Metrô (banda)

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Metrô
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Informação geral
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) New wave
SynthPop
Período em atividade 1978 - 1986, 2002
Gravadora(s) Epic Records/BD
Página oficial http://www.metrobr.com/
Integrantes Virginie Boutaud
Dany Roland
André Fonseca
Yann Laouenan
Xavier Leblanc
Alec Haiat
Pedro d'Orey
Virginie Boutaud foi a vocalista e principal nome da banda, em apresentação com o grupo em 2004.

Metrô foi uma banda brasileira de new wave, formada na cidade de São Paulo em 1984 por Virginie Boutaud (voz), Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Xavier Leblanc (baixo), Dany Roland (bateria) - todos eles franceses ou filhos de franceses radicados no Brasil.[1] Foi uma das bandas mais importantes da cena BRock da década de 1980.[2]

Virginie, Dany e Yann se reuniram em 2002 para gravar e lançar o álbum Déjà-Vu

História[editar | editar código-fonte]

Início (1978-83)[editar | editar código-fonte]

A banda nasceu com o nome de "A Gota" (depois "A Gota Suspensa") em 1978 (com inumeras formações, ( Otavio Fialho, Marcia Montserrath, Marcelo Zimberg, Freddy Haiat, Eli Joory, Mike Reuben, Kuki Stolarski, Deborah Srour, Helcio Muller entre outros) influenciados pelos anos 60 e 70 (Beatles, Tropicália, Novos Baianos, Rita Lee, Pink Floyd etc). Com esse nome, o grupo lançou um LP independente em 1983.[1] Apesar de não obter repercussão comercial, o disco chamou a atenção de varias gravadoras entre elas a CBS Records, que os contratou. A Gota mudou de nome e passou a se chamar "Metrô". O grupo também deixou o rock progressivo e adotou como linguagem o pop rock, influênciados pela "new wave" (Blondie, Talking Heads, Laurie Anderson, Roxy Music).[1]

Sucesso (1984-85)[editar | editar código-fonte]

No final de 1984, o grupo gravou o compacto duplo "Beat Acelerado"/"Sandalo de Dandi", produzido por Luis Carlos Maluly, e que obteve bom desempenho comercial e immenso sucesso popular a nivel nacional. Em seguida, em 1985, foi lançado o álbum Olhar, igualmente produzido por Maluly, e que teve como seu maior sucesso a canção "Tudo Pode Mudar", executada massivamente nas rádios FMs brasileiras e que por muitas semanas só perdeu nas paradas para o hit internacional "We Are The World".[2] As canções "Olhar", "Ti Ti Ti" (tema de abertura da telenovela Ti Ti Ti) e "Johnny Love" (parte da trilha sonora do filme Rock Estrela) também se destacaram comercialmente nesse LP, que ainda continha os hits "Beat Acelerado" e "Sandalo de Dandi".[1] [3] [4] [5] O sucesso comercial do LP Olhar não correspondeu ao imenso sucesso de publico, surpreendentemente, o que causou alguns atritos entre a CBS e o Metrô. O guitarrista Alec teve que entrar com ação judicial por direitos autorais contra a gravadora para que os integrantes pudesse receber mais pela venda comercial do disco.[2] [6] Além das FMs brasileiras, o conjunto estava cada semana em varios programas de auditório da TV - como o Perdidos na Noite, comandado por Fausto Silva.[2] , Cassino do Chacrinha, Raul Gil, Globo de Ouro, Trapalhões, Barros de Alencar ...

Declínio (1986-87)[editar | editar código-fonte]

O grupo passou a realizar inúmeros concertos por todo Brasil. O excesso de shows (até 7 por semana), de trabalho de divulgação, somadas as pressões comerciais, maus conselheiros e falta de dialogo desgastaram a banda. No auge do sucesso, a cantora Virginie foi afastada do Metrô em principio de 1986.

Pedro (d´Orey) Parq, ex-vocalista do grupo de rock português Mler Ife Dada, substituiu Virginie. Em 1987, lançaram o LP A Mão de Mao. O percussionista Edmundo Carneiro se juntou ao grupo.

Virginie conheceu então ao compositor da "vanguarda paulista" Arrigo Barnabé (autor de Clara Crocodilo). Ela escreveu versões para duas new bossas que acabaram sendo gravadas em um projeto destinado à França (ainda inéditas), Numa praia do Brasil foi apresentada em português no festival o Som Das Aguas. Em 1987 se formou uma nova banda, Com Dom Beto (pensando nela), Nilton Leonardi (Kid Vinil e os herois do Brasil), Albino Infantozi , a "Fruto Proibido", que lançou em 1988 apenas um álbum Crime Perfeito, produzido por Mazola. Mas companhias, composição de Dom Beto e Virginie foi tema do personagem de Malu Mader na novela global Fera radical.

Os outros cinco "Metrôs" se separaram em 1988.

Yann foi convidado por Rita Lee e Roberto de Carvalho para assumir os teclados de sua nova Tour na Europa (Montreux Jazz Festival). Alec e Xavier passaram a tocar com Kiko Zambianchi. Dany tocou com Nau (Vange Leonel, Zique, Beto Birger) e com Okotô (André Fonseca, Cherry Taketani, Xavier, Andrei Ivanovic). Atuou no teatro com Bia Lessa em "Orlando", "Viagem ao centro da terra" e outras peças. Edmundo Carneiro se mudou para a França, onde vive até hoje.

