Puerto Madero

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Puerto Madero
Arranha-céus de Puerto Madero.
Arranha-céus de Puerto Madero.
Localização de Puerto Madero em Buenos Aires.
Localização de Puerto Madero em Buenos Aires.
Coordenadas 34° 36' 43" S 58° 21' 53" O
País  Argentina
Cidade Bandera de la Ciudad de Buenos Aires.svg Buenos Aires
Fundação 1996 (22 anos)[1]
Área
 - Total 2,11 km²
População (2014)
 - Total 7 000
    • Densidade 3 317,5 hab./km²

Puerto Madero é um dos bairros da cidade de Buenos Aires, capital da Argentina. Fundado em 1996, possui uma área de 2,11 km² e tinha cerca de 7 mil habitantes em 2014. A localização próxima à zona central de Buenos Aires, a existência de uma reserva ecológica e a proximidade com o Rio da Prata fazem de Puerto Madero um dos bairros mais valorizados da capital argentina.

A maior parte do bairro está situada em uma ilha, interligada ao resto da cidade por seis pontes que cruzam quatro diques. A oeste, Puerto Madero faz fronteira com os seguintes bairros porteños: La Boca, Monserrat, San Nicolás e San Telmo. Grande parte da área de Puerto Madero é ocupada pela Reserva Ecológica de Buenos Aires.

O local onde o bairro está inserido foi, no final do século XIX e no início do século XX, uma área portuária. A revitalização da região onde o bairro localiza-se, iniciada na década de 1990, foi um dos projetos de renovação urbana mais bem sucedidos do mundo, referência para outros projetos em outros países. Puerto Madero recebeu, nos últimos anos, construções projetadas por diversos arquitetos de renome, dentre eles Santiago Calatrava, Norman Foster, César Pelli e Philippe Starck.

O bairro recebeu esse nome por homenagear Eduardo Madero, que foi um comerciante porteño. Madero concebeu três projetos para a construção de um porto em Buenos Aires, dos quais um fora aprovado pelo presidente argentino Julio Argentino Roca em 1882 e construído onde hoje localiza-se o bairro de Puerto Madero.

História[editar | editar código-fonte]

Área portuária[editar | editar código-fonte]

Elevadores de grãos situados no lado leste do dique nº 2, em 1910.

A cidade de Buenos Aires possuía problemas históricos relacionados ao descarregamento de navios em sua costa devido à baixa profundidade do Rio da Prata nas proximidades da área continental. Os navios, até meados do século XIX, tinham que desembarcar passageiros e mercadorias em outras embarcações para que pudessem chegar em terra pois não existiam docas na capital argentina.[2] No contexto do auge do modelo agroexportador em fins do século XIX, também havia a necessidade de se implantar um porto em Buenos Aires que possibilitasse a exportação de produtos agrícolas para a Europa.[1]

Em 1882, o Governo da Argentina contratou o engenheiro Eduardo Madero, que dá nome ao bairro, para ser encarregado da construção de um porto em Buenos Aires. O projeto de Madero consistia na construção de quatro diques fechados, interconectados mediante pontes, e de duas docas.[1] A construção do porto, denominado Puerto Madero, iniciou-se em 1º de abril de 1887 e foi realizada pela empresa inglesa Thomas Walker & Co. As obras foram concluídas em 31 de março de 1898, quatro anos após o falecimento de Eduardo Madero.[3] Considerado um marco da engenharia na época, o porto apresentava fisionomia similar ao porto de Londres.

No entanto, uma década após a inauguração do porto, as instalações tornaram-se obsoletas devido ao surgimento de grandes navios cargueiros. Por causa disso, o engenheiro Luis Huergo propôs a criação de um novo setor para o porto, que fora denominado Puerto Nuevo, consistindo de docas em forma de pente.[4] O setor planejado por Huergo, concluído em 1928 e que opera até os dias atuais, deixou Puerto Madero supérfluo e subutilizado. Como consequência, as adjacências do atual bairro foram, durante décadas, uma das áreas mais degradadas da cidade.

