Paraty

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Paraty
  Município do Brasil  
Vista de Paraty a partir do mar. Em destaque, a Igreja de Santa Rita de Cássia.
Vista de Paraty a partir do mar. Em destaque, a Igreja de Santa Rita de Cássia.
Símbolos
Bandeira de Paraty
Bandeira
Brasão de armas de Paraty
Brasão de armas
Hino
Gentílico paratiense [1]
Localização
Localização de Paraty no Rio de Janeiro
Localização de Paraty no Rio de Janeiro
Mapa de Paraty
Coordenadas 23° 13' 21" S 44° 42' 50" O
País Brasil
Unidade federativa Rio de Janeiro
Região intermediária[2] Rio de Janeiro
Região imediata[2] Angra dos Reis
Municípios limítrofes Angra dos Reis, Cunha (SP) e Ubatuba (SP)
Distância até a capital 258 km
História
Fundação 28 de fevereiro de 1667 (354 anos)
Aniversário 28 de fevereiro
Administração
Prefeito(a) Luciano de Oliveira Vidal (MDB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [3] 928,467 km²
População total (IBGE/2014[4]) 50 374 hab.
Densidade 54,3 hab./km²
Clima tropical (Aw)
Altitude 5 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 23970-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,693 médio
 • Posição RJ: 62º; BR: 2105°
PIB (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[6]) R$ 447 788,746 mil
PIB per capita (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[6]) R$ 12 727,78
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora dos Remédios

Paraty[7][8][9] é um município brasileiro localizado no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, distante 258 quilômetros da capital estadual, a cidade do Rio de Janeiro. Junto ao oceano Atlântico, o território municipal está a uma altitude média de apenas cinco metros do nível do mar. Atualmente, possui 930,7 quilômetros quadrados, com uma população de 39.965 habitantes [10], representando uma densidade demográfica de 35,6 habitantes por quilômetro quadrado. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE realizada em 2014, o mesmo ocupa a 43ª posição entre os municípios do estado do Rio por população.[11

O seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é de 0,693, segundo dados de 2010 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD (publicados em 2013), o que é considerado "mediano".

Sua sede distrital está localizada ao nível do mar, em terreno localizado entre os rios Perequê Açu e Mateus Nunes, tendo sido projetada levando em conta o fluxo das marés. Como resultado, muitas das ruas do núcleo histórico colonial de Paraty são periodicamente inundadas pelo mar.

Em 5 de julho de 2019, uma porção do  território no qual  estão localizados o núcleo histórico colonial de Paraty e a Ilha Grande, em Angra dos Reis, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, por sua integração excepcional entre valores associados ao patrimônio cultural e ao natural; constituindo-se então,  o primeiro sítio misto do Brasil.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro aponta, para o topônimo "Paraty", a etimologia tupi antiga parati'y, com o significado de "rio dos paratis", pela junção de parati (parati) e 'y (rio). "Parati" é tanto uma espécie de peixe da família dos mugilídeos quanto uma variedade de mandioca.[10]

Em vez de Parati, a prefeitura municipal decidiu por usar a grafia Paraty, incorreta segundo a ortografia vigente, mas por tratar-se de nome próprio é aceitável. O gentílico, porém, escreve-se com "i": seus habitantes são denominados paratienses.[8][9]

O Sítio Misto Patrimônio Mundial-Paraty e Ilha Grande: cultura e biodiversidade[11][editar | editar código-fonte]

Com essa nomeação a região fica reconhecida como patrimônio natural e cultural, a área do Sítio Patrimônio Mundial compreende as seguintes unidades: o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, o Centro Histórico de Paraty e o Morro da Vila Velha.

A cidade de Paraty já era integrante da Rede de Cidades Criativas da UNESCO na categoria gastronomia e após esse reconhecimento comprova a riqueza da diversidade local. A região se forma pelo intercâmbio das culturas indígena, africana e caiçara que se expressam nos bens culturais da cidade, Paraty engloba uma fusão de características próprias do patrimônio material e imaterial. Herança e vida de povos tradicionais que usam a terra e o mar de forma sustentável, demonstrando a interação do homem com o meio ambiente. Ao se unir à Ilha Grande, o sítio torna-se ainda mais representativo com áreas de beleza natural excepcional.

