Academia das Ciências de Lisboa

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Academia das Ciências de Lisboa

Coat of arms of Portugal.svg
Organização
Natureza jurídica Instituição científica de utilidade pública, dotada de personalidade jurídica e de autonomia administrativa
Atribuições Incentivo à investigação científica e órgão consultivo do Governo em matéria linguística
Dependência Governo de Portugal
Ministério da Educação e Ciência
Chefia Luís António Aires Barros , presidente
Órgãos subordinados Instituto de Altos Estudos
Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa
Documento institucional Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa
Localização
Jurisdição territorial  Portugal
Sede Rua da Academia de Ciências, Lisboa
Histórico
Criação 24 de Dezembro de 1779 [1]
Sítio na internet
www.acad-ciencias.pt
Notas de rodapé
[1] Como Academia Real das Ciências
Placa da Academia das Ciências de Lisboa.

A Academia das Ciências de Lisboa GCSE é uma instituição científica portuguesa.1

Entre outras missões cabe à Academia incentivar a investigação científica, estimular o estudo da língua e literatura portuguesas e promover o estudo da história portuguesa e das suas relações com outros países.2 3

A Academia é o órgão consultivo do Governo em matéria linguística.2 4

A Academia deve coordenar a sua ação com a Academia Brasileira de Letras e com a rede das academias europeias e mundiais, incluindo os países de língua oficial portuguesa e os núcleos portugueses no estrangeiro.5

Índice

História [editar]

Fundação [editar]

A Academia foi fundada no reinado de Dona Maria I em 24 de dezembro de 1779, em pleno Iluminismo, como Academia Real das Ciências6 .

O seu primeiro presidente e grande mentor foi o Duque de Lafões e o primeiro secretário foi Domingos Vandelli, sendo precedido do Abade Correia da Serra7 8 .

A República [editar]

Depois da implantação da República, passou designar-se Academia das Ciências de Lisboa.9 10

Instalações [editar]

A Academia encontra-se, desde 1833, instalada no antigo Convento de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco, na parte baixa do Bairro Alto, em Lisboa11 12 .

Ao longo da sua história a Academia conheceu seis moradas oficiais10 .

Condecorações [editar]

Em 28 de maio de 1930, a Academia foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.13

Estatutos [editar]

Os Estatutos da Academia das Ciências foram aprovados pelo Decreto-Lei n.º 5/78,14 de 12 de janeiro, alterado pelos Decreto-Lei n.º 390/87,15 de 31 de dezembro, Decreto-Lei n.º 179/96,16 de 24 de setembro, Decreto-Lei n.º 53/2002,17 de 2 de março, e Decreto-Lei n.º 90/2005,18 de 3 de junho.

Direção [editar]

Segundo os estatutos da Academia, o seu presidente é eleito anualmente, existindo uma rotatividade entre as classes de Ciências e Letras19 .

A Academia é dirigida, em 2013, pelo Prof. Doutor Luís António Aires-Barros, da Classe de Ciências (presidente), e pelo Prof. Doutor Artur Anselmo de Oliveira Soares, da Classe de Letras (vice-presidente)20 .

A Secretária-Geral da Academia é a Prof. Doutora Maria Salomé Soares Pais Telles Antunes, tendo como Vice-Secretário-Geral o Prof. Doutor Manuel Carlos Lopes Porto.

O Tesoureiro da Academia é o Prof. Doutor Artur Torres Pereira21 .

Entre os antigos presidentes podemos encontrar nomes como Adriano Moreira e Eduardo Arantes e Oliveira22 .

Classes e secções [editar]

À época da fundação, a Academia era formada por três classes (Ciências Naturais, Ciências Exactas e Belas-Letras).

Em 1851, as duas primeiras juntaram-se na Classe de Ciências e a segunda deu origem à Classe de Letras.10

Cada uma das secções tem sócios efectivos (cinco académicos) e sócios correspondentes (dez académicos). Para além disso, conta ainda com sócios correspondentes brasileiros, sócios correspondentes estrangeiros, sócios honorários e sócios eméritos.23

Classe de Ciências [editar]

A Classe de Ciências é constituída por sete secções, com os seguintes sócios efectivos:24

Classe de Letras [editar]

A Classe de Letras é constituída por sete secções, com os seguintes sócios efectivos:25

Institutos [editar]

A Academia das Ciências de Lisboa tem dois institutos:26

Instituto de Altos Estudos [editar]

Instituto presidido também por Adriano Moreira e aberto a peritos e cientistas não pertencentes à ACL, tem por objectivo a promoção de estudos avançados em Ciências e Humanidades.27

Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa [editar]

Presidido por Artur Anselmo, este instituto visa estimular a preservação e expansão da língua portuguesa, estando aberto também à participação de a peritos e cientistas não pertencentes à ACL. De entre as obras realizadas pelo Instituto de Lexicologia e Lexicografia da ACL conta-se o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea.28

As vítimas do Terramoto de 1755 [editar]

Em 2004, ao proceder-se a obras de manutenção no pavimento do claustro, foram descobertas sepulturas com ossadas amontoadas. Após investigações preliminares feitas pelo director do Museu da Academia das Ciências de Lisboa, Miguel Teles Antunes, descobriu-se que, misturadas com as ossadas dos frades do convento, estavam ossadas das vítimas do Terramoto de 1755. As ossadas têm sido estudadas por diversos investigadores, tendo sido feitos dois colóquios inter-académicos no Salão Nobre da ACL sobre esta temática.29

