Sharp Corporation

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Sharp Corporation
シャープ株式会社
Nome nativo シャープ株式会社
Atividade Eletrônicos de consumo
Fundação  Japão
1912 (110 anos)
Fundador(es) Tokuji Hayakawa[1]
Sede Sakai-ku, Sakai, Japão
Taipei, Taiwan
Área(s) servida(s) Japão, Taiwan, Mundo
Pessoas-chave Jeng-wu Tai[2]
(Presidente)
Empregados 41 898 (2017)[3]
Produtos Eletrodomésticos
Ativos Aumento ¥1,773 trilhões (2017)[3]
Receita Baixa ¥2,050 trilhões (2017)[3]
Website oficial www.sharp.co.jp

Sharp Corporation (シャープ株式会社 Shāpu Kabushiki-gaisha?) é uma fabricante japonesa de electrónicos com sede em Tóquio fundada em 1912. Tem o nome de uma das primeiras invenções do seu fundador, a lapiseira Ever-Sharp, que foi inventada por Tokuji Hayakawa (早川徳次) em 1915. Tem-se tornado, desde então, uma das maiores empresas de eletrônica no mundo.

História[editar | editar código-fonte]

Antiga sede da Sharp em Osaka

a empresa Sharp foi fundada em Tokyo em 1912, mas, depois que o negócio do lápis foi destruído pelo Grande sismo de Kantō em 1923, a empresa mudou para Osaka e começou a projetar os primeiros sistemas de rádio japoneses. Até hoje, já fabricou vários tipos de produtos: por exemplo, rádios, televisores, fornos micro-ondas, calculadoras, fotocopiadoras, leitores de DVD e home cinemas.

Colaborou na fabricação do MSX, um computador que existiu na década de 1980, juntamente com outras empresas.

Celular Sharp.

Fabricou também o primeiro telemóvel (celular) comercial com câmara integrada para o mercado japonês em Novembro de 2000. Desde então, fabrica telemóveis que, em Portugal, são vendidos em exclusivo pela Vodafone. O primeiro telemóvel vendido foi o Sharp GX10.

Usa a marca Aquos nos televisores de tela de plasma e LCD que fabrica.

As vendas líquidas para o ano 2003/2004 eram $16,8 biliões. a empresa tinha 47 600 empregados em 31 de Agosto de 2005, de qual cerca de metade vive fora do Japão. Tem subsidiárias em 30 países e os seus produtos são distribuídos em 164 países. Muitas das suas subsidiárias regionais têm o nome "Sharp Electronics".

Patrocinou o clube de futebol Manchester United de 1982 até 2000, em um dos patrocínios mais longos e mais lucrativos negociados no futebol inglês. O logotipo tornou-se icónico entre 1982 e 2000, quando o clube de futebol inglês Manchester United o indicou em suas camisas como parte do seu acordo de patrocínio. Porque muitos destes 18 anos eram parte de uma era dourada para o clube, com um declínio (coincidente) nas fortunas desde o momento em que a Vodafone se tornou no novo patrocinador da camisas em 2000, alguns fãs denominaram esse período — particularmente entre 19932000 — como The Sharp Years.

Em abril de 2016, foi comprada pela Foxconn.[4]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Computador Sharp da série HotBit vendido no Brasil.

O empresário Matias Machline obteve, em 1969, autorização para uso da marca Sharp no Brasil. [5] A multinacional japonesa (Sharp Corporation) concedeu a Machline o direito de uso da marca no mercado brasileiro, que usou a marca no Brasil de 1965 até 2002.[5]

Matias Machline tinha ao final dos anos 1980 um conglomerado de 28 empresas, que iam do setor bancário ao de semicondutores e ao de máquinas de escrever às telecomunicações.[5] O grande salto aconteceu em 1972, quando se tornou um dos pioneiros na fabricação de calculadoras eletrônicas na Zona Franca de Manaus.[5] Para tanto contou com o apoio do então Ministro das Comunicações Hygino Caetano Corsetti.

