia primariamente em homens jovens, muitos deles abordados na loja de discos Helvete ("Inferno") em Oslo. Em entrevistas, eles declararam ter visões extremamente anticristãs e misantropas, se apresentando como genuínos satanistas que queriam espalhar o terror, o ódio e o mal. Eles adotaram pseudônimos e apareciam em fotografias usando corpse paint e vestindo armaduras medievais. A cena era exclusiva e criava uma barreira ao redor de si, incorporando apenas quem eles consideravam ser "puros" ou comprometidos. A integridade musical era altamente importante e os artistas queriam que o black metal permanecesse underground e imaculado.

Em agosto de 1993, vários de seus integrantes foram presos e em maio de 1994 foram condenados variadamente por incêndio, assassinato, assalto e posse de explosivos. Muitos não demonstraram remorso por suas ações. A mídia da Noruega cobriu os eventos de perto, mas as reportagens dos fatos eram corriqueiramente sensacionalistas. Como exemplo, um canal de TV norueguês entrevistou uma mulher que se declarou satanista e que havia sacrificado seu filho e mato seu cachorro.[1] A cena inicial do black metal norueguês foi desde então retratada em livros e documentários.

Inovações musicais[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 1980, o black metal foi um variado agrupamento de bandas de metal que exibiam letras satânicas, ainda que a "primeira onda" de bandas normalmente usassem o satanismo com única intenção de chocar.[2] Entre 1990–1992, inúmeros artistas noruegueses, que eram fortemente influenciados por essas bandas, começaram a tocar e lançar um novo tipo de black metal. O surto de interesse e popularidade que se seguiu é frequentemente referido como a "segundo onda do black metal". Os grupos noruegueses desenvolveram o estilo de seus antepassados dos anos 1980 como um distinto gênero do heavy metal. Isso foi em parte graças ao novo estilo de tocar guitarra desenvolvido por Snorre 'Blackthorn' Ruch do Stigma Diabolicum/Thorns e por Øystein 'Euronymous' Aarseth do Mayhem, no qual os guitarristas tocavam acordes completos usando todas as cordas da guitarra ao invés de power chords usando apenas duas ou três cordas.[3] [4] Gylve 'Fenriz' Nagell do Darkthrone creditou essa inovação à eles em inúmeras entrevistas. Eles descreveu como sendo "uma derivação do Bathory"[5] e notou que "esses tipos de riffs tornaram-se a nova norma para um monte de bandas nos anos 90".[6]

Visualmente, os temas obscuros da música deles era complementado pelo corpse paint, que veio a ser um meio para os músicos de black metal se distinguirem de outras bandas de metal da época.[7]

Helvete e Black Circle[editar | editar código-fonte]

O guitarrista do Mayhem, Euronymous, foi "a figura central envolvida na formação da cena do black metal norueguês",[8] a qual ele "praticamente fundou sozinho".[9] Entre maio/junho de 1991,[10] ele abriu uma loja de discos chamada Helvete[11] (norueguês para "inferno").[12] A loja ficava no portão 56 em Schweigaards, Oslo. Os músicos do black metal norueguês frequentemente se reuniam na loja e no porão dela. O grupo se resumia em membros do Mayhem, membros do Emperor, Varg 'Count Grishnackh' Vikernes do Burzum, e Snorre 'Blackthorn' Ruch do Thorns. Euronymous também formou uma gravadora independente chamada Deathlike Silence Productions, que tinha como base a Helvete. Foram lançados por ela álbuns das bandas norueguesas Mayhem e Burzum, e das suecas Merciless e Abruptum. Euronymous, Varg,[5] e o guitarrista do Emperor, Tomas 'Samoth' Haugen,[13] viveram na loja em diversos momentos. O baterista do Emperor, Bård 'Faust' Eithun, também habitou e trabalhou ali.[3] [5] As paredes da loja eram pintadas de preto e ornamentadas com armas medievais, pôsteres de bandas, e picture discs, enquanto a janela era realçada com poliestireno de jazigo.[3]

De acordo com Stian 'Occultus' Johannsen, o espaço que Euronymous alugou "era muito grande e o aluguel era bem caro". Essa é a razão pela qual não deu tão certo. Apenas uma pequena parte da construção foi usada como loja propriamente dita.[14] Euronymous fecharia a Helvete no início de 1993 quando ela começou a chamar a atenção da polícia e da mídia. Não obstante, durante o tempo em que esteve aberta veio a ser o ponto principal do cenário do black metal norueguês.[15] Daniel Ekeroth escreveu em 2008,