Novo bairro[editar | editar código-fonte]

Ruínas de um elevador de grãos, em 1999.

Ao longo do século XX, diversos planos para a área do antigo porto, que propunham a demolição das instalações ou a reurbanização do setor, foram propostos, porém nenhum deles concretizou-se. Em 15 de novembro de 1989, o Ministério de Obras e Serviços Públicos da Argentina, o Ministério do Interior da Argentina e a Prefeitura de Buenos Aires assinaram o ato de constituição de uma corporação denominada Corporación Antiguo Puerto Madero S.A. (Capmsa), criada com a finalidade de transformar a antiga área portuária em um novo bairro porteño em parceria com a iniciativa privada.[5] O ato determinava que a prefeitura da cidade seria a responsável pela regulamentação do desenvolvimento urbano do setor.

Puerto Madero em 2005.

A prefeitura de Buenos Aires realizou, com o apoio da prefeitura de Barcelona, estudos para a elaboração do plano de revitalização da área. Em 1991, houve a convocação um concurso nacional de ideias visando a urbanização do espaço. Em fevereiro de 1992, foi anunciado os três projetos vencedores do concurso. Conforme o estabelecido pelas regras do concurso, representantes de cada uma das propostas reuniram-se para constituir uma nova equipe, responsável por traçar o plano diretor do novo bairro.[2] A transformação de Puerto Madero em bairro foi a maior obra do gênero realizada em Buenos Aires, com um investimento total de cerca de um bilhão de dólares por parte do Estado. Na área, foram construídas diversas ruas e avenidas que, posteriormente, receberam nomes de influentes mulheres latino-americanas. Também foram inseridos no novo bairro dois grandes parques, amplos boulevards, passeios públicos e monumentos.[1]

Durante a década de 1990, houve um investimento estrangeiro maciço em Puerto Madero, responsável principalmente pela construção de diversos edifícios no bairro. Os antigos armazéns de grãos e de mercadorias, que conferem elegância, prestígio e identidade ao bairro, foram revitalizados. As fachadas de tijolos dos armazéns, bem como as vigas de ferro fundido, foram conservadas com a finalidade de preservar o valor histórico das construções.[1] Os armazéns do lado continental, por exemplo, foram modificados para se transformarem em residências, escritórios, lofts, universidades privadas, hotéis de luxo e restaurantes. O dinheiro arrecadado com a venda dos antigos armazéns foi investido na revitalização do entorno.

Em 1996, o Conselho Deliberante de Buenos Aires, por meio da Portaria n.º 26.607, definiu Puerto Madero como o 47º bairro da cidade.[1] Devido à recessão econômica enfrentada pelo país entre 1998 e 2002, muitas obras previstas para o bairro foram suspensas. Através da recuperação experimentada pela economia argentina a partir de 2003, houve um novo impulso imobiliário em Puerto Madero. Atualmente, diversos arranha-céus encontram-se em construção no bairro.

Dique nº 3 em 2010. À esquerda, a Puente de la Mujer.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

No lado continental de Puerto Madero, dentro dos limites do bairro, estão situados os campus centrais da Universidad Católica Argentina (UCA) e do Instituto Tecnológico de Buenos Aires (ITBA), ambas universidades privadas.[6][7] Já no lado insular do bairro, está situado um complexo esportivo do Colegio Nacional de Buenos Aires (CNBA), um colégio público de ensino secundário de Buenos Aires, dependente da Universidade de Buenos Aires (UBA).

Segurança[editar | editar código-fonte]

Puerto Madero é considerado um dos bairros mais seguros de Buenos Aires devido à presença de policiais da Polícia da Cidade de Buenos Aires e da Prefeitura Naval Argentina nas ruas, bem como de várias câmeras de vigilância espalhadas por diversos pontos do bairro. Vale destacar que Puerto Madero está localizado em uma ilha, ligada ao resto da cidade por seis pontes, todas bem policiadas.[8]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Um dos bondes que compunham a Tranvía del Este.

