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* [[Lucas Balthazar]], Ganhador do [Prêmio Nobel]]
* [[Lima Barreto]], jornalista e escritor
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* [[Luiz Fux]], Ministro do [[Supremo Tribunal Federal]]
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Revisão das 00h35min de 12 de janeiro de 2012

Colégio Pedro II
CPII
Colégio Pedro II
Informação
Localização Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias,
Tipo de instituição Público
Fundação 2 de dezembro de 1837 (186 anos)
Cursos oferecidos ensino fundamental, ensino médio, técnico em Informática e técnico em meio ambiente[1]
Mantenedora União
Afiliações Escola associada à UNESCO
Classificação
no Enem (2008)[2]
70,27 pontos
Diretor(a) Profª Vera Maria Ferreira Rodrigues
Número de estudantes 12 000[3]
Unidades 14
Página oficial
cp2.g12.br

Colégio Pedro II é uma tradicional instituição de ensino público federal, localizada no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. É o segundo mais antigo dentre os colégios em atividade no país (o mais antigo é o Atheneu Norte-Riograndense). É nomeado em homenagem ao imperador do Brasil D. Pedro II.

Fundado na época do período regencial brasileiro, integrava um projeto civilizatório mais amplo do império do Brasil, do qual faziam parte a fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o Arquivo Público do Império, seus contemporâneos. No plano da educação pretendia-se a formação de uma elite nacional. Deste modo, a instituição propunha-se formar quadros políticos e intelectuais para os postos da alta administração, principalmente pública.

Conta com 12 unidades escolares na cidade do Rio de Janeiro nos bairros do Centro, São Cristóvão (3 unidades), Humaitá (2 unidades), Tijuca (2 unidades), Engenho Novo (2 unidades) e Realengo (2 unidades). Também possui uma unidade em Niterói e outra em Duque de Caxias.

História

O período Imperial

Bernardo de Vasconcelos.

A instituição foi fundada em decorrência da reorganização do antigo Seminário de São Joaquim, conforme projeto apresentado à regência de Araújo Lima (1837 - 1840) pelo então ministro Bernardo Pereira de Vasconcelos. Inaugurado em 1837, na data de aniversário do imperador-menino (2 de dezembro), foi denominado Imperial Colégio de Pedro II. O ato foi oficializado por Decreto Regencial a 20 desse mesmo mês, e as aulas se iniciaram em março do ano seguinte (1838).

As suas instalações sediavam-se na antiga Rua Larga (atual Av. Marechal Floriano), no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, cujas salas de aula funcionam até aos nossos dias.

A maioria dos alunos pertencia à elite econômica e política do país, apesar de haver a previsão para estudantes destituídos de recursos. Imbuído dos valores europeus de civilização e progresso, os alunos do Imperial Colégio saíam com o diploma de Bacharel em Letras,[4] aptos a ingressar nos cursos superiores, em especial nos de Direito.

A partir de 1857 a instituição dividiu-se em Internato e Externato, sendo a primeira modalidade instalada no bairro da Tijuca no ano seguinte (1858), onde permaneceu até 1888, quando as suas dependências foram transferidas para o Campo de São Cristóvão (Unidade São Cristóvão).

Período Republicano

Com a Proclamação da República em 1889 o nome da instituição foi alterado para Instituto Nacional de Instrução Secundária e, logo em seguida, para Ginásio Nacional. Em 1911 reassumiu sua primitiva designação.

Até a década de 1950 era considerado como "Colégio padrão do Brasil", uma vez que seu programa de ensino era referência de qualidade e modelo dos programas dos colégios da rede privada, que solicitavam ao Ministério da Educação o reconhecimento de seus próprios certificados, justificando a semelhança de seus currículos com os do Colégio Pedro II.

Devido ao grande número de inscritos para seu concurso de acesso, significando um aumento crescente na sua demanda, a instituição necessitou ampliar o número de vagas para matrículas. Foram inauguradas por esta razão as Seções Norte e Sul (1952) e a Seção Tijuca (1957).

O colégio na atualidade

A partir de 1979 as antigas seções passaram a ser denominadas Unidades Escolares (U.E.) tendo, como complemento, o nome do bairro onde estavam instaladas: U.E. Centro (a pioneira), U.E. São Cristóvão (o internato), U.E. Engenho Novo (antiga Seção Norte), U.E. Humaitá (antiga Seção Sul) e U.E. Tijuca (antiga Seção Tijuca), atendendo os atuais ensino fundamental(segundo segmento) e ensino médio.

