Puerto Madero
Puerto Madero | |
|---|---|
| Localização | |
| Coordenadas | 34° 36′ 43″ S, 58° 21′ 53″ O |
| Comuna | 1 |
| País | |
| Cidade | |
| História | |
| Fundação | 1996 (29 anos)[1] |
| Características geográficas | |
| Área total | 5,03 km² |
| População total (2010) | 6 726 hab. |
| Densidade | 1 337,2 hab./km² |
Puerto Madero é um dos bairros da cidade de Buenos Aires, capital da Argentina. Pertencente à Comuna 1, o bairro possui uma área de 5,03 km² e tinha uma população de 6.726 habitantes em 2010, sendo 3.611 homens e 3.115 mulheres.[2] A localização próxima à zona central de Buenos Aires, a existência de uma reserva ecológica e a proximidade com o Rio da Prata fazem de Puerto Madero um dos bairros mais valorizados da capital argentina.
A maior parte do bairro está situada em uma ilha, interligada à porção continental da cidade por seis pontes que cruzam quatro diques. A oeste, Puerto Madero faz fronteira com os seguintes bairros portenhos: La Boca, Monserrat, San Nicolás e San Telmo. Grande parte da área de Puerto Madero é ocupada pela Reserva Ecológica de Buenos Aires.
O local onde o bairro está inserido foi, entre o final do século XIX e o início do século XX, uma área portuária. A revitalização da região onde o bairro localiza-se, iniciada na década de 1990, foi um dos projetos de renovação urbana mais bem sucedidos do mundo, sendo referência para outros projetos em outros países. Puerto Madero recebeu, nos últimos anos, construções projetadas por diversos arquitetos de renome, dentre eles César Pelli, Norman Foster, Philippe Starck e Santiago Calatrava.[3]
Toponímia
[editar | editar código]O bairro recebeu o nome Puerto Madero em homenagem a Eduardo Madero, que foi um comerciante portenho. Madero foi o responsável por elaborar três projetos para a construção do porto de Buenos Aires, dos quais um fora aprovado pelo presidente argentino Julio Argentino Roca em 1882 e construído onde hoje localiza-se o bairro de Puerto Madero.[4]
História
[editar | editar código]É um dos bairros mais emblemáticos de Buenos Aires, representando uma das mais notáveis transformações urbanas da América Latina. Sua história reflete as mudanças econômicas, sociais e arquitetônicas da cidade, desde sua concepção como porto no século XIX até se tornar, no século XXI, o bairro mais moderno e valorizado da capital argentina.
- Origens: O Porto de Buenos Aires (Século XIX)
Desde a fundação de Buenos Aires, a cidade enfrentava dificuldades para receber grandes navios devido à pouca profundidade do Rio da Prata. Até o final do século XIX, cargas e passageiros eram transferidos para terra firme por meio de barcaças e balsas, um processo ineficiente e arriscado[5].Em 1882, o governo argentino contratou o empresário local Eduardo Madero para projetar e construir um novo porto que solucionasse esse problema. A construção começou em 1887 e foi concluída em 1897, tornando-se um marco de engenharia da época. O porto, batizado de Puerto Madero em homenagem ao seu idealizador, foi projetado para ser o principal ponto de entrada e saída de mercadorias da cidade[6].No entanto, apenas dez anos após sua inauguração, o rápido aumento do tamanho dos navios tornou o porto obsoleto. O governo então contratou o engenheiro Luis Huergo para construir o Puerto Nuevo, inaugurado em 1911 e finalizado em 1926, que passou a ser o principal porto da cidade[7].
- Século XX: Declínio e Abandono
Com a inauguração do Puerto Nuevo, Puerto Madero perdeu sua função original e entrou em decadência. Os antigos armazéns e silos foram gradualmente abandonados, e a área tornou-se uma das mais degradadas de Buenos Aires, marcada por galpões vazios e terrenos baldios[8].Diversos projetos de revitalização foram propostos ao longo do século XX (1925, 1940, 1960, 1969, 1971, 1981 e 1985), mas nenhum foi adiante. O bairro permaneceu praticamente inalterado por décadas, servindo apenas a funções portuárias secundárias[9].