Critérios específicos apresentados ao Comitê do Patrimônio Mundial[12] fizeram a área ser declarada de importância para toda a humanidade, já que a região se formou pelo intercâmbio entre as culturas indígena, africana e caiçara que se expressam nos bens que usam a terra e o mar de forma sustentável, demonstrando a interação do homem com o meio ambiente; assim como, o fato de conter habitats naturais importantes e significativos para a conservação da diversidade biológica. Assim, o território reconhecido como patrimônio natural e cultural, compreende as unidades de proteção ambiental: Parque Nacional da Serra da Bocaina (Paraty/RJ e Cunha/SP), Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul (Ilha Grande - Angra dos Reis/RJ); Parque Estadual da Ilha Grande (Ilha Grande - Angra dos Reis/RJ); Área de Proteção Ambiental de Cairuçu (Paraty/RJ); o Centro Histórico de Paraty e o Morro da Vila Velha (Paraty/RJ).

O Município de Paraty apresenta referências culturais materiais e imateriais remanescentes do seu povoamento pré-histórico e de seu histórico colonial; conjugadas aos costumes e cultura das populações tradicionais que ainda habitam seu território.

A cidade de Paraty integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na categoria gastronomia, reconhecimento prévio que já comprovava a relevância internacional da diversidade local. Ao se unir à Ilha Grande, o sítio torna-se ainda mais representativo com áreas de grande riqueza e beleza naturais excepcionais.

Sítio misto Patrimônio Mundial[editar | editar código-fonte]

Pix.gif Paraty e Ilha Grande *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

At Paraty 2019 19.jpg
Conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade.
País  Brasil
Tipo Cultural e natural
Critérios v, x
Referência 1308
Região** Brasil
Histórico de inscrição
Inscrição 2019  (43ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

Segundo o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [13] o sítio misto de Paraty é caracterizado por Serra da Bocaina, onde se pode percorrer parte do Caminho do Ouro, observar a rica biodiversidade e apreciar a vista da baía da Ilha Grande a partir da Pedra da Macela; Parque Estadual da Ilha Grande: encontra-se uma variedade de oficinas líticas, vestígios pré-históricos de indígenas, que usavam rochas para polir e afiar seus instrumentos de pedra;Reserva Biológica da Praia do Sul: área de preservação máxima, é um santuário da fauna e flora marinhas, e praias bem preservadas;Área de Proteção Ambiental de Cairuçu: tem como principais atrativos praias e ilhas, o Saco do Mamanguá, cultura caiçara, quilombola e indígena, além do sítio histórico de Paraty-Mirim, tem sua paisagem marcada pela tradicional canoa caiçara;Centro Histórico de Paraty: palco de muitos festejos tradicionais, como a Festa do Divino Espírito Santo, registrada como patrimônio cultural brasileiro

Paraty e Ilha Grande foram escolhidos porque possuem uma cultura viva, que interage de forma sustentável com o meio ambiente, respeitando a exploração dos recursos naturais, terrestres e aquáticos de forma que haja equilíbrio na relação cultura e natureza.

Área de delimitação do Sítio Misto Patrimônio Mundial Paraty e Ilha Grande: cultura e biodiversidade.

Aqui temos alguns exemplos de unidades de conservação de Paraty: Parque Nacional da Serra da Bocaina e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, ambas unidades de conservação federais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além das estaduais (Parque Estadual da Ilha Grande e a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul). Temos a fauna e da flora excepcionais que se encadeia com desses ambientes naturais, e que muitos só existem nessa região do planeta, como Fauna: espécies que estão sendo ameaçadas, como a onça-pintada (Panthera onca), o queixada (Tayassu pecari) entre outras família de primatas, incluindo o macaco-aranha (Brachyteles arachnoides),os tipos de invertebrados ameaçadas de extinção, realça dois gêneros de borboletas: Euselasia eberti, conhecida apenas de duas localidades em florestas de altitude da mata atlântica;  e Voltinia sanarita, habitante de campos de altitude. Flora: por ser território de grande biodiversidade, tem espécies inestimáveis de bromélias, (plantas natural das florestas tropicais).

