Eleições estaduais no Paraná em 1973

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Eleições estaduais no  Paraná em 1973
10 de agosto de 1973
(Eleição indireta)


Emílio Hoffmann Gomes, Governador do Paraná..tif
Candidato Emílio Gomes


Partido ARENA


Natural de Ponta Grossa, PR


Vice Jaime Canet Júnior
Votos 37
Porcentagem 100%


Brasão do Paraná.svg
Governador do Paraná

As eleições estaduais no Paraná em 1973 ocorreram em caráter extraordinário em 10 de agosto para sanar a vacância dos cargos de governador e vice-governador do estado. Organizada sob a égide do Ato Institucional Número Três a eleição indireta do governador Emílio Gomes e do vice-governador Jaime Canet Júnior encerrou um ciclo de dois anos onde o Palácio Iguaçu viveu uma troca frequente de sua titularidade.[1]

Tais mudanças ocorreram após 1970 quando o presidente Emílio Garrastazu Médici escolheu 22 governadores[nota 1] e determinou que os mesmos cumprissem integralmente um mandato de quatro anos, situação diversa da acontecida no Paraná onde uma série de acusações de corrupção levantadas contra o governador Haroldo Leon Peres forçaram sua renúncia em 23 de novembro de 1971, apesar de suas alegações de inocência. Em razão deste fato assumiu o vice-governador Parigot de Sousa, comandante do estado até sua morte por câncer em 11 de julho de 1973.[2]

Durante um mês o governo esteve às mãos do deputado João Mansur, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, e após uma articulação onde pesou a liderança política do senador Ney Braga chamado a opinar sobre o novo cenário político, visto que há três anos a escolha de Haroldo Leon Peres pelo presidente Emílio Garrastazu Médici aconteceu para fugir do impasse entre Ney Braga e Paulo Pimentel. Desta vez o presidente da República sacramentou o nome do novo governador após uma série de reuniões onde os senadores Petrônio Portela e Acioly Filho, presidentes da ARENA em âmbito nacional e no Paraná, tiveram o auxílio de João Leitão de Abreu e Alfredo Buzaid para escolher Emílio Gomes, nome simpático a Ney Braga.[3] Em 10 de agosto de 1973 ocorreu uma eleição cujas regras obedeciam também aos termos de uma emenda constitucional.[4] No dia do pleito os oito parlamentares do MDB criticaram o processo de eleição indireta e em seguida se abstiveram de votar.[5]

Tal fato não impediu a vitória do engenheiro civil Emílio Gomes que, egresso do antigo PDC, nasceu em Ponta Grossa e formou-se na Universidade Federal do Paraná.[6][nota 2] Presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, trabalhou para o estado e na prefeitura de Irati. Eleito deputado federal em 1962, 1966 e 1970, renunciou após ser eleito governador pela ARENA em 1973 tendo Jaime Canet Júnior como companheiro de chapa.[7][nota 3] Sobre o novo vice-governador, ele nasceu em Ourinhos (SP) e em razão de sua atividade como cafeicultor foi presidente da Empresa de Café do Paraná e representou o estado no Instituto Brasileiro do Café (IBC), além de ter comandado o Banco do Estado do Paraná no governo Paulo Pimentel e composto o conselho de administração do Bamerindus. Sua ascensão ao posto de vice-governador antecedeu em pouco mais de um ano sua escolha como governador do Paraná em 1974 devido às articulações políticas do Governo Ernesto Geisel.

Resultado da eleição para governador[editar | editar código-fonte]

Eleição realizada pela Assembleia Legislativa do Paraná na qual apenas a bancada da ARENA participou.

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Emílio Gomes
ARENA
Jaime Canet Júnior
ARENA
-
ARENA (sem coligação)
37
100%
  Eleito

Notas

  1. Este número excluiu os governadores nomeados para administrar o Distrito Federal e os territórios federais do Amapá, Fernando de Noronha, Rondônia e Roraima.
  2. Anteriormente, o último governador nascido em Ponta Grossa foi Adolfo de Oliveira Franco, que assumiu o cargo após uma gestão interina do deputado Antônio Annibelli, pois o governador Bento Munhoz da Rocha renunciou em 1955 para assumir o Ministério da Agricultura a convite do presidente João Café Filho.
  3. Dentre os convidados para a posse do novo governador estavam o General Ayrton Tourinho, comandante da 5ª Região Militar, e o Almirante Amaral Saboia, comandante do 5º Distrito Naval, evidenciando o poderio do Regime Militar vigente à época.

Referências