- A Grande Transformação: 1989–Presente
A virada começou em 1989, quando o governo nacional, o governo da cidade e o Ministério de Obras Públicas criaram a "Corporación Antiguo Puerto Madero S.A.", uma sociedade anônima responsável pela urbanização da área. O objetivo era reconectar a cidade ao rio e transformar a região em um novo polo urbano[10].
No dia 15 de novembro de 1989, o Ministério de Obras e Serviços Públicos da Argentina, o Ministério do Interior da Argentina e a Prefeitura de Buenos Aires assinaram o ato de constituição de uma corporação denominada Corporación Antiguo Puerto Madero S.A. (Capmsa), criada com a finalidade de transformar a antiga área portuária em um novo bairro por meio de uma parceria público-privada.[11] O ato determinava que a prefeitura da cidade seria a responsável pela regulamentação do desenvolvimento urbano do setor.
Para que o projeto fosse executado, a prefeitura de Buenos Aires estabeleceu contato com a prefeitura da cidade espanhola de Barcelona, que havia executado um projeto de grande impacto urbano durante o processo de preparação para os Jogos Olímpicos de Verão de 1992. Ambas cidades formaram um grupo de estudos para a elaboração do plano de revitalização da área de Puerto Madero com profissionais de diversas áreas.
Em 1991, houve a convocação um concurso nacional de ideias visando a urbanização do espaço a ser revitalizado. Em fevereiro de 1992, foi anunciado os três projetos vencedores do referido concurso. Conforme o estabelecido pelas regras do concurso, representantes de cada uma das propostas reuniram-se para constituir uma nova equipe, responsável por traçar o plano diretor do novo bairro.[12] A transformação de Puerto Madero em bairro foi a maior obra do gênero realizada na América Latina até então e contou com um investimento total de cerca de US$ 1 bilhão por parte do Estado. Na área, foram estabelecidas diversas ruas e avenidas que, posteriormente, receberam nomes de influentes mulheres latino-americanas. Também foram inseridos no novo bairro portenho dois grandes parques, amplos boulevards, passeios públicos e monumentos.
Durante a década de 1990, houve um maciço investimento estrangeiro em Puerto Madero, responsável principalmente pela construção de diversos edifícios no bairro. Os antigos armazéns de grãos e de mercadorias, que conferem elegância, prestígio e identidade ao bairro, foram revitalizados. As fachadas de tijolos dos armazéns, bem como as vigas de ferro fundido, foram conservadas com a finalidade de preservar o valor histórico das construções. Os armazéns do lado continental, por exemplo, foram modificados para se transformarem em residências, escritórios, lofts, universidades privadas, hotéis de luxo e restaurantes. O dinheiro arrecadado com a venda dos antigos armazéns foi reinvestido na revitalização do entorno. O bairro passou a atrair investimentos nacionais e internacionais, tornando-se símbolo de modernidade e exclusividade[13]. A urbanização incluiu a criação de uma nova malha viária, amplos bulevares, praças, áreas verdes e a reabilitação da Costanera Sur. O projeto foi financiado principalmente pela venda gradual dos terrenos, sem uso de fundos públicos diretos[14].
Em 1996, o Conselho Deliberante da Cidade Autônoma de Buenos Aires, por meio da Portaria n.º 26.607, definiu Puerto Madero como o 47º bairro da cidade. Devido à recessão econômica enfrentada pela Argentina entre 1998 e 2002, diversas obras previstas para o bairro foram suspensas. Através da recuperação experimentada pela economia argentina a partir de 2003, houve um novo impulso imobiliário em Puerto Madero.
- Século XXI
Hoje, Puerto Madero é o bairro mais jovem e caro de Buenos Aires, com os maiores valores imobiliários da América Latina[15]. O perfil do bairro é marcado por arranha-céus residenciais e comerciais, hotéis de luxo, centros culturais, museus e uma vibrante cena gastronômica e de entretenimento.Entre os marcos arquitetônicos estão a Puente de la Mujer, projetada por Santiago Calatrava, e a Alvear Tower, o edifício residencial mais alto da América do Sul. O bairro também abriga museus, como a Colección de Arte Amalia Lacroze de Fortabat, e navios-museu históricos, como o ARA Uruguay e o ARA Presidente Sarmiento[16].Além disso, Puerto Madero integra áreas verdes e a Reserva Ecológica Costanera Sur, proporcionando um equilíbrio entre urbanização e natureza[17].