Na Ilha Grande encontramos o Parque Estadual da Ilha Grande, o Parque Estadual Marinho do Aventureiro, a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul (o acesso é restrito ou entrada com autorização pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, elas são unidades de conservação. Ilha Grande é um refúgio onde o bioma da Mata Atlântica ainda é preservado, com suas florestas, rios, lagoas, manguezais, fauna: as referências são as tartarugas marinhas, o caranguejo Maria-Farinha, os micos e os saguis. O local possui acesso fácil em trilhas.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável-ODS e o Sítio Patrimônio Mundial[14][editar | editar código-fonte]

Importante ressaltar que a preservação do Bioma, como um todo, dialoga muito bem com os Indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente quando pensamos em preservação, equilíbrio, respeito, justiça, sustentabilidade, como perspectivas para o futuro.

Beleza natural e biodiversidade de Paraty

Para fins de exemplificação, um dos dezessete objetivos dos ODS é o Objetivo 6 - “Água potável e Saneamento” - que estabelece que até 2030 atores chaves da sociedade precisarão garantir em todo o mundo o acesso à àgua potável, e para que isso aconteça é fundamental investimento em infraestrutura adequada, acesso a saneamento e higiene. E nada melhor que proteger e recuperar o ecossistema do mundo. E por fazer parte de um patrimônio misto, é necessário ter um olhar mais atento em Paraty e Ilha Grande, onde por exemplo, é usado o Córrego do Bicão para abastecer grande parte da Vila do Abraão, porém ainda não possui um sistema adequado de tratamento de efluentes, o que requer soluções alternativas e sustentáveis por ser uma área insular. Já em Paraty a prefeitura querendo acabar com a precariedade que havia perante à isso fez com que eles tivessem o abastecimento de água potável na cidade, tratamento de esgoto coletado, tratamento de água e uma outra coisa essencial que foi o reforço no sistema de captação fazendo com que o volume da água aumentasse.

Paraty From the Sea.jpg

Essas regiões terem se tornado Patrimônio Mundial requerem cuidados para a sua preservação o que também contribui para que o acesso equitativo seja produzido, assim como ocorram mais ações de políticas públicas envolvendo a garantia de água e saneamento de forma segura a todos da localidade.

Comunidades tradicionais[editar | editar código-fonte]

Caiçaras[15][editar | editar código-fonte]

Caiçara e um povo que vive no litoral do RJ e de SP que tem uma miscigenação de indígenas, brancos e negros, a cultura deste povo veio com o encontro dos indígenas que já habitavam o local com os novos colonizadores e a população africana trazida para o continente Americano, e vivem basicamente da pesca e alguns cultivos como mandioca e milho; os caiçaras tem um respeito pela natureza, a protegem de forma que só utilizam o que e necessário para o grupo. A canoa caiçara é construída de um modo diferente que só o grupo faz, é esculpida em um tronco de árvore feita por mestres caiçaras, existem pelo menos 40 comunidades caiçaras em Paraty. Suas principais atividades são a pesca, coleta de alimentos na mata, roçado e turismo

 Este povo tem uma luta pelo direito de permanecer nos territórios tradicionais. Essa luta começou em 1955, quando inaugurou a estrada Cunha-Paraty (RJ), antigo caminho indígena, assim inaugurando também a conexão dos caiçaras com o resto do Brasil, trazendo os primeiros turistas e também os interessados em adquirir aquelas terras. Em 1974 com a inauguração da estrada Rio-Santos foi selada uma luta dos caiçaras para permanecerem no lugar onde viveram seus antepassados, contra a especulação imobiliária e negociando o manejo junto aos órgãos ambientais para permanecerem nas áreas de preservação ambiental.
 Após a expulsão de algumas das comunidades caiçaras de seus territórios tradicionais seus habitantes foram morar nas favelas de Paraty, e começaram a trabalhar como caseiros e domésticas.

