Eleição presidencial no Brasil em 1966

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2015). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)


Eleição presidencial brasileira de 1966
  1964 ← Flag of Brazil.svg → 1969
03 de outubro de 1966
Eleição indireta
Costa e Silva.jpg
Candidato Costa e Silva


Partido ARENA


Natural de Rio Grande do Sul


Companheiro de chapa Pedro Aleixo
Votos 294
Porcentagem 100%


Coat of arms of Brazil.svg
Presidente do Brasil

A eleição presidencial brasileira de 1966 foi a décima nona eleição presidencial do país. Foi a segunda eleição após o golpe militar de 1964, ocorrendo novamente de forma indireta, através de eleição no Congresso Nacional.

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

A sucessão do presidente Castelo Branco dividiu os militares brasileiros, pois de um lado encontravam-se aqueles que eram oriundos da Escola Superior de Guerra (o denominado "grupo Sorbonne" ou "castelistas") e do outro, a "linha dura", seguidores da filosofia da Escola de Guerra de Fort Leavenworth e liderados pelo ministro de Guerra; o Costa e Silva.

Na luta entre os dois grupos, saiu vencedor o grupo da linha dura com o general Artur da Costa e Silva, que futuramente veio a tornar o regime mais autoritário com a decretação do AI-5.

Resultados[editar | editar código-fonte]

A chapa da ARENA de Artur da Costa e Silva para presidente da República e Pedro Aleixo para vice-presidente foi eleita para o quatriênio 1967-71, sem apresentação de chapa concorrente pelo MDB. Mais de 35% dos parlamentares não compareceram ou se manifestaram pela abstenção, percentual que corresponde aproximadamente ao tamanho da bancada do MDB.[1]

Eleição para presidente do Brasil em 1966
Candidato presidencial Candidato vice-presidencial Votos Porcentagem
Artur da Costa e Silva Pedro Aleixo 294 100%
Abstenções 41
Não compareceram 136

Referências

  1. Cantarino, Geraldo. A ditadura que o inglês viu: documentos diplomáticos sigilosos revelam a visão britânica do Brasil desde o golpe de 1964 até o processo de abertura política em 1979. 1ª ed. Rio de Janeiro: Mauad X, 2014. 197 p. ISBN 978.85.7478.605.6 (A eleição foi indireta e realizada em sessão conjunta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, (...). "Os dois candidatos foram eleitos conjuntamente e obtiveram facilmente a maioria simples necessária. Eles receberam 255 votos dos 409 deputados e 40 dos 66 senadores. Essa maioria incluiu praticamente todo o grupo pró-governo da Arena (Aliança Renovadora Nacional), que não se abalou com a decisão da Oposição, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de boicotar as eleições. (...) No Congresso Nacional, o MDB se absteve, com exceção de apenas um renegado.") Página visitada em 24 de outubro de 2015.



Ícone de esboço Este artigo sobre eleições ou plebiscitos é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.