Eleição presidencial no Brasil em 1966
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| Eleição presidencial no Brasil em 1966 | ||||
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| 3 de outubro (eleição indireta) | ||||
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| Candidato | Arthur da Costa e Silva
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| Partido | ARENA
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| Natural de | Taquari, Rio Grande do Sul
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| Vice | Pedro Aleixo (ARENA) | |||
| Votos | 294 | |||
| Porcentagem | 100% | |||
Costa e Silva: 294 votos 177 abstenções e ausências | ||||
Titular Eleito | ||||
A eleição presidencial brasileira de 1966 foi a décima nona eleição presidencial do país. Foi a segunda eleição após o golpe militar de 1964, ocorrendo novamente de forma indireta, através de eleição no Congresso Nacional. Foi a primeira eleição em que o vice-presidente foi eleito junto com o presidente, o que se repetiria nas outras quatro eleições da ditadura e se manteria na volta das eleições diretas.
Contexto histórico
[editar | editar código]Muitos quadros da UDN migraram para a ARENA (Aliança Renovadora Nacional). No entanto, sua principal liderança, o jornalista Carlos Lacerda, apesar de ter sido um dos líderes civis do golpe, voltou-se contra ele em 1966, com a prorrogação do mandato do presidente Castelo Branco. Segundo Lacerda, a prorrogação do mandato de Castelo Branco levaria à consolidação do regime numa ditadura militar permanente no Brasil, o que realmente aconteceu.[1]
Após a extinção do PSD, seus membros se dividiram: uns foram para o MDB, único partido de oposição à ditadura permitido após a instituição do bipartidarismo com o AI-2; e outros ingressaram na ARENA, o partido que apoiava o regime instalado em 1964; em ambas as legendas, os ex-pessedistas se organizavam como alas à parte, em sublegendas.[carece de fontes]
Em 1965, através do AI-2, o PTB foi extinto, assim como todos os partidos políticos até então existentes.[2] A quase totalidade dos membros do PTB que não haviam sido cassados ou fugido do país migraram então para o recém-criado MDB.[carece de fontes]
Durante seu governo foram criados o Serviço Nacional de Informações (SNI), responsável por manter o governo informado de tudo o que se passava no país; o Conselho Monetário Nacional; e o Banco Central do Brasil. Foram instituídos também o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Também foram estabelecidas a Lei de Imprensa (1967), que restringia a liberdade de expressão, e a Lei de Segurança Nacional.[carece de fontes]
No processo sucessório, Castelo acabou sendo pressionado a passar a faixa presidencial para o general da "linha dura", Artur da Costa e Silva, porém começou a organizar com o senador Daniel Krieger um movimento contra o endurecimento do regime.[3]
Castelo Branco morreu, logo após deixar o poder, em um acidente aéreo (mal explicado pelos inquéritos militares) ocorrido em 18 de julho de 1967: um avião Lockheed T-33 da Força Aérea Brasileira teria atingido a cauda do avião Piper PA-23 Aztec no qual Castelo Branco viajava, o que fez com que o Piper caísse.[4][5][6]
Resultados
[editar | editar código]A chapa da ARENA de Artur da Costa e Silva para presidente da República e Pedro Aleixo para vice-presidente foi eleita para o quatriênio 1967-71, sem apresentação de chapa concorrente pelo MDB. Mais de 35% dos parlamentares não compareceram ou se manifestaram pela abstenção, percentual que corresponde aproximadamente ao tamanho da bancada do MDB.[7]
| Eleição para presidente do Brasil em 1966 | |||
|---|---|---|---|
| Candidato presidencial | Candidato vice-presidencial | Votos | Porcentagem |
| Artur da Costa e Silva | Pedro Aleixo | 294 | 100% |
| Abstenções | 41 | ||
| Não compareceram | 136 | ||
Referências
- ↑ Gaspari, Elio (2014). A Ditadura Escancarada 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca. 526 páginas. ISBN 978-85-8057-408-1
- ↑ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-02-65.htm
- ↑ «Política para Políticos: O último diálogo de Castello com seu ex-líder foi de advertência diante da articulação da "linha dura". Mas não houve tempo...». Consultado em 16 de julho de 2011. Arquivado do original em 18 de janeiro de 2012
- ↑ Alan Rodrigues (13 de dezembro de 2006). «A segunda morte de Castello Branco» 1939 ed. São Paulo: Editora Três. IstoÉ. Consultado em 7 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 7 de maio de 2015
- ↑ Alan Rodrigues (13 de dezembro de 2006). «A segunda morte de Castello Branco». IstoÉ nº 1939. Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (ADUR-RJ). Consultado em 7 de dezembro de 2014
- ↑ «Castelo Branco morre em desastre aéreo» (PDF). Empresa Jornalística O Povo. O Povo. 18 de julho de 1967. Consultado em 7 de dezembro de 2014
- ↑ Cantarino, Geraldo (2014). A ditadura que o inglês viu. documentos diplomáticos sigilosos revelam a visão britânica do Brasil desde o golpe de 1964 até o processo de abertura política em 1979. A eleição foi indireta e realizada em sessão conjunta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, (...). "Os dois candidatos foram eleitos conjuntamente e obtiveram facilmente a maioria simples necessária. Eles receberam 255 votos dos 409 deputados e 40 dos 66 senadores. Essa maioria incluiu praticamente todo o grupo pró-governo da Arena (Aliança Renovadora Nacional), que não se abalou com a decisão da Oposição, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de boicotar as eleições. (...) No Congresso Nacional, o MDB se absteve, com exceção de apenas um renegado." 1ª ed. Rio de Janeiro: Mauad X. 197 páginas. ISBN 978.85.7478.605.6 Verifique
|isbn=(ajuda). Consultado em 24 de outubro de 2015