O acesso a Puerto Madero via transporte público pode ser feito: através de linhas de ônibus que circulam nas proximidades, embora nenhuma delas acesse a ilha onde o bairro está situado; por meio das estações do Metrô de Buenos Aires situadas nas proximidades, como a Estação Leandro N. Alem, que atende a Linha B, e a Estação Plaza de Mayo, que atende a Linha A; ou por táxi. O acesso ao bairro é feito por seis pontes, das quais uma se destaca: a Puente de la Mujer, projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava e que atravessa o dique nº 3. Com 170 metros de comprimento, 6,2 metros de altura e 800 toneladas, trata-se de uma ponte pedonal giratória projetada para permitir a passagem de veleiros que trafegam nos diques de Puerto Madero.[9]

No dia 14 de julho de 2007, foi inaugurada pelo então presidente argentino Néstor Kirchner uma linha de tranvía em Puerto Madero, denominada Tranvía del Este. O sistema era composto por 4 estações (Córdoba, Corrientes, Belgrano e Independencia) e estendia-se por cerca de 2,1 km. Cada bonde, que possuía capacidade para 350 passageiros, media 32,52 metros de comprimento e era composto por 5 módulos, 48 assentos fixos e 16 assentos dobráveis. Os bondes eram alimentados com uma corrente contínua de 750 V e alcançavam uma velocidade de 80 km/h.[10] O serviço foi paralisado em outubro de 2012 devido a questões políticas. Em julho de 2016, o governo de Buenos Aires anunciou que a infraestrutura da linha seria desmontada, de modo que parte dos componentes, incluindo material rodante, catenária e semáforos, fosse reaproveitada como parte da infraestrutura do Premetro.[11]

Edifícios[editar | editar código-fonte]

Arranha-céus[editar | editar código-fonte]

Atualmente, Puerto Madero possui alguns dos maiores arranha-céus da Argentina. Desde 2000, inúmeras torres residenciais e comerciais de até 50 andares foram construídas próximo aos diques no lado insular do bairro. Alguns outros arranha-céus encontram-se em construção. Dentre os edifícios comerciais existentes, podemos citar: o Edifício Telecom, sede da Telecom Argentina; a Torre Madero Office, um edifício de estilo pós-modernista que possui escritórios do Banco Industrial e Comercial da China, da Chevron e da Dow Chemical; e a Torre YPF, sede da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF).

Já em relação aos edifícios residenciais, situam-se em Puerto Madero: as Torres El Mirador de Puerto Madero, um conjunto de edifícios composto por três torres, cada uma com 24 andares e 168 apartamentos; as Torres Renoir, que são dois edifícios de fachadas similares mas de alturas diferentes; as Torres El Faro, um complexo de duas torres interconectadas entre si; o Château Puerto Madero Residence, um edifício de 50 andares de estilo academicista; as Torres Mulieris, que são duas torres que possuem 44 andares e 161,4 metros de altura cada uma; dentre outros.

Panorama dos arranha-céus de Puerto Madero a partir da Reserva Ecológica Costanera Sur.

Hotéis[editar | editar código-fonte]

Puerto Madero, por ser um dos bairros mais valorizados de Buenos Aires, possui alguns hotéis, a maioria de luxo, para quem deseja hospedar-se na região. No bairro, estão situados três hotéis cinco estrelas, que são: o Hilton Buenos Aires, um hotel da rede de hotéis Hilton Hotels & Resorts que conta com mais de 400 apartamentos, um grande foyer envidraçado de 600 m², um salão de exposições e uma série de salas de conferências;[12] o Faena Hotel Buenos Aires, que funciona em um antigo edifício industrial revitalizado pelo design francês Philippe Starck;[13] e o Hotel Madero, um hotel inaugurado em 2004 que possui 9 andares e 197 quartos, incluindo 28 suítes.[14] Em Puerto Madero também estão situados o Alvear Icon Hotel e o Bayres Madero. Outros hotéis encontram-se em construção.