Indígenas[16][editar | editar código-fonte]

Há duas aldeias Guarani-Mbya localizadas em Paraty, com terras demarcadas pela F.U.N.A.I, sendo elas:Tekoa Tatim, situada em Paraty Mirim e Tekoa Araponga que está localizada no Parque Nacional da Serra da Bocaina, além disso há um assentamento Guarani-Nhandeva que está situado em Rio Pequeno.

Nas duas aldeias os indígenas se dedicam a “vida na mata” - o seu modo de vida - ao mesmo tempo mantêm contato com a sociedade envolvente, tentando preservar sua identidade cultural enquanto absorvem novos hábitos e técnicas no seu cotidiano. Os habitantes das aldeias têm o costume de plantar, pescar, caçar e colher frutas do mato. Precisam cumprir e respeitar as regras e uma conduta divina que são transmitidas pelos xamãs - a cosmologia Guarani.

Quilombolas[17][editar | editar código-fonte]

Os quilombolas são territórios étnicos-raciais com ocupação baseada na ancestralidade, no parentesco, e em tradições culturais próprias.

Uma das comunidades é a nomeada Quilombo do Cabral, localizado no município de Paraty, a cerca de 10km do centro histórico, no segundo distrito de Paraty-Mirim. Está rodeado por outras comunidades tradicionais de caiçaras, aldeias indígenas Guarani, e o Quilombo do Campinho que surgiu no final do século XIX com a falência do regime escravocrata, e que nos dias de hoje ainda praticam o cultivo e o artesanato, e está aberto para visitas guiadas com o intuito de conhecermos a história dos descendentes africanos, sua luta e resistência, sua cultura, arte e gastronomia.

História[editar | editar código-fonte]

População Indígena[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Povos indígenas do Brasil e Guaianás

Anteriormente a chegada dos europeus ao Brasil, a região da atual Paraty era habitada por indígenas guaianás. Por volta do ano 1000, estes foram expulsos para o interior do continente devido à chegada dos tupis, procedentes da Amazônia.[18]

Início do povoamento europeu[editar | editar código-fonte]

Rua de Paraty inundada pela maré alta. Ao fundo, a Igreja de Santa Rita de Cássia.

No século XVI, quando os primeiros europeus chegaram à região de Paraty, esta era habitada pela tribo tupi dos tamoios.[19] Nos primeiros anos do século XVI, os portugueses já conheciam a trilha aberta pelos Guaianás (Trilha dos Goianás) ligando as praias de Paraty ao vale do Paraíba, para lá da Serra do Mar. O primeiro registro escrito sobre a região da atual Paraty é o livro do mercenário alemão Hans Staden, "História verdadeira e descrição de um país de selvagens..." (Marburgo, 1557), que narra a estadia deste por quase um ano em aldeias Tupinambás nas regiões de Paraty e de Angra dos Reis.

Embora alguns autores pretendam que a fundação de Paraty remonte à primeira metade do século XVI, quando da passagem da expedição de Martim Afonso de Sousa, a primeira notícia que se tem do povoado é a da passagem da expedição de Martim Correia de Sá, em 1597. À época, a região encontrava-se compreendida na Capitania de São Vicente.

O núcleo de povoamento europeu iniciou-se no morro situado à margem do rio Perequê-Açu (depois Morro da Vila Velha, atual Morro do Forte). A primeira construção de que se tem notícia é a de uma capela, sob a invocação de São Roque, então padroeiro da povoação, na encosta do morro. O aldeamento dos Guaianás localizava-se à beira-mar. Em 1636, Maria Jácome de Melo fez a doação de uma sesmaria na área situada entre os rios Perequê-açu e Patitiba (atual rio Mateus Nunes) para a instalação do povoado que crescia, com as condições de que os indígenas locais não fossem molestados e de que fosse erigida uma nova capela, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Essa sesmaria corresponde à região do atual Centro Histórico da cidade.

Emancipação política[editar | editar código-fonte]

A partir de 1664 várias comunidades se registraram entre os moradores, visando tornar a povoação independente da vizinha Angra dos Reis, o que veio a ocorrer em 1670, como fruto da revolta liderada por Domingos Gonçalves de Abreu, vindo o povoado a ser alçado à categoria de vila. Este ato de comunidade foi reconhecido por Afonso V de Portugal, que, por Carta Régia de 28 de fevereiro de 1677 ratificou o ato dando-lhe o nome de "Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty".



