Missionárias da Imaculada - Padre Kolbe

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Missionárias da Imaculada - Padre Kolbe
 
Missionarie Dell'Immacolata - Padre Kolbe


sigla
MIPK
Tipo: Ordem religiosa
Fundador (a): Padre Luigi Faccenda
Local e data da fundação: Bologna, Itália - 11 de outubro de 1954
Aprovação: Roma, Itália - 25 de março de 1992
Superior geral: Giovanna Venturi


Sede: Viale Giovanni XXIII, 19, 40037 Sasso Marconi, Itália Bologna
Site oficial: http://www.kolbemission.org/
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O Instituto Secular das Missionárias da Imaculada - Padre Kolbe (Missionárias da Imaculada - Padre Kolbe ou simplesmente Missionárias) é um instituto secular católico feminino, fundado por Padre Luigi Faccenda em Bologna na Itália no dia 11 de outubro de 1954 e aprovado oficialmente como instituto secular religioso pelo papa São João Paulo II no dia 25 de março de 1992 em Roma, Itália. Constituído de leigas consagradas (missionárias) e leigos agregados (voluntários). Vivem a consagração à Nossa Senhora.

História[editar | editar código-fonte]

Terminada a Segunda Guerra Mundial, em Bolonha na Itália, um frade da Ordem dos Frades Menores Conventuais, padre Luigi Faccenda, tornou-se o responsável pela Milícia da Imaculada, movimento fundado no dia 17 de outubro de 1917, com a finalidade de “conquistar o mundo a Cristo através da Imaculada” e de combater com todas as forças o mal em todas as suas formas. E se dedicou a aprofundar, viver e difundir a consagração total à Virgem Imaculada, assim como o seu fundador o franciscano conventual polonês São Maximiliano Kolbe.

No início dos anos 50, um grupo de moças, que pertencia ao Movimento, manifestou-lhe o desejo de viver a consagração a Deus seguindo a espiritualidade mariana e missionária própria de São Maximiliano Kolbe. Por isso, no dia 11 de outubro de 1954, depois de um período de oração e discernimento, padre Luigi Faccenda fundou o Instituto Secular das Missionárias da Imaculada - Padre Kolbe.[1]

Missões no mundo[editar | editar código-fonte]

As missionárias estão presentes no continente Europeu, em países além da Itália sua sede central, Luxemburgo e Polônia e no continente Americano, no Brasil, Argentina, Bolivia, México e Estados Unidos.[2]

Missão no Brasil[editar | editar código-fonte]

Com o crescimento da Milícia da Imaculada no Brasil que ainda estava na cidade dos meninos em Santo André, vendo e o trabalho desenvolvido com os leigos, o diretor Frei Sebastião Benito Quaglio desejou aprofundar-se ainda mais no movimento da Milícia da Imaculada. Em 1995, Um frade da Argentina, diretor das Caritas, também franciscano conventual, estava visitando a sede no Brasil e notou que a expansão da M.I. Contou então ao Frei Sebastião sobre o Missionárias da Imaculada - Padre Kolbe. Frei Sebastião viajou à Itália e lá encontrou com a diretora geral do instituto na época, Rosana Mariano, e pediu se as missionárias podiam ir para o Brasil. Dentre muitas negociações, pois seria uma decisão muito difícil para elas, um ano depois Frei Sebastião voltou à Itália na companhia de Dom Cláudio Hummes, na época bispo da Diocese de Santo André e com Frei Bruno, que era provincial da Província São Francisco de Assis da Ordem dos Frades Menores Conventuais e finalmente foi decidido que mandariam as primeiras missionárias para assumir a Milícia da Imaculada.

Em 13 de fevereiro de 1996, vindas da itália as três primeiras missionárias, Marina Mellis, Alejandra Camilo Moreno e Giovanna Venturi, hoje diretora geral do instituto, fundaram a primeira Casa da Imaculada na cidade de São Bernardo do Campo, onde é até hoje a sede central do instituto no Brasil na Diocese de Santo André. Em 20 de fevereiro de 2000 foi realizada a profissão religiosa dos votos de castidade, pobreza e obediência das duas primeiras missionárias brasileiras, Marisa Cristina Vieira e Maria de Lourdes Crespan, tendo seus votos sido recebidos no Brasil pelo próprio Padre Luigi Maria Faccenda, fundador do instituto.[3]

Com a missão de assumirem a evangelização da Milícia da Imaculada no Brasil, as missionárias estão presentes no estado de São Paulo e no Mato Grosso do Sul, atuando nos meios de comunicação do movimento como a Rádio Imaculada Conceição, TV Imaculada Conceição e a revista O Mílite.

Além de assumiram diversas responsabilidades para a evangelização da Milícia da Imaculada, no Brasil as missionárias viram também a necessidade de realizar um trabalho humano junto de famílias carentes. Em meados de 1998 as Missionárias e Missionários da Imaculada - Padre Kolbe e alguns voluntários da região do Riacho Grande, no pós-Balsa, em São Bernardo do Campo – SP, iniciam seu trabalho de visita às famílias neste local. Com este trabalho se deparam com “uma infância totalmente entregue ao descaso, com seus direitos negligenciados, sujeita a todo o tipo de violência física e psicológica e sem a menor perspectiva de um futuro melhor”. A partir deste contexto começam a desenvolver, em 2003, o “Projeto Brasil de Adoção à Distância”, que consistia na doação de cestas básicas, leite e material escolar para essas crianças. Com o desenvolvimento deste trabalho, percebe-se a exigência de uma resposta não apenas às necessidades mais urgentes como comer e beber, mas à necessidade de promover ações socioeducativas, que contribuíssem para o desenvolvimento integral e o exercício da cidadania das crianças e adolescentes. Assim em 2009, nasceu o projeto Centro Social Maximiliano Kolbe como um espaço de formação e de promoção humana a essas crianças e suas famílias, de tal modo que as ações promovidas tendessem “uma educação que veja a criança e adolescente como sujeito de sua vida, um ser humano em desenvolvimento com direitos sociais específicos e legítimos e, acima de tudo, capaz de construir uma realidade diferente daquela que é obrigada e condicionada a viver.[4]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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