Dom Lustosa

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Dom Lustosa
  Bairro do Brasil  
Mapa de Fortaleza com destaque para o bairro Dom Lustosa.
Mapa de Fortaleza com destaque para o bairro Dom Lustosa.
Distrito Antônio Bezerra
Município Fortaleza
População
 - Total 12 362
Limites Norte: Antônio Bezerra e Pici
Sul e Leste: Henrique Jorge
Oeste: Autran Nunes
Subprefeitura Secretaria Executiva Regional (SER) III
Fonte: Não disponível

Dom Lustosa é um bairro popular da Zona Oeste de Fortaleza - CE, que faz parte da Secretaria Executiva Regional (SER) III.[1]

História[editar | editar código-fonte]

As terras que hoje compõe o bairro Dom Lustosa, faziam parte da Parangaba e nesta área transitavam os rebanhos de gado pela estrada Barro Vermenho-Parangaba. Esta estrada ligava o Barro Vermenho (Antônio Bezerra) - Parangaba.[2] Deste período da história ainda é possível de ver o restante desta estrada, que agora é denominada Avenida Matos Dourado (mais conhecida como Perimetral)/Rua Rui Monte, o Sítio Ipanema e outras casas antigas que mostram o passado agrícola deste bairro. Já um planta baixa do "Sítio Barro Vermelho" datada de 1944, confirma a tradição agrícola do local, onde estão indicados dois açudes, um é o atual Açude da Fabrica e o outro é o Açude Ipanema. Esses mesmos açudes podem ser vistos na Carta da cidade de Fortaleza e arredores / levantada, desenhada e impressa pelo Serviço Geográfico do Exército 1945[3]

Boa parte destas terras pertenciam a F. F. Fonseca, Oliveira Paula e Terto Cabral. Depois dos anos 40 nessa região muitas famílias construíram casas de veraneios, uma delas a da família Pompeu. Desse passado de área de veraneio ainda existe o "Sítio Ipanema". Na década de 60/70 de século XX, a família Pompeu, vendeu e loteou estas terras.

Como parte deste empreendimento foi instalada uma indústria de tecelagem(Politextil, depois Unitextil e atualmente Santista). Com a construção da desta indústria, a especulação imobiliária e a urbanização a paisagem natural foi alterada. Os riachinhos afluíam no Açude da Fábrica, foram canalizados e viraram ruas, como a rua Edgar de Arruda.

Com o surgimento e luta política do conselho de moradores do Parque Santa Lúcia(o antigo nome do bairro), o bairro desvinculou-se do bairro Henrique Jorge. Em 1978, com o status de bairro, este ganha um novo nome Dom Lustosa, uma homenagem ao antigo arcebispo de Fortaleza, Dom Antônio de Almeida Lustosa.

O Pau da Veia[editar | editar código-fonte]

É uma das comunidades mais antigas do bairro e um dos locais mais conhecidos do bairro. Um nome que retorna a Dona Ana, uma moradora que tinha sua casa à margem do riacho Alagadiço ou riacho Genibaú, e que nos anos 50 do século passado, construiu um ponte rustíca de madeira. Com isto criou-se a conexão deste com o bairro Antônio Bezerra, que possibilitou aos moradores fazer suas compras ou vender produtos na famosa feira.

Nos dias de hoje esta é uma ponte de concreto, mas os moradores guardaram na expressão Pau da Veia, uma homenagem a criadora da primeira ponte.[4]

Outro ponto conhecido do bairro é a bifurcação, o encontro da águas do riacho Cachoeirinha com o riacho do Alagadiço, afluentes do rio Maranguapinho. E ainda o serrote da Vacaria.

Capela de Santa Luzia, na Rua Coronel Francisco Bento, considerado um dos pontos mais altos do bairro.

A capela de Santa Luzia, bastante conhecida no bairro, foram os moradores ajudaram a construir.

Feira de produtos variados no bairro, que ocorre todas as segundas

Com cerca de 14 mil moradores, nos dias de hoje o bairro abriga uma feira, na rua Professor Paulo Lopes, que acontece a cada segunda-feira.

Limites[editar | editar código-fonte]

Rua Eurico Medina, uma das primeiras do bairro, nas proximidades da Avenida Perimetral.

Acesso[editar | editar código-fonte]

O bairro tem uma linha de ônibus própria (205 - Dom Lustosa) que sai do terminal Antônio Bezerra, mas também há vários acessos feitos pela Av. Perimetral e pela Av. Senador Fernandes Távora, como 051 e 052 - Grande Circular 1 e 2 respectivamente, 041 e 042 - Av. Paranjana 1 e 2 respectivamente, 097 - Antônio Bezerra/Siqueira, Antônio Bezerra/Lagoa/Parangaba, a linha do bairro Henrique Jorge - 314 (que curiosamente passa pelo início do bairro), 045 - Conjunto Ceará/Papicu via Montese, 076 - Conjunto Ceará/Aldeota e 043 - Conjunto Ceará/Lagoa/Fernandes Távora.

Estabelecimentos comerciais[editar | editar código-fonte]

Fábrica Unitêxtil, uma importante indústria no bairro.

No Dom Lustosa são encontrados vários bares (alguns deles existem no local há muito tempo), a rede de farmácias Pague Menos e o supermercado Cometa , esses últimos localizados na fronteira com o Henrique Jorge. Também são encontradas várias locadoras e lan-houses, alguns mercadinhos populares, as academias Dinâmica e Irmãs Helena, a empresa de tecidos Unitêxtil, algumas lojas de roupas como Randelle e alguns apartamentos.

Instituições[editar | editar código-fonte]

Existe 1 (um) colégio particular, Fernão Dias, e 5 colégios públicos, Justiniano de Serpa (o popular "Maria da Hora"), Ayrton Senna, Paulo Freire (antigo Centro Educacional Demócrito Rocha), e EEFM José Waldemar Alcântara e Silva. Além disso, a população do local ainda tem acesso ao Centro Social Urbano (CSU) César Cals, da Regional III, na fronteira dos bairros Dom Lustosa, Pici e Henrique Jorge, com postos de saúde e várias atividades esportivas e culturais, como natação e break dance. A capela foi iniciativa do padre Almeida. A senhora conhecida como MÃE BIA, filhas, netos e genro, são os verdadeiros fundadores da capelinha. A área foi adquerida junto a prefeitura,pois a faixa da quadra [ruas Francisco Bento, Araujo Lima e Macapá, uns 50 metros lhes pertence.

Referências

  1. Bairros de Fortaleza
  2. «Site do Bairro Antônio Bezerra». Consultado em 12 de março de 2010 
  3. Biblioteca do Curso de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará (Fortaleza). Carta da cidade de Fortaleza e arredores / levantada, desenhada e impressa pelo Serviço Geográfico do Exército 1945. Fortaleza, 1945. Registro: Mapas - Acervo 107379. Mapa 001 BCA. 8 folhas. Escala: 1:10000.
  4. «Jornal Diáro do Nordeste». 24 de junho de 2009. Consultado em 12 de março de 2010 [ligação inativa]
  5. «Página do IPECE» (PDF). Consultado em 12 de março de 2010. Arquivado do original (PDF) em 20 de fevereiro de 2007 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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