O ciclo do ouro e a Estrada Real[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Ciclo do ouro e Estrada real
Rua de Paraty pavimentada com pedras irregulares.[20]
Paraty em 1950.
Em 1972.


Com a descoberta de ouro na região das Minas Gerais, a dinâmica de Paraty ganhou novo impulso. Em 1702, o governador da capitania do Rio de Janeiro determinou que as mercadorias somente poderiam ingressar na Colônia pela cidade do Rio de Janeiro e daí tomar o rumo de Paraty, de onde seguiriam para as Minas Gerais pela antiga trilha indígena, agora pavimentada com pedras irregulares, que passou a ser conhecida por Caminho do Ouro.

A proibição do transporte de ouro pela estrada de Paraty, a partir de 1710, fez os seus habitantes se rebelarem. A medida foi revogada, mas depois restabelecida. Este fato, mas principalmente a abertura do chamado Caminho Novo, ligando diretamente o Rio de Janeiro às Minas, tiveram como consequência a diminuição do movimento na vila.

A partir do século XVII registra-se o incremento no cultivo de cana-de-açúcar e a produção de aguardente. No século XVIII o número de engenhos ascendia a 250, registrando-se, em 1820, 150 destilarias em atividade. A produção era tão elevada que a expressão "Parati" passou a ser sinônimo de cachaça, produção artesanal que perdura até aos nossos dias.

O século XIX e o ciclo do café[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Conde de Parati

Para burlar a proibição ao tráfico de escravos decretada pelo regente Padre Diogo Antônio Feijó, o desembarque de africanos passa a ser feito em Paraty. As rotas, por onde antes circulava o ouro, passaram então a ser usadas para o tráfico e para o escoamento da produção cafeeira do vale do Paraíba, que então se iniciava.[21]

À época do Segundo Reinado, um Decreto-lei de 1844, do imperador Pedro II do Brasil, elevou a antiga vila a cidade. Com a chegada da ferrovia a Barra do Piraí (1864) a produção passou a ser escoada por ela, condenando Paraty a um longo período de decadência.[20]

O ciclo do turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade e o seu patrimônio foram preservados e reconhecidos como Patrimônio brasileiro, sendo o núcleo urbano colonial e seu conjunto arquitetônico acautelados pela legislação federal de proteção do patrimônio cultural – lei de tombamento, e redescobertos em 1964, com a reabertura da estrada que a ligava ao estado de São Paulo - a Paraty-Cunha -, vindo a constituir-se em um polo de atração turística. Desse modo, em 1958, o conjunto histórico de Paraty foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.[22] O movimento turístico intensificou-se com a abertura da Rio-Santos (BR-101) em 1973.

Na década de 1980 indígenas Guarani M'bya, procedentes do sul do país, instalaram-se no município, nas atuais aldeias de Araponga e Paratimirim.

Hoje a cidade é o segundo polo turístico do estado do Rio de Janeiro e o 17º do país. O jornal The New York Times, destacou a cidade como destino cultural mais rico da Costa Verde.[23] Foi uma das poucas cidades que não são capital de estado a receber a tocha dos Jogos Pan-americanos de 2007 nos dias que antecederam os jogos.

Divisões Político-administrativas[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Vista geral da cidade.

Paraty possui cerca de cinquenta bairros e localidades. Os mais populosos são o Parque da Mangueira, com cerca de 7 000 moradores e Ilha das Cobras, que tem cerca de 2 000 habitantes. Os que concentram maior renda são os de Laranjeiras, Mambucaba e Centro Histórico.

Outros bairros importantes que estão próximos ao Centro são: Chácara, Chácara da Saudade, Bairro de Fátima, Patitiba, Parque de Mangueira, Ilha das Cobras, Parque Ipê, Portão de Ferro I, Portão de Ferro II, Portão de Ferro III, Vila Colonial, Parque Imperial, Caborê, Pontal, Jabaquara, Portal das Artes e Dom Pedro.

