Teleton

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Teletoon

Teleton (aportuguesamento da palavra inglesa telethon, originada da junção das palavras television [televisão] e marathon [maratona]) é uma maratona televisiva que tem como objetivo principal arrecadar uma quantidade de dinheiro, predefinido ou não, para distintas causas sociais. O primeiro Teleton da história ocorreu en 1949, na região de Nova Iorque, nos Estados Unidos, por iniciativa de Milton Berle, arrecadando $ 1,1 milhão para a Fundação de Combate ao Câncer Damon Runyon, durante una jornada de 16 horas. A palavra Teleton apareceu no dia seguinte nos diários da maior cidade americana.

A popularização da campanha veio com o Teleton contra a distrofia muscular feito por Jerry Lewis no Dia do Trabalhador, que nos EUA é comemorado toda primeira segunda-feira de setembro, entre 1966 e 2010, sendo a partir de 1970 o primeiro Teleton de âmbito nacional, transmitindo para todo Estados Unidos. O primeiro Teleton da América Latina aconteceu no Chile em dezembro de 1978, organizado por Mario Kreutzberger, conhecido como Don Francisco. A ideia seria exportada ao resto do continente nos anos seguintes, sendo celebrado em diversos países até hoje. O formato chegou à Oceania em 1957, à Ásia em 1978 e à Europa em 1980. Na África ainda não foram realizados teletons.[1] Somente as campanhas em atividade estão citados nesta lista, exceto os teletons locais realizados no continente americano.

América[editar | editar código-fonte]

Argentina[editar | editar código-fonte]

Desde 1992, é realizado o programa Un Sol para los Chicos (Um Sol para as Crianças) na Argentina. A primeira edição foi feita com as cinco redes de TV aberta do país unidas, mas a partir do ano seguinte o programa seria produzido e transmitido apenas por ElTrece, tendo o apoio das outras empresas do Grupo Clarín. A campanha visa arrecadar fundos para o UNICEF, e nos últimos anos tem sido feita na véspera do Dia das Crianças, celebrada na Argentina todo segundo domingo de agosto. Em 2018, o programa foi realizado no dia 11 de agosto, com uma meta de $ 75 347 959. Apesar das críticas por artistas que participaram da campanha terem sido a favor do aborto, cujo legalização foi rejeitada pelo Senado, as 10 horas de campanha terminaram pela primeira vez com uma cifra de nove dígitos: $ 103 610 912 (R$ 13.728.445)

Brasil[editar | editar código-fonte]

Logo do Teleton brasileiro

Em 1998, foi criado o Teleton Brasil e exibido pelo SBT graças a um pedido de Hebe Camargo e do acionário das Lojas Marisa Décio Goldfarb para o apresentador e empresário Silvio Santos feito em outubro de 1997, que aceitou transmitir o programa em sua rede de televisão. A primeira edição foi marcada para os dias 17 e 18 de maio de 1998, com uma meta de R$ 9 milhões, meta que foi amplamente superada, com as cifras finais entregues em agosto superando a casa dos R$ 15 milhões.

A partir de então, a campanha foi feita anualmente com grande êxito, exceto a campanha de 2003 que foi a única a não alcançar sua meta durante a maratona, sendo feito um Hebe especial 10 dias depois para que a mesma fosse atingida. A AACD, instituição beneficiada pelo Teleton, pôde construir 14 centros de reabilitação em todo o país, e chegar a realizar mais de 1,5 milhão de atendimentos por ano. Entretanto, com a crise econômica iniciada em 2014, mesmo com o êxito contínuo da campanha, a instituição se viu forçada a fechar dois centros de reabilitação e municipalizar mais três nos últimos quatro anos, isto porque a maior parte dos recursos da AACD são provenientes de convênios com planos de saúde e do SUS, sendo o Teleton um complemento importante do orçamento, representando metade das doações recebidas anualmente pela instituição.

Em 2018, o Teleton aconteceu nos dias 9 e 10 de novembro e durou pouco mais de 26 horas. A maratona foi transmitida pelo SBT, com a TV Cultura transmitindo partes da maratona. A campanha tinha uma meta de R$ 30 milhões, para manter a estrutura atual da AACD. O cômputo final a 0h20 do dia 11 indicou R$ 31.907.108, superando a meta e batendo o recorde de 2015, quando foram arrecadados R$ 31,2 milhões.

Em 2017, a AACD, com seus atuais nove centros de reabilitação, nas cidades de São Paulo (um no Ibirapuera e outro na Mooca), Osasco, Mogi das Cruzes, São José do Rio Preto, Poços de Caldas, Uberlândia, Recife e Porto Alegre, mais a Lar Escola São Francisco e o Hospital Abreu Sodré (ambas em São Paulo), realizaram 834 mil atendimentos, sendo 584 mil terapias, 83 mil consultas, 60 mil produtos ortopédicos, entre outros atendimentos.

