Cetorhinus maximus

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Como ler uma caixa taxonómicaCetorhinus maximus
tubarão-elefante, tubarão-frade
Espécime de Cetorhinus maximus a recolher alimento por filtração.

Espécime de Cetorhinus maximus a recolher alimento por filtração.
Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Ordem: Lamniformes
Família: Cetorhinidae
Género: Cetorhinus
Blainville, 1816
Espécie: C. maximus
Nome binomial
Cetorhinus maximus
Gunnerus, 1765
Distribuição geográfica
Distribuição natural de Cetorhinus maximus.
Distribuição natural de Cetorhinus maximus.
Sinónimos
  • Cetorhinus blainvillei Capello, 1869
  • Cetorhinus maximus infanuncula Deinse & Adriani, 1953
  • Cetorhinus normani Siccardi, 1961
  • Hanovera aurata van Beneden, 1871
  • Halsydrus pontoppidiani* Neill, 1809
  • Polyprosopus macer Couch, 1862
  • Scoliophis atlanticus* Anonymous, 1817
  • Selachus pennantii Cornish, 1885
  • Squalis gunneri* Blainville, 1816
  • Squalis shavianus* Blainville, 1816
  • Squalus cetaceus Gronow, 1854
  • Squalus elephas Lesueur, 1822
  • Squalus gunnerianus Blainville, 1810
  • Squalus homianus Blainville, 1810
  • Squalus isodus Macrì, 1819
  • Squalus maximus Gunnerus, 1765
  • Squalus pelegrinus Blainville, 1810
  • Squalus rashleighanus Couch, 1838
  • Squalus rhinoceros* DeKay, 1842
  • Squalus rostratus Macri, 1819
  • Tetraoras angiova* Rafinesque, 1810
  • Tetroras angiova* Rafinesque, 1810
  • Tetroras maccoyi Barrett, 1933
    * Sinónimo taxonómico ambíguo.
Perfil da cabeça de C. maximus mostrando o focinho protuberante.
Gravura mostrando um espécime de C. maximus (macho).
Cetorhinus maximus a alimentar-se.
C. maximus a alimentar-se próximo da superfície em Dursey Sound.
O estranho e "maravilhoso" peixe descrito no Harper's Weekly, edição de 24 de Outubro de 1868, era provavelmente um tubarão frade.

Cetorhinus maximus Gunnerus, 1765 (do grego: κῆτος (ketos), "monstro marinho" ou "baleia" + ῥινός (rhinos), "nariz"; e do latim: maximus, "máximo"), conhecido pelos nomes comuns de tubarão-elefante, tubarão-frade ou tubarão-peregrino, é uma espécie de tubarões lamniformes, única representante do género Cetorhinus da família monotípica Cetorhinidae. Com até 10 m de comprimento e adaptações anatómicas à alimentação por filtração, este tubarão planctívoro é o segundo maior peixe conhecido, apenas menor do que o tubarão-baleia (Rhincodon typus). A espécie tem distribuição natural cosmopolita, embora migrando sazonalmente em função das disponibilidade de plâncton, sendo encontrado nas águas temperadas de todos os oceanos.[2]

Distribuição e habitat[editar | editar código-fonte]

C. maximus é um tubarão pelágico, mais comum nas águas costeiras ricas em plâncton, com um distribuição centrada nas águas temperadas de ambos os hemisférios, embora esteja sazonalmente presente em águas das plataformas continentais desde as regiões boreais até às regiões subtropicais de águas temperadas. A espécie prefere águas com temperaturas entre 8 °C e 14,5 °C, mas estudos recentes confirma que a espécie cruza a região equatorial atravessando águas bem mais quentes.