Áreas verdes e monumentos[editar | editar código-fonte]

Áreas verdes[editar | editar código-fonte]

No lado leste do bairro, situa-se a Reserva Ecológica de Buenos Aires, também conhecida como Reserva Ecológica Costanera Sur, que é bastante frequentada por quem deseja caminhar, andar de bicicleta, correr ou passar o dia com a família. A reserva ocupa um terreno aterrado de 350 hectares às margens do Rio da Prata, planejado anteriormente para ser uma expansão da zona urbana de Buenos Aires, e possui três grandes lagoas: a Lagoa dos Caxinguis; a Lagoa das Gaivotas; e a Lagoa dos Patos. Distintas espécies de aves, mamíferos, anfíbios e répteis, bem como pastagens e bosques, podem ser contempladas por quem circula nas diversas trilhas que atravessam ou circundam a reserva ecológica.[15]

Puerto Madero também possui outras áreas verdes dedicadas ao lazer, embora menores do que a reserva ecológica, ao longo de sua área urbana: o Parque Mujeres Argentinas; o Parque Micaela Bastidas; o Parque Eva Duarte de Perón; a Praça Campaña del Chaco; o Parque Raquel Forner; dentre outras.

Monumentos[editar | editar código-fonte]

Fonte das Nereidas, obra da escultora argentina Lola Mora.

Diversos monumentos, incluindo estátuas e fontanários, estão situados no bairro de Puerto Madero. No Paseo de la Gloria estão situadas várias estátuas de atletas argentinos de autoria do escultor Carlos Benavidez, conhecido por seus numerosos trabalhos para colecionadores. Os esportistas retratados pelo conjunto de obras são:[16]

Monumento ao taxista, obra do artista Fernando Pugliese.

Em Puerto Madero também está situado o Monumento ao Tango, obra da escultora Estela Trebino e do engenheiro Alejandro Coria. Inaugurado em 22 de novembro de 2007, o monumento, com forma de fole e semelhante a um bandoneón, homenageia o gênero musical símbolo da cidade de Buenos Aires: o Tango.[17] Outro monumento localizado no bairro é a Fonte das Nereidas, obra da escultora argentina Lola Mora. Construído com mármore oriundo de Carrara, a fonte consiste de uma enorme valva, da qual emergem três tritões com seus cavalos, e de uma valva menor, sustentada por duas nereidas e da qual surge Vênus.[18]

Outros monumentos espalhados pelo bairro são: o Monumento ao guarda-costas, obra do escultor Andrés Oscar Mirwald e que se trata de uma homenagem aos militares argentinos mortos na Guerra das Malvinas; o Monumento ao taxista, obra do artista Fernando Pugliese e que representa um taxista ao lado de um modelo Siam Di Tella 1500;[19] o Monumento à Espanha ou Monumento a la España Civilizadora y Eterna, obra do escultor Arturo Dresco e que é considerado um símbolo da união dos povos da Argentina e da Espanha;[20] e o Monumento à Fangio,[nota 1] que representa Juan Manuel Fangio ao lado de um modelo Mercedes-Benz W196, utilizado pelo piloto nas temporadas de 1954 e de 1955 da Fórmula 1.[21]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

O bairro de Puerto Madero é lar de alguns dos mais interessantes e caros restaurantes de Buenos Aires, a maioria localizado nos passeios públicos que margeiam os diques. Dentre os restaurantes da região, podemos citar: o Cabaña Las Lilas, que se destaca pela qualidade dos cortes de carnes e dos sofisticados pratos; o La Parolaccia Trattoria, um dos principais restaurantes italianos da cidade; o Osaka, um moderno e sofisticado restaurante de culinária oriental; e o Madero Tango, onde os visitantes podem assistir a um espetáculo de tango enquanto jantam.[22]

Museus[editar | editar código-fonte]

ARA Uruguay no dique nº 4, em 2014.

Nos diques de Puerto Madero, estão situados dois antigos navios de guerra que foram convertidos em navios-museus: o ARA Uruguay, situado no dique nº 4; e o ARA Presidente Sarmiento, situado no dique nº 3. O ARA Uruguay é uma corveta que fora construída na Inglaterra e que hoje é o navio mais antigo da Armada Argentina ainda flutuando, tendo sido oficialmente incorporado à frota naval argentina em setembro de 1874. Já o ARA Presidente Sarmiento é uma fragata que também fora construída na Inglaterra e que fora o primeiro navio-escola da Argentina, tendo sido construído especificamente para este fim.