Geografia
[editar | editar código]Está situado na margem leste da Cidade Autônoma de Buenos Aires, à beira do Rio da Prata, delimitando-se ao norte com Retiro, ao oeste com San Telmo e Monserrat, e ao sul com La Boca e Barracas. Trata-se do bairro mais novo da cidade e, ao mesmo tempo, um dos mais extensos em área devido às suas terras recuperadas do antigo porto e à presença de áreas verdes e espelhos d’água.[18]
A topografia de Puerto Madero caracteriza-se pela planície típica da região do pampas argentino, com variações mínimas de altitude. As áreas foram originalmente constituídas por docas e diques do antigo porto, posteriormente aterrados e urbanizados. O processo de nivelamento do solo foi essencial para a conversão do espaço portuário em áreas habitáveis e para grandes empreendimentos imobiliários.[19]
O bairro é cortado por quatro diques principais, que compõem um dos elementos urbanísticos mais marcantes de Puerto Madero. Estes diques fazem parte do antigo sistema portuário da cidade e hoje servem como áreas de lazer, turismo e navegação de pequeno porte. A proximidade com o Rio da Prata também influencia o microclima e a paisagem local.[20]Outro destaque é a Reserva Ecológica Costanera Sur, uma das maiores áreas verdes da cidade, instalada sobre terrenos anteriormente destinados ao aterramento do rio. Com cerca de 350 hectares, a reserva abriga rica biodiversidade de flora e fauna nativa e é um dos principais destinos de ecoturismo de Buenos Aires.[21]
O clima em Puerto Madero é temperado úmido (Cfa segundo Köppen), com verões quentes e úmidos, e invernos amenos. A proximidade com o Rio da Prata modera as temperaturas, proporcionando ventos agradáveis e umidade elevada durante todo o ano. As médias anuais variam entre 11°C (mínima) e 29°C (máxima), sendo uma das regiões mais ventiladas da cidade.[22]
Parques e biodiversidade
[editar | editar código]No lado leste do bairro, situa-se a Reserva Ecológica de Buenos Aires, também conhecida como Reserva Ecológica Costanera Sur, que é bastante frequentada por quem deseja caminhar, andar de bicicleta, correr ou passar o dia com a família. A reserva ocupa um terreno aterrado de 350 hectares às margens do Rio da Prata, planejado anteriormente para ser uma expansão da zona urbana de Buenos Aires, e possui três grandes lagoas: a Lagoa dos Caxinguis, a Lagoa das Gaivotas e a Lagoa dos Patos. Distintas espécies de anfíbios, aves, mamíferos e répteis, bem como pastagens e bosques, podem ser contempladas por quem circula nas diversas trilhas que atravessam ou circundam a reserva ecológica.[23]
Puerto Madero também possui outras áreas verdes dedicadas ao lazer, menores do que a reserva ecológica, ao longo de sua área urbana: o Parque Eva Duarte de Perón; o Parque Micaela Bastidas; o Parque Mujeres Argentinas; o Parque Raquel Forner; a Praça Campaña del Chaco; dentre outras.
Arquitetura e urbanismo
[editar | editar código]Atualmente, Puerto Madero possui alguns dos maiores arranha-céus da Argentina. Desde 2000, inúmeras torres residenciais e comerciais de até 50 andares foram construídas próximo aos diques no lado insular do bairro. Alguns outros arranha-céus encontram-se em construção. Dentre os edifícios comerciais existentes, podemos citar: o Edifício Telecom, sede da Telecom Argentina;[24] a Torre Madero Office, um edifício com 140 metros de altura de estilo pós-modernista construído entre 2008 e 2011 que possui ou já possuiu escritórios do Banco Industrial e Comercial da China, da Chevron e da Dow Chemical;[25] e a Torre YPF, sede corporativa da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), inaugurada em 2009, com 160 metros de altura e 36 andares.[26]
Já em relação aos edifícios residenciais, situam-se em Puerto Madero: as Torres El Mirador de Puerto Madero, um conjunto de edifícios composto por três torres de 24 andares, totalizando 168 apartamentos;[27] as Torres Renoir, que são dois edifícios de fachadas similares mas de alturas diferentes;[28] as Torres El Faro, um complexo de duas torres de 170 metros de altura e 46 andares interconectadas entre si;[29] o Château Puerto Madero Residence, um edifício de 156 metros de altura e 48 andares de estilo academicista;[30] as Torres Mulieris, que são duas torres que possuem 45 andares e 161,4 metros de altura cada uma;[31] dentre outros.
