Isabel de Espanha, Princesa das Astúrias

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Isabel
Princesa de Astúrias
Condessa de Girgenti
Retrato por Federico de Madrazo y Kuntz, 1880.
Marido Caetano, Conde de Girgenti
Casa Bourbon
Bourbon-Duas Sicílias
Nome completo
Maria Isabel Francisca de Assis Cristina Francisca de Paula Dominga
Nascimento 20 de dezembro de 1851
  Palácio Real de Madrid, Madrid, Espanha
Morte 23 de abril de 1931 (79 anos)
  Paris, França
Enterro Palacio Real de La Granja de San Ildefonso, San Ildefonso, Espanha
Pai Francisco, Duque de Cádis
Mãe Isabel II da Espanha


Maria Isabel Francisca de Assis de Bourbon e Bourbon (em espanhol: María Isabel Francisca de Asís de Borbón y Borbón) (Madrid, 20 de dezembro de 1851 - Paris, 23 de abril de 1931), chamada La Chata, foi Infanta de Espanha, Princesa das Astúrias, herdeira presuntiva da coroa em dois períodos (1851-1857 e 1875-1880), além de Princesa das Duas Sicílias e Condessa de Girgenti pelo casamento.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Isabel foi a primogênita da rainha Isabel II de Espanha e do príncipe consorte Francisco, Duque de Cádis (que, após o nascimento de Isabel, assumiu o título de rei consorte, como Francisco I de Espanha). Seus avós maternos foram o rei Fernando VII de Espanha e Maria Cristina das Duas Sicílias (filha de Francisco I das Duas Sicílias); enquanto seus avós paternos foram o infante Francisco de Bourbon e Borbon-Parma, Duque de Cádiz (filho mais novo de Carlos IV de Espanha) e Luísa Carlota das Duas Sicílias (também filha de Francisco I das Duas Sicílias).

Princesa das Astúrias[editar | editar código-fonte]

Infanta Isabel aos treze anos de idade.

Em meio a tumultos carlistas e revoltas esporádicas, Isabel foi imediatamente reconhecida como herdeira do trono de sua mãe, através da concessão do tradicional título do Principado das Astúrias. A princesa ostentou esse título até 28 de novembro de 1857, quando nasceu seu primeiro irmão varão, o príncipe Afonso Francisco, sendo reservado a ela o título de Infanta de Espanha e a segunda posição na linha sucessória.

Com a ascensão de Afonso XII de Espanha, em 1875, aos 24 anos de idade, solteiro e sem filhos, Isabel retornou à posição de Princesa das Astúrias. Mas ela perdeu esse direito, definitivamente, em 1880, após o nascimento do primeiro filho de Afonso, Maria das Mercedes, Infanta de Espanha, a próxima herdeira presuntiva.

Casamento e primeiro exílio[editar | editar código-fonte]

Isabel e seu marido, o príncipe Caetano das Duas Sicílias

Isabel casou-se em Madrid, em 13 de maio de 1868, com um primo de seus pais, o príncipe Caetano de Bourbon-Duas Sicílias, filho do rei Fernando II das Duas Sicílias e de sua segunda esposa, Maria Teresa de Áustria-Teschen, arquiduquesa da Áustria. Com o matrimônio, Caetano foi nomeado Infante de Espanha.

Foi um casamento de conveniência, realizado para selar a paz entre a Espanha e a destronada família do extinto Reino das Duas Sicílias, pois as relações entre os primos estavam estremecidas desde que os Bourbon espanhóis reconheceram a unificação italiana no recém criado reino chefiado pela Casa de Sabóia.

O casal nunca teve uma relação de afeto e a união não gerou filhos. Durante a viagem de núpcias, a infanta tomou conhecimento da Revolução de 1868 (chamada La Gloriosa), que expulsou sua mãe do trono e da Espanha. Efetivamente, a princesa só foi autorizada a pisar em território espanhol seis anos depois, com a restauração monárquica de 1874.

