Metrô (banda)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo. Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)


Metrô
Fnac-sp15.jpg
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) New wave
SynthPop
Período em atividade 1978 - 1986, 2002
Gravadora(s) Epic Records/BD
Página oficial http://www.metrobr.com/
Integrantes Virginie Boutaud
Dany Roland
André Fonseca
Yann Laouenan
Xavier Leblanc
Alec Haiat
Pedro d'Orey
Virginie Boutaud foi a vocalista e principal nome da banda, em apresentação com o grupo em 1985.

Metrô é uma banda brasileira de new wave, formada na cidade de São Paulo em 1984 por Virginie Boutaud (voz), Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Xavier Leblanc (baixo), Dany Roland (bateria) - todos eles franceses ou filhos de franceses radicados no Brasil.[1] Foi uma das bandas mais importantes da cena BRock da década de 1980.[2]

Virginie, Dany e Yann se reuniram em 2002 para gravar e lançar o álbum Déjà Vu

História[editar | editar código-fonte]

Início (1978-83)[editar | editar código-fonte]

A banda nasceu com o nome de "A Gota" (depois "A Gota Suspensa") em 1978 (com inumeras formações, ( Otavio Fialho, Marcia Montserrath, Marcelo Zimberg, Freddy Haiat, Eli Joory, Mike Reuben, Kuki Stolarski, Deborah Srour, Helcio Muller entre outros) influenciados pelos anos 60 e 70 (Beatles, Tropicália, Novos Baianos, Rita Lee, Pink Floyd etc). Com esse nome, o grupo lançou um LP independente em 1983.[1] Apesar de não obter repercussão comercial, o disco chamou a atenção de varias gravadoras entre elas a CBS Records, que os contratou. A Gota mudou de nome e passou a se chamar "Metrô". O grupo também deixou o rock progressivo e adotou como linguagem o pop rock, influênciados pela "new wave" (Blondie, Talking Heads, Laurie Anderson, Roxy Music).[1]

Sucesso (1984-85)[editar | editar código-fonte]

No final de 1984, o grupo gravou o compacto duplo "Beat Acelerado"/"Sândalo de Dândi", produzido por Luis Carlos Maluly, e que obteve bom desempenho comercial e imenso sucesso popular a nível nacional. Em seguida, em 1985, foi lançado o álbum Olhar, igualmente produzido por Maluly, e que teve como seu maior sucesso a canção "Tudo Pode Mudar", executada massivamente nas rádios FMs brasileiras e que por muitas semanas só perdeu nas paradas para o hit internacional "We Are The World".[2] As canções "Olhar", "Ti Ti Ti" (tema de abertura da telenovela Ti Ti Ti) e "Johnny Love" (parte da trilha sonora do filme Rock Estrela) também se destacaram comercialmente nesse LP, que ainda continha os hits "Beat Acelerado" e "Sândalo de Dândi".[1] [3] [4] [5] O sucesso comercial do LP Olhar não correspondeu ao imenso sucesso de publico, surpreendentemente, o que causou alguns atritos entre a CBS e o Metrô.[2] [6] Além das FMs brasileiras, o conjunto estava cada semana em vários programas de auditório da TV — como o Perdidos na Noite, comandado por Fausto Silva[2] , Cassino do Chacrinha, Raul Gil, Globo de Ouro, Trapalhões, Barros de Alencar ...

Declínio (1986-87)[editar | editar código-fonte]

O grupo passou a realizar inúmeros concertos por todo o Brasil. O excesso de shows (até 7 por semana), de trabalho de divulgação, somadas as pressões comerciais, maus conselheiros e falta de diálogo desgastaram a banda. No auge do sucesso, a cantora Virginie foi afastada do Metrô em principio de 1986.

Pedro (d'Orey) Parq, ex-vocalista do grupo de rock português Mler Ife Dada, substituiu Virginie. Em 1987, lançaram o LP A Mão de Mao. O percussionista Edmundo Carneiro se juntou ao grupo.

Virginie conheceu então o compositor da "vanguarda paulista" Arrigo Barnabé (autor de Clara Crocodilo). Ela escreveu versões para duas new bossas que acabaram sendo gravadas em um projeto destinado à França (ainda inéditas), Numa praia do Brasil foi apresentada em português no festival o Som Das Aguas. Em 1987 se formou uma nova banda, Com Dom Beto (pensando nela), Nilton Leonardi (Kid Vinil e os herois do Brasil), Albino Infantozi , a "Fruto Proibido", que lançou em 1988 apenas um álbum Crime Perfeito, produzido por Mazola. "Más Companhias", composição de Don Beto e Virginie, foi tema da personagem de Malu Mader na novela global Fera Radical.

Os outros cinco "Metrôs" se separaram em 1988.

Yann foi convidado por Rita Lee e Roberto de Carvalho para assumir os teclados de sua nova Tour na Europa (Montreux Jazz Festival). Alec e Xavier passaram a tocar com Kiko Zambianchi. Dany tocou com Nau (Vange Leonel, Zique, Beto Birger) e com Okotô (André Fonseca, Cherry Taketani, Xavier, Andrei Ivanovic). Atuou no teatro com Bia Lessa em "Orlando", "Viagem ao centro da terra" e outras peças. Edmundo Carneiro se mudou para a França, onde vive até hoje.