Dentro de poucos meses [da abertura da Helvete], muitos músicos jovens ficaram obcecados com Euronymous e sua ideias, e logo um monte de bandas de death metal norueguesas transformaram-se em bandas de black metal: o Amputation tornou-se Immortal; o Thou Shalt Suffer tornou-se Emperor; e o Darkthrone trocou o seu death metal "sueco" por um black metal primitivo. Mais notoriamente, o guitarrista Varg Vikernes do Old Funeral havia saído do grupo para dar origem à sua própria criação, o Burzum.

Aqueles que eram colhidos na Helvete foram referidos como parte do "Black Circle" ou "Black Metal Inner Circle". Faust diz que o nome foi inventado por Euronymous.[5] Na época, algumas mídias implicaram que o "Black Circle" era um grupo oculto e organizado. No Lords of Chaos, Faust afirmou que a mídia fez aparentar ser mais organizado do que era:

Era apenas um nome inventado para pessoas que vagavam ao redor da loja […] não havia nada como associados ou cartões de sócio ou encontros oficiais.[16]

Em sua resenha para o Lucifer Rising, Varg Vikernes afirma:

Em primeiro lugar, o famigerado 'Black Circle' era algo que Euronymous criou porque ele queria fazer com que mais pessoas acreditassem que havia algo, mas era sem sentido e de fato nunca existiu. A imprensa, pelo outro lado, acreditou por um tempo que houvesse, mas logo parou de falar quando perceberam que era um boato.[17]

Ideologia[editar | editar código-fonte]

O cena se opunha ao cristianismo e religiões organizadas em geral. Em entrevistas durante o início dos ano 1990, Euronymous e outros membros da cena se apresentaram como adoradores do Diabo[18] misantropos que queriam espalhar o ódio, a tristeza e o mal. Eles atacaram a Igreja de Satã por ser muito "humana".[19] O Satanismo Teísta que eles expuseram era uma inversão do cristianismo.[20] Euronymous era a figura-chave por trás da ideologia.[8] [15] Ele professou ser a favor do totalitarismo e contra o individualismo, a compaixão, a paz, a felicidade e a diversão.[21] Quando questionado por quê tais declarações foram feitas para a imprensa, Ihsahn do Emperor disse: "Eu acho que em grande parte era para criar medo entre as pessoas".[22] Ele completou dizendo que a cena "queria ser uma oposição à sociedade" e "tentou concentrar em apenas ser 'mal' do que ter uma filosofia satânica real".[23]

Vikernes afirma que a razão deles de autoproclamarem "malignos" era para provocar. De acordo com o Lords of Chaos, muitos que conheciam Euronymous diziam que "a imagem extremista satânica que ele projetava, de fato, era somente uma projeção que tinha pouca semelhança com a sua verdadeira personalidade".[24] Esses incluíam Kjetil Manheim,[25] Vikernes[5] e Blackthorn[26] (os dois últimos foram condenados por assassiná-lo). Faust declara que com Euronymous, "havia muito fumaça mas pouco fogo".[3] Mortiis, de qualquer forma, diz que Euronymous "era como um adorador do diabo, você não acreditaria",[27] e Metalion (que conhecia Euronymous desde 1985[28] e considerava-o como seu melhor amigo)[29] falou que o guitarrista norueguês "estava sempre contando o que ele pensava [...] cultuando a morte e sendo extremo".[15] Assim como para os outros membros da cena, Sanna Fridh disse que não havia evidência para sustentar as reivindicações de serem adoradores do diabo,[30] e Leif A. Lier, que liderou a investigação da polícia após a morte de Euronymous, afirma que ele e seus homens não conheceram nenhum satanista.[1] Faust diz que "Para algumas pessoas [o Satanismo] era a algo realmente sério, mas para muitos deles era apenas uma brincadeira".[31]