Chile[editar | editar código-fonte]

Logo dos Teletons chileno e uruguaio

A primeira versão latino-americana do Teletón aconteceu nos dias 8 e 9 de dezembro de 1978, no Chile. Don Francisco, inspirado no projeto de Jerry Lewis nos EUA, importou a seu país apadrinhando a Sociedad Pro-Ayuda al Niño Lisiado, após um processo de mais de dois anos de estudo e conversas com todos os grandes meios de comunicação nacionais da época. Apesar da tensa situação política do Chile, produto do Regime Militar existente e o cercamento de um possível conflito armado com a Argentina, Don Francisco agrupou todos os canais de televisão do país para transmitir durante 27 horas o evento que buscava reunir $ 33 790 000 (US$ 1 milhão da época). Ao final da maratona, ninguém podia acreditar no que mostrava o placar: $ 84 361 838 (US$ 2 504 000). O feito foi digno da capa do The New York Times na segunda-feira seguinte, com a foto emblemática de Don Francisco abraçando Jorge Artus, um dos pacientes do antigo centro de reabilitação localizado na Rua Huerfanos em Santiago.

O Teletón se repetiria anualmente até 1982, quando se pensava que cinco campanhas seriam suficientes para construir e criar um fundo de financiamento para quatro centros de reabilitação nas maiores cidades do país (Santiago, Valparaíso, Concepción e Antofagasta). No entanto, o sucesso do evento, a inflação e a crescente demanda para o centro de reabilitação forçaram o Teletón a voltar em 1985 e seguir até os dias atuais, ocorrendo no final de novembro ou início de dezembro de cada ano, exceto para os anos em que há eleições parlamentares ou presidenciais (1989, 1993, 1997, 1999, 2001, 2005, 2009 e 2013) até 2017, quando pela primeira vez em 39 anos de história a campanha foi realizada em um ano eleitoral, nos dias 1 e 2 de dezembro, com uma meta de $ 32 040 milhões, a transmissão de todos os canais de TV aberta e uma rede com mais de 180 rádios durante 27 horas e meia. O último cômputo foi de $ 32 522 991 111 (R$ 162.777.570), sendo uma nova meta superada.

O Teletón chileno foi realizado em 29 oportunidades desde 1978, arrecadando mais de R$ 2 bilhões. O único Teletón que não atingiu seu objetivo foi em 1995, quando tentou duplicar a arrecadação do ano anterior. O arrecadado permitiu a construção e manutenção de 14 centros de reabilitação em todo o país: Arica, Iquique, Antofagasta, Calama, Copiapó, Coquimbo, Valparaíso, Santiago, Talca, Concepción, Temuco, Puerto Montt, Coihaique e Valdivia. Em 2017, foram atendidas mais de 26 mil crianças e jovens de 0 a 24 anos.

Colombia[editar | editar código-fonte]

Logo do Teleton colombiano

Sua primeira campanha foi feita em 1980, através da iniciativa de Carlos Pinzón. A campanha ocorreu nos dias 5 e 6 de dezembro, nas três redes de televisão que existiam à época. O objetivo proposto para essa ocasião foi de $ 50 milhões, meta que foi duplicada com a arrecadação final de $ 102 357 243. A arrecadação dos dois primeiros teletons possibilitou a construção de um grande centro de reabilitação em Chia, que foi mantida pelos teletons seguintes. Em 1994 e 1995, as arrecadações foram quase triplicadas em função da criação de um fundo de financiamento que manteria o centro sem a necessidade dos eventos televisivos, sendo o Teletón de 1995 a última campanha desta etapa.

Em 2009, com o fim deste fundo de financiamento, o centro foi vendido a Universidade de La Sabana. Com o dinheiro da venda, um novo centro de reabilitação em Manizales foi construído, começando assim uma nova etapa da fundação, que se consolidaria pela volta da campanha em 2010, no final de semana anterior ao Natal. Com as mudanças do mercado televisivo local, o Teletón passou a ser exibido somente pelos canais privados criados em 1998: Caracol e RCN. A meta era dupla: $ 8 bilhões para manter o centro de Manizales e construir novos centros, e mais uma arrecadação extra para ajudar os flagelados pelo rigoroso inverno daquele ano. O último cômputo das quase 27 horas de programa indicou $ 10 053 341 561 (R$ 8.950.489) para a fundação Teletón e mais $ 5,35 bilhões (R$ 4.765.000) para os afetados pelo inverno. Com a arrecadação dos teletons de 2010 e 2011, foram construídos mais três centros em Soacha, Barranquilla e Cartagena. Além disso, pelo sucesso da campanha, começou a instalação, em 2015, de um quinto centro de reabilitação em Bogotá.

Entretanto, a partir daquele ano, protestos de diversos grupos contra o Teletón deixaram a fundação num estado de quase falência. A maioria dos protestos foram liderados por representações de outras deficiências que não são as deficiências físicas, as quais se atendem nos centros de reabilitação. Argumentos dos mais diversos, incluindo o de que as histórias de vida provocavam lástima nos telespectadores em vez de incentivá-los a lutar pelos direitos das pessoas com deficiência, e de supostos desvios de dinheiro aos diretores da fundação, fizeram com que a arrecadação que em 2015 foi de $ 13 062 930 883 (R$ 15.074.622) baixasse quase 60%, chegando na campanha de 2018, realizada nos dias 23 e 24 de fevereiro, a somente $ 5 365 892 607 (R$ 6,1 milhões), mesmo com a integração do Canal 1 a campanha. Com isto, o projeto do centro de reabilitação em Bogotá foi cancelado, e após a campanha de 2018 os centros de reabilitação do caribe (Barranquilla e Cartagena) foram fechados. O número de usuários atendidos caiu de 16 mil em 2016 para 10 mil em 2018. Os outros dois centros ainda conseguem se manter com o dinheiro arrecadado na campanha, mas a situação de continuidade do Teletón na Colômbia é preocupante.

