Frederick Taylor

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Frederick Taylor
ca. 1900
Nome completo Frederick Winslow Taylor
Nascimento 20 de março de 1856
Filadélfia, Pensilvânia
 Estados Unidos
Morte 21 de março de 1915 (59 anos)
Filadélfia, Pensilvânia
 Estados Unidos
Fortuna maaap
Progenitores Mãe: Emily Annette Winslow
Pai: Franklin Taylor
Cônjuge Louise M. Spooner
Filho(s) Kempton, Robert e Elizabeth
Ocupação Engenheiro mecânico
Prêmios Medalha Elliott Cresson (1902)
Escola/tradição Administração científica
Causa da morte Pneumonia

Frederick Winslow Taylor (Filadélfia, 20 de março de 1856 — Filadélfia, 21 de março de 1915) foi um engenheiro mecânico estadunidense. Técnico em mecânica e operário, formou-se engenheiro mecânico estudando à noite. Escreveu o livro "The Principles of Scientific Management", publicado em 1911. É considerado o "Pai da Administração Científica" por propor a utilização de métodos científicos cartesianos na administração de empresas. Seu foco era a eficiência e eficácia operacional na administração industrial.

Elaborou os primeiros estudos essenciais:

  • Em relação ao desenvolvimento de pessoal e seus resultados, acreditava que oferecendo instruções sistemáticas e adequadas aos trabalhadores, ou seja, treinando-os, haveria possibilidade de fazê-los produzir mais e com melhor qualidade.
  • Em relação ao planejamento a atuação dos processos, achava que todo e qualquer trabalho necessita, preliminarmente, de um estudo para que seja determinada uma metodologia própria visando sempre o seu máximo desenvolvimento.
  • Em relação à produtividade e à participação dos recursos humanos, estabelecida a co-participação entre o capital e o trabalho, cujo resultado refletirá em menores custos, salários mais elevados e, principalmente, em aumentos de níveis de produtividade(...)
  • Em relação ao autocontrole das atividades desenvolvidas e às normas procedimentais, introduziu o controle com o objetivo de que o trabalho seja executado de acordo com uma seqüência e um tempo pré-programados, de modo a não haver desperdício operacional.
  • Inseriu, também, a supervisão funcional, estabelecendo que todas as fases de um trabalho devem ser acompanhadas de modo a verificar se as operações estão sendo desenvolvidas em conformidades com as instruções programadas. Finalmente, apontou que estas instruções programadas devem, sistematicamente, ser transmitidas a todos os empregados.
  • Incluiu um sistema de pagamento por quantidade (ou por peça) produzida. Isso fazia com que os rendimentos dos funcionários aumentassem de acordo com seu esforço. Assim, Taylor conseguiu maximizar significativamente a eficiência da organização.

Vida[editar | editar código-fonte]

Frederick Taylor nasceu em uma rica família quaker de Germantown descendente de Samuel Taylor, que estabeleceu-se em Burlington, New Jersey, em 1677. Franklin Taylor, pai de Frederick, foi advogado educado em Princeton, e construiu sua riqueza com hipotecas.[1] A mãe, Annette Emily Taylor (née Winslow), foi uma ardente abolicionista colega de trabalho de Lucretia Mott. Educado inicialmente por sua mãe, Taylor estudou por dois anos na França e na Alemanha e viajou pela Europa por 18 meses.[2] Em 1872, ele ingressou na Phillips Exeter Academy em Exeter, New Hampshire.