A espécie é considerada migratória, deslocando-se em latitude em função das concentrações sazonais de organismos planctónicos,[2] acreditando-se que inverne nas águas oceânicas profundas das regiões subtropicais. Foi assinalado nas águas costeiras das regiões temperadas de todo o mundo, em geral perto da superfície. No Verão, são comuns os avistamentos nos mares do norte da Europa e de Inverno nos águas atlânticas mais a sul (costas atlânticas ibérica e norte-africana).

A espécie é frequentemente encontrada junto à costa, por vezes em baías e outras águas abrigadas e ricas em plâncton. Nos seus lentos movimentos alimentares a espécie segue as máximas concentração de plâncton ao longo da coluna de água, sendo frequentemente visível à superfície, mas já foi observado um espécime a 910 m de profundidade.[3]

Estudos realizados em 2003 provaram que a espécie não hiberna, mantendo-se activa durante todo o ano,[4] migrando para latitudes onde o plâncton seja mais abundante ou explorando águas mais profundas, tendo sido demonstrado que os espécimes que permanecem nas altas latitudes se movem durante o inverno para profundidades em torno dos 900 m para se alimentar do zooplâncton presente àquelas profundidades.

O seguimento de espécimes recorrendo à radiolocalização por satélite confirmou que muitos tubarões da espécie C. maximus migram milhares de quilómetros durante os meses de inverno na busca de blooms de plâncton. Esses estudos também mostraram que a espécie renova as cerdas dos filtros branquiais de forma contínua.[3]

Em 2009 foram instalados marcadores em 25 tubarões capturados ao largo de Cape Cod, Massachusetts, o que permitiu determinar que alguns indivíduos migram para sul durante o inverno. Permanecendo a profundidades entre 200 m e 1000 m durante muitas semanas, os tubarões marcados cruzaram o equador e atingiram as costas do Brasil. Um dos espécimes marcados permaneceu um mês junto á foz do Rio Amazonas. Embora se desconheçam as razões que determinam estas migrações, o especialista Gregory Skomal, da Massachusetts Division of Marine Fisheries, suspeita que elas estarão relacionadas com a reprodução.[3] [5]

C. maximus é uma espécie de natação lenta, movendo-se com uma velocidade de cerca de 2 nós (3,7 km/h) enquanto se alimentam. Ao contrário da maioria dos tubarões não se afastam de embarcações nem fogem perante a sua aproximação. A espécie não é atraída pelo lançamento de engodos de qualquer natureza.

Apesar da espécie ser grande e lenta, já foi observada a saltar colocando o corpo inteiramente acima da superfície da água (comportamento similar ao breaching dos cetáceos).[6] Este comportamento poderá ser uma forma de desalojar parasitas comensais,[2] mas essa interpretação é contudo especulativa e difícil de verificar já que este comportamento entre os cetáceos e os grandes peixes pode também ser devido a competição intra-específica com recurso a comportamento deimático com exibição de tamanho e força.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os espécimes adultos de C. maximus atingem frequentemente os 10 m de comprimento. O maior espécime medido com precisão foi capturado em 1851 numa rede de pesca de arenque na Baía de Fundy, Canadá. O seu comprimento total era de 12,3 m (40,3 pés) e pesava cerca de 19 toneladas.[7] Relatos mencionam que nos mares da Noruega foram capturados três tubarões-frade com mais de 12 m de comprimento, o maior deles com 13,7  m, contudo esta informação é considerada duvidosa porque desde então nunca foi capturada naquela região qualquer exemplar cujas dimensões de aproximassem dos valores reportados. Em média, os espécimes adultos atingem um comprimento de 6-8 metros e pesam cerca de 5,2 toneladas.[7] Alguns espécimes podem atingir 9-10 metros de comprimento, mas após muitos anos de pesca comercial em grande escala, os exemplares desse tamanho tornaram-se raros.

O corpo é fusiforme, com um focinho protuberante, de forma cónica, o que associado ao tamanho lhe mereceu o nome comum de tubarão-elefante).

