Realismo mágico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Realismo fantastico)
Ir para: navegação, pesquisa

O realismo mágico é uma escola literária surgida no início do século XX. Também é conhecida como realismo fantástico ou realismo maravilhoso, sendo este último nome utilizado principalmente em espanhol. É considerada a resposta latino-americana à literatura fantástica européia.

O realismo mágico se desenvolveu fortemente nas décadas de 1960 e 1970, como produto de duas visões que conviviam na América hispânica e também no Brasil: a cultura da tecnologia e a cultura da superstição. Surgiu também como forma de reação, através da palavra, contra os regimes ditatoriais deste período.

Apesar de aparentemente desatento à realidade, o realismo mágico compartilha algumas características com o realismo épico, como a intenção de dar verossimilhança interna ao fantástico e ao irreal, diferenciando-se assim da atitude niilista assumida originalmente pelas vanguardas do início do século XX, como o surrealismo.

Principais autores[editar | editar código-fonte]

Muitos consideram o venezuelano Arturo Uslar Pietri o pai do realismo mágico, mas os autores vêm de diversos países:

Alejo Carpentier, no prólogo de Reino deste Mundo, enquadra sua obra no conceito de realismo maravilhoso, o qual o autor define como semelhante (sem ser idêntico) ao conceito de realismo mágico, característico da obra de Gabriel García Márquez.

Este conceito pode ser definido como a preocupação estilística e o interesse em mostrar o irreal ou estranho como algo cotidiano e comum. Não é uma expressão literária mágica: sua finalidade é melhor expressar as emoções a partir de uma atitude específica frente à realidade. Uma das obras mais representativas deste estilo é Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.

Características do realismo mágico[editar | editar código-fonte]

Os seguintes aspectos estão presentes em muitas histórias do realismo mágico, mas não em todas. Do mesmo modo, obras pertencentes a outras escolas podem apresentar algumas características dentre aquelas aqui listadas:

  • Conteúdo de elementos mágicos ou fantásticos percebidos como parte da "normalidade" pelos personagens;
  • Presença de elementos mágicos algumas vezes intuitivos, mas nunca explicados;
  • Presença do sensorial como parte da percepção da realidade;
  • Realidade dos acontecimentos fantásticos, embora alguns não tenham explicação ou sejam improváveis de acontecer;
  • Percepção do tempo como cíclico ao invés de linear, seguindo tradições dissociadas da racionalidade moderna;
  • Distorção do tempo para que o presente se repita ou se pareça com o passado;
  • Transformação do comum e do cotidiano em uma vivência que inclui experiências sobrenaturais ou fantásticas;
  • Preocupação estilística, partícipe de uma visão estética da vida que não exclui a experiência do real.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Este ciclo de romances da Guerra Silenciosa se inicia com as duas primeiras baladas, Bom Dia para os Defuntos e Garabombo, o Invisível, que relatam os primórdios da luta. Na terceira balada, O Cavaleiro Insone, descreve como esses povos de Cerro de Pasco voltaram a se organizar para a grande batalha depois do massacre de Chinche. Com a publicação de Cantar de Agapito Robles e A Tumba do Relâmpago, escritos entre 1977 e 1978, o ciclo é fechado.

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre ficção científica e fantasia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.