Além dos navios-museus, o bairro também conta com outros museus, incluindo algumas galerias de arte: o Museu de Calcos e Escultura Comparada Ernesto de la Cárcova, dedicado à exposição de peças representativas das manifestações mais destacadas da cultura suméria que existiram até o Renascimento, tanto em relevo como em escultura de vulto;[23] a Coleção de Arte Amalia Lacroze de Fortabat, que possui mais de 150 obras de reconhecidos artistas internacionais, bem como de artistas argentinos;[24] o Museu do Humor, que reúne obras de grandes mestres da ilustração e da caricatura, compondo uma valiosa coleção patrimonial do humor gráfico argentino e estrangeiro;[25] o Faena Arts Center, uma galeria de arte contemporânea cujo programa de exibições possui caráter experimental, internacional e dinâmico;[26] e o Museu Nacional da Imigração (MUNTREF), cujo objetivo é destacar a importância histórica, cultural, social e econômica da imigração na Argentina.[27]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Preparativos para o ePrix de Buenos Aires de 2015.

O bairro possui um circuito de rua utilizado para corridas da Fórmula E, uma competição de automobilismo organizada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) com monopostos elétricos. Desde 2015, o circuito, que possui 2,44 km de extensão, recebe uma das etapas da categoria.[28]

Em frente ao dique nº 1, localiza-se o Fútbol Madero, que consiste em um conjunto de quadras de futebol de grama sintética.[29] Ao sul da Reserva Ecológica de Buenos Aires, localiza-se um terreno, atualmente inutilizado, no qual o Club Atlético Boca Juniors pretendia construir um complexo desportivo que incluiria um estádio com capacidade para 150 mil pessoas. Hoje, o terreno é de propriedade da Inversiones y Representaciones Sociedad Anónima (IRSA), que planeja construir no local um megaempreendimento, denominado Solares de Santa María, que contará com torres residenciais, centros comerciais, hotéis, colégios e docas.[30]

Ao norte da reserva, situa-se o Yacht Club Argentino, um clube de iatismo cujo edifício fora projetado pelo arquiteto francês Eduardo Le Monnier em 1911 para ser a sede social da instituição.[31] Outro clube de iate, denominado YACHT Club Puerto Madero e construído em 1997, está localizado no dique nº 4.[32]

Projetos similares[editar | editar código-fonte]

Logo do Porto Maravilha.

Hoje, Puerto Madero é um exemplo internacional de revitalização urbana, sendo referência para projetos de infraestrutura em áreas portuárias de outras cidades. No Rio de Janeiro, um plano de revitalização similar foi implementado na Região Portuária do Rio de Janeiro. O projeto Porto Maravilha, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), foi concebido para a recuperação da infraestrutura urbana, das vias de transporte, do meio ambiente e dos patrimônios históricos e culturais em três bairros cariocas: Gamboa, Santo Cristo e Saúde.[33]

No dia 7 de setembro de 2012, representantes da Corporación Antiguo Puerto Madero S.A. (Capmsa) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP) assinaram um convênio de colaboração visando a revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro. Uma equipe de trabalho interdisciplinar foi constituída para definir ações técnicas, políticas e administrativas visando o desenvolvimento de projetos e de estudos sobre a organização dos territórios da região.[34]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Este monumento não é o que está situado no Paseo de la Gloria.