Após sua formatura, Taylor foi aceito na Harvard Law School. No entanto, devido a uma rápida deterioração de sua visão, Taylor teve que considerar uma carreira alternativa. Depois da depressão de 1873, Taylor tornou-se um aprendiz industrial, ganhando experiência no chão de fábrica em uma empresa de fabricação de bombas, a Enterprise Hydraulic Works, na Filadélfia. Carreira de Taylor progrediu em 1878 quando ele se tornou um trabalhador da loja de máquinas da Midvale Steel Company. Na Midvale, Taylor foi promovido a chefe de equipe, supervisor, diretor de pesquisa, e finalmente engenheiro-chefe. Em 1883, Taylor obteve o diploma de engenharia mecânica do Instituto de Tecnologia Stevens, onde estudou por correspondência.[3] Em 3 de maio de 1884, casou-se com Louise M. Spooner, da Filadélfia.

De 1890 até 1893, Taylor trabalhou como gerente geral e um engenheiro consultor em gestão para a Investment Manufacturing Company, da Filadélfia, que operava grandes fábricas de papel no Maine e em Wisconsin. Ele passou um tempo como gerente de fábrica no Maine. Em 1893, Taylor abriu uma consultoria independente, na Filadélfia. Em seu cartão de visitas, lia-se "especialista em sistematizar gestão de fábricas e custos de fabricação". Em 1898, Taylor entrou na Bethlehem Steel, onde desenvolveu o aço de alta velocidade, junto com Maunsel White e uma equipe de assistentes. Por seu processo de tratamento de ferramentas de aço de alta velocidade, ele recebeu uma medalha de ouro individual na Exposição de Paris em 1900, e foi condecorado com a medalha Elliot Cresson no mesmo ano pelo Instituto Franklin, da Filadélfia. Taylor teve de deixar a Bethlehem Steel em 1901, após algumas desavenças com os outros gerentes. Em 1901, Frederick Taylor e Louise adotaram os três órfãos Kempton, Robert e Elizabeth.

Em 19 de outubro de 1906, Taylor recebeu o grau honorífico de Doutor Honoris Causa em Ciências pela Universidade da Pensilvânia[4] e, em seguida, lecionou na Tuck School of Business, no Dartmouth College.[5] No fim do inverno de 1915, Taylor contraiu pneumonia e morreu em 21 de março de 1915, apenas um dia após seu aniversário de 59 anos. Foi enterrado em West Laurel Hill Cemetery, em Bala Cynwyd, na Pensilvânia.[6]

Obra[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg Frederick W. Taylor foi o primeiro homem na história a considerar o trabalho digno de estudo e observação sistemática. Na "administração científica" de Taylor reside, sobretudo, o enorme aumento da riqueza nos últimos 75 anos que impulsionou as massas trabalhadoras nos países desenvolvidos bem acima de qualquer nível antes registrado, até para os mais prósperos. No entanto, Taylor, como um Isaac Newton (ou talvez um Arquimedes) da ciência do trabalho, deixou apenas as primeiras fundações. Pouco tem sido acrescentado a elas desde então - embora ele esteja morto há sessenta anos. Cquote2.svg

Teoria de administraçãRelação com a ASME[editar | editar código-fonte]

Taylor foi presidente da Sociedade dos Engenheiros Mecânicos dos Estados Unidos (ASME) entre 1906 e 1907 e tentou implementar o seu sistema na gestão da ASME, mas recebeu muita resistência. Ele só conseguiu reorganizar o departamento de publicações e, mesmo assim, apenas parcialmente. Ele também substituiu o secretário de longa data da ASME, Morris L. Cooke, por Calvin W. Rice. Sua presidência foi marcada por problemas e pelo início de um período de divergências internas dentro da ASME durante a Era Progressista.[8]

Em 1912, Taylor reuniu vários de seus artigos em um manuscrito com volume de livro e apresentou-o à ASME para publicação. A ASME formou uma comissão para revisar o texto. A comissão incluia aliados de Taylor, como James Mapes Dodge e Henry R. Towne. A comissão delegou a preparação do relatório para o editor do American Machinist, Leon P. Alford. Alford era um crítico do sistema de Taylor e seu relatório foi negativo. A comissão fez algumas leves modificações no relatório, mas aceitou a recomendação de Alford e recusou-se a publicar o livro de Taylor. Chateado, Taylor desistiu do livro mas publicou seus Princípios sem a aprovação da ASME.[9]