Em retrospectiva, Metalion escreveu: "No passado, pessoas simplesmente escreviam sobre Satã, mas agora elas interpretavam-no. Acredito que talvez não fosse totalmente satanismo em si, mas definitivamente havia uma influência sobre sua música e estilo de vida. Certamente era mais destrutivo do que o metal já havia sido no passado".[32] Tenebris do Misanthropic Luciferian Order (uma ordem satânica sueca) escreveu que a cena norueguesa "significou muito enquanto durou". Naquela época, em 1991, as coisas eram focadas apenas no black metal e no satanismo ideológico (não havia muita prática do satanismo, mas enfim...) [...] Rapidamente cresceu tornando-se uma espécie de exército do black metal [...] que tinham como figura central Euronymous e a sua loja. Por consequência, a coisa toda sumiu com a morte dele em 1993. Tristemente, muitas pessoas envolvidas na época traíram seus ideais e perderam o interesse quando as coisas desmoronaram. É como se tudo não tivesse passado de uma moda passageira.[33]

No tocante ao termo 'black metal', Euronymous disse que se aplica para qualquer banda de heavy metal que for adepta do satanismo teísta e escreveu letras satânicas. Essas ideias foram repetidas por outros membros da cena, como Faust.[34] Na época, banda como um estilo similar ao black metal norueguês, mas sem as letras satânicas, tendiam a usar outros termos para a sua música.[35] [36] [37]

O suicídio de Dead[editar | editar código-fonte]

Em 8 de Abril de 1991, Dead (Per Yngve Ohlin), vocalista do Mayhem, se suicidou com um tiro na casa que a banda dividia. Dead era descrito como uma pessoa estranha e introspectiva. Ele era conhecido por suas infames performances, que incluíam se cortar, levar um corvo morto pelo palco e vestir roupas que tinham sido enterradas semanas antes dos shows.

Ele foi encontrado por Euronymous que desfrutou da oportunidade para se promover e levantas as suspeitas que seria ele o assassino. Dead deixou um bilhete apenas se desculpando pelo sangue jorrado. Antes de chamar a polícia, Euronymous foi até uma loja e comprou uma câmera fotográfica. Uma das fotos tiradas foi usada na capa do disco Dawn of the Black Hearts.

Ainda circularam boatos que Euronymous tinha retirado partes do crânio para fazer um colar e comido cérebro do morto. A banda desmentiu imediatamente os rumores, mas algum tempo depois os boatos retornaram.

Incêndios a igrejas[editar | editar código-fonte]

Até 1992, 52 igrejas foram queimadas, mais de 15000 tumbas foram profanadas e pixadas com símbolos satanistas. Alguns objetos sacros foram levados como troféus para decorar a Helvete.

Entre as estruturas religiosas destruídas, uma das mais conhecidas era a Igreja de madeira de Fantoft, que foi consumida pelas chamas em 6 de junho de 1992 por Varg Vikernes. Uma foto da igreja completamente destruída foi usada na capa de Aske, EP do Burzum. Um outro alvo famoso foi a capela de Holmenkollen, a igreja da realeza da Noruega.

Alguns incêndios também ocorreram na vizinha Suécia, nos quais o principal suspeito era It, do Abruptum, mas as acusações não foram provadas.

Lista parcial das igrejas que foram atacadas

A igreja de Fantoft, em Bergen

1992

1993

1994

1995

Confrontos com outros grupos[editar | editar código-fonte]

Os alvos do Inner Circle eram até grupos de Heavy Metal considerados incoerêntes e que seguiam determinadas modas musicais. Em Julho de 1992, Maria, uma integrante do grupo, atacou a casa de Christofer Johnsson, o líder do Therion. A casa de Johnsson foi incendiada e Maria ainda cravou uma faca na porta com uma mensagem "O Conde esteve aqui e voltará".

Johnsson e sua família conseguiram se salvar da casa em chamas e as investigações logo levaram a prisão de Maria, que foi conduzida a um hospital psiquiátrico. Em seu diário, Varg Vikernes vem descrito como o "Conde" (naquela época ele usava o pseudonimo de Count Grishnackh). Quatro dias após o incêndio, Johansson recebeu uma carta de Vikerness.

"Olá vítima! É o Count Grishnackh do Burzum. Acabo de voltar de uma pequena viagem a Suécia, mais precisamente em um lugar a noroeste de Estolcolmo e acho que perdi um isqueiro e um disco do Burzum, ha ha! Voltarei muito cedo e talvez, desta vez, não os acordarei no meio da noite. Darei uma lição de medo. Somos realmente muito loucos, os nossos métodos são a morte e a tortura. As nossas vítimas morrerão lentamente, devem morrer lentamente."

