Design de jogos

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O design de jogos, ou desenho de jogos (do inglês game design) é uma extensão da prática do design cujo foco é a criação de jogos.[1]

O profissional da área de design pode atuar em todas as etapas da produção dos jogos, desde o desenvolvimento da temática ou roteiro,[1] produção da arte conceitual (esboços e rascunhos da história e personagens ), modelagem 3D e chegando até a programação, no caso de jogos digitais.[2]

Designer[editar | editar código-fonte]

Projetista de jogos (do inglês game designer) é uma pessoa que exerce o design de jogos. No Brasil o termo, normalmente, é utilizado para se referir a uma pessoa que projeta jogos para computador ou jogos para video games, mas também para aqueles que projetam jogos convencionais, como jogos de tabuleiro, jogos de cartas colecionáveis e RPGs.

História[editar | editar código-fonte]

Designer de jogos[editar | editar código-fonte]

No início da história dos jogos eletrônicos, os designers de jogos eram muitas vezes o programador principal ou o único programador para um jogo. Este é o caso de designers famosos como Sid Meier e Will Wright. Esta pessoa às vezes também incorporava todo o time de arte. Enquanto os jogos 3ficavam mais complexos e os computadores e consoles ficavam mais poderosos (permitindo mais características), o trabalho de designer de jogos tornou-se uma função separada, com o programador principal dividindo seu tempo entre as duas funções, indo de um papel para o outro.[3][4]

Mais tarde, a complexidade dos jogos subiu ao ponto onde começou a precisar de alguém que se concentrasse inteiramente no design do jogo. Muitos veteranos escolheram o design de jogos para não precisar programar e passar estas funções para os outros.[4][5]

O desenho de jogos tende à multidisciplinaridade, uma vez que a construção de jogos requer subsídios de diversas áreas técnicas, como a programação, sonoplastia, computação gráfica e outros. Nele, engloba-se o game design (responsável pela concepção, criação e coordenação de todo o jogo), game art (responsável por toda criação de arte, design e efeitos visuais), game sound (responsável pela criação de sons e efeitos sonoros) e game programming (responsável pela implementação do jogos, das regras, da jogabilidade).

A preocupação fundamental do desenhador de jogos é agregar os conceitos de interatividade com o planeamento da interface e entretenimento, garantindo a diversão do usuário final.

A modelagem tridimensional é uma ferramenta essencial para um designer de jogos eletrônicos.

Hoje em dia, é raro encontrar um jogo eletrônico onde o programador principal também é o designer principal, exceto em casos de jogos relativamente simples, como Tetris ou Bejeweled. Com muitos jogos complexos, como MMORPGs, os designers podem chegar a dezenas! Nestes casos, há geralmente um ou dois designers principais e vários programadores iniciantes que especificam subsistemas ou subconfigurações do jogo.

Hoje em dia, a indústria dos jogos é a que mais fatura no mundo, segundo dados da revista Reuters.[6]

Designers notáveis[editar | editar código-fonte]

Designers de jogos eletrônicos[editar | editar código-fonte]

Designers de jogo de cartas colecionáveis[editar | editar código-fonte]

Designers de RPG[editar | editar código-fonte]

Designers de jogos de tabuleiro[editar | editar código-fonte]

Designers brasileiros[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Guia da Carreira. [htt://www.guiadacarreira.com.br/cursos/curso-design-de-jogos/ «Curso de Design de Jogos: Perfil do Profissional»]. Guia da Carreira. Consultado em 12 de março de 2017 
  2. a b Cham, Iana. [htt://www.http://super.abril.com.br/blog/superlistas/8-dicas-para-fazer-seu-proprio-jogo-de-tabuleiro/ «8 dicas para fazer seu próprio jogo de tabuleiro»]. Superinteressante. Consultado em 12 de março de 2017 
  3. a b Luiz Dal Monte Neto (Julho de 2000). «Entrevista». Consultado em 25 de março de 2013 
  4. a b c Luiz Dal Monte Neto (maio de 1992). «Um criador de problemas». Consultado em 25 de março de 2013 
  5. a b Andre Zatz (julho de 2000). «LUIZ DAL MONTE NETO». Consultado em 25 de março de 2013 
  6. Sir Harold Evans (21 de janeiro de 2013). «REUTERS MAGAZINE-The do-good profit motive-Sir Harold Evans» (em inglês). Consultado em 25 de março de 2013 
  7. «RPG Legend Ken Rolston Retires». Joystiq. Consultado em 13 de maio de 2009 
  8. «Oblivion's Ken Rolston Speaks». H Consumer. Consultado em 13 de maio de 2009 [ligação inativa] 
  9. «Masters of Narrative Design 6: Ken Rolston». narrativedesign.org. Consultado em 13 de maio de 2009 
  10. Ludomania. «MÁRIO SEABRA». Consultado em 25 de março de 2013