Costa Rica[editar | editar código-fonte]

Logo do Teleton costa-riquenho

O Teletón na Costa Rica começou em 1984, nos dias 7 e 8 de dezembro, com a transmissão de todas as redes de TV aberta e uma meta de ¢ 15 milhões, que foi duplicada ao final das 27 horas com ¢ 35 milhões. Os primeiros seis teletons (1984-1989) serviram para construir uma rede com cinco centros de reabilitação, nas cidades de Santa Cruz, San Carlos, Pérez Zeledón, Limón y Puntarenas. Após a construção, para a manutenção e criação de um fundo de financiamento para os centros, foram feitos os teletons entre 1990 e 1994.

A partir de 1995, a arrecadação do Teletón serviu para ampliar o principal hospital infantil do país, o Hospital Nacional das Crianças, que pertence ao Estado e se localiza en San José. Entre este ano e 2010, foram construídos duas novas torres (uma para especialidades médicas e outra para cuidados críticos), além da compra de equipamentos de primeiro nível, que fizeram com que o Hospital das Crianças se tornasse um dos melhores hospitais pediátricos da América Latina.

A partir de 2011, parte da arrecadação do Teletón também é destinada para compra de equipamentos modernos para os hospitais do interior do país. Em 2016, metade do dinheiro arrecadado foi destinado aos danificados pelo Furacão Otto. Somente dois teletons na Costa Rica não alcançaram suas metas: 2009 e 2017, esta última realizada por todas as redes de TV aberta nos dias 1 e 2 de dezembro, tendo uma meta de ¢ 700 milhões, e encerrando a campanha com uma cifra de ¢ 627 960 200 (R$ 3,6 milhões), depois de 29 horas de programa.

El Salvador[editar | editar código-fonte]

Em 1982, nos dias 10 e 11 de dezembro, El Salvador realiza seu primeiro Teletón, através da iniciativa do Clube Ativo 20-30, e transmitido pelos canais da TCS com uma meta de ¢ 1 milhão, que foi superada com o arrecadado de ¢ 1,55 milhão. A primeira etapa desta campanha (1982 a 1987) construiu três centros de reabilitação nas cidades de San Salvador, Santa Ana e San Miguel, que são operados pelo Estado desde a sua inauguração. Em 1986, um Teletón de emergência foi realizado em função do terremoto que aconteceu naquele ano no país. Em 1987, o Teletón foi transformado em uma fundação. Em 1990, começa a segunda etapa da campanha (1990 a 1998), que construiu mais um centro de reabilitação na capital. Em 1998, a campanha parou de ser realizada em função da dolarização do país, e logo depois, dos Terremotos que ocorreram em 2001, que destruíram o centro construído na década de 90 e convocaram outro Teletón de emergência.

Em 2003 a campanha volta a ser realizada anualmente, passando de dezembro para fevereiro. A primeira campanha arrecadou 40% a mais que o último Teleton baixo o colón (R$ 4.355.313), e possibilitou a reconstrução do centro de reabilitação de San Salvador. Nos anos seguintes, foram construídos mais dois centros nas cidades de San Vicente (2007) e Sonsonate (2009). Atualmente, estes três centros que o Teletón salvadorenho mantém, atendem a 6.332 pessoas com deficiência física.

A edição 2018 da campanha foi realizada nos dias 16 e 17 de março pelos quatro canais da TCS e por 120 emissoras de rádio. A meta era de $ 1,5 milhão, alcançada com a cifra de $ 1 505 175 (R$ 4,95 milhões) depois da jornada de 27 horas. Assim mesmo, a arrecadação foi quase $ 380 mil menor que no ano anterior em função de que a meta foi reduzida pela crise de violência no país e os efeitos da crise imigratória americana.

No dia 30 de outubro de 2018, a Funter, fundação que administra os três centros de reabilitação, anunciou que o Teletón salvadorenho adotaria o formato da símil peruana, realizando uma nova versão nos dias 14 e 15 de dezembro, e a partir deste ano, voltando a fazer a campanha no último mês do calendário. Com a mudança, outros quatro canais de televisão se unirão a campanha, sendo estas a Ágape TV, os dois canais da RSN e a TVO.

Logo dos Teletons americano e mexicano

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Em 2012, após o fim do Teletón de Jerry Lewis, único de cobertura nacional que ainda estava no ar, e pela iniciativa do Teletón mexicano e da Univisión, começou a ser realizado o TeletónUSA, que foca a comunidade latina residente nos Estados Unidos (aproximadamente 50 milhões de pessoas), sendo o único Teletón de âmbito nacional no ar atualmente.

O primeiro TeletónUSA aconteceu nos dias 14 e 15 de dezembro de 2012, com uma meta de US$ 7 milhões, superada com US$ 8 150 625 (R$ 17 milhões) ao final da jornada. Com a arrecadação dos dois primeiros teletons, foi construído um moderno centro de reabilitação em San Antonio, no Texas, que atende cerca de mil crianças e jovens com algum tipo de deficiência física.