A coloração corporal é geralmente acinzentada, com laivos de acastanhado, o que lhe dá um aspecto de pele manchada. A barbatana caudal, em forma crescente, apresenta uma forte quilha lateral.

Sendo um filtrador planctívoro, de movimentos lentos, exibe conspícuas adaptações anatómicas à filtração, incluindo uma boca alargada em extremo e filtros branquiais muito desenvolvidos, constituído por espessas branquicténias escuras constituídas por estruturas em forma de cerda. As fendas branquiais estendem-se em torno da parte inferior e lateral da cabeça, quase circundando o animal.

A ingestão da água é do tipo passivo, resultando exclusivamente do movimento do animal, que assim se vê obrigado a nadar com a enorme boca aberta. Estima-se que um espécime adulto filtre até 1800 toneladas de água por hora,[8] capturando o plâncton (incluindo ovos e larvas de diversos organismos) e pequenos peixes e outros organismos pelágicos por filtração da água que flui através da boca para as brânquias.

Alimentam-se frequentemente perto da superfície da água, nadando com a boca aberta e os rastros branquiais erectos. Ao contrário de outras espécies de tubarões planctívoros, como Megachasma pelagios e o tubarão-baleia, o tubarão-frade não parece procurar activamente o alimento, embora possua grandes bolbos olfactivos que o podem orientar. Sendo um filtrador passivo, depende em exclusivo da água que é forçada a atravessar as suas brânquias em resultado do avanço do animal por natação, pois não tem mecanismos que lhe permitam chupar ou bombear água através das brânquias.[8]

Os dentes são muito pequenos e numerosos, muitas vezes excedendo a centena por linha. Os dentes curvadas para trás, com a mesma morfologia e dimensão nos maxilares superior e inferior. Cada dente apresenta uma única cúspide cónica.

Apesar de serem considerados animais sociais, capazes de formar cardumes segregados por sexo, a espécie ocorre tanto em pequenos cardumes como em espécimes isolados. geralmente o número de indivíduos por cardume é de apenas 3-4, mas já foram reportados grupos de até 100 espécimes.[2] O seu comportamento social parece seguir estímulos visuais, já que apesar de ter olhos pequenos, estes são bem desenvolvidos e funcionais. Têm sido assinalados espécimes a observar embarcações, aparentemente confundindo-as com indivíduos da sua espécie.[9]

Na Baía de Fundy são frequentes pequenos cardumes nadando em círculos junto à superfície, com os indivíduos a seguirem em fila, o que pode ser uma forma de comportamento de acasalamento. Apesar de seu grande tamanho e aparência ameaçadora, os tubarões-frade não são agressivos e são inofensivos para as pessoas, sendo frequentemente avistados quando pescadores lançam bóias à agua, vindo à superfície para investigar e parecendo acomodar-se à presença humana.

A espécie exibe o plano corporal típico dos tubarões lamniformes, razão pela qual são por vezes confundidos com os grandes tubarões brancos da espécie Carcharodon carcharias. Contudo, as duas espécies podem ser facilmente distinguidas, já que a mandíbula do tubarão-frade é cavernosa, com até 1 metro de largura, com o focinho mais longo e longas fendas branquiais que quase circundam a cabeça. O muito desenvolvido filtro branquial é também bem visível, os olhos são menores e o animal apresenta uma menor circunferência média. Outra diferença conspícua ocorre na dentição, com C. carcharias a apresentar grandes dentes, em forma de adaga, enquanto os dentes de C. maximus são muito menores, não excedendo os 5-6 milímetros, e em forma de gancho, com dentes funcionais apenas nas primeiras três ou quatro linhas da mandíbula superior e seis ou sete linhas da mandíbula inferior. A sua etologia é também completamente diferente, já que o primeiro é um predador activo de animais de grande porte e segundo um organismo filtrador.