Outra ameaças ocorreram a grupos como Paradise Lost e Deicide. No caso do primeiro, o resultado foi a destruição do ônibus durante um tour do grupo a Oslo. No caso da segunda banda, durante um show em Estocolmo, uma bomba explodiu durante a apresentação do Therion, mas descobriu-se que o alvo era o Deicide.

Assassinato de Magne Andreassen[editar | editar código-fonte]

Em 21 de agosto de 1992, Bård 'Faust' Eithun esfaqueou até a morte Magne Andreassen, um homem gay, numa floresta ao redor de Lillehammer.[5] Faust estava visitando sua família lá.[38] De acordo com ele, enquanto caminhava pelo Parque Olímpico a noite, "esse homem se aproximou de mim - ele estava obviamente bêbado e era obviamente gay [...] e estava claro que ele queria ter algum contato. Ele me perguntou se eu poderia [...] subir a floresta. Então eu concordei, porque eu estava decidido que queria matá-lo, o que era bem esquisito... porque [normalmente] eu não sou assim."[39] Faust sempre carregava consigo com faca quando viajava, explicando: "É melhor ter uma faca quando voce não precisa, do que não ter uma quando precisar".[38] Uma vez na floresta, Faust esfaqueou 37 vezes[40] e então chutou-o na cabeça repetidamente até ele cair no chão.[41]

Faust alegou que ele não sentiu remorso na época.[42] No fim dos anos 1990, ele disse sobre o assassinato: "Eu estava lá fora, apenas esperando para fazer uma agressão. Não é fácil descrever porque isso aconteceu. Aquilo era para acontecer, e se fosse esse cara ou outro qualquer, não mudaria muito o resultado."[42] Ihsahn, seu colega da banda Emperor, disse que Faust "tinha uma fascinação por serial killers há muito tempo, e eu acho que ele queria saber como era matar uma pessoa com as próprias mãos".[38] O assassinato também foi ligado ao black metal, satanismo ou fascismo, mas em uma entrevista em 2008 Faust explicou: "Eu nunca fui um satanista ou fascista, mas eu coloquei em mim o ódio e a negatividade. Aqueles sentimentos que simplesmente consomem seu interior".[43]

A polícia inicialmente não tinha suspeitos, e Faust permaneceu livre por cerca de um ano.[40] De qualquer forma, ele contou a Euronymous, Vikernes e a alguns outros o que ele tinha feito.[40] Um dia após o esfaqueamento, ele retornou a Oslo e queimou a Capela Holmenkollen com Vikernes e Euronymous. Depois de Euronymous ser morto em agosto de 1993, Faust foi preso e confessou o assassinato de Andreassen. Em 1994, ele foi sentenciado a 14 anos de prisão, mas foi solto em 2003 após ficar nove anos e quatro meses encarcerado.[43]

O assassinato de Euronymous[editar | editar código-fonte]

Dead e Euronymous

Em Janeiro de 1993, Varg Vikernes concedeu uma entrevista para um jornalista do Bergens Tidende a fim de divulgar a cena Black Metal e a loja Helvete de Euronymous. A entrevista resultou em uma investigação policial que levou Varg a ser preso por algumas semanas e forçou Euronymous a fechar a sua loja.

Em 10 de Agosto de 1993, Varg Vikernes e Snorre W. Ruch viajaram de Bergen até o apartamento de Euronymous em Oslo. Após uma briga, Varg esfaqueou Euronymous. O corpo foi encontrado na parte de trás do apartamento com 23 facadas, duas na cabeça, cinco no pescoço e dezesseis nas costas. As suspeitas eram de que o assassinato foi cometido após uma briga por dinheiro do álbum do Burzum e Varg declarou que tinha sido atacado primeiro pro Euronymous.

Varg foi condenado a 21 anos de prisão por homicídio em primeiro grau, posse ilegal de armas e explosivos e por ter colocado fogo em três igrejas. Em um julgamento tumultuado, Varg recebeu o veredito rindo e a foto do momento foi estampada em vários jornais. Durante o inquérito, a polícia interrogou todos os membros do Inner Circle, obtendo informações de crimes cometidos no passado, condenando ainda Bård Faust por homicídio, Snorre W. Ruch por cumplicidade no homicídio de Euronymous e Samoth por incêndio. Mesmo com toda pressão da polícia, no dia da sentença duas igrejas foram queimadas e um mês depois outra também foi incendiada.