Em 2018, o TeletónUSA foi realizado nos dias 23 e 24 de março. A campanha estava planejada para outubro do ano anterior, mas em função das catástrofes que atingiram os Estados Unidos, México, Guatemala e o Caribe, a campanha foi adiada para o fim de semana anterior a Páscoa. Foi a primeira edição do Teletón a não alcançar sua meta, que na oportunidade foi de $ 10 milhões, arrecadando ao final $ 8 081 510 (R$ 26,7 milhões), menor arrecadação da história do programa em função da crise imigratória e de protestos em todo o país contra o porte de armas. Em comparação a campanha anterior, realizada em dezembro de 2016, a arrecadação baixou quase pela metade. Este Teletón é o mais largo entre todos os existentes no mundo, já que pelos fusos horários do país, a campanha fica no ar por 32 horas.

Guatemala[editar | editar código-fonte]

O primeiro Teletón da Guatemala aconteceu em dezembro de 1986, com a transmissão da Corporação de Rádio e Televisão da Guatemala, que operam mais de 20 rádios e quatro redes de TV, transmitindo a campanha todos os anos. A meta da primeira campanha foi de Q 500 mil, cifra que foi quase triplicada com Q 1,4 milhão arrecadados. Com a arrecadação dos primeiros três teletons, foi construído o centro de reabilitação na Cidade da Guatemala. Nos anos seguintes, foram construídas clínicas de reabilitação em todo o país, chegando hoje a rede a 21 postos de atendimento e mais de 13 mil usuários ativos. Em 2018, a campanha foi realizada nos dias 18 e 19 de maio. A meta de Q 27,3 milhões não foi alcançada, chegando a cifra final de Q 24 135 420,20 (R$ 12.152.184), depois de 29 horas de programa.

Honduras[editar | editar código-fonte]

Em Honduras a campanha começou em 1987 por iniciativa de Rafael Ferrari, dono da Corporação Televicentro, que conta com cinco redes de TV e transmite o Teletón todos os anos. O primeiro Teletón teve uma meta de L 1 milhão, que foi superada amplamente. Com a arrecadação dos três primeiros teletons, foram construídos três centros de reabilitação em Tegucigalpa, San Pedro Sula e Santa Rosa de Copán, inaugurados simultaneamente no 4º Teletón em 1990. Somente em três anos não ocorreu a campanha: 1993, 1997 e 1998. A partir de 2000, começou o processo de expansão a outros departamentos do país, sendo construído o centro de Choluteca em 2001, o de Catacamas em 2008 e o de La Esperanza em 2016.

A campanha de 2017 celebraria de forma pomposa os 30 anos do Teletón no país, não fossem os impasses ocorridos pelas Eleições gerais daquele ano. No dia primeiro de dezembro foi decretado estado de sítio por 10 dias para deter o caos provocado por protestos acompanhados de saques em todo o país.[2] Isto impediu que a campanha tivesse sua transmissão normal de 27 horas nos dias 8 e 9 de dezembro, sendo reprogramada para dois programas nos dias 9 e 10. O programa de sábado teve nove horas de duração e o de domingo 10 horas. A meta de L 57,5 milhões foi superada apesar de todos os problemas, e em estado de sítio Honduras arrecadou L 61 101 570 (R$ 8.419.796)

México[editar | editar código-fonte]

No México, o Teletón foi criado pelo filantropo Fernando Landeros, que procurou unir todos os meios de comunicação do país em 1997 para realizar a primeira edição da campanha, após ter estudado o Teletón chileno por algum tempo. Houve um impasse, já que a TV Azteca queria a exclusividade da campanha, e a Televisa também queria transmiti-la. Ao final das conversas, se decidiu que a emissora de Chespirito seria quem produziria a campanha no México.

Como a Televisa não queria exclusividade, foi aberto espaço para as principais redes de rádio do país, que juntas realizaram o primeiro Teletón nos dias 12 e 13 de dezembro de 1997, com uma meta de $ 80 milhões. Ao final das 27 horas de programa, a cifra chegou a $ 138 496 840, o que possibilitou a construção do primeiro centro de reabilitação em Tlalnepantla. A partir dali, começaram a se reunir vários jornais, revistas e canais de TV fechada, que hoje somam, junto com as empresas da Televisa, mais de 700 meios de comunicação unidos, transmitindo o Teletón anualmente.

Em outubro de 2014, a ONU entrega um documento ao governo mexicano pedindo que os governos estaduais e municipais do país não entreguem recursos ao Teletón, por ser uma fundação sem fins de lucro que promove estereótipos ás pessoas com deficiência.[3] Tal documento acusatório causou revolta em muitos que apoiavam a causa. A campanha daquele ano chegou a históricas 29 horas de transmissão, terminando as 3:30 da manhã no horário da Cidade do México, superando a meta por apenas $ 400 mil, e sendo o recorde de arrecadação da campanha até hoje: $ 474 143 221 (R$ 86 milhões). No ano seguinte, pela primeira e única vez até hoje, o Teletón não alcançou sua meta econômica. Foi incentivado a visita da população aos centros Teletón em todo o país. Apesar de 600 mil pessoas terem visitado os centros, a iniciativa não surtiu efeito e a arrecadação foi 31% menor que o arrecadado no ano anterior, o que fez com que oito mil pacientes tivessem que ter seus tratamentos interrompidos. Destas oito mil vagas fechadas, duas mil já foram reabertas.