Alguns bairros que ficam distantes do Centro: Ponte Branca, Caboclo, Cabral, Portão Vermelho, Pantanal, Canto Azul, Parque Verde, Condado, Penha, Corisco, Corisquinho, Coriscão, Patrimônio, Vila Oratório, Trindade, Quilombo Campinho da Independência, Córrego dos Micos, Pedras Azuis, Boa Vista, Várzea do Corumbê, Saquinho do Corumbê, Barra do Corumbê, Morro do Ditão, Corumbê, Fazenda Preta, Saco Grande do Corumbê, Várzea do Machado, Água Boa, Praia Grande, Barra Grande, Graúna, Colônia, Serraria, Taquari, Sertão do Taquari, São Gonçalo, Tarituba , São Roque, Vila Residencial de Mambucaba, Prainha de Mambuca, Rio Pequeno, Chapéu do Sol

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Sede da prefeitura de Paraty.
Rua de Paraty.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

  • Portugal Ílhavo, em Portugal - Lei nº 254/2007 de 25 dezembro de 2007.
  • Brasil Cunha, no Brasil - Lei municipal nº 49 de 10 outubro de 2013.
  • Itália Capri, na Itália - Lei municipal nº 1805/2011 de 15 de maio de 2011.

Forças de segurança[editar | editar código-fonte]

O policiamento ostensivo da cidade está a cargo da 3ª Companhia do 33º Batalhão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (33º BPM/3ª Cia), com sede no Centro do município. Ela é responsável pela guarda do fórum municipal. A ela, está subordinado o Destacamento de Policiamento Ostensivo no distrito de Patrimônio, próximo à divisa com o estado de São Paulo, na estrada de acesso à Vila de Trindade. Há, ainda, uma Unidade de Policiamento Ambiental da Polícia Militar, localizada em Paraty-Mirim, responsável pela repressão a crimes ambientais no município. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro mantém, no município, a 167ª Delegacia Policial (167ª DP), subordinada ao 5º Departamento de Polícia de Área (5º DPA), funcionando no Centro do município. A rodovia BR-101 possui um posto da Polícia Rodoviária Federal, a cerca de dois quilômetros da entrada da cidade, no sentido Santos, subordinado à Delegacia da PRF em Itaguaí.

As ações de salvamento e combate a incêndios e sinistros no município ficam por conta do 26º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (26º GBM), cujo quartel fica no bairro Centro, que possui, ainda, um destacamento no distrito de Mambucaba. A prefeitura possui uma equipe de defesa civil, para monitoramento e auxílio da população em caso de desastres naturais, e uma Guarda Municipal, responsável pela organização do trânsito.

Economia[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Cais de Paraty

O longo processo de estagnação vivido por Paraty ao longo do século XX manteve, paradoxalmente, o casario colonial, conservado no conjunto conhecido como Centro Histórico, tornando a cidade um dos destinos turísticos mais procurados do país.

Pelas ruas de pedra irregular, circulam, a pé – a entrada de veículos é proibida na maior parte do Centro Histórico -, turistas do mundo inteiro, atraídos pela beleza da arquitetura típica do Brasil Colônia. As casas históricas foram requalificadas como pousadas, restaurantes, lojas de artesanato e museus, em meio a apresentações de músicos populares e de estátuas vivas.

No entanto, Paraty é muito mais que apenas uma pequena cidade histórica. Costeada por montanhas cobertas do denso verde da mata atlântica, a cidade é rodeada de Parques e Reservas Ecológicas, fazendo da região uma das mais preservadas do Brasil. Há mais de 60 ilhas e 90 praias em Paraty, boa parte delas acessível somente de barco ou trilhas. As praias de Trindade são uma atração à parte: em fevereiro de 2009, o governo federal delimitou a Praia do Meio, em Trindade, como parte integrante do Parque Nacional da Serra da Bocaina.