Outras características distintivas incluem um forte pedúnculo caudal em forma de quilha, a pele altamente texturizada e recoberta por escamas placóides e uma camada de muco, um focinho-pontiagudo, distintamente encurvado em espécimes jovens, e uma barbatana caudal em forma de meia-lua. Nos indivíduos de grande porte, a barbatana dorsal pode pender para um dos lados quando exposta acima da superfície da água. A coloração é muito variável (provavelmente, dependente das condições de observação e condição do indivíduo), mas geralmente é castanho escura ao preta-azulada na parte dorsal variando gradualmente para uma tonalidade esbranquiçada ou cinzento-clara na parte ventral.

Os tubarões da espécie C. maximus apresentam muitas vezes cicatrizes e outras marcas cutâneas bem visíveis, possivelmente resultado de encontros com lampreias ou das mordeduras de esqualos, nomeadamente de Isistius brasiliensis. Apesar disso, estes grandes tubarões têm poucos predadores conhecidos, muito embora já se tenham observado tubarões-brancos a alimentarem-se de restos de tubarões-frade e de se terem observado orcas a devorar tubarões-frade ao largo da Califórnia e da Nova Zelândia. As lampreias aparecem frequentemente agarradas à sua pele, mas nos exemplares adultos é pouco provável que consigam perfurar a pele grossa do tubarão, sendo as marcas cutâneas provavelmente o resultado de ataques na fase juvenil.

O fígado de C. maximus, que pode representar 25% do seu peso corporal, corre todo o comprimento da cavidade abdominal. Pensa-se que desempenha um papel na regulação de flutuação para além de armazenamento de energia a longo prazo.

Maturidade sexual e reprodução[editar | editar código-fonte]

C. maximus atinge a maturidade sexual entre os 6 e os 13 anos de idade, com um comprimento corporal de 4,6 a 6 m.

Acasalam no Verão nas águas costeiras da região temperada (que no caso das populações do Atlântico Norte corresponde às costas dos mares do norte da Europa e do Canadá).

São ovovivíparos, com um período de gestação que se estima dure de 2 a 4 anos, produzindo 1 a 2 crias por gestação, com 1,5 m a 2,0 m de comprimento à nascença. Existem grandes incertezas quanto ao período de gestação e ao número de crias, já que são muito raros os registos de captura de fêmeas grávidas. Uma fêmea capturada carregava 6 embriões.[10] As fêmeas buscam águas pouco profundas para o nascimento das suas crias, o qual ocorre na fase final do Verão.

Os embriões em desenvolvimento alimentam-se inicialmente do conteúdo de um saco vitelino bem desenvolvido, embora sem conexão placentária. Na fase final de desenvolvimento recorrem à oofagia, alimentando-se dos óvulos maternos não fertilizados.[11] O recurso à oofagia explicará a razão da existência dentes aparentemente inúteis na fase final de desenvolvimento do embrião,[11] os quais parecem desempenhar um papel importante antes do nascimento, permitindo que o embrião se alimente com os óvulos maternos não fertilizados. Nas fêmeas, apenas o ovário direito das fêmeas parece ser funcional.

A longevidade média da espécie é desconhecida, mas os especialistas estimam que seja de cerca de 50 anos.[12] [13]

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Relação filogenética entre géneros de tubarões lamniformes[14] [15]
 Lamniformes 

 Alopias




 Cetorhinus




 Lamna




 Isurus



 Carcharodon






O tamanho da espécie, a espectacularidade da sua anatomia, especialmente no que respeita à enorme boca distendida, e a sua presença junto à superfície das águas levou a que a espécie recebesse uma considerável notoriedade, traduzidas nos seus numerosos nomes comuns. Em português o nome comum mais frequente parece ser tubarão-elefante, resultado da sua corpulência e do focinho prolongado, mas são frequentes múltiplas outras designações, entre as quais tubarão-frade e tubarão-peregrino, aparentemente uma alusão à coloração e à pomposa lentidão com que se movimenta junto à superfície das águas. A designação "basking shark" comum em inglês também parece aludir à lentidão com que se move ao alimentar-se junto à superfície, parecendo estar a aquecer-se ao sol ("basking").[16]