Em 2018, o Teletón foi realizado nos dias 23 e 24 de março. A campanha estava planejada para outubro do ano anterior, mas em função das catástrofes que atingiram o México, a campanha foi adiada para o fim de semana anterior a Páscoa. Importante ressaltar que o Teletón mexicano arrecadou $ 34 milhões para a reconstrução de escolas durante os dias posteriores aos terremotos de setembro de 2017[4]. A meta era superar $ 361 695 830, o arrecadado no último Teletón mais um peso. Parte do programa, pela primeira vez, foi feita fora da Cidade do México, no Estádio Caliente de Tijuana. Ali, mesmo com as dificuldades quanto ao avanço da arrecadação, foi entregue o último cômputo de $ 364 097 181 (R$ 64.736.478), superando a meta após 28 horas de programa. No dia 24 de agosto, a Fundação anunciou que fará um segundo Teletón em 2018, já que necessita superar a meta do primeiro para organizar o caixa após os imprevistos causados pelas catástrofes do ano anterior. O programa terá 17 horas de duração e será realizado no sábado 15 de dezembro.​

O Teletón mexicano é conhecido por ser o melhor do mundo no que se diz respeito a sua rede de atendimento: 22 centros de reabilitação, nas cidades de Tlalnepantla, Cancún, Aguascalientes, La Paz, Tuxtla Gutiérrez, Chihuahua, Cidade do México, Saltillo, Gómez Palacio, Irapuato, Acapulco, Pachuca, Morelia, Nezahualcóyotl, Oaxaca, Guadalajara, Cholula, Hermosillo, Altamira, Poza Rica, Mérida e Tijuana, um hospital de câncer em Querétaro, um centro de autismo em Ecatepec e uma universidade anexa ao centro de reabilitação de Tlalnepantla, sendo a estrutura desta rede premiada internacionalmente, tanto pela arquitetura quanto pela satisfação dos funcionários em trabalhar nos centros. Os centros de reabilitação atualmente atendem a quase 30 mil crianças e jovens, o hospital de câncer tem 235 pacientes ativos, e o centro de autismo 271.

Nicarágua[editar | editar código-fonte]

O Teletón nicaraguense começou em 2001, graças a iniciativa de membros da sociedade civil, junto ao Clube Ativo 20-30 de Manágua e a associação Os Pipitos, sendo transmitido pelas principais redes de TV e rádio do país. O primeiro Teletón buscava una meta de C$ 1 milhão, que foi quase duplicada ao final das 16 horas de programa com C$ 1,8 milhão (R$ 300 mil). Com a arrecadação anual, oito centros de reabilitação foram construídos, dois na capital e seis no interior. Como curiosidade, a cruzada na Nicarágua é realizado durante uma sexta-feira.

Entretanto, depois do evento de 2017, Os Pipitos romperam relações com a Fundação Teletón, que ela mesmo havia ajudado a criar. A acusação da associação de excessivos gastos administrativos por parte do Teletón, colocou os oito centros que tinha a fundação em disputa. Depois de oito meses de conflito, no dia 18 de dezembro de 2017, se chegou a um acordo na Câmara de Comércio e Serviços do país: três dos centros ficam com o Teletón (Chinandega, Ocotal e Juigalpa) y os outros cinco com Os Pipitos (Rivas, Villa Reconciliación, Ciudad Sandino e os dois centros de Manágua)

A campanha de 2018 foi realizada no dia 2 de março com uma meta menor que a do ano passado, C$ 19 milhões, para manter somente os três centros que agora estão aos cuidados do Teletón. Com todos os problemas anteriormente citados, pela primeira vez o Teletón neste país fecharia no vermelho. O último cômputo, foi de C$ 15 087 821,51 (R$ 1.573.628)

Panamá[editar | editar código-fonte]

O Panamá foi o primeiro país centro-americano a celebrar teletons, organizadas pelo Clube Ativo 20-30 do país e transmitido por todas as redes de TV aberta do país. O primeiro Teletón aconteceu em 1981, tendo como objetivo a construção do hoje Instituto Nacional de Medicina Física e Reabilitação na Cidade do Panamá. A meta foi de $ 1 milhão, sendo superada em 36%.

Os teletons de 1982 a 1984 serviram para manter este instituto. Entre 1985 e 1989, não se realizou a campanha devido a crise política e econômica que o país enfrentou neste tempo. Em 1990, se inicia a segunda era na historia do Teletón, focando nos denominados projetos meta, destinados a distintas causas que mudam ano a ano. Em 2017, a campanha aconteceu nos dias 15 e 16 de dezembro, com a meta de $ 4 012 020,30 para a construção do Centro Nacional de Epilepsia e do Banco de Pele e Tecidos no Hospital da Criança da capital. A meta foi superada com a cifra final de $ 4 023 640,52 (R$ 13.348.829)

Logo do Teleton paraguaio

Paraguai[editar | editar código-fonte]

O Teletón no Paraguai começou em 1982, por iniciativa de Humberto Rubín, que não pôde implantar a iniciativa por proibição do ditador Alfredo Stroessner, tendo que entregar a liderança para Charles González Palisa. A campanha é transmitida por todas as redes de TV do país, todos os anos. Com o arrecadado no primeiro Teletón, foi construído um centro de reabilitação em Assunção, que foi mantido pelos Teletons seguintes. Entretanto, a partir de 2000, a campanha começou a ser questionada pela sociedade devido a evidente corrupção que existia dentro da fundação, o que fez com que a última campanha dessa etapa fosse realizada em 2005, depois de quatro anos seguidos sem alcançar as metas propostas.