Em 1990 Yann e Dany viveram em Bruxelas onde formaram "The Passengers" (com Diako Diakoff e Denis Moulin) em 1992, lançando CD homônimo e fazendo vários shows pela Bélgica e França. Virginie casou-se com um diplomata francês e mudou-se para Namíbia, depois Moçambique, Montevidéo, Madagascar e hoje vive na França. Anos depois, todos (com exceção de Virginie e Pedro D´Orey) voltaram ao Brasil.

Retorno (2002-03)[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2002, Virginie, qu então morava em Nantes, Dany e Yann se encontraram e gravaram no Rio de Janeiro. Lançaram um CD independente gravado totalmente de forma artesanal (BD Produções) em novembro o CD Déjà-Vu. distribuido no Brasil pela Trama e na Europa por Different World,[7] com boa repercussão, e otima critica; Déjà Vu incluíu composições inéditas e ainda regravações dos hits "Beat Acelerado" e "Johnny Love", além de "Aquarela do Brasil" (de Ary Barroso) e "Mensagem de Amor" (dos Paralamas do Sucesso). O álbum ainda teve as participações especiais de Jorge Mautner, Nelson Jacobina, Wally Salomão, Otto (ex-Mundo Livre S/A) e de Preta Gil, entre outros.

Xavier participou de algumas gravações (Achei Bonito, Johnny Love). Em 2003, Dany e Virginie convidaram o jovem tecladista Donatinho (filho de Joao Donato, então com 17 anos), e o guitarrista André Fonseca (Patife band/Titãs/Okotô/Inocentes) que participou de Déjà-Vu, para um show inaugurando a semana da francophonia no Centro Cultural francês em Maputo, Moçambique. Virginie, Dany e André seguiram algum tempo depois para uma tour por São Paulo, Rio de Janeiro, Londres, Paris e Lisboa ( onde participaram em um album tributo a Amalia Rodrigues, com meu ).

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Virginie Manent viveu em Moçambique, Namibia, Madagascar, Montevidéu. Atualmente vive na França, perto de Toulouse.

Alec e Yann gravaram algumas músicas para trilha do filme de Beto Brant "O Invasor" Alec produziu (e tocou) por três anos a cantora paulista Céu. (sendo compositor de várias musicas de seu primeiro CD entre elas "Menino bonito"). Gravou tambem com Otto (Trama) Hoje Alec toca na banda "Paris Texas".

Yann Lao, depois de Déja vu, passou os últimos anos tocando e gravando com PR5 (Paulo Ricardo e PA Pagni ex RPMs).

Dany Roland vive no Rio de Janeiro, é DJ, ator e produtor. Produziu e gravou ao lado dos bateristas Domenico Lancellotti (+2/Mulheres q dizem sim/Orquestra Imperial...) e do frances Stephane San Juan (Amadou et Marian/Orquestra Imperial...) "Os Ritmistas" (Dubas/NRT) do qual e membro. Faz trilhas para filmes, teatro, instalaçoes, desfiles e enventualmente toca como DJ. Compos com Palumbo a obra > Pour toujours a jamais < para 7 Bienal do Mercosul (2009). Produziu o novo trabalho de Chelpa Ferro lancado em 2012. Faz parte de B.O.F. ( Bande originale du film ) ao lado de Gustavo Ruiz e Stephane San Juan

Xavier é proprietario do Bistrot francês La Tartine nos Jardins em São Paulo.

Pedro d Orey vive em Paço de Arcos. No regresso a Portugal trabalhou com Nuno Rebelo na trilha sonora de uma peça da coreógrafa Aldara Bizarro, trabalhou com o músico Marco Franco em apresentações no Monumental aquando do ciclo sobre "Os Mistérios de Lisboa", fez parte dos Cães de Crómio e andou algum tempo com o projeto Amar UQ Amar UQ?. Em 2003 lançou um disco com o projeto Wordsong, dedicado ao poeta Al Berto. Depois, lançaram um novo trabalho que combina a música e o vídeo em torno das palavras de Fernando Pessoa.

Componentes[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. a b c d Metrô, Dados Artísticos - Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
  2. a b c d Guilherme Bryan. Quem Tem Um Sonho Não Dança - Cultura Jovem Brasileira nos Anos 80. [S.l.]: Record, 2004. p. 300. ISBN 978-85-7419-317-5
  3. Edmundo Barreiros, Pedro Só. 1985: o ano em que o Brasil Recomeçou. [S.l.]: Ediouro, 2005. p. 30-31. ISBN 85-00018-47-X
  4. Arthur Dapieve. Brock: o Rock Brasileiro dos Anos 80. [S.l.]: 34, 1995. p. 187. ISBN 85-73260-08-4
  5. Luiz Andre Alzer, Mariana Claudino. Almanaque Anos 80. [S.l.]: Ediouro, 2004. p. 130. ISBN 85-00015-32-2
  6. Virginie fala do sucesso do Metrô 25 anos depois de Beat Acelerado - Portal Virgula, 18 de junho de 2009
  7. Grupo Metrô engata volta com "beat desacelerado" - Folha de S.Paulo, 29 de novembro de 2002

Ligações externas[editar | editar código-fonte]