Camurça-dos-pirenéus
Camurça-dos-pirenéus
| |||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Estado de conservação | |||||||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||
| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Rupicapra pyrenaica Bonaparte, 1845 | |||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||
Distribuição da camurça-dos-pirenéus
| |||||||||||||||||||
A camurça-dos-pirenéus (português europeu) ou camurça-dos-pireneus (português brasileiro) (Rupicapra pyrenaica) é um mamífero caprino encontrado nos Pirenéus, entre a França, Espanha e Andorra, nas Cantábricas, ao norte da Espanha, e nos Apeninos, na Itália.[2] Faz parte do gênero Rupicapra junto com a camurça (Rupicapra rupicapra). É classificada como uma espécie pouco preocupante pela IUCN.[1]
Taxonomia
[editar | editar código]A espécie foi descrita em 1845 pelo naturalista francês Charles Lucien Bonaparte, sobrinho de Napoleão.[2] Algumas referências consideram que existem três subespécies:[1]
- Rupicapra pyrenaica pyrenaica Bonaparte, 1845 – Camurça-dos-pireneus
- Rupicapra pyrenaica parva Cabrera, 1914 – Camurça-das-cantábrias
- Rupicapra pyrenaica ornata Neumann, 1899 – Camurça-dos-apeninos
Entretanto, outras referências consideram apenas duas subespécies: pyrenaica (incluindo parva) e ornata.[3][4]
A camurça-dos-apeninos (Rupicapra pyrenaica ornata)[5] é uma subespécie da camurça-dos-pireneus, um mamífero parecido com uma cabra encontrado nas montanhas da Europa. Tanto o macho quanto a fêmea possuem chifres em forma de gancho que se curvam levemente para trás e crescem pouco a pouco a cada ano, nunca caindo. Sua pelagem é marrom clara no verão e mais escura no inverno, com uma marca clara na garganta. Existem também duas faixas mais escuras em seus flancos.
No verão, a camurça-dos-apeninos prefere paredões rochosos e pastagens em alturas acima de 1.700 metros como habitat, e no inverno prefere retirar-se para a floresta abaixo. A dieta da camurça consiste em gramíneas, folhas, botões, brotos e fungos. Os machos adultos preferem uma vida solitária, aproximando-se das fêmeas apenas na época de acasalamento. Os grupos consistem apenas em fêmeas, machos jovens e filhotes. As fêmeas dão à luz apenas um filho após um período de gestação de 23 a 24 semanas.[6]
Referências
[editar | editar código]- ↑ a b c Herrero, J., Lovari, S., Nores, C. & Toigo, C. (4 de janeiro de 2023). «Rupicapra pyrenaica (Southern Chamois)». The IUCN Red List of Threatened Species (em inglês). doi:10.2305/iucn.uk.2024-2.rlts.t19771a223797365.en. Consultado em 12 de novembro de 2025
- ↑ a b «Rupicapra pyrenaica • Southern Chamois». www.mammaldiversity.org. Consultado em 12 de novembro de 2025
- ↑ «Rupicapra pyrenaica Bonaparte, 1845 (T#15230)». hesperomys.com. Consultado em 12 de novembro de 2025
- ↑ «Rupicapra pyrenaica». Mammal Species of the World. Consultado em 12 de novembro de 2025
- ↑ «ITIS - Report: Rupicapra pyrenaica ornata». www.itis.gov. U.S. Fish and Wildlife Service
- ↑ «Apennine Chamois Facts - Photos - Earth's Endangered Creatures»