Patentes[editar | editar código-fonte]

Taylor registrou 42 patentes.[10]

Influências[editar | editar código-fonte]

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Uma das réguas de cálculo de Carl G. Barth.
Um gráfico de Gantt.
  1. Carl Georg Barth ajudou Taylor a desenvolver as réguas de cálculo de velocidade de corte até um nível de utilidade até então desconhecido. Ferramentas semelhantes ainda são utilizadas em oficinas mecânicas da atualidade. Barth iniciou-se como consultor de Administração Científica e, posteriormente, lecionou em Harvard.
  2. Henry Gantt desenvolveu o gráfico de Gantt, uma ajuda visual para agendamento de tarefas e demonstração do fluxo de trabalho.
  3. Harrington Emerson introduziu a Administração Científica na indústria ferroviária, e propôs a diferenciação entre funcionários da equipe e funcionários de linha, com os primeiros assessorando os de linha.
  4. Morris Cooke adaptou a Administração Científica para organizações educacionais e municipais.
  5. Hugo Munsterberg criou a psicologia industrial.
  6. Lillian Gilbreth introduziu a psicologia nos estudos de administração.
  7. Frank Gilbreth (marido de Lillian) descobriu a Administração Científica enquanto trabalhava na indústria da construção, e acabou por desenvolver estudos sobre o movimento independentes dos de Taylor. Logicamente, seus estudos complementaram os de Taylor sobre o tempo, uma vez que tempo e movimento são duas faces da mesma moeda da eficiência. As duas pesquisas formaram o Estudo de Tempos e Movimentos.
  8. A Universidade de Harvard, uma das primeiras universidades nos Estados Unidos a oferecer um curso de pós-graduação em Administração, em 1908, desenvolveu seu currículo do primeiro ano baseando-se na Administração Científica de Taylor.
  9. Harlow S. Person, reitor da Faculdade Dartmouth da Escola de Administração e Finanças Amos Tuck, promoveu o ensino da Administração Científica.
  10. James Oscar McKinsey, professor de contabilidade da Universidade de Chicago e fundador da empresa de consultoria que leva seu nome, defendia o uso de orçamentos como um meio de assegurar a prestação de contas e a mensuração do desempenho.

França[editar | editar código-fonte]

Na França, Le Chatelier traduziu o trabalho de Taylor e introduziu a Administração Científica em todas as fábricas estatais durante a Primeira Guerra Mundial. Isto influenciou o teórico francês Henri Fayol, cuja Administration Industrielle et Générale (1916) enfatizou a estrutura organizacional no estudo da Administração. Ele sugere que Taylor tinha analistas de pessoal e consultores trabalhando com indivíduos dos níveis mais baixos da organização para identificar as formas de melhorar sua eficiência. De acordo com Fayol, essa abordagem resulta em uma "negação do princípio da unidade de comando". Fayol criticou a administração funcional de Taylor: em Shop Management, Taylor diz[11] que «... a característica mais marcante da administração funcional reside no fato de que cada operário, ao invés de entrar em contato direto com a gestão por um único ponto,... recebe suas ordens e orientações diárias de oito chefes diferentes... estes oito são: (1) fiscais de percurso, (2) homens dos cartões de instrução, (3) fiscais de custo e tempo, (4) líderes de equipe, (5) fiscais de velocidade, (6) inspetores, (7) chefes de reparo e (8) disciplinadores.» Segundo Fayol, isto era uma situação impraticável, e Taylor deve ter restaurado a dicotomia, de alguma maneira não descrita em seus trabalhos.