A espécie é o único membro da família monotípica Cetorhinidae, o que faz de Cetorhinus um género mono-específico da ordem Lamniformes.[14] [15]

A espécie Cetorhinus maximus foi inicialmente descrita pelo naturalista escandinavo Johan Ernst Gunnerus, a partir de um espécime capturado nas costas da Noruega. O nome genérico Cetorhinus é derivado do grego ketos, que significa "monstro marinho" ou "baleia", e de rhinos, "nariz". O epíteto específico maximus é o latim para "máximo", uma constatação das grandes dimensões da espécie.

Ao longo dos anos, em parte em resultado da grande amplitude da área de distribuição natural e da variabilidade morfológica da espécie, foram-lhe sendo atribuídos diversos nomes, resultando numa complexa sinonimia taxonómica que inclui nomes como Squalus isodus, atribuído em 1819 por Michelangelo Macrì, Squalus elephas, por Charles Alexandre Lesueur em 1822, Squalus rashleighanus, por John Nathaniel Couch em 1838, Squalus cetaceus, por Laurence Theodor Gronow em 1854, Cetorhinus blainvillei, por Brito Capello em 1869, Selachus pennantii, por T. Cornish em 1885, Cetorhinus maximus infanuncula, por Deinse & Adriani em 1953, e, finalmente, Cetorhinus maximus normani, por Siccardi em 1961.[8]

A espécie é conhecida do registo fóssil desde o início do Eoceno.[17]

Capturas e utilização[editar | editar código-fonte]

Anteriormente abundante, o tubarão-frade tem sido um alvo fácil da pesca por causa de sua baixa velocidade de natação e pela sua natureza pouco agressiva.

A espécie tem sido objecto de uma pescaria comercialmente importante, sendo as capturas utilizadas como fonte de alimento humano, produção de barbatanas de tubarão, produção de couro a partir da sua pele, produção de ração animal e como fonte de óleo de fígado de tubarão. O seu grande fígado produz grandes quantidade de oleos ricos em esqualeno.[2]

A sobrexploração da espécie tem reduzido as suas populações ao ponto de algumas terem desaparecido e de outras precisarem de protecção. Apesar disso, a espécie é ainda alvo de captura pelas frotas pesqueiras do Japão, Coreia do Sul e de outros países devido ao óleo produzido a partir do seu fígado e ao valor das suas barbatanas (usadas na confecção de sopa de barbatana de tubarão). Outras partes da carcaça, como as cartilagens, são utilizadas em medicina tradicional chinesa e como afrodisíaco no Japão, o que aumenta a sua procura.

Em resultado do rápido declínio as suas populações, C. maximus foi incluído entre as espécies protegidas em diversas regiões oceânicas e o comércio de produtos derivados da sua captura foi restrito no contexto da CITES. A captura da espécie está interdita nos Açores, Reino Unido, Malta, Nova Zelândia,[18] Flórida e águas norte-amercanas do Golfo do México, e, desde 2008, está sujeita a restrições de captura e descarga nas águas da União Europeia.[10] Desde Março de 2010 que está incluída no Anexo I da the CMS Migratory Sharks Memorandum of Understanding.[19]

Em tempos considerados uma praga ao longo da costa canadiana do Pacífico, os tubarões-frade foram alvo de um programa de erradicação promovido pelo governo entre 1945 e 1970. A partir de 2008, estão em curso esforços para determinar se os tubarões ainda vivem na área e monitorizar sua potencial recuperação.[20]

É tolerante à aproximação de embarcações e mergulhadores, podendo mesmo aproximar-se e circundar os mergulhadores, o que torna a espécie um importante atractivo para o turismo de mergulho nas áreas onde a sua ocorrência seja comum.