Logo comemorativo dos 170 anos do colégio.

Em 1984 foi instituído na U.E. São Cristóvão o Primeiro Segmento do Ensino Fundamental (C.A. a 4a. Série), informalmente apelidado como "Pedrinho". Este segmento foi implantado, posteriormente, nas U.E. Humaitá (1985), U.E. Engenho Novo (1986) e U.E. Tijuca (1987). A partir desse processo as unidades do primeiro segmento passaram a ser formalmente denominadas como Unidade I e as do segundo segmento (de 5a. a 8a. Séries), como Unidade II (ex.: U.E. São Cristóvão I e U.E. São Cristóvão II, atendendo respectivamente o primeiro e o segundo segmento).

A tradição de excelência em educação da instituição foi reconhecida pelo Governo Federal Brasileiro em 1998, quando o colégio recebeu o Prêmio Qualidade por seu projeto de Qualidade Total na área de Educação.

Visando atender a grande demanda pelo ensino médio foi inaugurada em 1999 uma nova unidade em São Cristóvão (U.E. São Cristóvão III).

Mantendo-se a procura por ensino de qualidade no município, mesmo tratando-se de instituição federal, inaugurou-se a Unidade Escolar Realengo (6 de abril de 2004), fruto de convênio entre a Instituição e a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, que passou a atender, desse modo, a população da Zona Oeste da cidade.

Em 2006 a Unidade Escolar Descentralizada de Niterói foi aberta e, em 2007, a de Duque de Caxias.

O Colégio mantém atualmente convênios com instituições públicas e privadas, como o Observatório Nacional, a Petrobrás, a Fiocruz, o Museu Nacional (UFRJ) e outras, oferecendo estágios e complementação de estudos aos seus alunos. Oferece ainda cursos técnicos nas áreas de Meio-ambiente que é oferceido na unidade São Cristóvão, de Informática, que é oferecido nas Unidades São Cristóvão, Engenho Novo e Tijuca; a partir de 2012 a instituição oferecerá uma nova modalide de Ensino Técnico, o curso de Música que será ministrado na Unidade Realengo, e todos eles ocorrem de forma integrada ao Ensino Médio Regular.

Princípios

Os princípios norteadores da fundação do Colégio foram expressos em um trecho da aula inaugural, proferida por Bernardo Pereira de Vasconcelos, em 25 de março de 1838:

Hino

"Em solenidade comemorativa do Centenário do Colégio foi executado e cantado, pela primeira vez, o Hino dos Alunos do Colégio Pedro II, sob a regência da professora Maria Eliza de Freitas Lima, com música do maestro Francisco Braga e letra do bacharel do Externato Hamilton Elia.

Inspirado na retumbância das peças marciais e na letra de exaltação do passado e certeza do futuro, seus versos acompanham a intensidade da harmonia e são recheados de símbolos do positivismo, expressando, como forma de reconhecimento escolar, o compromisso das novas gerações com as gerações anteriores, de homens que colocaram o nome do Colégio nas altas esferas políticas e culturais do país"(…)[5]


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Nós levamos nas mãos
O futuro de uma grande e brilhante nação
Nosso passo constante e seguro
Rasga estradas de luz na amplidão
Nós sentimos no peito
O desejo de crescer, de lutar, de subir
Nós trazemos no olhar o lampejo
De um risonho fulgente porvir
Vivemos para o estudo,
Soldados da ciência
O livro é nosso escudo
E arma a inteligência.
Por isso, sem temer
Foi sempre o nosso lema
Buscarmos no saber
A perfeição suprema.
Estudaram aqui brasileiros
De um enorme e subido valor
Seu exemplo segui, companheiros
Não deixemos o antigo esplendor
Alentemos ardente
A esperança de buscar, de alcançar, de manter
No Brasil a maior confiança
Que só pode a ciência trazer.
Vivemos para o estudo,
Soldados da ciência
O livro é nosso escudo
E arma a inteligência.
Por isso, sem temer
Foi sempre o nosso lema
Buscarmos no saber
A perfeição suprema.

Tabuada

Além do tradicional Hino, o colégio possui também um grito conhecido por Tabuada. Normalmente após a execução do Hino um aluno "puxa" o grito sendo então acompanhado pelos demais:

- Ao Pedro Segundo, tudo ou nada?
- TUDO!
- Então como é que é?
- TABUADA!
- Três vezes nove, vinte e sete. Três vezes sete, vinte e um. Menos doze ficam nove. Menos oito fica um!
- ZUM! ZUM! ZUM!
- PARATIBUM!
- Pedro Segundo!