Cquote1.svg A abordagem de Taylor é diferente do que temos delineado na medida em que ele analisa a empresa 'de baixo para cima'. Ele começa com as unidades mais elementares da atividade - as ações dos trabalhadores - em seguida, estuda os efeitos de suas ações sobre a produtividade, propõe novos métodos para torná-los mais eficientes, e aplica o que aprendeu nos níveis mais baixos da hierarquia ... Cquote2.svg

Suíça[editar | editar código-fonte]

Na Suíça, o estadunidense Albert Edward Filene criou o Instituto Internacional de Administração para difundir informações sobre técnicas de administração.

URSS[editar | editar código-fonte]

Vladimir Lenin ficou muito impressionado com o taylorismo, que ele e Stalin procuraram incorporar à indústria soviética. O taylorismo e os métodos de produção em massa de Henry Ford muito influenciaram os primeiros anos da União Soviética. Apesar disso, "(...) os métodos de Frederick Taylor nunca realmente se enraizaram na União Soviética".[13] A abordagem voluntarística do movimento stakhanovista na década de 1930 era absolutamente oposta à abordagem sistemática de Taylor, o que mostrou-se contra-produtivo.[14] As paradas no processo de produção que continuariam até a década de 1980, onde trabalhadores ficavam ociosos no início do mês e realizavam turnos ilegais de hora extra no fim, não tinha nada a ver com as fábricas taylorizadas, como por exemplo a Toyota, que se caracterizam por processos de produção contínua (heijunka), que são continuamente melhorados (kaizen).[15]

"A abundância é de mão-de-obra, que permitia a Taylor escolher apenas 'homens de primeira classe', foi uma condição importante para o sucesso de seu sistema."[16] A situação na União Soviética era muito diferente. "Como o trabalho não tem um ritmo regular, o gerente racional contrata mais trabalhadores do que ele precisaria caso os recursos fossem sempre os mesmos, e assim ele garante ter o suficiente para os períodos de maior volume. Com a escassez de trabalho contínuo, os administradores se dispõem a pagar mais do que são obrigados para os trabalhadores necessários, seja por intermédio de contratos falsos, atribuindo-lhes graus mais elevados de habilidade do que receberiam pelo próprio mérito, ou pagando-lhes por peça, ou convertendo os pagamentos por incentivo (prêmios pelo bom trabalho) em parte efetiva do salário normal. Como Mary McAuley sugeriu, sob estas circunstâncias, o pagamento por peça produzida não é um incentivo salarial, mas uma forma de justificar os trabalhadores dando-lhes o que eles 'deveriam' estar recebendo, não importa qual deveria ser o seu salário de acordo com as normas oficiais".[17]

Taylor e suas teorias foram igualmente referenciados (e postos em prática) em 1921, no romance distópico We de Yevgeny Zamyatin.

Críticas[editar | editar código-fonte]

O teórico Henry Mintzberg é altamente crítico em relação aos métodos de Taylor. Mintzberg afirma que a obsessão com a eficiência permite benefícios mensuráveis ​​e quantificáveis que ofuscam completamente os benefícios sociais menos tangíveis, e os valores sociais são deixados para trás.[18]

Os métodos de Taylor também foram contestados por intelectuais socialistas. O argumento apresentado refere-se ao esgotamento progressivo dos trabalhadores no local de trabalho e à subsequente degradação do trabalho, movido pelo capital, que usa os métodos de Taylor para tornar o trabalho repetitivo, monótono e reduzindo ainda mais as habilidades dos trabalhadores.[19]

Realizações no tênis[editar | editar código-fonte]

Taylor foi ainda um proeminente jogador de tênis, tendo vencido, em 1881, o primeiro Aberto dos Estados Unidos, fazendo dupla com Clarence Clark no torneio em Newport Casino.[20]

