Casa de Tudor

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Disambig grey.svg Nota: Para a série de televisão inspirada na história da Casa de Tudor, veja The Tudors.
Casa de Tudor
House of Tudor (em inglês)
A Rosa de Tudor, uma junção da rosa vermelha e branca das casas reais Lencastre e Iorque respectivamente.
Status Extinta em 1603
Estado  Inglaterra
 Reino da Irlanda
Título Rei de Inglaterra
Rei de França¹
Lorde da Irlanda
Rei da Irlanda
Origem
Fundador Owen Tudor
Fundação 1485
Casa originária Lencastre
Iorque
Etnia País de Gales Galesa
Atual soberano
Último soberano Soberano Isabel I de Inglaterra
Linhagem secundária
Grey
¹ Título reivindicado

A Casa de Tudor foi uma família nobre que deu origem a uma dinastia homônima, a dinastia Tudor. Os monarcas pertencentes a este período reinaram a Inglaterra no fim da Guerra das Rosas, de 1485 a 1603. Esta família tem início no século XII, com Ednyfed Fychan de Tregarnedd (1179-1246), senescal do Príncipe de Gwynedd, Llewelyn ap Iorwerth. O seu filho primogénito de 12, Gorowny, teve um filho, Tudur Hem, conhecido posteriormente como O Velho. Gorowny viveu de 1245 a 1311 e dele descendem os Tudor.

Ao todo, cinco monarcas desta dinastia governaram os seus domínios por pouco mais de um século. Henrique VIII era o único herdeiro do sexo masculino de Henrique VII que alcançou a idade adulta. Questões em torno da sucessão real (incluindo o casamento e os direitos de sucessão de mulheres) tornaram-se grandes temas políticos durante o século XVI. Já em 1603, chega ao poder a Casa de Stuart, após a extinção da linha Tudor, que culminou com o reinado de Isabel I, que faleceu sem descendência.

Origem[editar | editar código-fonte]

Brasão de armas da Inglaterra durante o período Tudor

No século XV viveu Owen Tudor (1400-1461), filho de Meredith Tudor. Este casou-se com Catarina de Valois, princesa de França e viúva de Henrique V de Inglaterra.

Desta união nasceu Edmundo Tudor, Conde de Richmond, que se casou com Margarida Beaufort, neta de João de Gante. Ambos foram pais do rei Henrique VII, cujas pretensões ao trono se baseavam no facto de ser tetaraneto do rei Eduardo III, embora por duvidosas vias femininas e ilegítimas. Para cimentar a sua posição, o primeiro soberano Tudor casou-se com Isabel de Iorque, filha do penúltimo rei da Casa de Iorque, Eduardo IV.

A Casa de Tudor governou a Inglaterra durante um período relativamente pacífico, depois de diversas guerras com a Escócia, da Guerra dos Cem Anos e da Guerra das Rosas. A economia e o comércio prosperaram apesar dos conflitos internos que marcaram este período, resultantes do repúdio da autoridade papal da Igreja Católica Romana e da fundação da Igreja Anglicana chefiada pelo próprio rei. Era o início dos movimentos protestantes na Europa. Por altura do fim do reinado de Isabel I, a última monarca Tudor, a Inglaterra se tornou uma das principais potências europeias.

A última monarca Tudor foi Isabel I, que foi sucedida após sua morte em 1603 pelo rei da Escócia, Jaime, um membro da Casa de Stuart, filho da prima de Isabel, Maria da Escócia, que foi executada por ordens da prima. A partir de então e até os dias de hoje, Inglaterra e Escócia formam uma união pessoal, o que emerge para a Grã-Bretanha.

Dinastia e principais membros[editar | editar código-fonte]

Todos os membros da casa de Tudor com o nome em negrito e um coroa dourada na frente constituem a dinastia Tudor, que governou a Inglaterra de de 1485 a 1603.



Ver também[editar | editar código-fonte]

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