Referências

  1. a b c d e f «Puerto Madero» (em espanhol). Portal de Buenos Aires. Consultado em 5 de março de 2018 
  2. a b «Historia de Puerto Madero» (em espanhol). Portal Nuevo Madero. Consultado em 6 de março de 2018 
  3. Rögind, William (1937). Historia del Ferrocarril Sud (em espanhol). Buenos Aires: Turtl y Compiani. p. 137 
  4. «Puerto de Buenos Aires: Proyectos Madero, Bateman y otros. 1861 a 1884» (em espanhol). Fundación Histarmar. Consultado em 31 de março de 2018 
  5. «Vivir y trabajar en Puerto Madero» (em espanhol). La Nación. 16 de setembro de 2001. Consultado em 31 de março de 2018 
  6. «Campus Puerto Madero» (em espanhol). Universidad Católica Argentina. Consultado em 9 de abril de 2018 
  7. «Sedes» (em espanhol). Instituto Tecnológico de Buenos Aires. Consultado em 9 de abril de 2018 
  8. Castro, Haroldo (5 de novembro de 2014). «Puerto Madero, um projeto obsoleto que deu certo 100 anos depois». Época. Consultado em 6 de março de 2018 
  9. «Puente de la Mujer» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 28 de março de 2018 
  10. Dapelo, Santiago (15 de julho de 2007). «Kirchner inauguró el nuevo tranvía de Puerto Madero» (em espanhol). La Nación. Consultado em 9 de março de 2018 
  11. «O eléctrico de Puerto Madero será desmantelado» (em espanhol). enelSubte.com. 25 de julho de 2016. Consultado em 9 de março de 2018 
  12. «Hotel Hilton» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 9 de abril de 2018 
  13. «The Original Faena» (em inglês). Faena Group. Consultado em 9 de abril de 2018 
  14. «El Hotel Madero cumple 5 años» (em espanhol). Mensajero Web. Consultado em 9 de abril de 2018 
  15. «Reserva Ecológica» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 29 de março de 2018 
  16. «Paseo de la Gloria» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 30 de março de 2018 
  17. «Monumento al Tango» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 30 de março de 2018 
  18. «Fuente de la Nereidas» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 30 de março de 2018 
  19. «Joya nunca taxi: inauguraron el monumento al taxista» (em espanhol). Diario Popular. 16 de novembro de 2012. Consultado em 30 de março de 2018 
  20. «El "otro" Colón, abandonado y vandalizado en Costanera Sur» (em espanhol). Diario Clarín. 19 de agosto de 2014. Consultado em 30 de março de 2018 
  21. «Monumento a Fangio» (em espanhol). Portal de Buenos Aires. Consultado em 30 de março de 2018 
  22. Brunna, Brok (23 de agosto de 2017). «Restaurante em Puerto Madero: As melhores dicas». Aguiar Buenos Aires. Consultado em 10 de abril de 2018 
  23. «Museo de Calcos "Ernesto de La Cárcova"» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 29 de março de 2018 
  24. «Colección de arte Amalia Lacroze de Fortabat» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 29 de março de 2018 
  25. «Museo del Humor» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 29 de março de 2018 
  26. «Faena Arts Center» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 29 de março de 2018 
  27. «Museo de la Inmigración MUNTREF» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 29 de março de 2018 
  28. «Buenos Aires recibe la cuarta fecha del Campeonato FIA de la Fórmula E» (em espanhol). Portal de Buenos Aires. 9 de janeiro de 2015. Consultado em 6 de abril de 2018 
  29. «Fútbol Madero - Complejo de canchas de fútbol con césped sintético - Puerto Madero - Buenos Aires» (em espanhol). Fútbol Madero. Consultado em 6 de abril de 2018 
  30. Patricio, Eleisegui (15 de novembro de 2012). «"Dubai en Buenos Aires": los detalles del megaproyecto que IRSA levantará en la ex Ciudad Deportiva de la Boca» (em espanhol). iProfesional. Consultado em 6 de abril de 2018 
  31. «Yacht Club Argentino» (em espanhol). Portal de turismo de Buenos Aires. Consultado em 6 de abril de 2018 
  32. «EL YACHT» (em espanhol). YACHT Club Puerto Madero. Consultado em 6 de abril de 2018 
  33. «Porto Maravilha». Portal do Porto Maravilha. Consultado em 28 de março de 2018 
  34. «Puerto Madero e Porto Maravilha assinam convênio de colaboração». Portal do Porto Maravilha. 11 de setembro de 2012. Consultado em 31 de março de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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