Em 1990 Yann e Dany viveram em Bruxelas onde formaram "The Passengers" (com Diako Diakoff e Denis Moulin) em 1992, lançando CD homônimo e fazendo vários shows pela Bélgica e França. Virginie casou-se com um diplomata francês e mudou-se para Namíbia, depois Moçambique, Montevidéu, Madagascar e hoje vive na França. Anos depois, todos (com exceção de Virginie e Pedro d'Orey) voltaram ao Brasil.

Retorno (2002-03)[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2002, Virginie, que então morava em Nantes, Dany e Yann se encontraram e gravaram no Rio de Janeiro. Lançaram um CD independente gravado totalmente de forma artesanal (BD Produções) em novembro o CD Déjà-Vu. distribuido no Brasil pela Trama e na Europa por Different World,[7] com boa repercussão, e ótima critica; Déjà Vu incluíu composições inéditas e ainda regravações dos hits "Beat Acelerado" e "Johnny Love", além de "Aquarela do Brasil" (de Ary Barroso) e "Mensagem de Amor" (dos Paralamas do Sucesso). O álbum ainda teve as participações especiais de Jorge Mautner, Nelson Jacobina, Waly Salomão, Otto (ex-Mundo Livre S/A) e de Preta Gil, entre outros.

Xavier participou de algumas gravações (Achei Bonito, Johnny Love). Em 2003, Dany e Virginie convidaram o jovem tecladista Donatinho (filho de João Donato, então com 17 anos), e o guitarrista André Fonseca (Patife band/Titãs/Okotô/Inocentes) que participou de Déjà-Vu, para um show inaugurando a semana da francofonia no Centro Cultural francês em Maputo, Moçambique. Virginie, Dany e André seguiram algum tempo depois para uma tour por São Paulo, Rio de Janeiro, Londres, Paris e Lisboa (onde participaram em um álbum tributo a Amália Rodrigues).

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Virginie Manent viveu em Moçambique, Namibia, Madagascar, Montevidéu. Atualmente vive na França, perto de Toulouse.

Alec e Yann gravaram algumas músicas para trilha do filme de Beto Brant "O Invasor" Alec produziu (e tocou) por três anos a cantora paulista Céu. (sendo compositor de várias musicas de seu primeiro CD entre elas "Menino bonito"). Gravou tambem com Otto (Trama) Hoje Alec toca na banda "Paris Texas"que veio a se chamar PARIS LE ROCK Yann Lao, depois de Déja vu, passou os últimos anos tocando e gravando com PR5 (Paulo Ricardo e PA Pagni ex RPMs).

Dany Roland vive no Rio de Janeiro, é DJ, ator e produtor. Produziu e gravou ao lado dos bateristas Domenico Lancellotti (+2/Mulheres q dizem sim/Orquestra Imperial...) e do frances Stephane San Juan (Amadou et Marian/Orquestra Imperial...) "Os Ritmistas" (Dubas/NRT) do qual e membro. Faz trilhas para filmes, teatro, instalaçoes, desfiles e enventualmente toca como DJ. Compos com Palumbo a obra > Pour toujours a jamais < para 7 Bienal do Mercosul (2009). Produziu o novo trabalho de Chelpa Ferro lancado em 2012. Faz parte de B.O.F. ( Bande originale du film ) ao lado de Gustavo Ruiz e Stephane San Juan

Xavier é proprietario do Bistrot francês La Tartine nos Jardins em São Paulo.

Pedro d Orey vive em Paço de Arcos. No regresso a Portugal trabalhou com Nuno Rebelo na trilha sonora de uma peça da coreógrafa Aldara Bizarro, trabalhou com o músico Marco Franco em apresentações no Monumental aquando do ciclo sobre "Os Mistérios de Lisboa", fez parte dos Cães de Crómio e andou algum tempo com o projeto Amar UQ Amar UQ?. Em 2003 lançou um disco com o projeto Wordsong, dedicado ao poeta Al Berto. Depois, lançaram um novo trabalho que combina a música e o vídeo em torno das palavras de Fernando Pessoa.

O grupo se apresentou numa noite historica, em Novembro de 2014 (depois de 29 anos) com sua formaçao original em Sao Paulo para o aniversario de 50 anos do Lycée Pasteur , colégio francês onde se conheceram e estudaram.

Componentes[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. a b c d Metrô, Dados Artísticos - Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
  2. a b c d Guilherme Bryan. Quem Tem Um Sonho Não Dança - Cultura Jovem Brasileira nos Anos 80. [S.l.]: Record, 2004. p. 300. ISBN 978-85-7419-317-5
  3. Edmundo Barreiros, Pedro Só. 1985: o ano em que o Brasil Recomeçou. [S.l.]: Ediouro, 2005. p. 30-31. ISBN 85-00018-47-X
  4. Arthur Dapieve. Brock: o Rock Brasileiro dos Anos 80. [S.l.]: 34, 1995. p. 187. ISBN 85-73260-08-4
  5. Luiz Andre Alzer, Mariana Claudino. Almanaque Anos 80. [S.l.]: Ediouro, 2004. p. 130. ISBN 85-00015-32-2
  6. Virginie fala do sucesso do Metrô 25 anos depois de Beat Acelerado - Portal Virgula, 18 de junho de 2009
  7. Grupo Metrô engata volta com "beat desacelerado" - Folha de S.Paulo, 29 de novembro de 2002

Ligações externas[editar | editar código-fonte]