Demografia
[editar | editar código]Com características demográficas singulares em relação ao restante da cidade. Segundo estimativas recentes, a população residente é de aproximadamente 13.500 habitantes, embora o bairro receba diariamente cerca de 75.000 pessoas em dias úteis e até 105.000 nos finais de semana, devido à intensa atividade comercial, turística e corporativa.[32]A densidade populacional é baixa em comparação com outros bairros centrais, pois apenas cerca de 28% das unidades residenciais estão efetivamente habitadas, sendo o restante utilizado como segunda residência, imóveis de investimento ou locação temporária.[33]O perfil dos moradores é predominantemente de alta renda, com forte presença de executivos, empresários, diplomatas e estrangeiros. O bairro também se destaca pela baixa presença de crianças e idosos, predominando adultos jovens e casais sem filhos.[34]Além disso, Puerto Madero gerou cerca de 45.000 postos de trabalho, principalmente nos setores de serviços, gastronomia, hotelaria, escritórios corporativos e entretenimento, tornando-se um importante polo de emprego na cidade.[35]Puerto Madero integra a Comuna 1 de Buenos Aires, junto com os bairros de Retiro, San Nicolás, San Telmo, Montserrat e Constitución. Segundo o Censo argentino de 2022, a Comuna 1 possui uma população total de 223.282 habitantes, mas Puerto Madero representa apenas uma pequena fração desse total.[36]
Política
[editar | editar código]Possui uma administração e história política distintas dos demais bairros de Buenos Aires. O bairro foi criado a partir de um projeto de revitalização urbana iniciado nos anos 1990, resultado de uma parceria entre o governo nacional, o governo da cidade e a iniciativa privada. Para viabilizar o projeto, foi criada a Corporación Antiguo Puerto Madero S.A., uma sociedade anônima composta em partes iguais pela administração nacional e pela cidade, responsável pela gestão, venda e desenvolvimento das terras da antiga zona portuária.[37]
A gestão do bairro não segue o modelo tradicional das comunas portenhas, pois grande parte das decisões urbanísticas e de uso do solo foi centralizada na Corporación Antiguo Puerto Madero S.A., que atuou como agente público-privado para promover a venda dos terrenos e a atração de investimentos.[38]
O bairro está inserido na Comuna 1, juntamente com San Nicolás, Retiro, Monserrat, Constitución e San Telmo, mas sua governança e desenvolvimento urbano foram marcados por forte presença do Estado e de grandes grupos privados, o que resultou em um modelo de gestão diferenciado e em debates sobre transparência, participação cidadã e gentrificação.[39]A experiência de Puerto Madero é frequentemente citada como exemplo de política urbana baseada em parcerias público-privadas, com forte impacto na valorização imobiliária, transformação do espaço urbano e atração de investimentos nacionais e internacionais.[40]
Economia
[editar | editar código]É considerado o bairro mais valorizado de Buenos Aires e um dos mais caros da América Latina, resultado de um amplo processo de revitalização urbana iniciado nos anos 1990. O projeto foi viabilizado por meio da Corporación Antiguo Puerto Madero S.A., que financiou a infraestrutura do bairro através da venda escalonada dos terrenos, sem recorrer a fundos públicos, atraindo grandes investimentos nacionais e internacionais[41]. O bairro tornou-se um polo de serviços de alto padrão, com a instalação de hotéis de luxo, escritórios corporativos, restaurantes renomados, cassinos, centros de convenções e residências de alto padrão. Puerto Madero abriga alguns dos edifícios mais altos e modernos da cidade, além de ícones arquitetônicos como o Puente de la Mujer e a sede da YPF, projetada por César Pelli[42].