Com a Política Nacional de Informática (PNI), a Sid Informática, criada em 1978 a partir do consórcio formado pela Sharp (do Brasil), Grupo Inepar e Dataserv com tecnologia licenciada da francesa Logabax,[6] se tornou um dos três grupos empresariais autorizados pela CAPRE a fabricar minicomputadores no Brasil.[7] Consolidou-se ao longo dos anos 1980 com um dos maiores conglomerados industriais e em uma das líderes na fabricação de microcomputadores e chegou a ter 25% do mercado brasileiro de terminais bancários.[5][7]

No início dos anos 1990 o mercado de informática brasileira passou por importantes mudanças efetuadas pelo governo do Presidente Fernando Collor, e assim como as outras empresas nacionais de informática, a Sharp (do Brasil) enfrentou uma longa crise, que obrigou a Sharp a se reestruturar e a firmar parcerias com empresas estrangeiras como a AT&T e a IBM.[8][5][9][10] Em 1994, Matias Machline morreu em um acidente de helicóptero.[11] Com o pedido de concordata em 2000, a Sharp Corporation (com sede no Japão) disputou o uso da marca no Brasil.[12] Em 2002, a Sharp (do Brasil) teve sua falência decretada.[13]

Em 19 de Agosto de 2011, a multinacional japonesa (Sharp Corporation) estabeleceu sua primeira subsidiária oficial de vendas no Brasil após fazer a aquisição da empresa MPE (Mitsui Produtos Eletrônicos), que detinha a representação da marca desde 2007.

Com uma atuação mais tímida, a Sharp Brasil atua no mercado Corporativo com Impressoras Multifuncionais, Monitores Digitais Interativos, Purificadores e Ionizadores de Ar e Monitores de Tela Grande. Seus principais produtos da linha branca e linha marrom ainda não voltaram a circular pelo país.

Assim como a Philips, que vendeu sua divisão de televisores para o conglomerado chinês dono da AOC, chega a vez da Sharp/Foxconn fazer o mesmo para a também chinesa Hisense. 2016 marca o fim da fabricação de televisores pela Sharp nas Américas. Entretanto, como também aconteceu com a Philips, a Hisense deve continuar o utilizando o nome Sharp por um período até se firmar no mercado.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Cópia arquivada». Consultado em 6 de maio de 2018. Arquivado do original em 9 de outubro de 2016 
  2. «代表取締役の異動並びに執行役員退任に関するお知らせ» (PDF) 
  3. a b c Annual Report 2017 (PDF), Sharp Corporation, Julho de 2017, consultado em 6 de maio de 2018 
  4. «Foxconn compra Sharp por 3,5 mil milhões de dólares» 
  5. a b c d e f «Grupo voltava a ter lucros». Folha de São Paulo. 14 de agosto de 1994. Consultado em 3 de novembro de 2022 
  6. Os efeitos colaterais da Lei de Informática. ISTOÉ Dinheiro.
  7. a b Silvia Helena (15 de março de 1980) [1980]. «A indústria de computadores: evolução das decisões governamentais». Revista de Administração Pública. pp. 73–109. Consultado em 3 de novembro de 2022 
  8. Tigre, Paulo Bastos (1995). Ciência e tecnologia no Brasil: Política industrial, mercado de trabalho e instituições de apoio. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas. pp. 179–204. 384 páginas. ISBN 85-225-0186-6 
  9. «Grupo Sharp fecha capital de 2 empresas». Folha de São Paulo. 19 de fevereiro de 1994. Consultado em 17 de outubro de 2022 
  10. «Sharp retoma investimento para conquistar mercado». Folha de São Paulo. 1 de janeiro de 1996. Consultado em 17 de outubro de 2022 
  11. Matias Machline morre em acidente nos EUA. Folha da Manhã, 14 de agosto de 1994.
  12. Desta vez é Para valer?. ISTOÉ Dinheiro.
  13. Denuncias a serem investigadas pela Comissão da Verdade. Sindipetro AL/SE.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]