Outro aspecto de relevância no setor é a prática de esportes de aventura. Nas trilhas de Paraty pode-se caminhar por dias a fio. O roteiro mais tradicional entre os amantes da caminhada é a Travessia da Juatinga, que costeia toda a Península da Juatinga, em trilhas de servidão que datam do tempo dos escravos e passam por diversas comunidades caiçaras, responsáveis pela hospedagem e alimentação dos turistas. Dentre outras modalidades pode-se praticar a canoagem oceânica, a vela, o surf e o mergulho autônomo. As águas calmas, cristalinas e sempre tépidas da Baía da Ilha Grande são ideais para essa prática, atraindo grande número de praticantes. Várias operadoras de mergulho oferecem seus serviços na cidade e nas marinas, atendendo não apenas às escolas de mergulho, mas também a turistas interessados em conhecer a Parati subaquática. A canoagem também é idealmente praticada nas águas calmas da baía, destacando os roteiros de mais de um dia que exploram a Baía da Cajaíba e o Saco do Mamanguá. Já o surfe é praticado na costa aberta ao mar, que se inicia na ponta da Juatinga e engloba as praias da Sumaca, Martin de Sá, Antigos, Sono e todas da Vila de Trindade. A rede hoteleira é formada de pequenas pousadas, muitas delas situadas no Centro Histórico.

O turismo representa para Paraty, a sua maior fonte de renda, pois com as viagens, os passeios e as hospedagens que os turistas e visitantes mobilizam a economia local. Os mais belos e mais procurados locais de Paraty são:

Centro Histórico que é o local em que as pessoas caminham, pois lembrem-se, não é permitido carro por lá. Tem um conjunto arquitetônico testemunho do período colonial, sendo um dos mais bem preservados conjuntos desse estilo representado pelas casas com janelas e portas coloridas;O Caminho do Ouro, cujos trechos são registrados como Sítio Arqueológico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), construído entre os séculos XVII e XIX, a partir de trilhas dos índios guaianazes. O mesmo era uma das variantes da Estrada Real, que ligava o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, na época do chamado “Ciclo do Ouro” brasileiro. Atualmente, na área do Parque Nacional da Serra da Bocaina há trechos preservados, envoltos pela exuberância da Mata Atlântica;O Forte Defensor Perpétuo, construído para defender e proteger Paraty; e hoje em dia tombado pelo IPHAN, esse forte foi o núcleo inicial do povoado;O Saco de Mamanguá, local de beleza cênica e riqueza ambiental de Paraty, é uma dos mais desejadas para conhecer. Porém, para ter acesso ao local é necessário a ajuda de um guia ou uma agência de passeios especializada;Paraty Mirim, cujo conjunto arquitetônico possui especial interesse cultural, além de também ser registrado como sítio arqueológico pelo IPHAN, tem uma paisagem natural maravilhosa e abriga a mais antiga igreja da cidade e possui uma mata extensa ao seu redor;O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na divisa de São Paulo e Rio de Janeiro, tem uma área com 134 mil hectares e uma grande biodiversidade, neste local há várias atrações turísticas naturais;  


Além dos locais citados há muitos outros com valor arquitetônico, artístico, paisagístico, natural e cultural. Os lugares para saborear e experimentar um pouco da gastronomia de Paraty são os cafés, bares, restaurantes e bistrôs, onde você encontrará doces típicos da cidade como massapão, manuê de bacia e as próprias criações do local, a gastronomia tem como base os pescados e frutos do mar, priorizando os produtos locais produzidos pelas comunidades tradicionais e agricultura orgânica, projeto priorizado na iniciativa da cidade criativa da gastronomia da UNESCO.

Como chegar a Paraty[editar | editar código-fonte]

Para chegar em Paraty vindo do Rio de Janeiro é necessário apenas seguir pela estrada Rio-Santos (BR-101) até o acesso de Paraty. Vindo de São Paulo venha pela rodovia Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP-070), no trecho de São José dos Campos pegue a rodovia dos tamoios (SP-099) que é duplicada até o final do trecho de planalto, daí siga a Rio-Santos e prossiga até Paraty, caso não venha de nenhum desses lugares citados anteriormente veja e procure a melhor opção, lembrando que tem ônibus para fazer essas viagens. A melhor época para visitar e conhecer Paraty é entre abril e maio pois as diárias nesse período são mais baixas, caso vá para algum evento é melhor reservar pousadas e ingressos antecipadamente. Existe também o turismo comunitário no qual você vivencia o modo de viver nas comunidades tradicionais desta cidade, sendo eles: quilombolas, indígenas e caiçaras.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Edifício Benedito Domingos Gama com a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito ao fundo.