Vários empresários e filantropos assumiram o centro de reabilitação em 2007. A estrutura estava caindo aos pedaços e com dívidas que superavam os R$ 150 mil. Com isso, os teletons do Chile e do México ajudaram o que seria o novo conselho diretor do Teletón paraguaio a planejar a nova etapa da campanha, que começaria com o Teletón 2008, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro. A meta de ₲ 4 bilhões foi superada com ₲ 4 342 286 260 (R$ 2 milhões), e com isso, foram pagas as dívidas e ampliadas as instalações, sendo inaugurado no ano seguinte um centro cinco vezes maior que o anterior. A partir dali, começou o processo de expansão, sendo construídos mais três centros de reabilitação em Coronel Oviedo, Paraguarí e Mingá Guazú.

Em 2018, a campanha ocorreu nos dias 2 e 3 e novembro, com uma meta de ₲ 14 412 174 492. Ao final das 28 horas de programa, o último cômputo foi de ₲ 14 590 547 538 (R$ 8.967.350), superando a meta estabelecida. Atualmente, o Teleton paraguaio atende a 2.026 crianças e adolescentes com deficiência física.

Logo do Teleton peruano

Peru[editar | editar código-fonte]

A campanha no Peru aconteceu pela primeira vez nos dias 11 e 12 de dezembro de 1981, pela iniciativa de Ricardo Belmont, sendo transmitido pela Panamericana. A campanha tem como objetivo apoiar e ampliar as operações da Ordem Hospitaleira de São João de Deus no país, que na época do primeiro Teletón tinha apenas uma clínica em Lima. A meta de S/. 500 milhões foi superada com muito esforço, e possibilitou a ampliação desta clínica. Nos anos seguintes, foram construídos mais cinco clínicas, nas cidades de Arequipa, Chiclayo, Cusco, Iquitos e Piura. Em 1993, foi feita a última campanha desta primeira etapa, sendo revezada sua transmissão ao longos dos anos pela Panamericana, América, RBC e ATV.

A segunda etapa começa em 2003, a pedido do Teletón chileno e após a Ordem São João de Deus ter perdido os direitos da marca Teletón por 10 anos. A campanha foi transmitida pela Panamericana, OKTV, Red de Notícias e TV Perú. A meta de S/ 3,45 milhões foi superada por apenas S/ 3 733. Ricardo Belmont saiu da organização do Teletón após a campanha de 2005, onde foi condecorado pelo presidente Alejandro Toledo pelo trabalho prestado ao país através da campanha durante 24 anos e 15 edições.

Em 2008, após o cancelamento da campanha de 2007 pelo Terremoto de Pisco, São João de Deus pedia socorro, com uma grave crise financeira que colocava em risco a manutenção das seis clínicas. Neste ano, a campanha foi transmitida pela primeira vez durante um domingo, e por todos os canais de televisão aberta. A meta de S/ 3 milhões foi triplicada, com o total de S/ 10 milhões (R$ 7.674.070) arrecadados. Isso possibilitou uma reforma completa na clínica de Lima e o início de projetos de reforma e ampliação das clínicas do interior do país.

Em 2010, é assinado um acordo entre o condomínio de canais privados (exceto a Panamericana) e a Ordem São João de Deus, para a transmissão do Teletón através da Global TV, com o apoio de três das quatro redes privadas de televisão. Este acordo foi revisto em 2014, quando a Panamericana se integrou a este condomínio, e uma nova etapa do Teletón surgiu, após uma vergonhosa derrota na campanha anterior. A partir de então as cinco redes de TV privada transmitem o Teletón todos os anos. A partir de 2017, a TV Perú voltou a transmitir a campanha, fazendo com que as seis redes de TV aberta do país transmitam em cadeia a campanha por 23 horas.

Em 2018, a campanha ocorreu nos dias 14 e 15 de setembro, com uma meta de S/ 11 717 981, e a transmissão de todos os canais de TV aberta e das rádios que integram os grupos IRTP, CRP e RPP. Ao final das 23 horas de programa, a meta se alcançou por apenas S/ 31 mil, com o ultimo cômputo de S/ 11 748 829 (R$ 9.295.694). Hoje a Ordem Hospitaleira São João de Deus no Perú mantém, além das seis clínicas, um instituto de reabilitação em Piura, inaugurado durante o último Teletón, uma escola especial em Arequipa e um hotel em Cusco.

Porto Rico[editar | editar código-fonte]

A ilha caribenha fez seu primeiro Teletón na década de 1970, com a Telemundo se juntando a Rede de Amor do Teletón de Jerry Lewis. Até 2010, última edição da campanha, todo o arrecadado era destinado a manutenção da Associação de Distrofia Muscular no país. Em 2011, SER do Porto Rico, que já havia feito campanhas esporádicas desde a década de 1980, continuou com a campanha, agora com produção 100% nacional. Atualmente existem dois centros de reabilitação da SER no país, nas cidades de San Juan e Ponce. Curiosamente, este Teletón é realizado durante um domingo.

A edição 2018 da campanha aconteceu no dia 24 de junho, com a transmissão de todas as redes de TV aberta e uma meta de $ 1,5 milhão, bem abaixo dos $ 2,9 milhões arrecadados no ano passado em função da reconstrução da ilha após os furacões Irma e Maria. A meta foi superada com $ 1 766 611 (R$ 6.652.527). A arrecadação permitirá, além da manutenção dos dois centros existentes, o início do projeto para a construção do terceiro em Fajardo, com o apoio do governo.