Segundo um estudo feito pela plataforma Properati publicado em 2018, Puerto Madero é apontado como o bairro mais exclusivo e procurado da América Latina. De acordo com o estudo, o valor médio do metro quadrado de apartamentos com dois ou três quartos no bairro é de US$ 7.038, o mais caro levando em consideração os valores de outros bairros pesquisados como Ipanema e Vila Nova Conceição. Segundo a Properati, a fase final da urbanização de Puerto Madero e os altos custos da construção na Argentina são os principais fatores responsáveis pela acelerada valorização do bairro na década de 2010.[43][44]
A economia local é fortemente baseada no setor de serviços, especialmente nos segmentos de gastronomia, turismo, entretenimento e negócios. O bairro emprega cerca de 45 mil pessoas, principalmente em atividades ligadas a restaurantes, hotéis, escritórios e serviços financeiros[45]. O mercado imobiliário de Puerto Madero lidera o ranking dos preços mais altos da região, mesmo em períodos de retração do setor, sendo alvo de investimentos de grandes incorporadoras e fundos internacionais[46][47]. Além disso, Puerto Madero é um importante destino turístico e de lazer, atraindo visitantes para seus parques, passeios à beira do Rio da Prata, museus, centros culturais e vida noturna sofisticada[48].
No bairro, estão situados três hotéis cinco estrelas, que são: o Hilton Buenos Aires, um hotel da rede de hotéis Hilton Hotels & Resorts que conta com mais de 400 apartamentos, um grande foyer envidraçado de 600 m², um salão de exposições e uma série de salas de conferências;[49] o Faena Hotel Buenos Aires, que funciona em um antigo edifício industrial revitalizado pelo design francês Philippe Starck;[50] e o Hotel Madero, um hotel inaugurado em 2004 que possui 9 andares e 197 quartos, incluindo 28 suítes.[51] Em Puerto Madero também está situado o Alvear Icon Hotel.[52] Outros hotéis encontram-se em construção ou estão planejados para serem construídos.
O bairro de Puerto Madero é sede de alguns dos mais interessantes e caros restaurantes de Buenos Aires, a maioria localizado nos passeios públicos que margeiam os diques. Dentre os restaurantes da região, podemos citar: o Cabaña Las Lilas, que se destaca pela qualidade dos cortes de carnes e dos sofisticados pratos; o La Parolaccia Trattoria, um dos principais restaurantes italianos da cidade; o Osaka, um moderno e sofisticado restaurante de culinária oriental; e o Madero Tango, onde os visitantes podem assistir a um espetáculo de tango enquanto jantam.[53]
A transformação de Puerto Madero desencadeou mais de $2,5 bilhões em investimentos privados, com o valor presente excedendo $6 bilhões. Gerou milhares de empregos em construção, serviços e administração, e aumentou significativamente as receitas de impostos sobre propriedades e corporações para a cidade. O projeto também teve sucesso em redirecionar investimentos dos subúrbios de volta para o centro da cidade, reforçando o centro de Buenos Aires como um hub de atividade econômica e cultural.[54] Hoje, Puerto Madero se destaca como uma vitrine da renovação urbana de Buenos Aires, oferecendo um contraste marcante entre seu horizonte moderno e a arquitetura histórica do núcleo da cidade. É lar de residências de luxo, restaurantes de alta classe, museus e locais culturais, bem como atrações icônicas como a Ponte da Mulher e os navios-museu históricos ARA Uruguay e ARA Presidente Sarmiento.[55]As ruas do bairro são nomeadas em homenagem a mulheres notáveis na história argentina, enfatizando ainda mais sua importância cultural e simbólica.
Infraestrutura urbana
[editar | editar código]Puerto Madero é reconhecido por sua infraestrutura urbana moderna, resultado de um dos maiores projetos de renovação urbana da América Latina. O bairro conta com ruas largas, calçadas acessíveis, iluminação pública eficiente, coleta seletiva de resíduos e paisagismo planejado, além de uma ampla oferta de serviços residenciais, comerciais e corporativos[56].
