Eleição presidencial no Brasil em 1978

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Eleição presidencial no Brasil em 1978
  1974 ← Flag of Brazil.svg → 1985
15 de outubro de 1978
eleição indireta
Figueiredo.jpg Euler Bentes Monteiro.jpg
Candidato João Figueiredo Euler Bentes Monteiro
Partido ARENA MDB
Natural de Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Companheiro de chapa Aureliano Chaves Paulo Brossard
Votos 355 226
Porcentagem 61,1% 38,9%
Eleições Figueiredo.png
Mapa de votos no colégio eleitoral.


Coat of arms of Brazil.svg
Presidente do Brasil

A Eleição Presidencial brasileira de 1978 ocorreu de forma indireta, através de um Colégio Eleitoral. O MDB oposicionista novamente resolveu lançar um "anticandidato", para ocupar espaços e denunciar a democracia restrita. O MDB escolheu o General Euler Bentes, militar que havia se recusado a participar do golpe de Estado que depôs João Goulart. Euler Bentes disputava contra o General João Figueiredo, ministro-chefe do SNI que teve um civil escolhido como candidato a vice, o até então governador mineiro Aureliano Chaves, egresso da UDN.

Contexto político[editar | editar código-fonte]

O país passava por um processo de abertura política, sobre a qual o então presidente Ernesto Geisel, militar da linha Sorborne, ligada a Escola Superior de Guerra, afirmava que seria um processo "lento, gradual e seguro". Os assassinatos do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manoel Fiel Filho em São Paulo, entre o final de 1975 e o início de 1976, apressaram os planos do governo e ocasionaram um enfraquecimento do poder da chamada linha-dura dentro da administração federal, com a demissão, pouco tempo depois das mortes, do general Ednardo D'Ávila Mello, comandante do II Exército, responsável pelas prisões de Herzog e Fiel Filho. No auge da crise institucional, o então presidente Geisel neutralizou uma tentativa de golpe do general Sylvio Frota, principal expoente da "linha-dura" e tido como um dos favoritos à sua própria sucessão, e terminou por exonerá-lo em outubro de 1977. Com a exoneração de Sylvio Frota, Geisel isolou o grupo de militares que era contra o processo de abertura política.[1]

Geisel extinguiu o AI-5 e preparou o governo de seu sucessor para realizar a anistia política e a volta dos exilados, mas sem que retomassem seus cargos políticos.

Disputavam a sucessão do Presidente Ernesto Geisel, as seguintes chapas:

No dia 15 de outubro de 1978, o Colégio Eleitoral reuniu-se e João Figueiredo foi eleito presidente para um mandato de 6 anos com 355 votos (61,1%) contra 226 dados a Monteiro (38,9%).

Referências

  1. «Ernesto Geisel». Educacao UOL. Consultado em 13 de junho de 2014