Amarelo Manga

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Amarelo Manga
Pôster de divulgação do filme.
 Brasil
2002 •  cor •  103 min 
Direção Cláudio Assis
Produção Cláudio Assis
Marcello Ludwig Maia
Paulo Sacramento
Roteiro Hilton Lacerda
Elenco Matheus Nachtergaele
Jonas Bloch
Dira Paes
Chico Diaz
Leona Cavalli
Gênero drama
Música Jorge Du Peixe
Lúcio Maia
Cinematografia Walter Carvalho
Edição Paulo Sacramento
Distribuição Riofilme
Lançamento Brasil 4 de outubro de 2002 (Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro)
15 de agosto de 2003[1]
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

Amarelo Manga é um filme brasileiro de 2002, do gênero drama, dirigido por Cláudio Assis.[2][3] A obra retrata a vida de alguns moradores do centro histórico de Recife, guiados pelas suas paixões e frustrações do dia a dia. É o filme de estréia de Cláudio Assis como diretor e foi parcialmente inspirado em seu curta-metragem, Texas Hotel.

O filme, ganhador do prêmio do Ministério da Cultura do Brasil para filmes de baixo orçamento, custou 450 mil reais.[4] Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.[5]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Lígia é uma mulher desencantada que trabalha num bar, num subúrbio de Recife e, quando o dia termina, só lhe resta voltar ao seu quarto, em um anexo do bar. Ao mesmo tempo, Kika, que é muito religiosa, está freqüentando um culto enquanto seu marido Wellington, que é um açougueiro, elogia as virtudes da sua mulher enquanto usa uma machadinha para fazer seu serviço. Apesar de elogiar a mulher, Wellington tem uma amante, que quer que ele tome uma decisão.

No Hotel Texas, que também fica na periferia da cidade, trabalha Dunga, um homem homossexual que é apaixonado por Wellington. Um hóspede do Hotel Texas, Isaac, sente um grande prazer em atirar em cadáveres, que lhe são fornecidos por Rabecão, um funcionário do IML. Isaac conhece Lígia no bar e se interessa por ela.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Fotografia. Recebeu ainda doze indicações nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Chico Diaz e Matheus Nachtergaele), Melhor Atriz (Dira Paes e Leona Cavalli), Melhor Ator Coadjuvante (Jonas Bloch), Melhor Roteiro Original, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Direção de Arte e Melhor Montagem.
  • Ganhou o Prêmio C.I.C.A.E. (Confederação Internacional dos Cinemas de Arte e Ensaio) no Fórum do Novo Cinema, no Festival de Berlim.[6][7]
  • Melhor Roteiro: Hilton Lacerda por Amarelo Manga no Cine Ceará (2003)[11]
  • Melhor Direção de Arte: Renata Pinheiro por Amarelo Manga no Cine Ceará (2003)[11]
  • Melhor Fotografia: Walter Carvalho por Amarelo Manga no Cine Ceará (2003)[11]
  • Melhor Edição: Paulo Sacramento por Amarelo Manga no Cine Ceará (2003)[11]
  • Melhor Trilha Sonora Original: Lúcio Maia e Jorge Du Peixe por Amarelo Manga no Cine Ceará (2003)[11]
  • Melhor Ator: Matheus Nachtergaele por Amarelo Manga no Cine Ceará (2003)[11]
  • Melhor Atriz: Dira Paes por Amarelo Manga no Cine Ceará (2003)[11]
  • Melhor Diretor: Cláudio Assis por Amarelo Manga no Cine Ceará (2003)[11]
  • Melhor Filme: Amarelo Manga, de Cláudio Assis no Cine Ceará (2003)[11]
  • Prêmio Especial de Figurino para Andréia Monteiro por Amarelo Manga no Cine Ceará (2003)[11]
  • Ganhou o prêmio Coral à ópera-prima no Festival do Novo Cinema Latino Americano por Amarelo Manga. (Havana 2003)
  • Ganhou o prêmio de melhor fotografia com Walter Carvalho no Festival do Novo Cinema Latino Americano por Amarelo Manga. (Havana 2003)

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Trilha sonora de Amarelo Manga

Trilha sonora feita por Jorge Du Peixe em conjunto com Lúcio Maia, gravada pela YB Music.

