Congregação de Jesus e Maria

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Congregação de Jesus e Maria
 
Congregatio Iesu et Mariæ
Brasão Congregação de Jesus e Maria
Vive Jesus et Marie
Jesus e Maria vivem
sigla
C.I.M.
C.J.M.
Tipo: Sociedade de vida apostólica
Fundador (a): Pe. Jean Eudes
Local e data da fundação: Caen, 25 de março de 1643
Aprovação: 25 de julho de 1851
Superior geral: Pe. Camilo Bernal Hadad
Membros: 407 (2009)
Atividades: Direção de seminários diocesanos, colégios e missões
Sede: Via dei Querceti 15, 00184 Roma
Site oficial: www.eudistes.org
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A Congregação de Jesus e Maria (em latim: Congregatio Iesu et Mariæ) é uma sociedade de vida apostólica de direito pontifício, cujos membros são chamados de eudistas. Seus membros usam o sufixo C.I.M ou C.J.M. ou, ainda, Eud.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A congregação foi fundada pelo sacerdote francês João Eudes (1601-1680), que entrou entre as oratorianos de Pierre de Bérulle em 1623, a partir de 1632 dedicou-se intensamente à pregação das missões populares nas áreas rurais e nas áreas mais pobres do país e foi capaz de perceber o estado desolador de pobreza espiritual em que jazia o clero.[2]

Em 1641 Eudes se tornou superior da Congregação do Oratório de Caen e começou a ponderar a construção de uma casa onde os sacerdotes e aspirantes ao sacerdócio fossem capazes de receber formação espiritual e pastoral adequada. Por causa da hostilidade para com a iniciativa dos superiores da Congregação do Oratório, François Bourgoing, Eudes e alguns amigos deixaram a Congregação e em 25 de março de 1643 passaram a completar seu projeto abrindo um seminário em Caen onde puseram em prática as exigências do Concílio de Trento em relação à formação do clero.[2]

A pedido dos bispos locais, membros da Congregação de Jesus e Maria (o nome assumido pela companhia de Eudes) rapidamente assumiram a direção dos seminários de Coutances (1651), Lisieux (1653), Rouen (1659), Evreux (1667) e Rennes (1670). Do ponto de vista da organização canônica da congregação, os eudistas passaram a ser uma sociedade de vida comum sem votos (a questão dos votos religiosos significava a isenção no que diz respeito à autoridade dos bispos e isso era incompatível com os objetivos da companhia, que teve como objetivo cooperar em estreita consulta com os ordinários diocesanos).[2]

A congregação saiu destruída pelo período revolucionário (François-Louis Hébert, superior geral dos Eudistas e confessor de Luís XVI, foi vítima dos massacres de setembro de 1792). Foi restabelecida em Rennes em 1826. Os Eudistas foram expulsos do país sob o governo de Émile Combes e se refugiaram no Canadá, Estados Unidos, Colômbia e Venezuela, mas foram capazes de voltar para a França após a abolição das "leis seculares" durante a Primeira Guerra Mundial.[2] Conseguiram o decreto papal de louvor em 25 de julho de 1851.[1]

Seu fundador, beatificado em 25 de abril de 1909 pelo Papa Pio X, foi proclamado santo pelo papa Pio XI em 31 de maio de 1925.[3]

Atuação[editar | editar código-fonte]

Os Eudistas dedicaam-se principalmente à direção de seminários diocesanos, colégios e missões.[1]

Estão presentes na Europa (França, Itália), nas Américas (Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Honduras, México, Nicarágua, Peru, Venezuela), na África (Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Togo) e nas Filipinas,[4] sendo a sede em Roma, na Via dei Querceti.[1]

Prelados eudistas[editar | editar código-fonte]

Arcebispos[editar | editar código-fonte]

Bispos[editar | editar código-fonte]

  • Pedro Nicolás Bermúdez Villamizar
  • Luc Crépy
  • Michel Marie Jacques Dubost
  • Luis Alfonso Márquez Molina
  • François Thibodeau

Referências

  1. a b c d Ann. Pont. 2007, pp. 1511-1512.
  2. a b c d DIP, vol. IV (1977), coll. 1140-1142, item editado por J. Hamon.
  3. Bibliotheca Sanctorum, vol. VI (1965), coll. 994-996, voce a cura di Ch.B. Chesnay.
  4. «Administration des Eudistes». Consultado em 4 de novembro de 2009. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Annuario Pontificio per l'anno 2007, Libreria Editrice Vaticana, Vaticano 2007. ISBN 978-88-209-7908-9.
  • Bibliotheca Sanctorum (12 voll.), Istituto Giovanni XXIII nella Pontificia Università Lateranense, Roma 1961-1969.
  • Guerrino Pelliccia e Giancarlo Rocca (curr.), Dizionario degli Istituti di Perfezione (10 voll.), Edizioni paoline, Milão 1974-2003.
  • Pascal Frey (2010). Une expérience spirituelle avec Saint Jean-Eudes. Col: Spiritualité et prière. Paris: Éditions de l'Emmanuel. 138 páginas. ISBN 978-2-35389-085-9  Parâmetro desconhecido |bnf= ignorado (ajuda)
  • Pascal Frey (2011). Saint Jean Eudes, une pensée par jour. Col: Une pensée jour. Paris: Éditions Médiapaul. 102 páginas. ISBN 978-2-71221-175-2  Parâmetro desconhecido |bnf= ignorado (ajuda)
  • Pascal Frey (2014). Saint Jean Eudes, un prophète du coeur. Col: Paroles de vie. Mesnil-Saint-Loup: Le livre ouvert. 62 páginas. ISBN 978-2-915614-80-0 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]