Eleição presidencial no Brasil em 1966

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Eleição presidencial no Brasil em 1966
  1965 ← Flag of Brazil.svg → 1969
03 de outubro de 1966
eleição indireta
Costa e Silva.jpg
Candidato(a) Costa e Silva


Partido ARENA


Natural de Rio Grande do Sul


Vice Pedro Aleixo
Votos 294
Porcentagem 100%

A eleição presidencial brasileira de 1966 foi a décima nona eleição presidencial do país. Foi a segunda eleição após o golpe militar de 1964, ocorrendo novamente de forma indireta, através de eleição no Congresso Nacional.

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

A sucessão do presidente Castelo Branco dividiu os militares brasileiros, pois de um lado encontravam-se aqueles que eram oriundos da Escola Superior de Guerra (o denominado "grupo Sorbonne" ou "castelistas") e do outro, a "linha dura", seguidores da filosofia da Escola de Guerra de Fort Leavenworth e liderados pelo ministro de Guerra; o Costa e Silva.

No processo sucessório, Castelo acabou sendo pressionado a passar a faixa presidencial para o general da "linha dura", Artur da Costa e Silva, porém começou a organizar com o senador Daniel Krieger um movimento contra o endurecimento do regime.[1]

Por fim, Costa e Silva tomou posse da presidência em 15 de março de 1967, mesma data em que entrava em vigor a nova Constituição e deixavam de vigorar os Atos Institucionais de número 1 a 4 (AI-1, AI-2, AI-3 e AI-4, respectivamente). Por isto, Costa e Silva assumira o poder sem possuir nenhum poder extraconstitucional. No entanto, na disputa entre os dois grupos militares o da "linha dura" acabou saindo vencedor, pois, após assumir a Presidência da República, o general Artur da Costa e Silva decretou o Ato Institucional Número Cinco (AI-5), e deste modo realmente tornou o regime mais autoritário.

Castelo Branco morreu, logo após deixar o poder, em um acidente aéreo (mal explicado pelos inquéritos militares) ocorrido em 18 de julho de 1967: um avião Lockheed T-33 da Força Aérea Brasileira teria atingido a cauda do avião Piper PA-23 Aztec no qual Castelo Branco viajava, o que fez com que o Piper caísse.[2][3][4]

Todas as eleições durante o regime militar elegeram candidatos militares do partido da Aliança Renovadora Nacional (ARENA), porém durante as eleições de candidatos militares da linha-dura (1966 e 1969) não houve outros candidaturas, sendo uma "eleição" de chapa única.

No dia da eleição Costa e Silva completava 67 anos.

Resultados[editar | editar código-fonte]

A chapa da ARENA de Artur da Costa e Silva para presidente da República e Pedro Aleixo para vice-presidente foi eleita para o quatriênio 1967-71, sem apresentação de chapa concorrente pelo MDB. Mais de 35% dos parlamentares não compareceram ou se manifestaram pela abstenção, percentual que corresponde aproximadamente ao tamanho da bancada do MDB.[5]

Eleição para presidente do Brasil em 1966
Candidato presidencial Candidato vice-presidencial Votos Porcentagem
Artur da Costa e Silva Pedro Aleixo 294 100%
Abstenções 41
Não compareceram 136

Referências

  1. «Política para Políticos: O último diálogo de Castello com seu ex-líder foi de advertência diante da articulação da "linha dura". Mas não houve tempo...». Consultado em 16 de julho de 2011. Arquivado do original em 18 de janeiro de 2012 
  2. Alan Rodrigues (13 de dezembro de 2006). «A segunda morte de Castello Branco» 1939 ed. São Paulo: Editora Três. IstoÉ. Consultado em 7 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 7 de maio de 2015 
  3. Alan Rodrigues (13 de dezembro de 2006). «A segunda morte de Castello Branco». IstoÉ nº 1939. Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (ADUR-RJ). Consultado em 7 de dezembro de 2014 
  4. «Castelo Branco morre em desastre aéreo» (PDF). Empresa Jornalística O Povo. O Povo. 18 de julho de 1967. Consultado em 7 de dezembro de 2014 
  5. Cantarino, Geraldo (2014). A ditadura que o inglês viu. documentos diplomáticos sigilosos revelam a visão britânica do Brasil desde o golpe de 1964 até o processo de abertura política em 1979. A eleição foi indireta e realizada em sessão conjunta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, (...). "Os dois candidatos foram eleitos conjuntamente e obtiveram facilmente a maioria simples necessária. Eles receberam 255 votos dos 409 deputados e 40 dos 66 senadores. Essa maioria incluiu praticamente todo o grupo pró-governo da Arena (Aliança Renovadora Nacional), que não se abalou com a decisão da Oposição, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de boicotar as eleições. (...) No Congresso Nacional, o MDB se absteve, com exceção de apenas um renegado." 1ª ed. Rio de Janeiro: Mauad X. 197 páginas. ISBN 978.85.7478.605.6 Verifique |isbn= (ajuda). Consultado em 24 de outubro de 2015 


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