Bibliografia [editar]

  • Academia das Ciências de Lisboa. Academia das Ciências de Lisboa: Fundada em 1779. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 1999.
  • Aires, Cristóvão. Para a História da Academia das Sciências de Lisboa. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1927. (Separata do Boletim da Segunda Classe da Academia das Sciências de Lisboa, vol. 12)
  • Amaral, Ilídio. Nótulas Históricas Sobre os Primeiros Tempos da Academia das Ciências de Lisboa. Lisboa: Colibri, 2012. ISBN 978-989-689-261-6
  • Carvalho, Rómulo de. D. João Carlos de Bragança, 2.º Duque de Lafões: Fundador da Academia das Ciências de Lisboa. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 1987.
  • Medina, João. História de Portugal. Amadora: Ediclube, Edição e Promoção do Livro, Lda., 2004. 20 vol. vol. IX. ISBN 972-719-268-8
  • REIS, Fernando. «Academia das Ciências de Lisboa», in Ciência em Portugal: Personagens e Episódios. Lisboa, Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.
  • Ribeiro, José Silvestre. Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos successsivos reinados da monarchia. Lisboa: Academia Real das Sciências, 1871-1914. 19 vol. vol. II.
  • Santana, Francisco (dir.); Sucena, Eduardo (dir.). Dicionário da História de Lisboa. Sacavém: Carlos Quintas & Associados - Consultores, 1994. ISBN 972-96030-0-6
  • «Academia das Ciências de Lisboa», in Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
  • Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa: Volume 1. Desde 1780 a 1788. Lisboa: Typografia da Academia, 1797. Página visitada em 2013-05-07.

Ver também [editar]

Referências

  1. Artigo 1.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa aprovados pelo Decreto-Lei n.º 5/78, de 12 de janeiro.
  2. a b Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa. Ciberdúvidas. Página visitada em 2013-05-06.
  3. Artigo 4.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa aprovados pelo Decreto-Lei n.º 5/78, de 12 de janeiro.
  4. Artigo 5.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa aprovados pelo Decreto-Lei n.º 5/78, de 12 de janeiro.
  5. Artigo 6.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa aprovados pelo Decreto-Lei n.º 5/78, de 12 de janeiro.
  6. "Sciencias", segundo a grafia da época. Memorias da Academia Real das Sciencias de Lisboa: Volume 1. Desde 1780 a 1788. Lisboa: Typografia da Academia, 1797. p. 1. Página visitada em 2013-05-07.
  7. Medina 2004, pp. 446-447.
  8. Ribeiro 1871-1914, pp. 37-61
  9. Academia das Ciências de Lisboa no sítio do Camões: Instituto da Cooperação e da Língua.
  10. a b c AMARAL, Ilídio do. Nótulas Históricas Sobre os Primeiros Tempos da Academia das Ciências de Lisboa. Lisboa: Colibri, 2012. ISBN 978-989-689-261-6.
  11. Santana 1994, pp. 5-7 s. v. «Academia das Ciências de Lisboa»
  12. Luísa Cortesão e Ângelo Silveira (1994); Teresa Vale e Carlos Gomes (1995), Margarida Elias (2011) / Margarida Elias (2011) (1994-2011). Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco / Academia das Ciências de Lisboa. Sistema de Informação para o Património Arquitetónico. Página visitada em 2013-05-07.
  13. Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas. Presidência da República Portuguesa. Página visitada em 28 de dezembro de 2012. "Resultado da busca de "Academia das Ciências de Lisboa"."
  14. Decreto-Lei n.º 5/78, de 12 de janeiro, retificado por declaração publicada na 1.ª série do Diário da República, de 8 de fevereiro de 1978.
  15. Decreto-Lei n.º 390/87 de 31 de dezembro.
  16. Decreto-Lei n.º 179/96, de 24 de setembro.
  17. Decreto-Lei n.º 53/2002, de 2 de março.
  18. Decreto-Lei n.º 90/2005, de 3 de junho.
  19. Artigos 58.º e 59.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa.
  20. Aviso n.º 605/2013, de 4 de janeiro de 2013.
  21. Cargos académicos na página da Academia das Ciências de Lisboa.
  22. Cf., entre outros, o Aviso n.º 899/2012, de 20 de janeiro de 2012.
  23. Cf. Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 90/2005, de 3 de junho.
  24. Académicos da Classe de Ciências na página da Academia da Ciências de Lisboa.
  25. Académicos da Classe de Letras na página da Academia da Ciências de Lisboa.
  26. Artigo 20.º dos Estatutos da Academia das Ciências na versão aprovada pelo Decreto-Lei n.º 390/87, de 31 de dezembro.
  27. Instituto de Altos Estudos na página da Academia das Ciências de Lisboa.
  28. ANSELMO, Artur. Bases para a reedição do Dicionário da Academia
  29. ANTUNES, Telles. Vítimas do Terramoto de 1755 no Convento de Jesus (Academia das Ciências de Lisboa).

Ligações externas [editar]

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