No lado continental de Puerto Madero, dentro dos limites do bairro, estão situados os campus centrais da Universidad Católica Argentina (UCA) e do Instituto Tecnológico de Buenos Aires (ITBA), ambas universidades privadas.[57][58] Já no lado insular do bairro, está situado um centro esportivo do Colegio Nacional de Buenos Aires (CNBA), um colégio público de ensino secundário de Buenos Aires, dependente da Universidade de Buenos Aires (UBA).[59]
Puerto Madero é considerado um dos bairros mais seguros de Buenos Aires, devido à presença constante de policiais da Polícia da Cidade de Buenos Aires e da Prefeitura Naval Argentina, além de um sistema de monitoramento por câmeras de vigilância distribuídas em pontos estratégicos. O fato de Puerto Madero estar situado em uma ilha, ligada ao restante da cidade por seis pontes, facilita o controle de acesso e reforça a segurança local.[60]
O acesso a Puerto Madero via transporte público é realizado principalmente por linhas de ônibus que circulam nas proximidades, já que nenhuma delas adentra a ilha do bairro. As estações do Metrô de Buenos Aires mais próximas são a Estação Leandro N. Alem (Linha B) e a Estação Plaza de Mayo (Linha A). O bairro também é servido por táxis e aplicativos de transporte, além de seis pontes que o conectam ao restante da cidade, sendo a mais emblemática a Puente de la Mujer, projetada por Santiago Calatrava, com 170 metros de comprimento e estrutura giratória para permitir a passagem de veleiros.[61]
Em 2007, foi inaugurada a linha de bondes Tranvía del Este, com quatro estações e cerca de 2,1 km de extensão, mas o serviço foi paralisado em 2012 e a infraestrutura desmontada em 2016 para reaproveitamento em outros projetos de transporte da cidade.[62][63]
Cultura
[editar | editar código]A reurbanização de Puerto Madero não foi apenas sobre imóveis; foi um esforço deliberado para criar um distrito urbano vibrante e de uso misto. Os antigos armazéns portuários foram convertidos em museus, galerias, restaurantes e espaços culturais, misturando charme histórico com design contemporâneo. Marcos arquitetônicos notáveis, como a Puente de la Mujer (Ponte da Mulher) de Santiago Calatrava e a sede da YPF de César Pelli, tornaram-se símbolos da nova identidade do bairro.[64]
A cultura gastronômica de Puerto Madero está profundamente enraizada nas tradições da culinária argentina, particularmente na arte da parrilla (grelha). A área é renomada por suas churrascarias, que servem uma variedade de cortes premium como contra-filé, filé mignon, fraldinha, costela curta, fraldão, t-bone e ancho. Estas carnes são temperadas e grelhadas à perfeição, incorporando a paixão argentina pela carne e o ritual social de compartilhar uma refeição em torno da grelha.[65]
Os estabelecimentos culinários do distrito se orgulham de capturar o sabor "porteño" (nativo de Buenos Aires), que é caracterizado por uma dedicação a ingredientes de qualidade e preparação meticulosa. Muitos restaurantes obtêm seus ingredientes das melhores regiões da Argentina e combinam seus pratos com vinhos de Mendoza, a principal região vinícola do país. Este compromisso com a excelência eleva a experiência gastronômica em Puerto Madero a uma experiência sensorial que vai além da mera subsistência.[66]
Puerto Madero é renomado por seus shows de tango de luxo, que são uma grande atração tanto para locais quanto para turistas. Estas performances apresentam dançarinos, músicos e cantores de classe mundial, oferecendo uma experiência imersiva na cultura da dança argentina.[67]
Patrimônio arquitetônico
[editar | editar código]- Armazéns Históricos e Elementos Industriais
Os armazéns originais do porto, construídos no final do século XIX e início do século XX, foram meticulosamente restaurados e reaproveitados. Estes edifícios de tijolos vermelhos agora abrigam restaurantes, escritórios, museus e apartamentos de luxo, mantendo o caráter industrial do distrito enquanto servem a funções modernas.[68]
- Puente de la Mujer (Ponte da Mulher)
