Farol da Barra (Salvador)

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Farol da Barra
Farol da barra.jpg

O Farol da Barra.

Número nacional
1472
Localização
Coordenadas
Banhado por
Endereço
Largo do Farol da Barra (d)
Salvador
Flag of Brazil.svg Brasil
Localização
Altitude
39 m
História
Período de construção
1698 (estrutura antiga)
Inauguração
2 de dezembro de 1839 (182 anos) (torre atual)
Entrada em serviço
Estatuto patrimonial
()Visualizar e editar dados no Wikidata
Arquitetura
Altura
22
Altura focal
39 m
Equipamento
Alcance luz
W 38 R 34 milhas náuticas
Luz característica
Identificadores
internacional
G-0242[1]
№ da ARLHS
BRA-096
№ da NGA
110-18028[1]
Online List of Lights
MarineTraffic

O Farol da Barra, ou Farol de Santo Antônio,[2] localiza-se na antiga ponta do Padrão, atual Ponta de Santo Antônio, em Salvador, no litoral do estado da Bahia, no Brasil. É o farol mais antigo das Américas ainda operante.[3]

A torre atual, de 1839, é troncônica em alvenaria com lanterna e galeria, tem 22 metros de altura e foi pintada com bandas pretas e brancas. O farol está construído no interior do Forte de Santo Antônio da Barra.[4]

História[editar | editar código-fonte]

No século XVII, o porto de Salvador era um dos mais movimentados e importantes do continente, e era preciso auxiliar as embarcações que chegavam à Baía de Todos-os-Santos traficando escravos negros ou em busca de pau-brasil e outras madeiras-de-lei, açúcar, algodão, tabaco e outros itens para abastecer o mercado consumidor europeu.

No fim desse século, após o trágico naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, capitania da frota da Companhia Geral do Comércio do Brasil, num banco de areia frente à foz do rio Vermelho, a 5 de maio de 1668, o Forte de Santo Antônio da Barra foi reedificado a partir de 1696, durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702), vindo a receber um farol — um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia —, o segundo existente no Brasil e em todo o Continente (1698), antecedido somente pelo farol do antigo Palácio de Friburgo (1642) no Recife.[5] Passou então a ser chamado de Vigia da Barra ou de Farol da Barra.

O diário de bordo do corsário inglês William Dampier, em 1699, relata: "A entrada da Baía de Todos os Santos é defendida pelo imponente Forte de Santo Antônio, cujos lampiões acesos e suspensos para orientação dos navios, vimos de noite."

O Decreto Regencial de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptrico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro.

Em 1937, o antigo sistema "Barbier" (incandescente a querosene) de iluminação foi substituído por luz elétrica, comemorando-se o primeiro centenário do farol a 2 de Dezembro de 1939. Atualmente o farol encontra-se consagrado como um dos ícones da capital baiana, inspirando artistas e poetas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Ponta de Santo Antonio». NGA List of Lights - Pub. 110 - Aid No. 18028 (em inglês). NGA - National Geospatial-Intelligence Agency. 26 de setembro de 2009. Consultado em 5 de janeiro de 2010 
  2. «Farol de Santo Antonio - BA». Diretoria de Hidrografia e Navegação. Marinha do Brasil. Consultado em 6 de janeiro de 2010 
  3. CCSM (6 de dezembro de 2019). «Marinha do Brasil celebra os 180 anos da atual torre do Farol da Barra». Marinha do Brasil. Consultado em 27 de maio de 2021 
  4. ROWLETT, Russ (6 de fevereiro de 2009). «Lighthouses of Brazil: Bahia». The Lighthouse Directory (em inglês). University of North Carolina at Chapel Hill. Consultado em 22 de abril de 2010 
  5. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome Friburgo

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • PRADO, Roberto Coutinho do (Capitão-de-Fragata). Faróis Brasileiros. Revista Correio Filatélico. a. 19, set./out. 1995, n° 156. p. 36-40.
  • SIQUEIRA, Ricardo. Fortes e Faróis. Rio de Janeiro: R. Siqueira, 1997. 192p. il. ISBN 8590025810

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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