Almir Sater

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Almir Sater
Almir Sater
Informação geral
Nome completo Almir Eduardo Melke Sater
Nascimento 14 de novembro de 1956 (57 anos)
Origem Campo Grande, MS
País  Brasil
Gênero(s) Folk rock, instrumental, erudito, popular
Instrumento(s) Vocais, viola caipira 10 cordas, violão folk de 12 cordas, charango
Período em atividade 1981 — atualmente
Gravadora(s) Velas
Afiliação(ões) Paulo Simões
Renato Teixeira

Almir Eduardo Melke Sater (Campo Grande, 14 de novembro de 1956) é um violeiro, compositor, cantor e instrumentista brasileiro e atuou em novelas como ator. Seu estilo caracteriza-se pelo experimentalismo e sua música é classificada como regional. Agrega uma sonoridade tipicamente caipira da viola de 10 cordas e também com influências das culturas fronteiriças do seu estado, como a música paraguaia e andina. E o resultado é único: ao mesmo tempo reflete traços populares e eruditos, despertando atenção de públicos diversos.

Com mais de 30 anos de carreira sólida e 10 discos solo gravados, Almir tornou-se um dos responsáveis pelo resgate da viola de 10 cordas, sendo reinventada, o músico acrescentou um toque mais sofisticado ao instrumento, temperado com estilos estrangeiros como o blues, o rock e o folk, uma mistura de música folclórica, erudita e popular, considerada atemporal. O seu último CD, 7 Sinais (2006), traz um repertório eclético e inovador e conta com participações especiais dos sanfoneiros Dominguinhos e Luiz Carlos Borges.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Campo Grande Mato Grosso do Sul desde os doze anos já tocava viola e gostava do mato e sons da natureza. Aos vinte anos mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Direito, mas desistiu da carreira de Advogado, tornando-se um músico, motivado inicialmente por escutar no Largo do Machado uma dupla tocando viola caipira.

Dedicou-se ao seu estudo de música, tendo Tião Carreiro como mestre. Retornou a Campo Grande onde formou a dupla Lupe e Lampião com um amigo, adotando Lupe como nome artístico.

Anos 80 - Comitiva Esperança[editar | editar código-fonte]

Em 1979 foi para São Paulo, onde iniciou um trabalho com sua conterrânea Tetê Espíndola, acompanhando também a cantora Diana Pequeno.[1]

Gravou seu primeiro disco em 1980, contando com a participação de Tetê Espíndola, Alzira Espíndola e Paulo Simões. Fez parte da Geração Prata da Casa no início dos anos 80, sendo uma das principais atrações do movimento que juntou os maiores expoentes da música sul-mato-grossense.

Em 1986, juntamente com o parceiro Paulo Simões, com o maestro e violinista Zé Gomes, o jornalista, crítico e pesquisador Zuza Homem de Mello e do fotógrafo Raimundo Alves Filho, inicou uma comitiva que explorou o Pantanal, realizando registros fotográficos, pesquisando o modo de vida dos pantaneiros, de maneira poética, enquanto percorriam o Paiaguás, Nhecolândia, Piquiri, São Lourenço e Abobral. Esse projeto, batizado de Comitiva Esperança, resultou em um documentário co-produzido pelo próprio artista juntamente com Paulo Simões.[2]

Em 1988 foi escolhido por unaminidade pela crítica para participar da abertura do Free Jazz Festival, em 1989, ao lado de nomes sagrados da música mundial. Dono de um talento ímpar e versatilidade como cantor, compositor, violeiro e instrumentista, sendo reconhecido como um dos artistas mais completos da música brasileira. Único cantor do país a cantar em Nashville, nos Estados Unidos, no mesmo ano (cidade considerada o berço da música country americana).

Anos 90 e 2000 - novelas e prêmios[editar | editar código-fonte]

Nos anos 90 ganhou dois prêmios Sharp com as canções "Moura" (como melhor música instrumental e instrumentista) e "Tocando em Frente" (esta considerada um "hino" motivacional da música brasileira).

Na mesma década estréia como ator na telenovela Pantanal (de Benedito Ruy Barbosa) pela Rede Manchete em 1990. Na trama, Almir deu muito o que falar por sua interpretação como Trindade, um peão misterioso. Em 1991 protagonizou, ao lado de Ingra Liberato a novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, de Marcos Caruso, pela mesma emissora.

Paralelamente na mesma época, Almir Sater estabeleceu ricas parcerias com Renato Teixeira e Paulo Simões, que criou verdadeiras pérolas do cancioneiro regional-popular. Com Sérgio Reis o artista fez parcerias somente em novelas. Exímio violeiro, fez fama com seu estilo caracterizando-se pelo experimentalismo, a utilização de diversas afinações diferentes e o resgate da viola caipira de 10 cordas. Suas influências vão de Al Jarreau Beatles a Pink Floyd às músicas fronteiriças com seu estado MS como andina e paraguaia. Também toca violão folk de 12 cordas e charango. Os personagens vividos pelo ator possuíam essas características similiares como em O rei do gado, de Benedito Ruy Barbosa, pela Rede Globo, em 1996, onde seu personagem fazia dupla com o personagem de Sérgio Reis, "Pirilampo & Saracura", tendo gravado, inclusive, músicas na trilha sonora da novela.

Sua última aparição como ator foi em 2006 na telenovela Bicho do Mato, de Bosco Brasil e Cristianne Fridman (remake da telenovela homônima, de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro exibida pela Rede Globo em 1972), pela Rede Record, em que interpretava a personagem Marian.[3] [4]

Em 2010 o artista foi um dos convidados para o especial e gravação do DVD "Emoções Sertanejas", em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos. Sua interpretação para a canção "O Quintal do Vizinho", contida e suave, recebeu diversos elogios,sendo apontada por vários internautas como a mais bonita apresentação.

Telenovelas - trabalhos como ator[editar | editar código-fonte]

Recentemente o artista foi convidado para integrar o elenco da novela global "Cordel Encantado", mas recusou em virtude de sua extensa agenda de shows e compromissos o ano inteiro.

Cinema[editar | editar código-fonte]

Almir Sater participou antes das novelas de dois trabalhos no cinema como ator.

  • As Bellas de Billings (1987) - Ozualdo Candeias como protagonista.
  • Caramujo flor (1988) - participação no curta metragem de Joel Pizzini.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

Coletâneas Especiais[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Além da multiplicidade de talentos, o artista é um defensor e preservacionista do meio ambiente, sempre engajado em projetos de cunho socioambiental, estimulando à conscientização e "atitudes verdes" para a melhoria do planeta bem como a preservação dos costumes do homem pantaneiro.

Referências

  1. Almir Sater (em português). Click Music. Página visitada em 10 de setembro de 2009.
  2. Comitiva Esperança (em português). Brasil Festeiro. Página visitada em 10 de setembro de 2009.
  3. Almir Sater: Não sou sertanejo, eu sou roqueiro (em português). overmundo (27 de agosto de 2007). Página visitada em 8 de setembro de 2009.
  4. Almir Sater (em português). Enciclopédia da Música Brasileira. Página visitada em 9 de setembro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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