Projetada pelo renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, a Puente de la Mujer é uma icônica ponte giratória para pedestres. Sua forma distintiva e assimétrica é dita evocar a imagem de um casal dançando tango, e serve como um poderoso símbolo da transformação do bairro e do empoderamento das mulheres.[69]
- Reserva Ecológica Costanera Sur
Adjacente às docas, a Reserva Ecológica Costanera Sur é um vasto espaço verde recuperado do rio. Originalmente destinada a mais desenvolvimento urbano, é agora uma área protegida para vida selvagem e recreação, oferecendo um contraste pacífico com o ambiente urbano e servindo como um importante marco cultural e ecológico.[70]
Diversos monumentos, incluindo estátuas e fontanários, estão situados no bairro de Puerto Madero. No Paseo de la Gloria estão situadas várias estátuas de atletas argentinos de autoria do escultor Carlos Benavidez, conhecido por seus numerosos trabalhos para colecionadores. Os esportistas retratados pelo conjunto de obras são:[71]
| Monumento | Características |
|---|---|
| Paseo de la Gloria | Conjunto de estátuas de atletas argentinos em Puerto Madero; autoria do escultor Carlos Benavidez. |
| Estátua de Gabriela Sabatini | Ex-tenista; múltiplos títulos em simples e duplas; medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1988. |
| Estátua de Guillermo Vilas | Ex-tenista; 4 títulos de Grand Slam; 62 títulos da ATP. |
| Estátua de Hugo Porta | Ex-jogador de rúgbi; eleito o melhor do mundo em 1985. |
| Estátua de Juan Manuel Fangio | Piloto; campeão de cinco temporadas da Fórmula 1. |
| Estátua de Luciana Aymar | Ex-jogadora de hóquei sobre a grama; quatro vezes medalhista olímpica; eleita melhor do mundo pela FIH por oito vezes. |
| Estátua de Manu Ginóbili | Jogador de basquete; líder da Seleção Argentina nos Jogos Olímpicos de 2004; medalha de ouro. |
| Estátua de Pascual Pérez | Ex-boxeador peso mosca; medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1948. |
| Estátua de Roberto De Vicenzo | Golfista; campeão de 230 abertos. |
Em Puerto Madero também está situado o Monumento ao Tango, obra da escultora Estela Trebino e do engenheiro Alejandro Coria. Inaugurado em 22 de novembro de 2007, o monumento, com forma de fole e semelhante a um bandoneón, homenageia o tango, gênero musical símbolo da cidade de Buenos Aires.[72] Outro monumento localizado no bairro é a Fonte das Nereidas, obra da escultora argentina Lola Mora. Construído com mármore oriundo de Carrara, a fonte consiste de uma enorme valva, da qual emergem três tritões com seus cavalos, e de uma valva menor, sustentada por duas nereidas e da qual surge Vênus.[73]
Outros monumentos espalhados pelo bairro são: o Monumento ao guarda-costas, obra do escultor Andrés Oscar Mirwald e que se trata de uma homenagem aos militares argentinos mortos na Guerra das Malvinas;[74] o Monumento ao taxista, obra do artista Fernando Pugliese e que representa um taxista ao lado de um modelo Siam Di Tella 1500;[75] e o Monumento à Fangio,[a] que representa Juan Manuel Fangio ao lado de um modelo Mercedes-Benz W196, utilizado pelo piloto nas temporadas de 1954 e de 1955 da Fórmula 1.[76]
Museus
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Nos diques de Puerto Madero, estão situados dois antigos navios de guerra que foram convertidos em navios-museus: o ARA Uruguay, situado no dique n.º 4; e o ARA Presidente Sarmiento, situado no dique n.º 3. O ARA Uruguay é uma corveta que fora construída na Inglaterra e que hoje é o navio mais antigo da Armada Argentina ainda flutuando, tendo sido oficialmente incorporado à frota naval argentina em setembro de 1874.[77][78] Já o ARA Presidente Sarmiento é uma fragata que também fora construída na Inglaterra e que serviu como navio-escola da Armada Argentina entre 1899 e 1939, tendo sido construído especificamente para este fim.[79]
