Diferenças entre edições de "Conquista normanda da Inglaterra"

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Após sua vitória em Hastings, Guilherme esperava receber a submissão dos líderes ingleses sobreviventes, mas em seu lugar, [[Edgar de Wessex|Edgar, o Atelingo]]{{nota de rodapé|Atelingo (''Ætheling'', em inglês) é o termo anglo-saxão para um príncipe real com alguma pretensão ao trono.{{harvref|Bennett|2001|p=91}}}} foi proclamado rei pela ''Witenagemot'', com o apoio dos condes Eduíno e Morcar, Stigand, o [[Arcebispo da Cantuária]], e [[Ealdred]], o [[Arcebispo de Iorque]].{{harvref|Douglas|1964|p=204-205}} Portanto, Guilherme avançou marchando ao redor da costa de [[Kent]] para Londres. Ele venceu uma força de ingleses que o atacou em [[Southwark]], mas como não conseguiu atacar a [[Ponte de Londres]] procurou chegar à capital por um caminho mais tortuoso.{{harvref|name=Doug206|Douglas|1964|p=205–206}}
 
Guilherme subiu o vale do [[Rio Tâmisa|Tâmisa]], para atravessar o rio em [[Wallingford]], Berkshire; lá, ele recebeu a submissão de Stigand. Então viajou para o nordeste ao longo das [[Chilterns]], antes de avançar em direção a Londres pelo noroeste, lutando contra as forças da cidade. Não tendo conseguido reunir uma resposta militar eficaz, líderes partidários de Edgar perderam a cabeça, e os líderes ingleses se renderam a Guilherme em [[Berkhamsted]], Hertfordshire. Guilherme foi aclamado rei da Inglaterra e coroado por Ealdred em 25 de dezembro 1066, na [[Abadia de Westminster]].<ref name=Doug206 />{{nota de rodapé|A coroação foi marcada quando as tropas normandas estacionadas fora da abadia ouviam os sons de pessoas dentro aclamando o rei e começaram a incendiar casas próximas, pensando que os ruídos eram sinais de um motim.{{harvref|Gravett|1992|p=84}}}} O novo rei tentou conciliar a nobreza inglesa restante confirmando Morcar, Eduíno e [[Valdevo da Nortúmbria|Valdevo (''Waltheof'') da Nortúmbria]] em suas terras, assim como dando terras a Edgar, o Atelingo. Guilherme permaneceu na Inglaterra até março de 1067, quando voltou para aà Normandia com prisioneiros ingleses, incluindo Stigand, Morcar, Eduíno, Edgar, o Atelingo e Valdevo.{{harvref|name=Huscro138|Huscroft|2009|p=138-139}}
 
== Resistência inglesa ==
Uma vez conquistada a Inglaterra, os normandos enfrentaram muitos desafios para manter o controle.{{harvref|Stafford|1989|p=102-105}} Eles estavam em número reduzido em comparação com a população nativa inglesa; incluindo os de outras partes da França, os historiadores estimam que o número de colonos normandos era de cerca de {{formatnum|8000}}.{{harvref|Carpenter|2004|p=82-83}} Os seguidores do rei esperavam e receberam terras e títulos em troca de seus serviços na invasão,{{harvref|name=Carp80|Carpenter|2004|p=79-80}} mas Guilherme reivindicou a posse definitiva das terras na Inglaterra nas quais os seus exércitos tinham lhe dado ''de facto'' o controle, e garantiu o direito de dispor delas como bem entendesse. Daí em diante, todas as terras foram "mantidas" diretamente pelo rei em [[Feudo|posse feudal]], em troca de serviço militar.{{harvref|Carpenter|2004|p=84}} Um lorde normando tipicamente tinha propriedade localizada de forma fragmentada em toda a Inglaterra e Normandia, e não em um único bloco geográfico.{{harvref|Carpenter|2004|p=83-84}}
 
Para encontrar terras para compensar seus seguidores normandos, Guilherme inicialmente confiscou os bens de todos os lordes ingleses que tinham lutado e morrido com Haroldo e redistribuiu parte de suas terras.{{harvref|Carpenter|2004|p=75-76}} Estas apreensões levaram a revoltas, que resultaram em mais apreensões, um ciclo que continuou por cinco anos após a Batalha de Hastings.<ref name=Carp80 /> Para derrubar e evitar novas rebeliões, os normandos construíram castelos e fortificações em números sem precedentes,{{harvref|Chibnall|1986|p=11–13}} no início principalmente no padrão [[castelo de mota]].{{harvref|Kaufman|2001|p=110}} O historiador Robert Liddiard observa que "ao olhar para aà paisagem urbana de Norwich, Durham ou Lincoln somos forçados a lembrar do impacto da invasão normanda".{{harvref|Liddiard|2005|p=36}} O rei e seus barões também exerceram um controle mais rígido sobre a herança de bens por viúvas e filhas, muitas vezes obrigando casamentos com normandos.{{harvref|Carpenter|2004|p=89}}
 
Uma comparação do sucesso do rei na tomada de controle é que, a partir de 1072 até a [[Batalha de Bouvines|conquista capetiana]] da Normandia em 1204, Guilherme e seus sucessores eram governantes, em grande parte, ausentes. Por exemplo, depois de 1072, Guilherme passou mais de 75 por cento do seu tempo na França, em vez de na Inglaterra. Enquanto precisava estar pessoalmente presente na Normandia para defender o reino de uma invasão estrangeira e sufocar as revoltas internas, ele montou estruturas administrativas reais que lhe permitiram governar a Inglaterra à distância.{{harvref|Carpenter|2004|p=91}}
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