Professores ilustres

O Colégio Pedro II contou, ao longo de sua história, com professores renomados na História do Brasil, como:[6]

Alunos ilustres

Do mesmo modo, o Colégio formou dezenas de alunos ilustres, como:[6]

Enem

Esses foram os resultados das unidades participantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008:[9]

Unidade Matrículas Participantes Prova objetiva Média geral Objetiva com correção Média geral com correção
Humaitá II 178 154 67,44 70,41 67,25 70,27
Centro 154 147 68,56 69,54 68,49 69,49
São Cristóvão III 341 285 65,27 68,27 65,04 68,11
Tijuca II 199 156 63,33 66,95 63,04 66,74
Engenho Novo II 116 95 60,30 65,53 60,07 65,36
Realengo 169 158 61,21 65,32 61,12 65,26

Curiosidades

  • Em seus primórdios, a instituição garantia o privilégio do acesso de seus alunos aos cursos de nível superior, sem que necessitassem se submeter a qualquer exame de admissão.
  • Durante noventa anos o Colégio não permitiu o ingresso de estudantes do sexo feminino. A primeira estudante a concluir o curso secundário foi Yvone Monteiro da Silva, em 1927.
  • Certa vez, o Imperador Pedro II declarou em uma carta a José Bonifácio: "Eu só governo duas coisas no Brasil: a minha casa e o Colégio Pedro II".
  • O prédio histórico da U.E. Centro encontra-se tombado pelo Iphan.
  • Nele se destaca a cúpula do Torreão, erguida pelo arquiteto Francisco Joaquim Béthencourt da Silva, discípulo de Grandjean de Montigny;
  • A U.E. São Cristóvão conta com um Horto Botânico, um Teatro (Teatro Mário Lago) e uma piscina olímpica.
  • O Instituto de Educação do Rio de Janeiro, fundado em 5 de Abril de 1880 com o nome de Escola Normal do Município da Corte, funcionou em salas nas dependências do Imperial Colégio de Pedro II até 1888, quando se transferiu para a Escola Central, no Largo de São Francisco. De lá, transferiu-se para as dependências da Escola Técnica Rivadávia Correia e para as da Escola Estácio de Sá (1930), até se estabelecer, pouco depois, definitivamente, nas suas atuais dependências na Rua Mariz e Barros.
  • A U.E. Realengo localiza-se em um terreno onde funcionava uma fábrica de cartuchos pertencente ao Exército brasileiro, que explodiu há vários anos; além disso, a rua onde está instalada possui, coincidentemente, o nome do fundador do colégio: Bernardo de Vasconcelos.
  • Tendo em vista a sua importância nas lutas pela redemocratização no país, o Colégio Pedro II tornou-se a única instituição de ensino explicitamente citada e protegida na Constituição brasileira de 1988, em seu art. 242, parágrafo 2o.

Notas

  1. Sítio oficial do CPII. «Dúvidas frequentes». Consultado em 9 de março de 2010 
  2. «Desempenho no Enem por escola - 2008». Inep. Abril de 2009 
  3. Colégio Pedro II - Projeto Político Pedagógico, Inep/MEC, 400p. 2002
  4. Conforme Decreto de 1843. O colégio era o único a conferir este título a seus formandos, o que lhes garantia o privilégio do acesso direto aos cursos superiores sem a prestação dos exames das matérias preparatórias (in: História CPII Centro Consultado em 27 Nov. 2008
  5. ANDRADE, Vera Lúcia Cabana de Queiroz (1999). Colégio Pedro II: Um Lugar de Memória. Tese (Doutorado) em História. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro. 157 páginas. ISBN 
  6. a b Para uma lista parcial ver. «História CPII Centro». Consultado em 6 Dez. 2008 
  7. Fernanda Montenegro in: [1] (consultado em 5 Set. 2009)
  8. «Biografia publicada em Zero Hora de 25 de maio de 2006, p. 59» 🔗 
  9. INEP (11 de novembro de 2009). «Notas Médias do Enem por Município e por Escolas dos Alunos Concluintes do Ensino Médio em 2008». Consultado em 9 de março de 2010 

  • SEGISMUNDO, Fernando. Colégio Pedro II: Tradição e Modernidade. Rio de Janeiro: Unigraf, 1972. 159p.
  • ANDRADE, Vera Lúcia Cabana de Queiroz. Colégio Pedro II: Um Lugar de Memória. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tese (Doutorado) em História. Rio de Janeiro, 1999. 157p. P. 107 e 108

Ligações externas