Além dos navios-museus, o bairro também conta com outros museus, incluindo algumas galerias de arte: o Museu de Calcos e Escultura Comparada Ernesto de la Cárcova, dedicado à exposição de peças representativas das manifestações mais destacadas da cultura suméria que existiram até o Renascimento, tanto em relevo como em escultura de vulto;[80] a Coleção de Arte Amalia Lacroze de Fortabat, que possui mais de 150 obras de reconhecidos artistas internacionais, bem como de artistas argentinos;[81] o Museu do Humor, que reúne obras de grandes mestres da ilustração e da caricatura, compondo uma valiosa coleção patrimonial do humor gráfico argentino e estrangeiro;[82] o Faena Arts Center, uma galeria de arte contemporânea cujo programa de exibições possui caráter experimental, internacional e dinâmico;[83] e o Museu Nacional da Imigração (MUNTREF), cujo objetivo é destacar a importância histórica, cultural, social e econômica da imigração na Argentina.[84]
Esportes
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No bairro situa-se o Circuito de Rua de Puerto Madero, utilizado para sediar corridas da Fórmula E, uma competição de automobilismo organizada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) com monopostos elétricos. O circuito, que possui 2,44 km de extensão, recebeu etapas da categoria entre 2015 e 2017.[85]
Em frente ao dique n.º 1, localiza-se o Fútbol Madero, que consiste em um conjunto de quadras de futebol de grama sintética.[86] Ao sul da Reserva Ecológica de Buenos Aires, localiza-se um terreno, pertencente ao bairro de La Boca e atualmente inutilizado, no qual o Club Atlético Boca Juniors pretendia construir um complexo desportivo que incluiria um estádio com capacidade para 150 mil pessoas. Hoje, o terreno é de propriedade da Inversiones y Representaciones Sociedad Anónima (IRSA), que planeja construir no local um megaempreendimento, denominado Solares de Santa María, que contará com torres residenciais, centros comerciais, hotéis, colégios e docas.[87]
Ao norte da reserva, situa-se o Yacht Club Argentino, um clube de iatismo cujo edifício fora projetado pelo arquiteto francês Eduardo Le Monnier em 1911 para ser a sede social da instituição.[88] Outro clube de iate, denominado YACHT Club Puerto Madero e construído em 1997, está localizado no dique n.º 4.[89]
Ver também
[editar | editar código]Bibliografia
[editar | editar código]- COCCATO, Andrés; RODRÍGUEZ, María Cristina (2015). Puerto Madero: urbanismo neoliberal e reconfiguração urbana em Buenos Aires Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, v. 17, n. 2 ed. São Paulo: ANPUR. pp. 45–63
- HERZER, Hilda (2008). Puerto Madero: um estudo sobre gentrificação e exclusão social em Buenos Aires Revista Eure, v. 34, n. 102 ed. Santiago: Pontificia Universidad Católica de Chile. pp. 27–43
- CICCOLELLA, Pablo; MÜLLER, Luciana (2004). A cidade global e seus paradoxos: o caso de Puerto Madero em Buenos Aires Revista Scripta Nova, v. 8, n. 170 ed. Barcelona: Universidade de Barcelona. pp. 1–20
- MERLINI, María Fernanda (2017). Puerto Madero: transformações territoriais e o modelo de renovação urbana Revista de Urbanismo, v. 10, n. 3 ed. Buenos Aires: Universidad de Buenos Aires. pp. 55–72
- RODRÍGUEZ, Alfredo; DI VIRGILIO, María Mercedes (2010). Puerto Madero: fragmentação e desigualdade urbana em Buenos Aires Revista Latinoamericana de Estudios Urbanos, v. 12, n. 4 ed. Buenos Aires: CLACSO. pp. 33–51
Notas e referências
Notas
- ↑ Este monumento não é o mesmo que está situado no Paseo de la Gloria.
Referências
- ↑ «Puerto Madero» (em espanhol). Portal de Buenos Aires. Consultado em 5 de março de 2018
- ↑ «Población total por sexo, superficie y densidad de población según comuna y barrio. Ciudad de Buenos Aires. Año 2010» (em espanhol). Portal de Estadística y Censos (Buenos Aires). Consultado em 8 de junho de 2018
- ↑ Meeke, Kieran (4 de abril de 2022). «10 Interesting Neighborhoods in Buenos Aires to Explore» (em inglês). Celebrity Cruises. Consultado em 17 de junho de 2023
- ↑ «Puerto Madero: Historia, Ubicación y Proyectos» (em espanhol). Historia y Biografías. Consultado em 17 de junho de 2023
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Ligações externas
[editar | editar código]- «Buenos Aires Ciudad» (em espanhol). Portal da Cidade de Buenos Aires
- «Inicio | Argentina.gob.ar» (em espanhol). Portal do Governo da Argentina