Uruguai[editar | editar código-fonte]

O Teletón charrua começou em 2003, contando todos os anos com a transmissão das quatro redes de TV aberta do país, suas respectivas rádios, e também dos dois canais da VTV, principal emissora de TV paga do país. Os Teletons brasileiro e chileno tiveram participação direta na implantação da campanha no Uruguai, a qual demorou três anos para se concretizar. A primeira campanha tinha uma meta de $U 5 milhões, que foi quase triplicada ao final das 24 horas de programa com o total de $U 14 720 592 (R$ 1,5 milhão).

A arrecadação dos três primeiros teletons possibilitou a construção do centro de reabilitação de Montevidéu, e as campanhas de 2009 e 2010 foram para a construção do centro de reabilitação de Fray Bentos. Atualmente estes dois centros atendem a 4 mil crianças e adolescentes com deficiência física. A campanha de 2018 foi realizada nos dias 9 e 10 de novembro, com quase 25 horas de duração e a meta de $U 110 milhões, um pouco menos do que o arrecadado no ano anterior. Após dois anos seguidos sem alcançar a meta, a estratégia de adiantar a campanha de dezembro para novembro deu certo, e a meta foi superada com a arrecadação final de $U 112 826 654 (R$ 12.941.217)

Ásia[editar | editar código-fonte]

Japão[editar | editar código-fonte]

Logo do Teleton japonês

O primeiro Teleton asiático aconteceu nos dias 26 e 27 de agosto de 1978, no Japão. A campanha denominada 24 Horas de Televisão, é transmitida pela Nippon, e apesar do seu nome, se mantém no ar por 26 horas e meia. A iniciativa foi inspirada no Teleton de Jerry Lewis e coincide com o aniversário da Nippon. A campanha trabalha em três frentes, distribuindo o dinheiro anualmente a estes setores: meio ambiente, assistência a pessoas idosas e com deficiência e recuperação de desastres.

Entre as muitas curiosidades do Teleton japonês, duas se destacam. A primeira é que se entregam somente dois cômputos durante toda a campanha: um quando faltam três horas para o encerramento, e outro no momento final da jornada, porque até o final da transmissão, só se consegue computar entre 20 e 40% do total efetivamente arrecadado. Outra grande curiosidade é a realização de uma maratona (a partir de 2018 triatlo) de pelo menos 100 km por uma celebridade.

O total arrecadado nas primeiras 24 horas, em 1978, foi de ¥ 1,19 bilhão. O recorde da campanha foi em 2011, quando se arrecadaram quase ¥ 2 bilhões (R$ 41,4 milhões) para os afetados pelo recordado Sismo e Tsunami de Tohoku. Em 2018, a campanha celebrou seus 40 anos nos dias 25 e 26 de agosto, com o total arrecadado publicado em 16 de outubro: ¥ 893 767 362 (R$ 32.819.137)

Hong Kong[editar | editar código-fonte]

Em Hong Kong, sete teletons acontecem anualmente. Todos tem duração de sete horas e são transmitidos pela TVB, sendo o mais antigo e famoso o Show de Caridade de Tung Wah, realizado para o grupo de hospitais Tung Wah. A primeira campanha aconteceu no dia 14 de dezembro de 1979, e arrecadou HK$ 7,38 milhões. Em 2017, a campanha aconteceu no dia 2 de dezembro, com uma meta de HK$ 109 milhões, superada com HK$ 118 888 888 (R$ 49.659.888)

Europa[editar | editar código-fonte]

Espanha[editar | editar código-fonte]

Desde 1992, é realizado na Catalunha, segunda região mais populosa da Espanha, La Marató (A maratona), organizada pela Televisió de Catalunya (TV3). O programa é realizado num domingo e tem 15 horas de duração, contando com a realização de mais de duas mil atividades solidárias em toda a região. Ano a ano a causa a ser apoiada muda. Em 2017, foi a vez das enfermidades infecciosas. A campanha aconteceu no dia 17 de dezembro e arrecadou 7 215 676 (R$ 28.192.367)

França[editar | editar código-fonte]

A versão francesa do Teleton é realizada desde 1987 pela France Télévisions, contra a miopatia. A campanha tem uma duração de 31 horas. Em 2017, a campanha celebrou seus 30 anos nos dias 8 e 9 de dezembro, mas não alcançou sua meta de € 80,3 milhões, terminando a transmissão com um cômputo de € 75 616 180 (R$ 291,5 milhões). O motivo apontado por não se ter chegado a meta foi a morte de Johnny Hallyday no dia 5, que enlutou o país de maneira generalizada.

