Baile Perfumado
| Baile Perfumado | |
|---|---|
| Brasil 1996 • cor • 93 min | |
| Gênero | drama |
| Direção | Lírio Ferreira Paulo Caldas |
| Produção | Aniceto Ferreira Beto Monteiro |
| Roteiro | Hilton Lacerda Lírio Ferreira Paulo Caldas |
| Elenco | Duda Mamberti Luiz Carlos Vasconcelos Aramis Trindade Chico Díaz |
| Música | Paulo Rafael |
| Cinematografia | Paulo Jacinto dos Reis |
| Direção de arte | Adão Pinheiro |
| Distribuição | RioFilme |
| Lançamento | 26 de julho de 1997 |
| Idioma | português |
Baile Perfumado é um filme brasileiro de 1996, do gênero drama, com direção conjunta de Lírio Ferreira e Paulo Caldas.[1][2] É considerado um marco da retomada do Cinema Pernambucano.[3][4] Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.[5]
Sinopse
[editar | editar código]Conta a saga real do libanês Benjamin Abrahão, mascate responsável pelas únicas imagens de Virgulino Ferreira, o Lampião, quando vivia no sertão brasileiro. Amigo íntimo de Padre Cícero, Benjamim mascateava pelo sertão e exercitou seu espírito mercantilista convivendo intimamente com o bando de Lampião. Infiltrou-se no grupo para colher imagens e vender os registros do famoso criminoso pelo mundo afora.[6]
Elenco
[editar | editar código]| Ator/atriz | Personagem |
|---|---|
| Duda Mamberti | Benjamim Abrahão |
| Luis Carlos Vasconcelos | Lampião |
| Zuleika Ferreira | Maria Bonita |
| Cláudio Mamberti | Coronel João Libório |
| Aramis Trindade | Tenente Lindalvo Rosas |
| Chico Diaz | Coronel Zé de Zito |
| Giovanna Gold | Jacobina |
| Jonas Melo | Said |
| Germano Haiut | Ademar Albuquerque |
| Sérgio Varjão | Coronel Nogueira |
| Geninha da Rosa Borges | Dona Arminda |
| Roger de Renor | Corisco |
| Gilberto Brito | Honório |
| Servílio Gomes | Pedro |
| Manoel Constantino | Atividade |
| Raimundo Branco | Luis Pedro |
| Rubem Rocha Filho | Coronel |
| Jofre Soares | Padre Cícero |
Produção
[editar | editar código]Baile Perfumado foi produzido em Pernambuco e filmado originalmente em 35 mm, utilizando fotografia colorida e em preto e branco. A obra combina elementos históricos e ficcionais na representação do cangaço e da cultura nordestina. A trilha sonora do filme incorpora influências do movimento manguebeat, aproximando a narrativa histórica da produção cultural pernambucana contemporânea.[2]
Recepção
[editar | editar código]Baile Perfumado recebeu destaque em festivais de cinema no Brasil. No Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 1996, conquistou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção de Arte e Melhor Ator Coadjuvante, além do Prêmio da Crítica, do Prêmio UNESCO e do Prêmio dos Pesquisadores do Cinema Brasileiro.[2]
A obra passou a ser reconhecida como uma das produções centrais da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990.
Trilha sonora
[editar | editar código]| Trilha sonora de Baile Perfumado | |
|---|---|
| Trilha sonora de Vários Artistas | |
| Lançamento | 1997 |
| Gênero(s) | Manguebeat |
| Duração | Aprox. 46 minutos. |
| Idioma(s) | Português |
| Formato(s) | CD |
| Gravadora(s) | Natasha Records |
- Sangue de Bairro Intro (Com vinheta do filme) (Chico Science & Nação Zumbi)
- Baile Catingoso (Mestre Ambrósio)
- Baile Perfumado (Stela Campos e Fred Zero Quatro)
- Angicos (Chico Science)
- Abertura 1900/Mata (Paulo Rafael e Marcio Miranda)
- Chico Rural
- Benjaab (Mestre Ambrósio)
- Dip (Paulo Rafael)
- Mamede
- Tenente Lindalvo (Compromisso de Morte) (Fred Zero Quatro)
- Fulô do Jungo
- Sangue de Bairro (Instrumental) (Nação Zumbi)
- Salustiano Song (Instrumental) (Nação Zumbi)
- Angicos (Remix por Paulo Rafael) (Paulo Rafael)
- Angicos (Remix por Suba) (DJ Suba)
Principais prêmios e indicações
[editar | editar código]Festival de Brasília: 1996
- Venceu nas categoria de melhor filme,[7] melhor cenografia e melhor ator coadjuvante (Aramis Trindade).[2]
Festival de Havana: 1997 (Cuba)
- Venceu na categoria de melhor cartaz.
Prêmio APCA: 1997
- Venceu nas categorias de melhor trilha sonora e melhor ator coadjuvante (Luiz Carlos Vasconcelos).[8]
Referências
- ↑ «Ficha do filme - Baile Perfumado». Cineclick. Consultado em 2 de setembro de 2013
- 1 2 3 4 «FILMOGRAFIA - BAILE PERFUMADO». bases.cinemateca.org.br. Consultado em 20 de maio de 2026
- ↑ «Prêmios para "Tatuagem" reafirmam força do cinema pernambucano». UOL. Consultado em 2 de setembro de 2013
- ↑ Vargas, Herom (2010). «Baile perfumado: entre o som do manguebeat e as imagens do árido movie». Recine : revista do Festival Internacional de Cinema de Arquivo. 7 (7): 60-67
- ↑ André Dib (27 de novembro de 2015). «Abraccine organiza ranking dos 100 melhores filmes brasileiros». Abraccine. abraccine.org. Consultado em 26 de outubro de 2016
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Baile Perfumado». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 20 de maio de 2026
- ↑ Ramos, Fernão Pessoa; Miranda, Luiz Felipe (2000). Enciclopédia do Cinema Brasileiro. [S.l.]: Senac. p. 239-240. ISBN 978-8-573-59093-7
- ↑ «CINEMA». apca - Associação Paulista de Críticos de Arte. Consultado em 20 de maio de 2026
- Filmes do Brasil de 1996
- Filmes premiados no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
- Filmes de drama do Brasil
- Filmes em língua portuguesa
- Filmes dirigidos por Paulo Caldas
- Filmes gravados em Recife
- Filmes gravados em Alagoas
- Filmes sobre cangaço ou cangaceiros
- Representações culturais de Lampião (cangaceiro)
- Filmes ambientados na década de 1930
- Filmes de ficção histórica do Brasil