Tubarão-baleia

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Como ler uma caixa taxonómicaTubarão-baleia
Tubarão-baleia macho, no Georgia Aquarium.

Tubarão-baleia macho, no Georgia Aquarium.
Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Ordem: Orectolobiformes
Família: Rhincodontidae
Género: Rhincodon
Espécie: R. typus
Nome binomial
Rhincodon typus
(Smith, 1828)
Distribuição geográfica
Rhincodon typus distmap.png

O tubarão-baleia (Rhincodon typus) é a única espécie da família Rhincodontidae, vive em oceanos quentes e de clima tropical, além de ser a maior das espécies de tubarão, é o maior peixe conhecido.[2] , podendo atingir de 18[3] a 20 m[4] mas raramente passa dos 12 metros[5] e pesar mais de 13 toneladas.

O animal é completamente inofensivo ao homem e alimenta-se de plâncton por filtração.[3]

Nomenclatura[editar | editar código-fonte]

Esta espécie foi identificada pela primeira vez em 1828, na costa da África do Sul, mas a família Rhincodontidae foi criada apenas em 1984. O nome "tubarão-baleia" surgiu graças ao tamanho desse peixe.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

O tubarão-baleia se alimenta de plâncton, macro-algas, krill,[3] pequenos polvos e outros invertebrados.[6] As várias fileiras de dentes não atuam na alimentação, a água entra constantemente na boca e sai através dos arcos das brânquias. Qualquer material capturado é engolido.[6] O tubarão pode fazer circular a água a uma taxa de até 1,7 l/s. Entretanto, também se alimenta de forma ativa, explorando concentrações de plâncton ou pequenos peixes através do olfato.

De acordo com marinheiros, os tubarões-baleia se encontram nos recifes perto da costa caribenha de Belize suplementando sua dieta ordinária alimentando-se das ovas de caranhos gigantes que enxameiam nessas águas em maio, junho e julho entre a lua cheia e os quartos crescente e minguante desses meses[carece de fontes?].

Em 2012, uma equipe de cientistas captou imagens de tubarões-baleia que aprenderam a sugar os peixes das redes de pesca. No Parque Nacional da Baía de Cendrawasih, numa baía da Indonésia[7] .

Comportamento[editar | editar código-fonte]

Um comparativo entre os tamanhos do tubarão-baleia e do homem.

Quando se explica que a maioria dos tubarões não são perigosos para os humanos, esta espécie é geralmente usada como o exemplo principal. Mergulhadores podem nadar ao redor do gigantesco peixe sem problema algum.[6]

Os tubarões são frequentemente vistos na Tailândia,[6] nas Maldivas, no Mar Vermelho, na Austrália ocidental (Arrecife de Ningaloo),[3] na Reserva Marinha de Gladden Spit, em Belize e nas ilhas Galápagos. São regularmente vistos entre dezembro e maio nas Filipinas (Donsol). Mergulhadores afortunados também se encontraram com tubarões-baleia nas Seychelles e em Porto Rico. Entre dezembro e setembro, eles costumam nadar ao longo da baía de La Paz na Baixa Califórnia mexicana[carece de fontes?].

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Como ocorre com a maioria dos tubarões, os hábitos reprodutivos dos tubarões-baleia são obscuros. Baseando-se no estudo de um único ovo encontrado na costa do México em 1956, acreditava-se que eles fossem ovíparos, mas a captura de uma fêmea grávida em julho de 1996, contendo 300 filhotes de tubarão-baleia[8] indica que eles são vivíparos com desenvolvimento ovovivíparo.[6] Os ovos permanecem no corpo e as fêmeas dão luz a filhotes com quarenta a 60 cm. Acredita-se que eles alcancem maturidade sexual por volta dos 30 anos e sua longevidade é estimada como sendo entre 60 e 130 anos.

Segundo a WWF, o menor exemplar vivo da espécie foi encontrado com apenas 38 centímetros. Sua pequena cauda ficou presa em cordas de amarras de navios em 10 de março de 2009 na Baía de Sorsogon, Filipinas.

Importância para o homem[editar | editar código-fonte]

O tubarão-baleia é visado pela pesca artesanal e pela indústria pesqueira em várias áreas onde eles se juntam sazonalmente. A sua população é desconhecida e esta espécie é considerada em perigo pela IUCN. Sabe-se que os tubarões-baleia frequentam as águas na costa de Donsol na província Sorsogon das Filipinas. Um tubarão-baleia é, também, a principal atração do Aquário Kaiyukan de Osaka, no Japão.

No ano de 2005, três tubarões-baleia estavam sendo estudados em cativeiro no Aquário Churaumi de Okinawa, também no Japão. Quatro tubarões-baleia, incluindo dois machos, Ralph e Norton e duas fêmeas, Alice e Trixie, são mantidos no Aquário da Georgia, que abriu em 2005 em Atlanta. As duas fêmeas foram adicionadas ao grupo em 3 de junho de 2006 com a esperança de que sua reprodução pudesse ser estudada em cativeiro. Todos os quatro tubarões foram importados de Taiwan pela UPS.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rhincodon typus (Whale Shark). Visitado em 2013-01-23.
  2. Florida Museum of National History
  3. a b c d Allen, Gerry. "Marine Fishes of South-East Asia". Singapore: Periplus Editions, 2000. p. 40. ISBN 962-953-267-4.
  4. http://discoverybrasil.uol.com.br/tubaroes/detalhe/baleia/index.shtml
  5. H. Kuiter, Rudie. "Southeast Asia Tropical Fish Guide". segunda. ed. Frankfurt: Ikan-Unterwasserarchiv, 1997. p. 10.
  6. a b c d e H. Kuiter, Rudie. "Southeast Asia Tropical Fish Guide". segunda. ed. Frankfurt: Ikan-Unterwasserarchiv, 1997. p. 10.
  7. Tubarão-baleia aprende a sugar peixes das redes de pesca.
  8. [1]


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