Crítica[editar | editar código-fonte]

As críticas especializadas em geral foram bastante elogiosas ao filme, mas ressaltaram que muitos poderiam se chocar com muitas das imagens do filme, cuja estética brutal é apresentada em contraste com imagens corriqueiras do Recife. No IMDb, o filme tem nota 6,7, baseada em 1934 avaliações de usuários.[15]

O crítico da Folha de S.Paulo Pedro Butcher diz que o filme remete a retomada vinda desde O Baile Perfumado, mas beira a fetichização do povo buscando fugir dos clichês, valendo a pena pelas imagens do Recife.[16] Já Marcelo Hessel, do Omelete, é mais elogioso, colocando que o filme é bastante sincero e contundente, e diferente do crítico da Folha, diz que a estética da pobreza, exibida sem vergonhas, evita o maniqueísmo e os clichês fugindo do apelo de que os marginalizados são vítimas e que o brasileiro é pacífico, não recomendando o filme pra quem quer apenas passar o tempo.[17] Na mesma linha, Robledo Milani, do Papo de Cinema, coloca que o filme é um trabalho original e vivo, mas diz que não é pra todos, levando quem o assiste ao extremo dos sentimentos de amar ou odiar - mas quem odiar estará perdendo "uma aula de cinema" e quem souber aprecia-lo será presenteado com grande louvor.[18] Valéria Geremia, no portal Críticos, Valéria Geremia, comenta que nenhuma das imagens chocantes do filme é gratuita, tendo justificativa ao expor a intimidade dos personagens e não tendo "falsos escrúpulos morais".[19]

Referências

  1. Agencia Estado (15 de agosto de 2003). «"Amarelo Manga": chegou a vez do público». Estadão. Consultado em 15 de setembro de 2018 
  2. Adoro Cinema (15 de agosto de 2003). «Amarelo Manga». Estadão. Consultado em 15 de setembro de 2018 
  3. Cine Pop. «Amarelo Manga». Consultado em 30 de Agosto de 2012. Arquivado do original em 14 de novembro de 2012 
  4. Hessel, Marcelo (14 de agosto de 2003). «Amarelo Manga». Omelete. Consultado em 15 de setembro de 2018 
  5. André Dib (27 de novembro de 2015). «Abraccine organiza ranking dos 100 melhores filmes brasileiros». Abraccine. abraccine.org. Consultado em 26 de outubro de 2016 
  6. «"Amarelo Manga" ganha prêmio do Forum do Festival de Berlim». Folha de S.Paulo. 15 de fevereiro de 2003. Consultado em 19 de dezembro de 2019 
  7. «Após prêmio em Berlim, "Amarelo Manga" quer passar no Recife». Folha de S.Paulo. 17 de fevereiro de 2003. Consultado em 19 de dezembro de 2019 
  8. «Amarelo Manga é um Brasil sem maquiagens». Cineclick. 14 de agosto de 2003. Consultado em 21 de dezembro de 2019 
  9. a b «Festival de Cinema de Brasília premia "Amarelo Manga"». Folha de S.Paulo. 26 de novembro de 2002. Consultado em 19 de dezembro de 2019 
  10. a b c d e «Festival de Brasília consagra "Amarelo Manga"». Estadão. 27 de novembro de 2002. Consultado em 19 de dezembro de 2019 
  11. a b c d e f g h i j «"Amarelo Manga" é premiado em todas as categorias do Cine Ceará». Folha de São Paulo. 14 de maio de 2003. Consultado em 19 de dezembro de 2019 
  12. «APCA elege os melhores de 2003». Estadão. 17 de dezembro de 2003. Consultado em 19 de dezembro de 2019 
  13. Luiz Carlos Merten (9 de junho de 2003). «CINEMA - 'O Homem do Ano' vence festival de Miami». Folha de Londrina. Consultado em 19 de dezembro de 2019 
  14. Nelson Albuquerque (31 de março de 2003). «Longa 'Amarelo Manga' fatura prêmio em Toulouse». Diário do Grande ABC. Consultado em 19 de dezembro de 2019 
  15. «Amarelo Manga (2002) User Ratings». IMDb. Consultado em 8 de agosto de 2020 
  16. Butcher, Pedro (15 de agosto de 2003). «Crítica: Assis faz com "Amarelo Manga" um quase-grande filme». Folha de S.Paulo. Consultado em 8 de agosto de 2020 
  17. Hessel, Marcelo (14 de agosto de 2003). «Amarelo Manga | Crítica». Omelete. Consultado em 8 de agosto de 2020 
  18. Milani, Robledo. «Amarelo Manga». Papo de Cinema. Consultado em 8 de agosto de 2020 
  19. Geremia, Valéria (16 de setembro de 2003). «O DESPUDOR DE "AMARELO MANGA"». Críticos. Consultado em 8 de agosto de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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