Criptozoologia[editar | editar código-fonte]

Em várias ocasiões, carcaças de C. maximus em decomposição foram identificados como restos de serpentes do mar ou de plesiossauros, gerando grande interesse no campo da criptozoologia.

Entre esses casos contam-se os casos que ficaram conhecidos como o Monstro de Stronsay e o Zuiyo Maru.[21]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Lista Vermelha da IUCN (em inglês) — {{{título}}} Acedido em {{{data}}}.
  2. a b c d e Leonard J. V. Compagno. Sharks of the World: An annotated and illustrated catalogue of shark species known to date. [S.l.]: Food and Agriculture Organization of the United Nations, 1984.
  3. a b c Skomal, Gregory B.; Zeeman, Stephen I.; Chisholm, John H.; Summers, Erin L.; Walsh, Harvey J.; McMahon, Kelton W.; Thorrold, Simon R.. Transequatorial Migrations by Basking Sharks in the Western Atlantic Ocean. Current Biology.
  4. Basking Shark
  5. Giant Shark Mystery Solved: Unexpected Hideout Found. News.nationalgeographic.com (2010-10-28). Página visitada em 2012-08-15.
  6. Pelagic Shark Research Foundation. PSRF Shark Image Library. PSRF. Página visitada em 2006-06-01.
  7. a b Wood, Gerald. The Guinness Book of Animal Facts and Feats. [S.l.: s.n.], 1983. p. 256. ISBN 978-0-85112-235-9
  8. a b c Whale shark. Icthyology at the Florida Museum of Natural History. Página visitada em 17 September 2006. Cópia arquivada em 5 September 2006.
  9. Martin, R. Aidan. A Curious Basker. SHARK-L. Página visitada em 2006-08-03. Cópia arquivada em 2004-10-20.
  10. a b The Shark Trust. Basking Shark Factsheet. The Shark Trust. Página visitada em 2006-07-07.
  11. a b "Martin, R. Aidan". Biology of the Basking Shark(Cetorhinus maximus). "ReefQuest Centre for Shark Research". Página visitada em 2008-06-08. Cópia arquivada em 28 May 2008.
  12. Archipelagos Wildlife Library. Basking Shark ( Cetorhinus maximus ). Archipelagos Wildlife Library. Página visitada em 2013-04-30.
  13. Born Free Foundation. Basking Shark Facts. Born Free Foundation. Página visitada em 2013-04-30.
  14. a b Kenshu Shimada: Phylogeny of lamniform sharks (Chondrichthyes: Elasmobranchii) and the contribution of dental characters to lamniform systematics. Paleontological Research 9 (1), 2005; S. 55-72.
  15. a b A.P. Martin, G. J P. Naylor: Independent origin of filter-feeding in megamouth and basking sharks (order Lamniformes) inferred from phylogenetic analysis of cytochrome b gene sequences. In: K. Yano, J. F. Morrissey, Y. Yabumoto, K. Nakaya (Hrsg): Biology of Megamouth Shark. Tokai University Press, Tohylo 1997; S. 39–50.
  16. Yarrell, William. (1836). A History of British Fishes. Volume II. John Van Voorst, London. p. 397.
  17. Jack Sepkoski, "A compendium of fossil marine animal genera" (Chondrichthyes entry). Bulletins of American Paleontology, volume 364, p. 560, 2002.
  18. Fishing (Reporting) Regulations 2001, Schedule 3, Part 2C Protected Fish Species. NZ Government.
  19. MEMORANDUM OF UNDERSTANDING ON THE CONSERVATION OF MIGRATORY SHARKS.
  20. Colonist, Times (2008-08-21). B.C. scientists hunt for elusive shark. Canada.com. Página visitada em 2012-08-15.
  21. Kuban, Glen. Sea-monster or Shark?: An Analysis of a Supposed Plesiosaur Carcass Netted in 1977.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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