Viuvez[editar | editar código-fonte]

Caetano pouco se dedicou à esposa, preferindo viajar pela Europa em visitas a seus familiares nos dois anos que sucederam o casamento. De comportamento soturno, destoava completamente do príncipe alegre e expansivo que costumava ser antes da unificação italiana. Atormentado e deprimido com sua saúde frágil e as constantes crises de epilepsia (doença que não foi mencionada durante as negociações de casamento), Caetano suicidou-se com um tiro na cabeça, aos vinte e oito anos de idade, em 26 de novembro de 1871, num quarto de hotel em Lucerna, na Suíça. Viúva aos dezenove anos de idade, Isabel jamais voltou a se casar e vestiu luto pelo resto de seus dias.

A Infanta em sua velhice.

Segundo exílio[editar | editar código-fonte]

Com a instauração da Segunda República Espanhola, em 14 de abril de 1931, o rei Afonso XIII, sobrinho de Isabel, renuncia aos seus direitos e parte para o exílio. A infanta gozava de grande simpatia na Espanha, especialmente entre a população de Madrid; e foi graças à sua imensa popularidade que as novas autoridades republicanas não a obrigaram a deixar o país, juntamente com sua família. Mesmo assim, a quase octogenária princesa, decidiu acompanhar seus familiares no exílio, na França.

Morte[editar | editar código-fonte]

O advento da Segunda República foi um duro golpe para a infanta Isabel. Desgostosa e com a saúde abalada, morreu de causas naturais num convento próximo a Paris, em 23 de abril de 1931, cinco dias após ter abandonado a Espanha.

Em 1991 seu sobrinho-bisneto, o rei Juan Carlos I, ordenou o traslado de seus restos mortais para a Espanha. A ex-Princesa das Astúrias foi finalmente sepultada na capela do Palácio Real de La Granja de San Ildefonso, junto aos túmulos do rei Filipe V e de sua esposa, a rainha Isabel Farnésio. A escolha do local se deve a identificação que a infanta sempre teve com aquela residência real, onde passava férias e organizava reuniões com mulheres da alta nobreza nos jardins apelidados de Pequena Versalhes.

Honras e armas[editar | editar código-fonte]

Honras[editar | editar código-fonte]

Estrangeiras:

Armas[editar | editar código-fonte]

Coat of Arms of Infanta Isabella of Spain, Countess of Girgenti.svg
Brasão de armas como Infanta e Condessa de Girgenti
Coat of arms of Isabella of Spain (1851–1931) as Princess of Asturias and widow.svg
Brasão de armas de Isabel como Princesa das Astúrias (viúva)
Coat of arms of Isabella of Spain (1851–1931) as Infanta and widow.svg
Brasão de armas como Infanta da Espanha
Posthumous Coat of arms of Isabella, Infanta of Spain (1851–1931).svg
Brasão de armas de Isabel (Póstumo)[12]

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • RUBIO, María José. La Chata. La Infanta Isabel de Borbón y la Corona de España. Madrid, La Esfera de los Libros, 2003.
  • ORTEGA-MOREJÓN, José Mª de. Doña Isabel de Borbón, infanta de España. Madrid, Ediciones Aspas, 1943.
Commons
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Isabel, Princesa das Astúrias
Casa de Bourbon
Ramo da Casa de Capeto
20 de dezembro de 1851 – 23 de abril de 1931
Precedida por
Isabel II
Coat of Arms of the Prince of Asturias.svg
Princesa das Astúrias
20 de dezembro de 1851 – 28 de novembro de 1857
Sucedida por
Afonso XII
Precedida por
Vacante

Primeira República Espanhola

Último detentor do título:
Emanuel Filiberto
Coat of Arms of the Prince of Asturias.svg
Princesa das Astúrias
28 de dezembro de 1874 – 11 de setembro de 1880
Sucedida por
Mercedes