Em 5 de julho de 2019, a cidade colonial de Paraty e a Ilha Grande foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco, por sua mistura única de riquezas históricas e naturais. Trata-se do primeiro lugar misto (patrimônio cultural e natural) do Brasil. A área reconhecida abrange 149 mil hectares e inclui o centro histórico de colônias de Paraty (fundada em 1667 e declarado patrimônio histórico no Brasil em 1958) e quatro reservas naturais ao redor, incluindo a Serra da Bocaina e a Ilha Grande, na região chamada de "Costa Verde". O governo brasileiro concentrou sua candidatura na coexistência de culturas locais, como indígenas, quilombolas (descendentes de negros escravizados) e comunidades costeiras de pescadores e artesãos. Além disso, segundo o Iphan, 85% da Mata Atlântica é preservada nessa área. A candidatura listou 36 espécies de plantas consideradas raras, sendo 29 endêmicas. Entre os tesouros históricos de Paraty, está um trecho da Estrada do Ouro, construída por escravos entre os séculos XVII e XIX, por onde transportavam os metais preciosos extraídos no interior de Minas Gerais até o porto de Paraty, destinados a Portugal. Antigas fazendas, fortificações, adegas de cachaça e sítios arqueológicos também fazem parte do circuito histórico.[24]

Eventos[editar | editar código-fonte]

FLIP de 2007.
IX Encontro de Ceramistas.

Realizada desde 2003, a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) conta com a presença de escritores nacionais e estrangeiros que participam de palestras e debates nos prédios históricos ou em tendas armadas nas ruas.

A cada ano, a FLIP é dedicada à memória de um grande escritor já morto. Em 2003, o homenageado foi Vinícius de Moraes; em 2004, Guimarães Rosa; em 2005, Clarice Lispector; em 2006, Jorge Amado; em 2007, Nelson Rodrigues; em 2008 Machado de Assis; em 2009 Manuel Bandeira; em 2010, Gilberto Freyre e, em 2014, Millôr Fernandes.

Vários outros eventos culturais também têm Paraty, como: Festival da Pinga; Festa do Divino Espírito Santo; Festa de Nossa Senhora dos Remédios; Festa de Santa Rita; Parati em Foco; Mostra Rio-São Paulo de Teatro de Rua; Festival de Música Sacra; Festa do Divino Espírito Santo (patrimônio cultural do Brasil); Festival da Cachaça; Encontro de Teatro de Rua; Carnaval; Festival Internacional de Fotografia; Encontro de Ceramistas; Festival Mimo de música; Bourbon Festival; Tollosa e Paraty Eco Festival.

Eventos religiosos[editar | editar código-fonte]

  • Semana Santa
  • Festa do Divino Espírito Santo
  • Festa de Santa Rita de Cássia
  • Corpus Christi
  • Festas em homenagem a São Pedro, Nossa Senhora dos Remédios, São Benedito e outros santos.

Patrimônio edificado[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [[1]]
  2. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Tricentenário de Paraty: notícias históricas de J. S. A. Pizarro e Araújo. Rio de Janeiro: SPHAN, 1960.
  • Paraty (ed. comemorativa do tricentenário do Município). Rio de Janeiro: IBGE/CNE, 1977.
  • CAMARGO MAIA, Theresa Regina de; MAIA, Tom. Paraty. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1975.
  • CAMARGO MAIA, Theresa Regina de; MAIA, Tom. Paraty: Religião e Folclore. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
  • CAMARGO MAIA, Theresa Regina de; MAIA, Tom. Do Rio a Santos: Velho Litoral. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
  • GURGEL, Heitor; AMARAL, Edelweiss. Paraty: Caminho do Ouro. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1973.
  • MELLO, Diuner José de. Paraty: Roteiro Histórico do Visitante. Ed. do autor, 1976.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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