Notas de referência

  1. Mary Ellen Papesh (February 14, 1998). Frederick Winslow Taylor. University of St. Francis. Página visitada em May 4, 2008.
  2. Frederick Winslow Taylor. Universidade de Miami (2003). Página visitada em May 4, 2008.
  3. Kanigel 1997:182-183,199
  4. Charles Custis Harrison (8 de outubro de 1906). Letter to Taylor (em inglês). Arquivos do Instituto de Tecnologia Stevens. Página visitada em 5 de maio de 2008.
  5. Richard A. D'Aveni On Changing the Conversation: Tuck and the Field of Strategy. Tuck School of Business. Página visitada em 22 de novembro de 2007.
  6. Frederick Taylor (em inglês) no Find a Grave.
  7. Drucker 1974: 181
  8. Jaffe 1957:34
  9. Jaffe 1957:36-40; Nelson 1980:181-184)
  10. F.W. Taylor Collection: Patents. S.C. Williams Library. Página visitada em 4 de maio de 2008.
  11. Fayol, 1949, p. 68
  12. Fayol, 1987, p. 43
  13. Atta 1986: 335
  14. Atta 1986: 331
  15. Head 2005: 38-59
  16. Atta 1986: 329
  17. Atta 1986: 333
  18. Mintzberg 1989:333
  19. Harry Braverman, Labor and Monopoly Capital: The Degradation of Work in the Twentieth Century, 1974
  20. F. W. Taylor, Expert in Efficiency, Dies. The New York Times (22 de março de 1915). Página visitada em 14 de março de 2008.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • Atta, Don Van (1986), “Why Is There No Taylorism in the Soviet Union?” in: Comparative Politics, Vol. 18, No. 3. (Apr., 1986), pp. 327–337
  • Head, Simon (2005), The new ruthless economy. Work and power in the digital age, Oxford University Press, Paperback Edition
  • Drucker, Peter. Management: Tasks, Responsibilities, Practices. New York: Harper & Row, 1974. ISBN 1-412-80627-5
  • Fayol, H. (1987). General and industrial management: Henri Fayol’s classic revised by Irwin Gray. Belmont, CA: David S. Lake Publishers.
  • Jaffe, William. L.P. Alford and the Evolution of Modern Industrial Management. With an introduction by David B. Porter. New York: New York University Press, 1957.
  • Kanigel, Robert. The One Best Way: Frederick Winslow Taylor and the Enigma of Efficiency. New York: Viking, 1997. ISBN 0-670-86402-1
  • Mintzberg, Henry (ed.). Mintzberg on Management. New York, New York: The Free Press, 1989. ISBN 978-1416573197
  • Montgomery, David (1989), The Fall of the House of Labor: The Workplace, the State, and American Labor Activism, 1865-1925, Cambridge University Press, Paperback edition
  • Taylor, Frederick Winslow (1911), The Principles of Scientific Management, New York, NY, USA and London, UK: Harper & Brothers, LCCN 11-10339, OCLC 233134, http://books.google.com/books?id=HoJMAAAAYAAJ&pg=PA3#v=onepage&f=false. Also available from Project Gutenberg. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Publicações[editar | editar código-fonte]

Taylor publicou vários artigos e monografias curtas. Entre eles:

  • 1894. Notes on Belting
  • 1895. A Piece-rate System
  • 1896. The adjustment of wages to efficiency; three papers .... New York, For the American economic association by the Macmillan company; London, S. Sonnenschein & co..
  • 1903. Shop management; a paper read before the American society of mechanical engineers. New York.
  • 1906. On the art of cutting metals, by Mr. F. W. Taylor; an address made at the opening of the annual meeting in New York, December 1906. New York, The American society of mechanical engineers.
  • 1911. Principles of Scientific Management. New York and London, Harper & brothers.
  • 1911. Shop management, by Frederick Winslow Taylor ... with an introduction by Henry R. Towne .... New York, London, Harper & Brothers.
  • 1911. A treatise on concrete, plain and reinforced: materials, construction, and design of concrete and reinforced concrete. (2d ed). New York, J. Wiley & sons.
  • 1912. Concrete costs. New York, J. Wiley & sons.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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