Em Maio de 1994, o Mayhem finalmente lançou seu álbum De Mysteriis Dom Sathanas, com Euronymous nas guitarras e Varg Vikernes no baixo.

Lista de bandas[editar | editar código-fonte]

Banda Fundação Cidade
Ancient 1992 Eidsvåg, Nesset
Arcturus 1987 Oslo
Burzum 1991 Bergen, Hordaland
Carpathian Forest 1990 Sandnes, Rogaland
Darkthrone 1987 Kolbotn, Oppegård
Dimmu Borgir 1993 Oslo
Emperor 1991 Notodden, Telemark
Enslaved 1991 Haugesund, Rogaland
Fimbulwinter 1992 Oslo
Gorgoroth 1992 Bergen, Hordaland
Hades/Hades Almighty 1992 Bergen, Hordaland
Ildjarn 1992 , Telemark
Immortal 1989 Bergen, Hordaland
Mayhem 1984 Oslo
Satyricon 1991 Oslo
Thorns 1990 Trondheim, Sør-Trøndelag
Ulver 1993 Oslo

Lista de álbuns lançados[editar | editar código-fonte]

Ano/Mês Banda Título
1987-08 Mayhem Deathcrush
1989-12 Stigma Diabolicum Luna De Nocturnus
1990-03 Stigma Diabolicum Lacus De Luna
1990-11 Mayhem Live in Leipzig
1991
1991-?? Mayhem "Freezing Moon" and "Carnage"
1991-05 Burzum Burzum Demo I
1991-06 Thorns Grymyrk
1991-07 Thou Shalt Suffer Open the Mysteries of Your Creation
1991-07 Enthrone Black Wings
1991-07 Arcturus My Angel
1991-08 Darkthrone A Blaze in the Northern Sky
1991-09 Burzum Burzum Demo II
1991-10 Immortal Immortal
1991-10 Thou Shalt Suffer Into the Woods of Belial
1991-12 Enslaved Nema
1992
1992-02 Ildjarn Unknown Truths
1992-03 Burzum Burzum
1992-04 Burzum Det Som Engang Var
1992-06 Satyricon All Evil
1992-06 Enslaved Yggdrasill
1992-06 Darkthrone Under a Funeral Moon
1992-07 Immortal Diabolical Fullmoon Mysticism
1992-07 Emperor Wrath of the Tyrant
1992-08 Burzum Aske
1992-09 Carpathian Forest Bloodlust and Perversion
1992-09 Burzum Hvis Lyset Tar Oss
1992-12 Fimbulwinter Fimbulwinter Demo
1992-?? Thorns Trøndertun
1993
1993-01 Ildjarn Ildjarn Demo
1993-03 Burzum Filosofem
1993-03 Satyricon The Forest Is My Throne
1993-04 Gorgoroth A Sorcery Written in Blood
1993-05 Ildjarn Norse
1993-06 Hades Almighty Alone Walkyng
1993-08 Ancient Eerily Howling Winds
1993-10 Emperor Emperor
1993-10 Enslaved Hordanes Land
1993-11 Immortal Pure Holocaust
1993-11 Ulver Vargnatt
1993-?? Carpathian Forest Journey through the Cold Moors of Svarttjern
1993-?? Dimmu Borgir Inn I Evighetens Mørke

Documentários[editar | editar código-fonte]

  • Det Svarte Alvor (1994)
  • Satan rir Media (Satan Rides the Media) (1998)
  • Norsk Black Metal (2003)
  • Metal: A Headbanger's Journey (2005)
  • Black Metal: A Documentary (2006)
  • Murder Music: A History of Black Metal (2007)
  • Once Upon a Time in Norway (2008)
  • Pure Fucking Mayhem (2008)
  • Black Metal: The Norwegian Legacy (2008)
  • Until The Light Takes Us (2009)[44]
  • Black Metal: The Music of Satan (2010)

