Eleições estaduais no Maranhão em 1966

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Eleição parlamentar no  Maranhão em 1966
15 de novembro de 1966
(Senador eleito)
Replace this image male.png Senador Eugenio de Barros.tif
Líder Clodomir Millet Eugênio de Barros
Partido ARENA ARENA
Natural de Codó, MA Matões, MA
Votos 117.218 42.926
Porcentagem 58,35% 21,37%


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Senador do Maranhão

As eleições estaduais no Maranhão em 1966 aconteceram em 15 de novembro conforme prescrito no Ato Institucional Número Três para os 22 estados e os territórios federais do Amapá, Rondônia e Roraima. A ausência de eleições para governador e vice-governador se explica devido a eleição direta realizada no ano anterior na qual José Sarney e Antônio Dino foram levados ao Palácio dos Leões. Assim foram eleitos o senador Clodomir Millet, 16 deputados federais e 40 estaduais numa disputa marcada pela vitória da ARENA cujos candidatos obtiveram quase todos cargos em disputa.[1][nota 1]

Num pleito marcado pelo uso da sublegenda a ARENA elegeu o médico e empresário Clodomir Millet o novo senador do estado. Nascido em Codó e formado em 1936 na Universidade Federal da Bahia, clinicou em São Luís e com o fim do Estado Novo foi para o PR de Artur Bernardes elegendo-se suplente de deputado federal em 1945. Opositor de Vitorino Freire[2] fundou o Jornal do Povo e a convite de Ademar de Barros fundou o PSP tornando-se presidente estadual do partido elegendo-se deputado federal em 1950, 1954 e 1958. Derrotado ao tentar o governo em 1960 e uma vaga de senador em 1954 e 1962, transferiu-se à ARENA e elegeu-se ao impedir a recondução de Eugênio de Barros.[3][4]

O resultado das eleições evidenciou a ascensão do sarneysmo cuja oposição estava dividida em duas facções: uma alojada no MDB e outra na própria ARENA sob a liderança de Vitorino Freire, político pernambucano residente no Maranhão desde 1934 e que devido às suas ligações com Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra filiou-se ao PSD e foi eleito deputado federal antes de obter três mandatos consecutivos de senador. Seu dissenso com José Sarney começou após este trocar o partido de Vitorino Freire pela UDN.

Resultado das eleições para senador[editar | editar código-fonte]

Os números a seguir têm por fonte os arquivos do Tribunal Superior Eleitoral.[5]

Candidatos a senador da República
Primeiro suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
Clodomir Millet
ARENA
Aquiles Cruz
ARENA
-
ARENA (em sublegenda)
117.218
58,35%
Eugênio de Barros
ARENA
José de Ribamar Machado
ARENA
-
ARENA (em sublegenda)
42.926
21,37%
Antônio de Moraes Correia
MDB
Osvaldo Martins Bittencourt
MDB
-
MDB (sem coligação)
40.734
20,28%
  Eleito(a)

Deputados federais eleitos[editar | editar código-fonte]

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[6][7]

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Américo de Souza ARENA 18.515 Coroatá  Maranhão
Henrique de La Rocque ARENA 17.987 São Luís  Maranhão
Alexandre Costa ARENA 14.811 Caxias  Maranhão
José Marão Filho ARENA 12.448 São Luís  Maranhão
Osvaldo Nunes Freire ARENA 12.275 Grajaú  Maranhão
Eurico Ribeiro ARENA 11.889 Pedreiras  Maranhão
Renato Archer[nota 2] MDB 11.782 São Luís  Maranhão
Pires de Saboia ARENA 10.408 Independência  Ceará
Ivar Saldanha ARENA 10.355 Rosário  Maranhão
Raimundo Bogéa ARENA 7.837 Grajaú  Maranhão
Freitas Diniz MDB 6.812 Araioses  Maranhão
Cid Carvalho[nota 2] MDB 6.422 Rio Branco  Acre
Vieira da Silva ARENA 6.419 São Luís  Maranhão
Emílio Murad ARENA 6.327 Codó  Maranhão
Themístocles Teixeira ARENA 5.762 Pastos Bons  Maranhão
Afonso Matos ARENA 5.383 São Luís  Maranhão

Deputados estaduais eleitos[editar | editar código-fonte]

A ARENA conseguiu trinta e uma vagas na Assembleia Legislativa do Maranhão contra nove do MDB.[5]

Notas

  1. Nos territórios federais do Amapá, Rondônia e Roraima o pleito serviu apenas para a escolha de deputados federais não havendo eleições no Distrito Federal e no Território Federal de Fernando de Noronha.
  2. a b Teve o mandato cassado pelo Ato Institucional Número Cinco cujo Art. 4º § único proibia a convocação do suplente e também os direitos políticos suspensos por dez anos.

Referências