Logo do Teleton italiano

Itália[editar | editar código-fonte]

Na Itália, o Teleton é realizado desde 1990 contra a distrofia muscular. A campanha dura uma semana, somando mais de 50 horas de transmissão entre os três canais abertos da RAI. Em 2017, a campanha ocorreu entre 16 e 23 de dezembro, com a meta de € 31 636 341, quase alcançada com o monto final de € 31 332 000 (R$ 122,4 milhões)

Logo do Dia do Nariz Vermelho

Reino Unido[editar | editar código-fonte]

No Reino Unido existem três teletons. Ambos tem duração de sete horas e são transmitidos em noites de sexta-feira pela BBC. Todo final de março acontece os Teletons da Comic Relief, criados pelos comediantes Richard Curtis e Lenny Henry. Em anos ímpares, e desde 1988 (somente a primeira campanha foi em ano par), acontece o Red Nose Day (Dia do Nariz Vermelho). A arrecadação é feita através da venda do nariz de palhaço, além de atividades de humor em todo o país e meios tradicionais de doação (bancos, telefone, internet, etc.) Sua última campanha foi realizada no dia 24 de março de 2017 e não alcançou a meta de £ 78,1 milhões, arrecadando £ 71 308 475 (R$ 278,5 milhões). Em anos pares, nesta mesma época do ano, é realizado desde 2002 o Sport Relief (Socorro Esportivo), que tem sua arrecadação baseada em eventos esportivos benéficos. A campanha de 2018 foi realizada no dia 23 de março e arrecadou £ 38 195 278 (R$ 178,5 milhões), bem menos que a meta de £ 55,4 milhões.

Ambas campanhas tem como objetivo combater a pobreza no Reino Unido e na África, sem embargo, o último biênio viu uma grande queda nas doações, já que foi constatado que muitas instituições africanas que receberam doações da Comic Relief são ligadas ao empoderamento feminino, não sendo bem visto estes repasses por parte da população. Assim mesmo, o último biênio rendeu a Comic Relief £ 109,5 milhões.

Já em novembro, acontece todos os anos desde 1980 o Children in Need (Criança em Necessidade), primeiro Teleton realizado na Europa e criado por Terry Wogan. A campanha foca no financiamento de instituições de diferentes segmentos, mas que tenham foco na faixa etária infanto-juvenil. A edição 2017 aconteceu em 17 de novembro e arrecadou £ 50 168 562 (R$ 217 milhões), superando a meta de £ 46,6 milhões. Somados os dois teletons da Comic Relief e do Children in Need, o biênio 2015/16 arrecadou mais de £ 200 milhões.

Oceania[editar | editar código-fonte]

Austrália[editar | editar código-fonte]

Assim como existem diversos teletons regionais e locais nos Estados Unidos e no Canadá, apesar de nunca ter feito nenhuma campanha anual de arrecadação de fundos a nível nacional, a Austrália tem seu pioneirismo com o Teleton na Oceania. O primeiro a ser realizado anualmente foi no estado de Victoria, quando desde 1957 é transmitido toda Sexta-Feira Santa pela Prime, afiliada da Seven, o Apelo da Sexta-Feira Santa, em apoio ao Hospital Real das Crianças de Melbourne. Em 2018, a campanha foi realizada no dia 30 de março e teve uma meta de A$ 17,6 milhões, superada com a arrecadação de A$ 18 043 251,55 (R$ 46 milhões)

Na Austrália Ocidental, ocorre o maior Teleton do mundo em arrecadação per capita, transmitido pela Seven de Perth, emissora própria da rede líder de audiência no país. A campanha iniciou em 1968 para apoiar o Hospital da Criança Princesa Margarida e o Instituto Teleton Kids. Em 2018, a campanha foi realizada nos dias 20 e 21 de outubro, com uma meta de A$ 36 431 381. Ao final das 26 horas de programa, a meta foi superada com o total de A$ 38 000 554 (R$ 100.462.064).

O caçula dos teletons em atividade na Austrália é o Teleton Dourado do estado de Nova Gales do Sul, transmitido pela Nine de Sydney desde 2010. A campanha arrecada fundos para o Hospital da Criança de Sydney e é realizado no Aniversário da Rainha, que na Austrália é celebrado na segunda segunda-feira de junho. Em 2018, a campanha aconteceu no dia 11 de junho e teve uma meta de A$ 6 milhões, superada com o total de A$ 6 186 670 (R$ 17.389.492). Em conjunto, os Teletons australianos de 2018 arrecadaram A$ 62 230 475

Críticas[editar | editar código-fonte]

Existe certa polêmica com respeito as empresas, animadores e canais de televisão, por serem acusados de utilizar parte do dinheiro arrecadado para evitar o pagamento de impostos, através da Lei de Dedução do Imposto de Renda, que no Brasil é regida pela Lei nº 7.752, o que faz com que este tipo de eventos não sejam bem vistos por toda a população. Também existe polêmica por algumas porcentagens que se empregam para gastos operacionais das instituições beneficiadas e para a realização da cruzada solidaria em si, havendo acusações que parte destes gastos vão para os artistas que colaboram com a campanha. Nenhuma das acusações foi comprovada, já que a maioria dos Teletons tem uma transparência exemplar, publicando anualmente suas auditorias a população.

Outra polêmica recente é o apoio de vários artistas que apoiam o Teleton a temas impopulares, como o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que dificulta a arrecadação, apesar de que as instituições beneficiadas se colocam de maneira neutra ou contrária a estes temas, visto que o objetivo das mesmas é a assistência que prestam nos setores em que trabalham.

Referências

  1. Todas as conversões das moedas locais ao Real foram calculadas com base nas datas de realização de cada edição de cada Teleton, em questão, no site do BCB (conversões a partir de 1999) https://www4.bcb.gov.br/pec/conversao/conversao.asp
  2. «Honduras: Decretan estado de sitio por 10 días». Revista Estrategia & Negocios (em espanhol) 
  3. «Observações finais da ONU sobre o informe inicial do México». Organização das Nações Unidas. 2014. Consultado em 26 de agosto de 2018. 
  4. «Teletón México on Twitter». Twitter 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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