Referências

  1. a b Grude, Torstein (director). (1998). Satan rir Media [motion picture]. Norway: Grude, Torstein.
  2. Moynihan, Michael. Lords of Chaos: The Bloody Rise of the Satanic Metal Underground. revised and expanded. ed. [S.l.]: Feral House, 2003. p. 16.
  3. a b c d Campion, Chris. "In the Face of Death", The Observer, Guardian Unlimited, 20 February 2005. Página visitada em 6 October 2007.
  4. Mudrian, Albert. Precious Metal: Decibel Presents the Stories Behind 25 Extreme Metal Masterpieces. [S.l.]: Da Capo Press, 2009. p. 184.
  5. a b c d e f Aites, Aaron (director, producer); Ewell, Audrey (director, producer). (2009). Until the Light Takes Us [motion picture]. Variance Films.
  6. "Web-exclusive interview: Darkthrone's Fenriz (Part 2)". Revolver. 14 January 2010.
  7. Dome, Michael (director). (2007). Murder Music: Black Metal [motion picture]. Rockworld TV.
  8. a b Olson, Benjamin Hedge: I am the Black Wizards: Multiplicity, mysticism and identity in black metal music and culture. Bowling Green State University, May 2008. p. 27.
  9. Lords of Chaos, p. 119.
  10. Lords of Chaos, p. 66.
  11. Øystein 'Euronymous' Aarseth (June 1992). Visitado em 10 October 2009. "'Well, the original idea was to make a specialist shop for metal in general, but that's a long time ago. Normal metal isn't very popular any more, all the children are listening to 'death' metal now. I'd rather be selling Judas Priest than Napalm Death, but at least now we can be specialized within 'death' metal and make a shop where all the trend people know that they will find all the trend music. This will help us earning money so that we can order more EVIL records to the evil people. But no matter how shitty music we have to sell, we'll make a BLACK METAL look on the shop, we've had a couple of 'actions' in churches lately, and the shop is going to look like a black church in the future. We've also thought about having total darkness inside, so that people would have to carry torches to be able to see the records.'"
  12. Norwegian dictionary entry for "Helvete"
  13. Christe, Ian. Sound of the Beast: the Complete Headbanging History of Heavy Metal. New York: HarperCollins Publishers Inc, 2003. p. 271.
  14. Lords of Chaos, p. 64.
  15. a b c Lords of Chaos, p. 39.
  16. Lords of Chaos, p. 68.
  17. Vikernes, Varg (13 August 2004). A personal review of Gavin Baddeley's book Lucifer Rising: Sin, Devil Worship and Rock'n'Roll Burzum.org. Visitado em 31 January 2007.
  18. Olson, pp. 7f.
  19. Lords of Chaos, p. 220.
  20. Lords of Chaos, p. 76.
  21. Lahdenpera, Esa: Northern Black Metal Legends. In: Kill Yourself, no. 2, August 1993. Retrieved 30 January 2013.
  22. Lords of Chaos, p. 222.
  23. Lords of Chaos, p. 218f.
  24. Lords of Chaos, p. 137.
  25. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas purefucking
  26. Lords of Chaos, p. 134.
  27. Christe, Ian: Sound of the Beast: the Complete Headbanging History of Heavy Metal. New York, NY: Harper Collins, 2004.
  28. Kristiansen 2011, p. 39.
  29. Kristiansen 2011, pp. 266–269.
  30. Fridh, Sanna. Satan: The Perfect Man: A Symbol and Gender Analysis of Satanism in Black Metal. University of Gothenburg, 2010. p. 7.
  31. Lords of Chaos, p. 255.
  32. Kristiansen, p. 222.
  33. MLO. Misantropiska Lucifer Orden. In: Jon Kristiansen: Metalion: The Slayer Mag Diaries. Bazillion Points Books 2011, p. 551.
  34. Kristiansen, Jon. Metalion: The Slayer Mag Diaries. [S.l.]: Bazillion Points Books, 2011. p. 274.
  35. Halupczok, Marc. Waldschrate & Met-Trinker. In: Metal Hammer. March 2010. p. 30.
  36. Enslaved: Frost. Osmose Productions 1994.
  37. Various Artists: Nordic Metal - A Tribute to Euronymous. Necropolis Records 1995.
  38. a b c Lords of Chaos, p. 111.
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  40. a b c Lords of Chaos, p. 116.
  41. Lords of Chaos, p. 113.
  42. a b Lords of Chaos, p. 114.
  43. a b Bowar, Chad. Interview with former Emperor drummer Faust. Visitado em 30 May 2008. "'I was never a Satanist or fascist in any way, but I put behind me the hatred and negativity. Those feelings just eat you up from inside.'"
  44. Until the Light Takes Us (2008)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Baddeley, Gavin (1999). Lucifer Rising: Sin, Devil Worship and Rock and Roll
  • Moynihan, Micheal and Didrik Soderlind (1998). Lords of Chaos: The Bloody Rise of the Satanic Metal Underground